sábado, 25 de fevereiro de 2017

CARNAVAL E DESEMPREGO: É POSSÍVEL DORMIR COM UM BARULHO DESSES?


Taxa de desocupação sobe e 
país soma quase 13 milhões de desempregados


A taxa de desocupados continua em alta e fechou o trimestre encerrado em janeiro em 12,6%, um crescimento de 0,8 ponto percentual em relação ao período de agosto a outubro do ano passado, quando estava em 11,8%. Com a alta do último trimestre, o país passou a contabilizar 12,9 milhões de desempregados.
Os dados, divulgados nesta sexta-feira (24), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), fazem parte da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua.
Esta é a maior taxa de desemprego da série histórica iniciada em 2012 e também o maior número de desempregados da história.

terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

INTERNET MAIS CARA PARA QUEM É MAIS POBRE


Empresas de telecomunicações 
atualizam as desigualdades no Brasil

Sérgio Amadeu | Foto: CODE Ipea

No fluxo do lugar comum, somos levados a afirmar que hoje todo mundo tem acesso à internet no Brasil. Entretanto, ao embarcarmos na reflexão do sociólogo Sérgio Amadeu da Silveira, percebemos algumas nuances que revelam o ambiente virtual como mais um espaço que reitera e atualiza as desigualdades. Ele destaca que as pessoas mais pobres acessam a internet pela rede móvel e, ainda assim, com planos pré-pagos e franquias restritivas. “Os maiores entraves para a efetiva democratização da internet estão na concentração de renda, nos elevados custos da conexão no país e na falta de cobertura da banda larga nas regiões mais carentes”, aponta.
Na entrevista a seguir, concedida por e-mail à IHU On-Line, o professor alerta que as propostas de cobranças por tráfego de dados de internet fixa fortalecem as empresas e jogam os custos entre os usuários de menor poder aquisitivo. “Isso vai elevar o custo-Brasil de conexão. Essa limitação de navegação prejudicará os segmentos mais pobres da sociedade”, alerta. Ele ainda destaca que, nesse debate, “o mais lamentável é que as operadoras de telecom afirmam que vão cobrar mais para nos beneficiar”.
Para o professor, é urgente ampliar o debate sobre as empresas de telecomunicações no Brasil e repensar suas relações com o Estado. “Precisamos de um grande plano de banda larga acessível a todos. Isso deve ser uma prioridade e exigirá investimentos públicos”, pontua. Sérgio Amadeu ainda destaca que é evidente o interesse das teles nos clientes da periferia. O problema é que as empresas “querem que a sociedade arque com os custos para que elas possam melhorar seus lucros”. Por isso, destaca a importância de se pensar em alternativas, que passam, por exemplo, por investimentos em pesquisa e projetos de cooperativas de conexão. “A conexão barata e de qualidade é condição fundamental para desenvolvermos serviços de alto valor agregado na economia informacional”.
Para ler a entrevista, clique aqui.
(Fonte Instituto Humanitas Unisinos - IHU)

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

PSIU ! . . .


Elogio do silêncio
Eugênio Magno

Escrever o quê Não posso escrever Não tenho palavras Minha voz murchou É só ausência A tela cinza do micro e a página em silêncio O silêncio interior é a palavra mais forte Futuro e passado são nada e o presente é esta síntese Procuramos tudo em todos os lugares sem saber que o que buscamos é o nada Só o nada nos leva à plenitude do ser Antes da nossa existência éramos nada e depois de existirmos novamente nos transformaremos em nada O que temos então agora é um pequeno parêntese entre o nada Portanto para ser pleno o agora também deve ser nada Façamos um vazio no presente e seremos preenchidos pelo nada Não teremos mais passado nem futuro e o presente será eternidade As harmônicas do silêncio devem ser a nossa música interna o nosso compasso a guiar o nosso passo pisando o finito em direção ao infinito O que existe já não me interessa O que vejo e o que ouço e sinto não me apetecem Busco o que não existe O que não vejo não ouço e não sinto Não me interessa o verso nem o inverso A ausência sim me acresce O concreto e até o abstrato já foram descritos O nada continua incógnito à espera de outros nada que cada vez mais o desclassifique Não posso falar do que já existe O que existe é e ponto O que não existe não é e reticências Gosto das reticências Tem gente que confunde reticências com interrogação Interrogação é linguagem dos cientistas reticências é linguagem de poeta Vírgula travessão também o são Até o ponto e vírgula é linguagem de poeta Exclamação serve às linguagens precisas da informação da certeza e da tola admiração Não tenho certezas não busco verdades Elas não existem por aqui Ir talvez seja voltar mas os iludidos vão na certeza de encontrar o fim Estou aprendendo a cultivar os nada A buscar o antes do início A matéria-prima do que existe é verdadeira criação o que fizeram dela é manipulação transformação A linguagem precisa precisa ser reinventada Ela já não diz mais porque diz muitas coisas que são e nós precisamos dos nada Somente o vazio e o silêncio da descida ao abismo do nada nos levará ao todo de tudo À presença do que sempre tem sido ausência Não posso continuar a escrever Não posso falar Não posso continuar a quebrar o silêncio As palavras já existem ou como dizia o poeta Drumond os poemas já estão prontos à espera de quem os encontre 
.

