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terça-feira, 19 de novembro de 2019

REFORMA DA PREVIDÊNCIA


Senado conclui votação da PEC Paralela em dois turnos


O plenário do Senado concluiu a votação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) Paralela, alternativa criada por parlamentares para promover mudanças na reforma da Previdência —como possibilidade de Estados e municípios adotarem as novas regras de aposentadoria—, sem alterar a proposta principal sobre o tema, o que atrasaria sua tramitação.
O acordo fechado entre os senadores permitiu a quebra dos intervalos exigidos entre as duas rodadas de votação. Os senadores analisaram emendas pendentes do primeiro turno e já emendaram no segundo turno na noite desta terça-feira.
Para ler a matéria de Maria Carolina Marcello para a Reuters clique aqui.

quinta-feira, 15 de agosto de 2019

A MALDITA REFORMA DA PREVIDÊNCIA



Relator da Previdência no Senado deve apresentar versão inicial de parecer no dia 23, diz presidente da CCJ

Maria Carolina Marcello

O relator da reforma da Previdência no Senado, Tasso Jereissati (PSDB-CE), deve apresentar uma primeira versão de seu parecer na sexta-feira da próxima semana à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), afirmou nesta quinta-feira a presidente do colegiado, Simone Tebet (MDB-MS).
A ideia é que o parecer seja lido na comissão no dia 28, data a partir da qual será concedida vista. A votação da proposta deve ocorrer no dia 4 de setembro.
“O senador já vai estar trabalhando no seu relatório para entregar para mim, a princípio, na sexta-feira à tarde”, disse a presidente da CCJ a jornalistas.
“Ele me entregando, eu já posso fazer a pauta de quarta-feira, dia 28, para a leitura do parecer e concedo vista automática”, acrescentou.
Segundo a senadora, Tasso poderá fazer alterações neste texto até o momento da votação. Simone disse ainda que conversará com líderes para definir se reserva dois dias para a discussão da proposta.
A senadora negou ainda que a tramitação das propostas do chamado pacto federativo interfira ou atrapalhe a votação da reforma da Previdência, negou que haja uma “barganha” de senadores e afirmou que a reforma da Previdência é tão prioritária quanto as questões envolvendo os entes da Federação.
“Não vai atrasar e acho saudável que ande junto naquilo que tem consenso”, avaliou.
(Fonte: Reuters)

sexta-feira, 2 de agosto de 2019

A QUEDA DE BRAÇO ENTRE BOLSONARO E O PARLAMENTO


Apesar de ruídos gerados por declarações de Bolsonaro, Congresso promete blindar pauta econômica

SÃO PAULO (Reuters) - A onda recente de declarações polêmicas do presidente Jair Bolsonaro tem criado ruído no ambiente político, mas parlamentares garantem que não será capaz de impactar na aprovação da pauta econômica, como a reforma da Previdência, tomada para si pelo Parlamento.
Por outro lado, as falas do presidente —criticadas por parlamentares alinhados à agenda econômica como inadequadas e desnecessárias— devem atrapalhar a aprovação de algumas pautas mais caras a Bolsonaro, como as da área comportamental, a partir da volta do Legislativo do recesso na semana que vem.
Para ler na íntegra a matéria de Eduardo Simões para a agência de Notícias Reuters, clique aqui.

sexta-feira, 5 de julho de 2019

A MALDITA REFORMA DA PREVIDÊNCIA


Comissão especial conclui aprovação da Previdência, 
mas polêmicas devem voltar em plenário


