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sábado, 7 de agosto de 2021

POR UMA ÉTICA DE SOLIDARIEDADE E DE PAZ

 


(Capa do livro)

Novo episódio do Podcast "Política com Fé" traz mais apontamentos e reflexões sobre o livro Tolerância

"A história humana é recheada de exemplos de conflitos variados que remontam à antiguidade, ao mesmo tempo em que são registrados, desde tempos remotos, os esforços humanos para administrar de forma pacífica a convivência, todavia incorrendo em equívocos como a exclusão ou a marginalização, tendo em vista controlar determinados grupamentos sociais, definindo-os com base na atividade econômica, na riqueza, na ascendência e/ou na raça."

Esse é um dos trechos do episódio # 18 - As várias faces da intolerância explorando o primeiro capítulo do livro de Bernhard Häring e Valentino Salvoldi, “TOLERÂNCIA: Por uma ética de solidariedade e de paz”, onde os autores identificam a rigidez, a impaciência e o desencontro como algumas das principais características de  manifestação da intolerância.

O episódio traz ainda o quadro "CEFEP Informa", com informações sobre as principais ações do Centro Nacional de Fé e Política.

Para ouvir o podcast, clique aqui.


sexta-feira, 16 de julho de 2021

ATÉ AONDE VAI A TOLERÂNCIA?

 

No Brasil, uma questão incômoda é a constatação de que Bolsonaro e seu séquito, além de todos os malefícios que vêm causando ao país, ao povo brasileiro e à nossa inteligência, de forma direta, parecem ter aberto as portas da insensatez e do descompromisso com a ética, a verdade e a dignidade. O bolsonarismo produziu não somente bolsomínions de raiz. Cresceu assustadoramente a desonestidade intelectual e o número de pessoas que passou a desconsiderar a materialidade dos fatos e que apostam repetida e estupidamente em narrativas distorcidas, arrebanhando seguidores tão maldosos ou incautos quanto eles próprios. 

Uma frase de Dostoiévski foi o leitmotiv para a reflexão, do novo episódio do podcast Política com Fé que já está circulando na internet. Diante de tantos fatos e acontecimentos que nos atropelam a todo instante, em várias situações, abordo a questão da tolerância: seus limites e possibilidades. Ouça o podcast clicando aqui.

segunda-feira, 1 de março de 2021

CAMPANHA DA FRATERNIDADE ECUMÊNICA DE 2021

 


A importância do diálogo fraterno

Eugênio Magno

Fraternidade, Amor, Paz, Unidade (ainda que na diversidade) são pressupostos básicos do cristianismo. Num país como o nosso em que, algo em torno de 80% da população se declara cristã, porque é necessário que as verdadeiras Igrejas Cristãs tenham que fazer campanha para estimular e promover, justamente a fraternidade?

Queria poder responder de outra forma, mas, meio a contragosto, digo que é simplesmente porque não sabemos o que é ser cristão e é fundamental que sejamos lembrados permanentemente. Existe todo um ensinamento dado pelo próprio Cristo é claro e, pelos verdadeiros cristãos ao longo da história do cristianismo pelos Evangelhos, segundo vários apóstolos. Cada um dos batizados que se dizem cristãos, também já deveriam estar cientes do que é ser cristão. Sendo simplista, diria que ser cristão é seguir o Cristo, é ter a intenção e o desejo de, ao menos, aprender a segui-lo. E para segui-lo é fundamental que tenhamos, ainda que somente como horizonte, o seu principal mandamento: “Amar a Deus sobre todas as coisas e amar ao próximo como a si mesmo”.

Então qual é o problema? Porque algumas seitas exploradoras da credulidade popular faz tanto escarcéu contra a Campanha da Fraternidade de 2021. E, mais grave ainda, porque setores conservadores da Igreja Católica e de outras Igrejas pertencentes ao Conselho Nacional das Igrejas Cristãs insistem em dividir ainda mais o que deveria estar unido e incentivam boicotes e fazem críticas à campanha?

Na abertura do tempo da Quaresma, do Missal Dominical, tem um texto “O Jejum que salva”, que nos ajuda a argumentar sobre a importância da campanha da fraternidade.