(Do livro Minas em Min, 2005, pág. 38)

O PAPA E A ECONOMIA


Não a uma economia que mata. 
Sim a uma economia de comunhão!



Economia e comunhão. Duas palavras que a cultura atual conserva bem separadas e, frequentemente, considera opostas. Duas palavras que vós, ao contrário, unis, aceitando o convite feito há 25 anos por Chiara Lubich, no Brasil, quando, diante do escândalo da desigualdade na cidade de São Paulo, pediu aos empresários que se tornassem agentes de comunhão. ”
Com essas palavras o Papa Francisco saúda os 1200 empresários, jovens e estudiosos reunidos para festejar os 25 anos de vida da Economia de Comunhão: “Há tempo eu estou sinceramente interessado ao vosso projeto. ” “Vós fazeis ver, com a vossa vida, que economia e comunhão tornam-se mais belas quando se coloca uma ao lado da outra. Mais bela a economia, certamente; mas, mais bela torna-se também a comunhão, porque a comunhão espiritual dos corações é ainda mais plena quando se torna comunhão de bens, de talentos, de lucros.”
Diante de um público extremamente atento, o Papa Francisco expressou três votos e fez recomendações. 
Primeiro, o dinheiro. “É muito importante que no cerne da Economia de Comunhão exista a comunhão dos vossos lucros. A Economia de Comunhão é também comunhão dos lucros, do dinheiro, expressão da comunhão de vida.” O Papa disse que o dinheiro: “torna-se ídolo quando se torna o objetivo (...). Foi Jesus que atribuiu ao dinheiro a categoria de Senhor. ” E ainda: “Entende-se, portanto, o valor ético e espiritual da vossa escolha de colocar em comum os lucros. O melhor e o mais concreto modo para não fazer do dinheiro um ídolo é partilhar o mesmo com outros, especialmente com os pobres (...). Quando partilhais e doais os vossos lucros, estais fazendo um gesto de alta espiritualidade, dizendo com os fatos, ao dinheiro: tu não és Deus, tu não és senhor, tu não és patrão! ”
Segundo, a pobreza. “O principal problema ético do capitalismo é a criação de descartáveis para, depois, procurar escondê-los ou cuidar para que não sejam mais vistos (...). Os aviões poluem a atmosfera, mas, com uma pequena parte do dinheiro das passagens plantarão árvores, para compensar parte do dano à criação. As empresas dos jogos de azar financiam campanhas para cuidar dos jogadores patológicos que elas criam. E, no dia em que as empresas de armas financiarão hospitais para cuidar das crianças mutiladas pelas suas bombas, o sistema terá atingido o seu ápice. A hipocrisia é isto! ”
Diante desta abominação: “a Economia de Comunhão, se quiser ser fiel ao seu carisma, não deve somente curar as vítimas do sistema, mas, construir um sistema no qual as vítimas sejam sempre menos, sistema no qual, possivelmente, não existam mais vítimas. Enquanto a economia produzir uma vítima e existir uma só pessoa descartável, a comunhão não é ainda realizada, a festa da fraternidade universal não é plena. ”
Terceiro, o futuro. “Esses 25 anos da vossa história demonstram que a comunhão e a empresa podem crescer e estar juntas”, uma experiência limitada ainda a um pequeno número de empresas, se comparado ao grande capital do mundo, “Mas, as transformações na ordem do espirito, portanto, da vida, não são ligadas aos grandes números. O pequeno rebanho, a lâmpada, uma moeda, um cordeiro, uma pérola, o sal, o fermento: são essas as imagens do Reino que encontramos no Evangelho.
Não é necessário ser muitos para mudar a nossa história, a nossa vida: basta que o sal e o fermento não se tornem desnaturados (...), o sal não exerce a sua função crescendo em quantidade; ao contrário, muito sal torna a comida salgada; mas, salvando a sua ‘alma’, a sua qualidade. ” E, lembrando o tempo no qual não existia geladeira e se partilhava porções de fermento para fazer um novo pão, o Papa estimulou os empresários da EdC a “não perder o princípio ativo, a ‘enzima’ da comunhão”, praticando “a reciprocidade.” “A comunhão não é somente divisão, mas, também, multiplicação dos bens, criação de novo pão, de novos bens, de novo Bem, com letra maiúscula.” E recomendou: “Doem-na a todos, e, em primeiro lugar, aos pobres e aos jovens (...). O capitalismo conhece a filantropia, não a comunhão. ”
E ainda: “Vós já fazeis essas coisas. Mas, podeis partilhar mais os lucros para combater a idolatria, transformar as estruturas para prevenir a criação das vítimas e dos descartáveis; doar ainda mais o vosso fermento para fermentar o pão de muitas pessoas. Que o “não” a uma economia que mata torne-se um “sim” a uma economia que faz viver, porque partilha, inclui os pobres, usa os lucros para criar comunhão.” “Faço votos de que continueis no vosso caminho, com coragem, humildade e alegria... Continuar a ser semente, sal e fermento de outra economia: a economia do Reino, no qual os ricos sabem partilhar as suas riquezas e os pobres são chamados bem-aventurados. ”
Esta é a nova consciência com a qual se retoma a caminhada, com alegria e renovado compromisso.

(Fonte: Boletim do Centro Nacional de Fé e Política Dom Helder Câmara - CEFEP)

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

REFORMA DA PREVIDÊNCIA É UM DESCALABRO


DIEESE: PEC da Previdência é maior desafio desde a Constinuinte



Vitor Nuzzi 
Rede Brasil Atual


Para o diretor técnico do Dieese, Clemente Ganz Lúcio, o movimento sindical enfrenta, com a reforma da Previdência, desafio semelhante ao do período pré-Constituinte, em meados dos anos 1980, com uma discussão de fundo estrutural. A representantes de nove centrais sindicais, em encerramento de dois dias de debate sobre a Proposta de Emenda à Constituição (PEC 287), ele afirmou que a questão, agora, é evitar "um dos maiores desmontes institucionais e sociais da história".
Segundo Clemente, diante de um cenário adverso, com maioria parlamentar pró-governo, as centrais precisam preservar sua unidade – "A única chance de fazer o enfrentamento" – e envolver diversos segmentos sociais, especialmente a juventude. "O projeto que está aí não nos representa. Queremos uma reforma que dê proteção universal aos trabalhadores. Estamos longe disso", disse o diretor do Dieese, defendendo ainda um modelo "eficaz na cobrança e com sonegação zero, universal e sustentável".
Entre as centrais, há quem defenda a retirada pura e simples da PEC 287 – e também do Projeto de Lei 6.787, de reforma trabalhista. Parte dos dirigentes defende a apresentação de emendas. As entidades devem se reunir na semana que vem para discutir, entre outras questões, uma data de paralisação nacional. A CUT, por exemplo, propõe aderir à já aprovada greve dos trabalhadores na educação, em 15 de março.

(Fonte: Site Carta Maior)

sábado, 4 de fevereiro de 2017

O BRASIL HUMANISTA ESTÁ DE LUTO: O ÓDIO E A PRESSÃO IRRESPONSÁVEL DOS RANCOROSOS MATARAM DONA MARISA


A carta do ex-ministro Aragão para Lula

Lula e Marisa

Acordei atormentado hoje, Lula. Como se não bastasse a tensão destes tempos, com o passamento de Teori Zavascki e as tenebrosas transações que lhe seguiram, no esforço de blindar uma ninhada de ratos esbulhadores do poder, desperto sob a angústia do momento dramático que assombra sua família. Para me manter firme, ligo o som de meu carro ao levar os meninos para a escola, ouvindo “Mais uma vez” do saudoso Renato Russo:

“Mas é claro que o sol vai voltar amanhã Mais uma vez, eu sei
Escuridão já vi pior, de endoidecer gente sã
Espera que o sol já vem…
Tem gente que está do mesmo lado que você
Mas deveria estar do lado de lá
Tem gente que machuca os outros Tem gente que não sabe amar
Tem gente enganando a gente
Veja a nossa vida como está
Mas eu sei que um dia a gente aprende
Se você quiser alguém em quem confiar Confie em si mesmo
Quem acredita sempre alcança!
Mas é claro que o sol vai voltar amanhã Mais uma vez, eu sei
Escuridão já vi pior, de endoidecer gente sã
Espera que o sol já vem
Nunca deixe que lhe digam que não vale a pena
Acreditar no sonho que se tem
Ou que seus planos nunca vão dar certo
Ou que você nunca vai ser alguém
Tem gente que machuca os outros
Tem gente que não sabe amar
Mas eu sei que um dia a gente aprende
Se você quiser alguém em quem confiar
Confie em si mesmo
Quem acredita sempre alcança!”
Pois é, Lula. Com seu enorme coração, no meio de implacável perseguição que promovem a si e a seus entes queridos, pessoas sem um milésimo de sua dignidade, você é submetido a esse agudo padecimento pela situação extrema de sua companheira e esposa, Marisa Letícia, com quem tem vivido por mais de trinta anos. Só gente grande, como você, para suportar tamanha provação com a conformação que lhe é própria.
Conformar-se, diferentemente do que muitos pensam, não é pendurar as chuteiras, não é entregar-se, não é jogar a toalha. É ter capacidade de assumir, na alma, a forma das circunstâncias, para a elas se adaptar. Para melhor lidar com desafios inevitáveis. Por isso, “com-formar”. É atitude de sabedoria, de fazer-se senhor do destino e não se abater por ele.
Lula, você tem estoicamente aguentado desaforos, insultos, injustiças, manobras vis, falta de humanidade de um coletivo que se embruteceu ao adotar o discurso ditado por uma mídia perversa, que está a serviço do que é de pior na nossa sociedade de fortes traços escravocratas: o corporativismo de carreiras de elite, o poder econômico de rentistas especuladores, de entreguistas da Pátria, de traidores e alto-traidores, de gente tomada do ódio de classe, de fascistas embrutecidos e saudosistas da ditadura, enfim, de uma malta de canalhas que só pensa no próprio umbigo.
Mas você é maior. Paga o preço dos grandes transformadores. Não espere gratidão dessa turba, mas você sempre terá o carinho de dezenas de milhões de brasileiras e brasileiros que lhe devem a inclusão social, de inúmeros povos a quem demonstrou a solidariedade do Brasil.
Que não ousem, os amestrados miquinhos do fascismo, promover algazarra com seu sofrimento, pois saberemos, quem o respeitamos como Brasileiro, reagir à altura. Tenham, esses energúmenos, cuidado e se recolham. É o melhor que podem fazer, para que não tenhamos que ofender os animais, igualando-os com estes.
Lula, receba neste momento de profunda dor, a nossa compaixão. Choramos com você o sofrimento desse martírio. Dona Marisa chegou a esse estado porque, como muitos de nós, que amamos o Brasil, sentiu-se profundamente ferida, supurada, em carne viva, com o momento trágico deste País, entregue a uma corja de aves de rapina. E ainda foi alvo de persistente, covarde e mortífero ataque de quem o queria atingir através dela! Não lhes dê essa mórbida satisfação: ignore-os.
Mas claro que o sol vai voltar amanhã! Desejamo-lhe muita força neste momento e fiquemos juntos, unidos por um futuro melhor.
Eugênio Aragão*
Ex-Ministro da Justiça
(Fonte: Site do DCM)

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

13º CONCURSO ROGÉRIO SALGADO DE POESIA


Vencedores do Concurso de Poesia Rogério Salgado

O resultado do 13º Concurso Rogério Salgado de Poesia já tem resultado. O júri composto pelos poetas Ana Paula Generoso, Wagner Torres e pelo próprio Rogério Salgado, sob a coordenação de Virgilene Araújo, atribuíram notas de 1 a 10 aos poemas participantes. 
Após a soma geral a classificação ficou assim: Em Primeiro Lugar, Fernando Antônio Fonseca (pseudônimo: Ulysses), poema sem título; o segundo lugar ficou com Daniela Bento Alexandre (pseudônimo: dona Ulina), com o poema Vitral e o terceiro lugar foi para o poema Melancolia, de autoria de Luiz Gondim de Araújo Lins (pseudônimo: Menestrel).
Destaco abaixo um dos poemas vencedores:

VITRAL

(Daniela Bento Alexandre)
 

Tenho em mim todas as luas
Ruas
Aventuras.
 
Banham-me todos os rios
Risos
Sorrisos.
 
Nadam em meu peito todos os mares
Olhares
Cantares.
 
Calam em meio seio tantos desejos
Devaneios
Teus seios.
 
Ardem em meu íntimo todos os sóis
Lençóis
E nós.

sábado, 28 de janeiro de 2017

EUA SE ISOLA DO MUNDO


Faltam 2 mil kilometros para o novo "muro da vergonha"


A muralha de Donald Trump já existe e atravessa cidades e montanhas. Nova construção provocará golpe ecológico e maior mortalidade entre os migrantes.
Quando escutou que Trump queria construir um muro, a primeira coisa que o professor Jonathan Lee pensou foi: “Será mais largo? Será eletrificado? Terá dois andares?” Isso porque Lee, da cidade de Tecate, todo dia vê uma placa metálica ocre e enferrujada quando acorda. Ela foi erguida por Bill Clinton em 1994 a 20 metros da sua cama.
A reportagem é de Jacobo García, publicada por El País, 26-01-2017.
Na quarta-feira, Donald Trump anunciou o começo da construção “em meses” de um muro ao longo da fronteira e cujo financiamento será por conta do México, tal como disse o magnata à rede ABC. O muro, segundo cálculos do The Washington Post, terá um custo superior a 25 bilhões de dólares (80 bilhões de reais) e exigiria a utilização de milhares de trabalhadores durante anos.
No entanto, essa é uma realidade tangível há décadas para milhares de mexicanos. “Eu passava aos EUA com a naturalidade de quem atravessa a rua. Eles e nós fazíamos as compras de ambos os lados da fronteira sem nenhum inconveniente, até que começaram a erguer o muro”, diz Lee, de 33 anos.
A construção não é uma invenção de Trump. Com a chegada de Clinton ao poder, em 1993, os democratas levantaram o polêmico muro sem nenhum escândalo, da mesma forma que Barack Obama foi o presidente que mais expulsou migrantes sem documentos durante seus oito anos de Governo: quase 2,6 milhões de pessoas deportadas.
Hoje, há muro físico em um terço (cerca de 1.100 km) dos quase 3.200 quilômetros de fronteira entre México e EUA. Barreiras de concreto, grades, placas metálicas que serviram para facilitar o pouso de aviões durante a Guerra do Golfo e depois foram usadas para separar os dois países.
O muro começa na praia de Tijuana e avança rumo ao leste atravessando cidades como Tecate e Mexicali. Em outros trechos, sobe e desce pelos montes de estados como Califórnia, Arizona e Novo México, onde apenas se ouve o vento e habitam veados, como uma variante tex-mex da Muralha da China.
Em outro terço da fronteira há um muro virtual, vigiado por câmeras, sensores térmicos, raios-X e pelo menos 20 mil agentes fronteiriços, 518% a mais do que há duas décadas, segundo um relatório elaborado pelo instituto mexicano Colégio da Fronteira Norte e o Centro Norte-Americano de Estudos Transfronteiriços.
Em seu último terço, o muro é natural. E também o mais barato do mundo para vigiar, pois os rios e desertos de Sonora e Chihuahua agem como sentinelas com suas temperaturas que chegam a 50 graus. Nas últimas duas décadas, cerca de 8.000 migrantes morreram no local tentando atravessá-lo.
“Não se trata apenas da construção de um muro, mas de toda uma estratégia de humilhação”, diz o professor José Manuel Valenzuela, secretário acadêmico do Colégio da Fronteira Norte. “Há uma estratégia para prejudicar a vida na fronteira, restringir os fluxos migratórios e acabar com as cidades santuário, onde os migrantes encontram certa proteção. Isso é também um grave ataque à vida ecológica e aos parques naturais que atravessam a fronteira”, afirma.
“Os grupos supremacistas que atacam e matam os migrantes se veem agora mais legitimados. Comprovou-se que, com a construção do primeiro muro em 1994, a emigração diminuiu, mas o número de mortos aumentou”, diz Valenzuela.
Jonathan Lee, que todo dia vê migrantes de Chiapas e Michoacán passando em frente à sua casa tentando atravessar para o outro lado, acredita que o muro de 1994 serviu como uma espécie de seleção natural. A barreira obrigou os migrantes a passarem por desertos e montanhas. “Quem consegue sobreviver a uma prova tão dura demonstra que é forte e fisicamente capaz de trabalhar em qualquer tipo de serviço que os EUA exigirem”, diz.
(Fonte: Site do Instituto Humanitas Unisinos - IHU)

quarta-feira, 25 de janeiro de 2017

UM MUNDO DE INCERTEZAS, CATÁSTROFES E RUPTURAS


Boaventura de Sousa Santos diz que 
mundo caminha para rupturas


Pouca gente no planeta observa a geopolítica mundial com a lucidez de Boaventura de Sousa Santos. Catedrático aposentado da Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra, Portugal, e professor emérito da Faculdade de Direito da Universidade de Wisconsin, Estados Unidos, Boaventura é também profundo conhecedor da realidade do Brasil, onde passou a ser mais conhecido no início deste século, ao organizar e participar de edições do Fórum Social Mundial, e onde esteve recentemente para lançar seu novo livro, A Difícil Democracia (Editora Boitempo).
Ao analisar o complexo cenário político e econômico global, o professor considera incompatível a coexistência entre a democracia e as modernas sociedades capitalistas. Para ele, a democracia, limitada ao nível do sistema político, sempre sucumbe, na prática, aos três modos de dominação de classes: capitalismo, colonialismo e patriarcado. O resultado, com alguma variação de tons aqui e ali, é a prevalência de um fascismo social. Tome-se o caso brasileiro no qual, segundo Boaventura, a democracia tinha mais intensidade antes do “golpe parlamentar-midiático-judicial” do que tem agora. Agora, a simples composição do governo mostra como a democracia está mais capitalista, colonialista e patriarcal. E o que tem o fascismo social a ver com isso?
“Em todos estes casos, as vítimas são formalmente cidadãos, mas não têm realisticamente qualquer possibilidade de invocar eficazmente direitos de cidadania a seu favor”, define o professor. As vítimas de fascismo social, portanto, não são consideradas plenamente humanas, como ele resume. Boaventura vê ainda nos planos do atual governo um potencial devastador, de definhamento da democracia e de um aumento brutal do fascismo social.
Sarah Fernandes, da Rede Brasil Atual, fez um entrevista com Sousa Santos que você pode conferir na íntegra, clicando aqui.

sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

MINISTRO RELATOR DA LAVA JATO TERIA SIDO ASSASSINADO?


'É preciso investigar se foi acidente ou não', diz filho de Teori


O advogado Francisco Prehn Zavascki, filho do ministro Teori Zavascki, que morreu nesta quinta-feira, 19, em Paraty (RJ), cobrou uma investigação da morte do pai e disse que nenhuma possibilidade está descartada. "É preciso investigar a fundo e saber se foi acidente ou não, que a verdade venha à tona seja ela qual for", afirmou à Rádio Estadão.
Francisco disse que a família está em contato com autoridades para acompanhar os desdobramentos das investigações. O Ministério Público Federal (MPF) e a Polícia Federal (PF) já comunicaram que abriram processos para apurar as causas do acidente. "Ainda não parei para pensar, não deu tempo para pensar com mais calma nisso, mas não podemos descartar qualquer possibilidade. No meu íntimo, eu torço para que tenha sido um acidente, seria muito ruim para o País ter um ministro do Supremo assassinado", disse.
O filho relatou ainda que havia grupos contrários às investigações de casos de corrupção no País e que o ministro já teria recebido ameaças. Ele era relator dos processos da Operação Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), sendo responsável por conduzir os julgamentos de investigados com foro privilegiado. "Seria infantil dizer que não há movimento contrário, agora a questão é o que o movimento seria capaz de fazer", afirmou.
Francisco Zavascki disse que o pai estava bastante concentrado na homologação das colaborações premiadas de executivos e ex-executivos da Odebrecht, o que estava programado para ocorrer em fevereiro. "Ele tinha perfeita noção do impacto que tem no País e que isso poderia realmente fazer o País ser passado a limpo."
O velório do corpo do ministro do STF vai ser realizado na sede do Tribunal Regional Federal da 4ª Região, em Porto Alegre. 
(Fonte: Jornal O Tempo)

domingo, 15 de janeiro de 2017

INDULTO PARA UMA NOVA VIDA


Habeas Corpus

 Eugênio Magno

Então, certa vez, o poeta disse: Estou voltando para o lugar de onde vim. Tentei brincar de deus, criar lugares, pessoas, situações, mas descobri que a minha vocação não é a de manipulador de marionetes e carcereiro de cenários. Sou um homem de palavra que usa a voz, aprecia a melodia, gosta de silêncio, mas prefere o som. Não quero enclausurar imagens. As paisagens também devem ser livres e terem a cor que escolher a imaginação de quem escuta com os olhos ou os ouvidos, apenas palavras. O cristalino dos meus olhos não é mais o original e não posso confiar tanto assim na minha visão, nem na dos outros. As lentes são estreitas, focadas demais e só apontam para o outro. Não confio no que vejo, muito menos no que me mostram. Minha tarefa é descobrir a mim mesmo. Só assim posso chegar ao outro. Não para desnudá-lo ou vendê-lo na feira de arte (moderna?). Mas para abraçá-lo e cobrir a sua alma nua.
(Do Livro Minas em Mim, 2005, pág. 37)

quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

Estados Unidos e Rússia



Perversão sexual e ciberataques: 

o dossiês da Rússia sobre Trump



Um relatório divulgado por diversos veículos de imprensa americanos nesta terça-feira (10/01), que estaria em poder das agências de inteligência do país, sugere que a Rússia teria informações comprometedoras sobre a vida privada e financeira do presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump. Moscou, por sua vez, nega as informações e diz que o relatório é uma farsa.
Horas após relatos de que Trump teria sido informado por autoridades de inteligência sobre a existência do dossiê, o portal de notícias BuzzFeed News publicou um resumo do conteúdo. No entanto, o editor-chefe da página fez a ressalva de que haveria razões para questionar a veracidade do documento, uma vez que as informações não puderam ser totalmente verificadas.
Os diretores das principais agências de inteligência teriam apresentado o dossiê para Trump e para o atual presidente, Barack Obama, na semana passada, em meio às especulações de uma suposta interferência russa nas eleições presidenciais americanas.
Um ex-agente da inteligência britânica que teria elaborado o conteúdo do relatório teria assegurado que as informações seriam suficientes para “chantagear” o presidente eleito. Segundo a imprensa americana, o ex-agente teria credibilidade perante as agências de segurança.
Para continuar lendo a matéria, clique aqui.
(Fonte: Diário do Centro do Mundo)

quinta-feira, 5 de janeiro de 2017

"PRESOS TRANSFORMADOS EM MOEDA NA MÃO DO ESTADO"


Massacre em Manaus deixa claro 
que terceirização não valeu a pena



Maria Marques, da Pastoral Carcerária do Amazonas, que há 19 anos atua no sistema prisional, minimiza a importância do conflito entre as facções PCC (Primeiro Comando da Capital) e Família do Norte (FDN) na origem do massacre. “A maioria dos que morreram não foi assassinada porque pertencia a uma facção. Eram presos que estavam separados dos outros, em outro pavilhão, por serem acusados daqueles crimes que sofrem grande rejeição entre os internos, como estupro ou morte de criança”, afirmou em entrevista à Ponte. “Morreram aqueles que, numa rebelião, são sempre os primeiros a morrer.”
Para Maria, uma das principais causas do massacre é o sistema de gestão do presídio, que desde 2014 está a cargo de uma empresa privada, a Umanizzare. “O massacre deixou bem claro que a terceirização não valeu a pena. O governo terceiriza porque não é capaz de administrar, mas aí coloca outros que só fazem aumentar a corrupção e a violência”, diz. “Os presos se transformaram em moeda nas mãos do Estado.”
Além da terceirização da gestão e do conflito entre facções, a representante da Pastoral Carcerária também chama a atenção para as falhas do Estado, tanto na administração penitenciária “no âmbito federal e nacional” quanto no Judiciário.
“Se o Judiciário cumprisse seu papel, não haveria tantas mortes, porque as cadeias não estariam tão lotadas. A Lei de Execução Penal não é seguida. Há muitas pessoas que poderiam estar cumprindo pena em liberdade, mas continuam presas”, denuncia.
As promessas feitas pelo governo após o massacre — o segundo pior da história do sistema prisional brasileiro, atrás apenas dos 111 mortos no Carandiru, São Paulo, em 1992 — só reforçam a sensação de que nada vai ser resolvido, na visão de Maria.
“O governo só fala em construir mais presídios e desse jeito o problema nunca vai acabar, porque não existe uma política de ressocialização para o homem e a mulher que comete delito”, afirma. “Essas pessoas têm seus direitos desrespeitados todos os dias pelo Estado, e agora perderam também o direito à vida.”
(Fonte: Site do Instituto Humanitas Unisinos - IHU)

domingo, 1 de janeiro de 2017

2017 VAI PAGAR O PREÇO DA IMPOSTURA


Turbulência política não deve dar trégua em 2017

Impeachment da presidente da República, cassação do presidente da Câmara dos Deputados, recessão econômica sem precedentes e o envolvimento de dezenas de políticos em uma investigação de corrupção – a operação Lava Jato. Depois de um turbilhão de notícias negativas no cenário político-econômico, 2016 dá adeus, mas sem que alguns dos fatos mais marcantes tenham tido seu desfecho.
O novo ano dá as caras, mas ainda com interferência de questões remanescentes do ano anterior. Os desdobramentos de algumas questões remanescentes de 2016 podem impactar em cheio o Palácio do Planalto e, com isso, prolongar a crise política e dificultar a melhoria dos indicadores econômicos.
A lista de fatos que podem incendiar o cenário político inclui a delação de executivos da Odebrecht, o desenrolar de processo que pode culminar na cassação do mandato do presidente Michel Temer, as negociações para aprovar a reforma da Previdência e as eleições dos presidentes da Câmara e do Senado. Para continuar a ler a matéria de Pedro Rocha para o jornal O Tempo, clique aqui.

quarta-feira, 28 de dezembro de 2016

ASSASSINATO DA ESPERANÇA


2016: 
o ano em que se tentou matar a esperança do povo brasileiro

Foto: Agência Brasil
Leonardo Boff

A situação social, política e econômica do Brasil mereceria uma reflexão severa sobre a tentativa perversa de matar a esperança do povo brasileiro, promovida por uma corja (esse é o nome) de políticos, em sua grande maioria corruptos ou acusados de tal, que, de forma desavergonhada, se pôs a serviço dos verdadeiros forjadores do golpe perpretado contra a Presidenta Dilma Rousseff: a velha oligarquia do dinheiro e do privilégio que jamais aceitou que alguém do  andar de baixo chegasse a ser Presidente do Brasil e fizesse a inclusão social de milhões dos filhos e filhas da pobreza.
Obviamente há politicos valorosos e éticos, bem como  empresários da nova geração, progressitas que pensam no Brasil e em seu povo. Mas estes não conseguiram ainda acumular força suficiente para dar outro rumo à politica e um sentido social ao Estado vigente, de cariz neoliberal e patrimonialista.
Ao se referir à corrupção todos pensam logo no Lava Jato e na Petrobrás. Mas esquecem ou lhes é negada, intencionalmente pela mídia conservadora e legitimadora do establishment, a outra corrupção, muito pior, revelada exatamente no dia de Natal que junto com o nascimento de Cristo se narra a matança de meninos inocentes pelo rei Herodes, hoje atualizado pelos corruptos que delapidam o país.
Wagner Rosário, secretário do Ministério da Transparência, nos revela que nos últimos treze anos esquemas de corrupção, de fraudes e desvios de recursos da União, repassados aos Estados, municípios e ONGs e direcionados a pequenos municípios com baixo Indice de Desenvolvimento Humano podem superar um milhão de vezes o rombo na Petrobrás descoberto na Lava Jato. São 4 bilhões mas camuflados que podem se transformar, num estudo econométrico, em um trilhão de reais. As áreas mais afetadas são a saúde (merenda) e a educação (abandono das escolas).
Diz o Secretário: “A gente chama isso de assassinato da esperança. Quando você retira merenda de uma criança, você tira a possibilidade de crescimento daquele município a médio e a longo prazo. É uma geração inteira que você está matando”.
A nação precisa saber desta matança e não se deixar mentir por aqueles que ocultam, controlam e distorcem as informações  porque são anti-sistêmicas.
Mas não se pode viver só de desgraças que macularam grande parte do ano de 2016. Voltemo-nos para aquilo que nos permite viver e sonhar: a esperança.
Para entender a esperança precisamos  ultrapassar o modo comum de vermos a realidade. Pensamos que a realidade é o que está aí, dado e feito. Esquecemos que o dado é sempre feito e não é todo o real. O real é maior. Pertence ao real também o potencial, o que ainda não é e que pode vir a ser. Esse lado potencial se expressa pela utopia, pelos sonhos, pelas projeções de um mundo melhor. É o campo onde floresce a esperança. Ter esperança é crer que esse potencial pode se transformar em real, não automaticamente, mas pela prática humana. Portanto, a utopia que alimenta a esperança não se antagoniza com a realidade. Ela revela seu lado potencial, o abscôndito que quer vir para fora e fazer história.
Faço meu o lema do grande cientista e físico quântico Carl Friedrich von Weizsäcker, cuja sociedade fundada por ele me honrou em final de novembro em Berlim com um prêmio pelo intento de unir o grito da Terra com o grito do pobre:”não anuncio otimismo, mas esperança”.
Esperança é um bem escasso hoje no mundo inteiro e especialmente no Brasil. Os que mudaram ilegitimamente os rumos do país, impondo um ultraliberalismo, estão assassinando a esperança do povo brasileiro. As medidas tomadas penalizam principalmente as grandes maiorias que veem as conquistas sociais históricas sendo literalmente desmontadas.
Aqui nos socorre o filósofo alemão (Ernst Bloch) que introduziu  o “princípio esperança”. Esta, a esperança, é mais que uma virtude entre outras. É um motor que temos dentro de nós que alimenta todas as demais virtudes e que nos lança para frente, suscitando novos sonhos de uma sociedade melhor.
Esta esperança vai fornecer as energias para a população afetada poder resisitir, sair às ruas, protestar e exigir mudanças que façam bem ao país, a começar pelos que mais precisam.
Como a maioria é cristã valem as palavras do sábio Riobaldo de Guimarães Rosa:”Com Deus existindo, tudo dá esperança, o mundo se resolve…Tendo Deus é menos grave se descuidar um pouquinho, pois no fim, dá certo. Mas se não tem Deus, então, a gente não tem licença para coisa nenhuma”.
Ter fé  é ter saudades de Deus. Ter esperança é saber que Ele está ao nosso lado, ainda que invisível, fazendo-nos esperar contra toda a esperança.
(Fonte: Portal Carta Maior) 

sábado, 24 de dezembro de 2016

FELIZ NATAL


Apesar de todos os pesares, que não foram poucos, é preciso que lutemos sempre e mantenhamos viva a chama da esperança em dias melhores. Eles certamente virão, a partir de nossa luta e de nossa fé.
Não deixemos que os comportamentos canalhas nos tirem da trilha do amor, da camaradagem, do senso de justiça, de solidariedade e do respeito às diferenças.



Desejo a todos os amigos, leitores, colaboradores e fontes um Natal harmonioso e um 2017 de muitas conquistas!

Abraços,
MinaseGerais
Eugênio Magno

terça-feira, 20 de dezembro de 2016

BRINDE À SACANAGEM COM O POVO


Trabalho intermitente e golpismo constante


Os golpistas querem que os trabalhadores fiquem 24 horas 
por conta da venda da força de trabalho, potencializando o estado de necessidade dos trabalhadores.

Desde que tomaram de assalto o poder, o governo ilegítimo de Temer, uma parte do setor econômico, a grande mídia e os políticos que deram sustentação ao golpe de Estado vêm, de forma constante, declarando guerra aos direitos que historicamente foram conquistados pela classe trabalhadora. Para ler na íntegra a matéria de Jorge Luiz Souto Maior, para o portal Carta Maior, clique aqui.

quarta-feira, 14 de dezembro de 2016

PROPAGANDA ENGANOSA



                                                    Negação
                           
Eugênio Magno
                       Não faço poemas pra ti beijar
                            Seus lábios escondem outros versos
                            De uma métrica que desatina
                           
                            Palavra rouca que entoca promessas
                            Fala, não faz, mas combina
                            O que sempre vai me negar

(Do livro Minas em Mim, pág. 36)