A comissão especial da reforma da Previdência na Câmara concluiu na madrugada desta sexta-feira a votação do parecer do relator Samuel Moreira (PSDB-SP), aprovando o texto principal e derrubando a maioria dos destaques, e a proposta agora será enviada ao plenário, onde polêmicas devem ressurgir e provocar novos embates.
O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), anunciou em rede social que a reforma começará a ser analisada pelo plenário da Casa na próxima terça-feira.
“A Câmara deu hoje um importante passo. Essa foi a nossa primeira vitória e, a partir da próxima semana, vamos trabalhar para aprovar o texto em plenário, com muito diálogo, ouvindo todos os nossos deputados, construindo maioria”, afirmou.
Apenas dois destaques foram aprovados pela comissão especial, um deles para retirar do texto artigo que determinava a equiparação de policiais e bombeiros militares às Forças Armadas em algumas regras e o outro cortando dois temas do relatório: a limitação para renegociação de dívidas junto ao Estado em até 60 meses e o item que tratava da cobrança de contribuições previdenciárias sobre a exportação do agronegócio.
Para continuar lendo o o texto de Maria Carolina Machado para a Reuters, clique aqui.


quarta-feira, 20 de março de 2019

REFORMA DA PREVIDÊNCIA NA MIRA DO CAPITÃO


Bolsonaro promete todo esforço na reforma da Previdência 
para aprová-la "o quanto antes"

(Foto: 247)
Pedro Fonseca

O presidente Jair Bolsonaro afirmou, em artigo publicado nesta quarta-feira, que a reforma da Previdência é o carro-chefe de seu governo e prometeu colocar todo o esforço para a aprovação da matéria no Congresso o quanto antes, prevendo um crescimento do PIB de 3,3 por cento em 2023 se o texto for aprovado.
Em artigo publicado no jornal Valor Econômico no dia em que retornou de viagem aos Estados Unidos, Bolsonaro descreveu o atual sistema previdenciário como “ator principal desta telenovela chamada desequilíbrio fiscal, que custa ao país 800 bilhões de reais ao ano”.
Segundo o presidente, não há opções viáveis para a retomada do crescimento econômico sustentado sem a realização da reforma da Previdência, além das também prometidas reformas tributária e trabalhista.
“Se mantidas as regras (previdenciárias) atuais, estarão em risco não apenas as nossas aposentadorias, mas também a dos nossos filhos e netos. Sem a reforma, a saúde econômica se encaminhará rapidamente para a UTI da crise social, já vivida recentemente por muitos países”, disse Bolsonaro no artigo.
O presidente citou a fraqueza da indústria nos últimos anos e os 13,2 milhões de desempregados, e apontou as reformas como único caminho para a retomada do crescimento econômico. “Com a Nova Previdência, a nossa expectativa é chegar a 3,3 por cento (de crescimento do PIB) em 2023”, afirmou.
“É nítido o grau de deterioração das contas públicas. Se a reforma não for aprovada agora, haverá uma completa exaustão da capacidade financeira, o que impedirá o governo de resolver as questões vitais da sociedade”, acrescentou.
Ao lembrar que a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da reforma da Previdência já foi enviada ao Congresso e se encontra atualmente na Comissão de Constituição de Justiça (CCJ) da Câmara, Bolsonaro disse que hoje existe “mais maturidade na sociedade brasileira” sobre a questão.
“Essa interlocução política está sendo feita, a base está se formando e eu acredito firmemente que durante o período de tramitação do projeto na Comissão de Constituição e Justiça, essa base estará formatada e dará segurança para aprová-lo”, afirmou.
“Entendemos que é legítimo o Congresso querer aperfeiçoar o projeto entregue pelo governo e que é normal e constitucional utilizar o orçamento como inflexão de políticas públicas em prol da população brasileira. O orçamento brasileiro está cada vez mais pressionado e, se nada for feito, teremos cada vez menos recursos discricionários para investimentos”.
Nesta quarta-feira está previsto que Bolsonaro se reúna com ministros e auxiliares para bater o martelo sobre o projeto que muda as aposentadorias e reestrutura a carreira dos militares, no âmbito da reforma da Previdência. O governo prometeu entregar essa proposta ao Congresso até esta quarta.
O envio pelo governo de proposta com alterações na aposentadoria dos militares tem sido apontado por líderes parlamentares como condição para o andamento da PEC de reforma geral da Previdência. Líderes já anunciaram que só votarão a PEC na CCJ após o envio do projeto que trata da nova aposentadoria para militares.
(Fonte: Reuters)

terça-feira, 5 de fevereiro de 2019

SALVE-SE QUEM PUDER


Bolsonaro pretende apresentar reforma da Previdência o mais rápido possível, diz porta-voz