Na quaresma se pede ao fiel que renuncie das refeições importantes do dia em sinal de disponibilidade e solidariedade. Disponibilidade à escuta de Deus, demonstrando dar mais valor à sua palavra que ao bem-estar imediato, sinal de conversão do coração; isto é que significa o jejum dos cristãos, como o do Mestre no início de sua missão. Um jejum mais sensível por todo o tempo da Quaresma, com outras iniciativas pessoais de desapego, renúncia às comodidades e satisfações mesmo legítimas, para maior liberdade interior. Assim o jejum ritual, feito com interioridade e não por mero formalismo, se torna sinal de fé e caminho de salvação para todo o nosso ser. Por outro lado, sofrendo um pouco de privação, saibamos unir-nos de algum modo aos homens para os quais é habitual a privação de alimento, de meios econômicos, de bens culturais e de possibilidades concretas de desenvolvimento: o jejum se torna um gesto simbólico, denúncia profética da injustiça que nasce do egoísmo, solidariedade com os mais pobres. Assim, a preparação para a Páscoa se torna ‘Campanha da Fraternidade’, e a ceia do Senhor um gesto de pobreza, contrição, esperança, anúncio. Quem participa seriamente da paixão do Senhor, ainda hoje viva, nos pobres da terra, sabe que a volta ao pai (tanto a sua como a da comunidade) já começou, e que na mortificação da carne pode florescer o Espírito da ressurreição e da vida. (Missal Cotidiano, Paulus, pág. 140) 

Na quarta-feira de cinzas, 17 de fevereiro, foi lançada a Campanha da Fraternidade Ecumênica de 2021 com o tema “Fraternidade e Diálogo: compromisso de amor” e o lema: “Cristo é a nossa paz: do que era dividido, fez uma unidade”. Neste ano, a campanha é ecumênica e, portanto organizada pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e pelo Conselho Nacional das Igrejas Cristãs (CONIC).

Para quem não sabe, a Campanha da Fraternidade acontece no Brasil desde 1964 e, a partir do ano 2000 ela assumiu o compromisso de ser ecumênica a cada cinco anos.

Os principais objetivos da Igreja Católica, representada em nosso país pela CNBB, em criar, manter e promover anualmente as Campanhas da Fraternidade são os seguintes:

Educar para a vida em fraternidade, com base na justiça e no amor, exigências centrais do Evangelho e Renovar a consciência da responsabilidade de todos pela ação da Igreja Católica na evangelização e na promoção humana, tendo em vista uma sociedade justa e solidária.

A campanha deste ano está voltada para a superação das polarizações e das violências que marcam o mundo atual, em especial no contexto da política e da pandemia da covid-19. A CNBB chama a atenção para o fato do vírus que já é letal em si mesmo, ter encontrado aliados na indiferença, no negacionismo, no obscurantismo e no desprezo pela vida e na ocasião do lançamento virtual da campanha, conclamou os cristãos a serem aliados na responsabilidade, na lucidez e na fraternidade. A proposta da CNBB que encontrou plena ressonância no Conselho Nacional das Igrejas Cristãs foi dar continuidade à campanha do ano passado, sobre a necessidade do cuidado mútuo entre as pessoas, independentemente de sua cor, raça, etnia, gênero, cultura e condição social e econômica. Os organizadores da campanha ressaltam que essa proposta ecumênica não é de imposição, no sentido de que todos pensem e ajam da mesma maneira e sim de sensibilização sobre a importância do diálogo, especialmente frente às diferenças. CNBB e CONIC identificaram nesse tema a mensagem pela qual o nosso tempo clama. É voz corrente entre os cristãos que, verdadeiramente, abraçam o Evangelho de Jesus Cristo, saberem-se conscientes de como é triste ver o que vem acontecendo em nossa sociedade, marcada pela radicalização, polarizações e desrespeito às pessoas, especialmente as mais simples e as vulnerabilizadas, sem fazer nada a respeito.

As campanhas da fraternidade são formas concretas de expressarmos a dimensão social e porque não dizer política da nossa fé. E isso não tem nada a ver com simpatias ou antipatias partidárias. