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segunda-feira, 12 de junho de 2017

O INSUSTENTÁVEL (DES)GOVERNO DE TEMER


Michel Temer apela a Alckmin e Doria para manter PSDB

O presidente Michel Temer apelou ao governador do Estado de São Paulo, Geraldo Alckmin, e ao prefeito, João Doria, para que eles trabalhem no sentido de esvaziar o caráter deliberativo da reunião da Executiva ampliada do PSDB marcada para hoje e que pode definir a saída dos tucanos da base aliada ao Palácio do Planalto.
Após a vitória de Temer no julgamento no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) na sexta-feira, 9, o presidente, por meio de aliados e ministros do PSDB, pediu a Doria e a Alckmin que deem mais tempo a ele para reorganizar sua base e mostrar que o governo ainda tem força para aprovar as reformas defendidas pelo prefeito e pelo governador, principalmente a da Previdência. Dentro do próprio PSDB é dado como certo que Temer não conseguirá fazer as reformas sem o apoio dos tucanos.
O medo de Temer é de que a saída do PSDB do governo crie um "efeito manada", na expressão de um senador do PMDB próximo a Temer, às vésperas de a Câmara dos Deputados analisar uma eventual denúncia do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, contra o presidente. Ou seja, a saída dos tucanos pode motivar outros partidos a seguir o mesmo caminho.
Na avaliação do Planalto, se os dois tucanos paulistas trabalharem para esvaziar a reunião de hoje ou para cabalar votos pela permanência do PSDB na base, a vitória de Temer estará garantida na Executiva, que tem 17 membros, caso haja uma votação deliberativa. 
Para continuar lendo a matéria, publicada hoje pelo Jornal O Tempo, clique aqui.

segunda-feira, 1 de maio de 2017

1º DE MAIO DE 2017


O que devemos comemorar

Trabalhadores do mundo inteiro comemoram o Dia do Trabalho ou o Dia do Trabalhador. Mas e nós, no Brasil, o que temos para comemorar, poderíamos perguntar. Podemos e devemos comemorar todas as nossas conquistas, dentre elas o sucesso da Greve Nacional do último dia 28.04.2017.


Apesar da total instabilidade política, econômica e institucional vivida no Brasil, com um presidente ilegítimo que contribuiu para retirar do poder uma presidenta eleita pelo povo, tramita-se uma série de propostas de reformas, como a Trabalhista e a da Previdência, articuladas pelo ocupante do Palácio do Planalto e seus patrocinadores.
Não obstante seu empenho em aprovar, em regime de urgência, as reformas acertadas com os grupos econômicos que o colocaram no poder, Michel Temer, conta com o pior índice de aprovação que um presidente brasileiro já teve: 4%. Além de não contar com a aprovação popular, o presidente está cercado por uma legião de ministros, parlamentares e apoiadores citados em várias delações da Operação Lava Jato. Existem suspeitas de que o próprio presidente, inclusive, pode estar envolvido em esquemas de corrupção.
Apoiado pela grande mídia, o presidente tem feito ouvido de mercador às reivindicações dos trabalhadores e ao clamor do povo. No entanto, muitos dos seus antigos aliados já o abandonaram e as aprovações que ele consegue no parlamento são à custa de ameaças de exoneração dos cargos de primeiro e segundo escalão ocupados por membros dos partidos da base aliada.
A Greve Geral do dia 28 de abril, último, convocada pela sociedade civil, movimentos sociais, sindicatos e centrais sindicais conseguiu parar o Brasil. Na maioria das cidades brasileiras e em todas as capitais houveram protestos contra o presidente e contra as reformas por ele propostas. O povo quer Temer fora do Governo, exige sua renúncia e eleições diretas imediatas. 
Exceto pequenos conflitos pontuais, as manifestações ocorreram de forma pacífica e ordeira. Nem mesmo a TV Globo negou o sucesso da greve, apontando a paralisação de vários setores estratégicos pelo Brasil afora. Ainda que insistisse em dedicar mais tempo em chamar a atenção para os poucos conflitos que ocorreram, a ponto do meu sobrinho Samir, de 12 anos, confundir conflito com baderna ou depredação, como reiteradamente diziam os repórteres e apresentadores das TVs, a mídia eletrônica parece que está subindo no muro. Michel Temer já começa a ser descartado (logo será defenestrado, como foi Eduardo Cunha) pelos veículos de comunicação, pois a credibilidade da grande mídia tradicional brasileira também está em franca derrocada. E, os mesmos veículos que apoiaram o Golpe de forma incondicional, começam a ser menos óbvios em seu apoio ao Governo. Os formadores de opinião, há muito que já prestigiam outras fontes de informação e a população de um modo geral está aderindo à internet e às redes sociais, onde já existe uma grande quantidade de profissionais de comunicação sérios e responsáveis dando informação de qualidade.
Embora aconteçam importantes avanços na direção de um rechaço ao jornalismo da grande imprensa, feito sob encomenda das elites, a inoculação da alienação e a manipulação da opinião e do gosto, especialmente de adolescentes e crianças por parte da mídia é ainda  muito grande.
Algumas ações e atitudes, como a Greve Nacional do dia 28 marcam e demarcam posições e territórios. Ainda há muito a conquistar. Mas a luta continua... Sigamos, em frente, acreditando, lutando e, porque não(?) comemorando, mesmo as pequenas conquistas. Este tem sido o lema dos brasileiros que acreditam que vale à pena lutar por um Brasil melhor, mais justo, solidário e democrático.

domingo, 1 de janeiro de 2017

2017 VAI PAGAR O PREÇO DA IMPOSTURA


Turbulência política não deve dar trégua em 2017

Impeachment da presidente da República, cassação do presidente da Câmara dos Deputados, recessão econômica sem precedentes e o envolvimento de dezenas de políticos em uma investigação de corrupção – a operação Lava Jato. Depois de um turbilhão de notícias negativas no cenário político-econômico, 2016 dá adeus, mas sem que alguns dos fatos mais marcantes tenham tido seu desfecho.
O novo ano dá as caras, mas ainda com interferência de questões remanescentes do ano anterior. Os desdobramentos de algumas questões remanescentes de 2016 podem impactar em cheio o Palácio do Planalto e, com isso, prolongar a crise política e dificultar a melhoria dos indicadores econômicos.
A lista de fatos que podem incendiar o cenário político inclui a delação de executivos da Odebrecht, o desenrolar de processo que pode culminar na cassação do mandato do presidente Michel Temer, as negociações para aprovar a reforma da Previdência e as eleições dos presidentes da Câmara e do Senado. Para continuar a ler a matéria de Pedro Rocha para o jornal O Tempo, clique aqui.