Eduardo Simões

O presidente Jair Bolsonaro compreende a importância do momento para a reforma da Previdência e pretende apresentar uma proposta ao Congresso Nacional o mais rápido possível, disse nesta terça-feira o porta-voz da Presidência da República, general Otávio Rêgo Barros.
Em briefing no hospital Albert Einstein, onde Bolsonaro se recupera de cirurgia para retirada de uma bolsa de colostomia, Rêgo Barros também disse que as possibilidades de reforma serão apresentadas ao presidente e caberá a ele decidir o curso de ação e o momento de apresentação da proposta ao Legislativo.
A reforma da Previdência, uma das principais prioridades do governo, foi um dos temas tratados na reunião de ministros realizada nesta terça em Brasília, acrescentou o porta-voz.
“Os assuntos tratados hoje foram reforma administrativa, ações em apoio à tragédia de Brumadinho e análises sob propostas da Previdência”, disse o porta-voz durante o briefing.
“O presidente, em breve, decidirá sobre a linha de ação a ser apresentada ao Congresso”, acrescentou Rêgo Barros referindo-se à reforma da Previdência.
O porta-voz afirmou que Bolsonaro está analisando as possibilidades a serem incluídas na proposta de reforma da Previdência a ser enviada ao Congresso “em sinergia com os ministros envolvidos no tema” para só então encaminhar um texto com as propostas de mudanças previdenciárias ao Legislativo.
“O processo decisório de um tema tão relevante exige naturalmente muita análise e —repito— ponderação. A decisão então será discutida no âmbito daquela Casa, que é a casa dos legisladores, e nós acreditamos que, de forma consensual e democrática, o Congresso vai aprovar a proposta do nosso presidente”, disse o porta-voz.
“Ele (Bolsonaro) compreende também a importância do timing com relação a essa apresentação e está trabalhando para que isso possa ser feito no prazo menor possível.”
Mais cedo, após a reunião de ministros, o vice-presidente Hamilton Mourão reconheceu existir uma divergência entre Bolsonaro e o ministro da Economia, Paulo Guedes, no tema da idade mínima. Enquanto o ministro é a favor da mesma idade para homens e mulheres, o presidente entende ser mais adequado uma idade mínima menor para mulheres. Mourão lembrou que a decisão final cabe a Bolsonaro.
Também nesta terça, após reunir-se com Guedes, o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), defendeu a necessidade de uma reforma e disse que, caso o texto a ser enviado seja aprovado na Câmara em maio, a matéria poderá passar pelo Senado até junho ou julho.
(Fonte: Reuters - SP)

sexta-feira, 1 de dezembro de 2017

REFORMA DA PREVIDÊNCIA É UMA PUNHALADA NO PEITO DO TRABALHADOR BRASILEIRO


Reforma da Previdência: Presidenta da CUT/MG e economista do Dieese desmascaram ponto a ponto


Beatriz Cerqueira, Presidenta da CUT-MG e coordenadora geral do Sind-UTE/MG, e o economista Fred Melo, do Dieese, em Belo Horizonte. Para assistir o vídeo no qual a questão é discutida, clique aqui.


