quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017
PSIU ! . . .
domingo, 15 de janeiro de 2017
INDULTO PARA UMA NOVA VIDA
quarta-feira, 14 de dezembro de 2016
PROPAGANDA ENGANOSA
quarta-feira, 16 de novembro de 2016
NOSSOS AFOGAMENTOS
terça-feira, 18 de outubro de 2016
SOBRE O TEMPO E AS ESTAÇÕES
quinta-feira, 15 de setembro de 2016
MEDO DE AMAR
quinta-feira, 10 de março de 2011
NOITES INSONES
(do livro "Minas em mim", 2005)
terça-feira, 26 de outubro de 2010
OLHOS POR OUVIDOS
Eugênio Magno
Então, certa vez, o poeta me disse: Estou voltando para o lugar de onde vim. Tentei brincar de deus, criar lugares, pessoas, situações, mas descobri que a minha vocação não é a de manipulador de marionetes e carcereiro de cenários. Sou um homem de palavra que usa a voz, aprecia a melodia, gosta de silêncio, mas prefere o som. Não quero enclausurar imagens. As paisagens também devem ser livres e terem a cor que escolher a imaginação de quem escuta com os olhos ou os ouvidos, apenas palavras. O cristalino dos meus olhos não é mais o original e não posso confiar tanto assim na minha visão, nem na dos outros. As lentes são estreitas, focadas demais e só apontam para o outro. Não confio no que vejo, muito menos no que me mostram. Minha tarefa é descobrir a mim mesmo. Só assim posso chegar ao outro. Não para desnudá-lo ou vendê-lo na feira de arte (moderna?). Mas para abraçá-lo e cobrir a sua alma nua.
(do livro "Minas em mim", 2005)