PROPAGANDA DA REFORMA DA PREVIDÊNCIA FOI SUSPENSA


Justiça determina que governo Temer suspenda propaganda 

da reforma da Previdência



Uma decisão liminar da 14ª Vara da Justiça Federal pediu a suspensão imediata, nesta quinta-feira (30), da campanha publicitária "Combates aos privilégios" do governo federal sobre a Reforma da Previdência.
Em caso de descumprimento da medida, o governo terá que pagar multa diária de R$50 mil. A ação foi movida pela Associação Nacional de Auditores Fiscais da Receita Federal (Anfip), e pela Federação Nacional do Fisco Estadual e Distrital (Fenafisco).
Para o presidente da Anfip, Floriano Martins de Sá Neto, a honra dos servidores foi atingida pela propaganda do governo: "Nós nos sentimos na obrigação moral de fazer alguma coisa para reparar o dano que está acontecendo por conta da maneira como o governo está explorando a imagem dos servidores públicos visando facilitar o caminho para a aprovação da reforma da Previdência".
As peças do governo, veiculadas em mídias impressas, rádios e televisão, além de paineis de mídias instalados em aeroportos, por exemplo, afirma que a proposta do governo é cortar privilégios.
Para acessar a matéria completa de Rute Pina, para o Brasil de Fato, de 30/11/2017, clique aqui.

quarta-feira, 15 de novembro de 2017

PARTIDOS E PARLAMENTARES À VENDA: QUEM DÁ MAIS!?


Temer condiciona troca ministerial 
à votação da Reforma da Previdência


O presidente Michel Temer decidiu condicionar a nova distribuição de cadeiras nos ministérios aos votos dados pelos partidos aliados para a reforma da Previdência. Empenhado em aprovar na Câmara mudanças no regime de aposentadoria até meados de dezembro, Temer quer deixar as trocas na equipe acertadas, mas só entregar efetivamente cargos para o Centrão ou outras siglas após conferir o painel de votação.
O governo aposta suas fichas na aprovação da proposta, mesmo que seja modificada. Considerada por setores econômicos a mudança estrutural mais importante, a reforma da Previdência enfrenta forte resistência no Congresso. O texto inicial, mais ambicioso, precisou ser desidratado. Atualmente, a negociação se concentra em fixar idade mínima para a aposentadoria e unificar as regras do funcionalismo público com as da iniciativa privada.
A saída do ministro das Cidades, Bruno Araújo (PSDB), abriu caminho para o presidente acelerar a reforma ministerial. Araújo pediu demissão anteontem em meio ao racha do PSDB, que tende a desembarcar do governo. Os tucanos controlam outras três pastas (Secretaria de Governo, Relações Exteriores e Direitos Humanos), mas todos os ministros deverão deixar a equipe. 
Para continuar lendo a matéria, publicada hoje, quarta, dia 15.11.17, no jornal O Tempo, clique aqui.

terça-feira, 9 de maio de 2017

A DEMOCRACIA CORRE RISCO


Curitiba recebe jornada contra reformas de Temer e em solidariedade a Lula

Por Daniel Giovanaz,
com edição de Ednubia Ghisi

Foto: Ricardo Stuckert

Movimentos populares e organizações da sociedade paranaense planejam uma série de manifestações para os dias 9 e 10 de maio na região central de Curitiba. A Jornada de Lutas pela Democracia começou no dia 2 de maio e continua na terça-feira (9) que antecede o depoimento do ex-presidente Lula (PT) ao juiz Sérgio Moro e termina na quarta-feira (10), ao final da tarde, com um ato político com a presença do petista.
O depoimento do petista estava previsto para o dia 3 e foi adiado em uma semana, com alegação de questões de segurança por parte da Secretaria Estadual de Segurança, o que mudou os planos dos organizadores. Por isso, alguns horários e locais estão em aberto e devem ser confirmados até o final da semana. Os eventos foram convocados pela Frente Brasil Popular, em conjunto com a Frente Resistência Democrática e a organização Advogados pela Democracia.
Formação
A abertura oficial da Jornada, no dia 2 de maio, foi uma aula popular intitulada “Desvendando a Lava Jato”, com a presença do juiz Marcelo Tadeu Lemos e dos criminalistas José Carlos Portella Junior e Michelle Cabrera. O segundo evento, no dia seguinte, também teve caráter formativo: professores do Curso de Direito da UFPR, Wilson Ramos Filho e Carlos Frederico Marés de Souza Filho participaram da mesa-redonda “Direitos e Democracia: conquistas e retrocessos”, ao lado da procuradora Cristiane Sbalqueiro Lopes.
"Não é um ato ecumênico em defesa do Lula, mas em defesa da democracia"
Na véspera do depoimento do ex-presidente Lula, às 19 horas, a Catedral Basílica Menor de Nossa Senhora da Luz recebe um ato inter-religioso, seguido de uma vigília noturna. “Esse ato é contra a reforma da Previdência e a reforma trabalhista, e em defesa dos direitos dos trabalhadores. Por nenhum direito a menos”, ressalta Tereza Lemos, integrante do Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Paraná (APP-Sindicato) e uma das organizadoras do evento. “Não é um ato ecumênico em defesa do Lula, mas em defesa da democracia. Ele [Lula] acaba fazendo parte dessa jornada por tudo que ele representa no processo democrático no Brasil”.
Cultura em defesa da democracia
Os dias 9 e 10 também contam com a participação e apoio de artistas paranaenses e de outros estados. Apresentações culturais acontecem durante os dois dias de atividades. Está confirmada a presença do músico mineiro Pereira da Viola. Músicos de Curitiba também confirmaram presença, caso de Estrela Leminski e Téo Ruiz, Guego Favetti, além de vários grupos de rap.
Uma das organizadoras, a produtora cultural Anaterra Viana, afirma que uma diversidade de artistas foram convidados e “têm em comum a defesa da democracia neste momento”.
Caravanas
Apesar da remarcação do depoimento de Lula, dezenas de estados brasileiros confirmaram que vão enviar caravanas para participar da Jornada. Um dos locais de concentração das caravanas será um acampamento para pouso e realização de atividades políticas. O movimento “Ocupa Curitiba”, organizado pela Frente Brasil Popular em solidariedade ao ex-presidente, pretende reunir ao menos 50 mil pessoas na capital paranaense entre os dias 9 e 10 de maio.
O ex-presidente Lula vai prestar depoimento ao juiz Sérgio Moro no início da tarde de quarta-feira (10), e em seguida vai participar de um ato político na Boca Maldita, no calçadão da rua XV, na região central da cidade.
(Fonte: Brasil de Fato)

quarta-feira, 5 de abril de 2017

QUEREM DESMANTELAR A PREVIDÊNCIA

Quem recebe pensão e benefício também vai perder com a reforma da Previdência


Wallace Oliveira

Foto: Fernanda Castro / GEPR

A proposta da reforma da Previdência não atinge apenas quem quer se aposentar um dia, mas também pensionistas, aposentados e famílias que dependem de outras políticas da Seguridade.
Por exemplo, o idoso que não acumulou os requisitos para se aposentar só terá direito ao Benefício de Prestação Continuada (BPC) aos 65 anos, a contar da data da promulgação da emenda. A partir de então, essa idade mínima aumenta um ano a cada biênio, até atingir o limite etário de 70 anos para acessar o BPC.
Além disso, a reforma vai desvincular benefícios e pensões do salário mínimo. Nos governos Lula e Dilma, o salário mínimo praticamente triplicou e o menor valor a ser recebido por um aposentado ou pensionista cresceu nessa mesma proporção. Com a PEC, o piso pode ser menor que o mínimo.
A PEC 287 também proíbe que uma mesma pessoa acumule aposentadoria e pensão por morte ou duas aposentadorias de um mesmo regime. “Hoje, é relativamente comum a acumulação de aposentadoria e pensão, em especial por mulheres mais velhas”, afirma o economista Frederico Melo, do Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese).
Desemprego
Além disso, num contexto de aumento do desemprego e informalidade, o maior impacto recai sobre todos ao mesmo tempo. Na medida em que o acesso à cobertura previdenciária torna-se algo cada vez mais distante, isso passa a ser um estímulo para que cada vez menos pessoas contribuam com o INSS, o que pode, afinal, comprometer o financiamento da Previdência no Brasil.
“O financiamento da Previdência no Brasil funciona com base em um pacto de gerações. As pessoas que estão contribuindo geram os recursos para pagar quem está em gozo dos benefícios, acreditando que, ao envelhecerem, elas também receberão os benefícios pagos por quem estiver trabalhando no futuro. Ora, os jovens já falam em não contribuir porque vai ser difícil ter acesso ao benefício. Consequentemente, está quebrado esse pacto das gerações”, explica Frederico Melo.
(Fonte: Site Brasil de Fato)

domingo, 19 de março de 2017

A VIDA INTELIGENTE DO PLANETA ENXERGA MUITO BEM


Deu no New York Times, não na Globo

 


Dalvit Greiner*


Para William Waack, do Jornal da Globo, quem esteve nas ruas nesta quarta-feira, dia 15 de março, foram os movimentos [auto] “intitulados” sociais. Ora, não sei qual escola de Sociologia que o jornalista frequenta ou frequentou em sua atividade universitária e intelectual, mas ficou-me a pergunta: quem esteve nas ruas esta semana?  Pelo tom do jornalista global um punhado de gente que se diz movimento social, mas que não é nem movimento nem social. As coberturas jornalísticas, salvo raríssimas exceções, ignoraram o movimento e focaram nas dificuldades que a população passou sem os serviços prestados por aqueles que estavam em manifestação pública. 
Claro que é assim mesmo. Qualquer movimentação que não provoque incômodo não cumpriu, minimamente, o seu objetivo. O incômodo desejado quando a base se mexe é derrubar o topo. Lição mínima da política. Mas, quando a base se mexe, mesmo quem não quiser sofrerá seus efeitos. É aqui que está o segredo da Educação: o esclarecimento. Dizer às pessoas, com palavras e atos, que os motivos que nos levam às ruas é um ato pedagógico, na medida em que visam conduzir uma opinião que seja favorável às nossas ideias. É um jogo desleal porque o fazemos com nosso único recurso: a garganta, ferramenta de trabalho de sujeitos que tem como meta, objetivo e sonho a mudança da sociedade. 
Na outra ponta os meios de comunicação social - lembremos que são concessões públicas e, portanto deviam servir ao público com todas as informações necessárias ao bom discernimento da sociedade - fazem um jogo do contrário: negam a informação, conduzem a opinião pública para os seus interesses que são contraditórios à sua função pública. Donos de grandes carteiras de propaganda e publicidade, a maior delas do Governo, fazem o jogo de uma elite que não consegue se autofinanciar. Querem um Estado mínimo para a sociedade trabalhadora para que ela continue produzindo a riqueza que a elite apropria. Querem um Estado máximo que os financie em sua incompetência capitalista. Mantem-se com o dinheiro público e, quando falem, recorrem ao dinheiro público com a honrosa desculpa da preservação do emprego de centenas, milhares de trabalhadores.  
Nos dias 13 e 14, anteriores ao iníco da Greve no dia 15, considerei um direito de minhas alunas e alunos conhecer os motivos de minha decisão. Tenho usado como metodologia em minhas aulas a leitura de notícias de jornais e documentos oficiais, além de vídeos que envolvam a História e a Geografia. Lemos trechos das reformas previdenciária e trabalhista. Discuti com eles na tentativa de demonstrar-lhes duas coisas, principalmente: quem produz a riqueza, quem se apropria da riqueza. A surpresa e o agrado quando concluem que nem o Estado nem as Instituições Religiosas produzem riqueza, que ninguém além do trabalhador produz riqueza é devastadora. Uma aluna, aproximadamente sessenta anos, confessou-se entristecida com a maldade de quem a explorou por tanto tempo. De tudo o que ela produziu e não se apropriou.  
Mas, o New York Times noticiou a nossa paralisação. Impossível não ver aqueles mares de gentes espalhados pelas principais cidades do país. Qualquer satélite espião veria aquela multidão. Qualquer pessoa distraída perceberia a movimentação na cidade. Qualquer manual de Sociologia do ensino médio ensina que aquilo é um Movimento Social. Enviarei o de José de Souza Martins para William Waack. 
Portanto, ignorar o Movimento Social é ignorar um povo que quer uma vida diferente totalmente compatível com a riqueza que produz. O Brasil é um país rico e o seu povo precisa saber disso. O clima político no Brasil, desde as eleições de 2014, é de Guerra Civil com uma elite atacando a população deste país que havia escolhido o rumo que queria manter. Uma elite que não sabe respeitar as regras do jogo e que apela, diariamente, para a violência. Lembremo-nos, portanto, do revide não odioso: um direito da população, uma verdade evidente. E o papel da Educação é, cada vez mais, qualificar essa guerra.

*Mestre em História da Educação pela Universidade do Estado de Minas Gerais - UEMG e professor de História na Rede Municipal de Educação em Belo Horizonte no Ensino Fundamental - Regular e Educação de Jovens e Adultos. Especialista em Gestão Cultural pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais - PUCMINAS  e Docência do Ensino Superior pela Escola Superior Aberta do Brasil - ESAB. 


(Fonte: Pensar a Educação em Pauta, Nº 151)


domingo, 1 de janeiro de 2017

2017 VAI PAGAR O PREÇO DA IMPOSTURA


Turbulência política não deve dar trégua em 2017

Impeachment da presidente da República, cassação do presidente da Câmara dos Deputados, recessão econômica sem precedentes e o envolvimento de dezenas de políticos em uma investigação de corrupção – a operação Lava Jato. Depois de um turbilhão de notícias negativas no cenário político-econômico, 2016 dá adeus, mas sem que alguns dos fatos mais marcantes tenham tido seu desfecho.
O novo ano dá as caras, mas ainda com interferência de questões remanescentes do ano anterior. Os desdobramentos de algumas questões remanescentes de 2016 podem impactar em cheio o Palácio do Planalto e, com isso, prolongar a crise política e dificultar a melhoria dos indicadores econômicos.
A lista de fatos que podem incendiar o cenário político inclui a delação de executivos da Odebrecht, o desenrolar de processo que pode culminar na cassação do mandato do presidente Michel Temer, as negociações para aprovar a reforma da Previdência e as eleições dos presidentes da Câmara e do Senado. Para continuar a ler a matéria de Pedro Rocha para o jornal O Tempo, clique aqui.

terça-feira, 20 de dezembro de 2016

BRINDE À SACANAGEM COM O POVO


Trabalho intermitente e golpismo constante


Os golpistas querem que os trabalhadores fiquem 24 horas 
por conta da venda da força de trabalho, potencializando o estado de necessidade dos trabalhadores.

Desde que tomaram de assalto o poder, o governo ilegítimo de Temer, uma parte do setor econômico, a grande mídia e os políticos que deram sustentação ao golpe de Estado vêm, de forma constante, declarando guerra aos direitos que historicamente foram conquistados pela classe trabalhadora. Para ler na íntegra a matéria de Jorge Luiz Souto Maior, para o portal Carta Maior, clique aqui.

segunda-feira, 1 de agosto de 2016

ASSALTAM OS COFRES DA NAÇÃO E A DEMOCRACIA, MAS É SEMPRE O POVO QUE PAGA O PATO. ATÉ QUANDO?


Reforma da Previdência vai afetar mais quem tem até 50 anos

Acima desta faixa etária haverá um "pedágio" para quem quiser se aposentar, a chamada regra de transição, prevendo um período adicional de trabalho de 40% a 50% do tempo que falta para que se tenha direito ao benefício. 

A ideia é que a idade mínima para que o trabalhador requeira a aposentadoria seja 65 ano,s no caso de homens, e 62 para mulheres. Para ler na íntegra a matéria do jornal O Tempo, clique aqui.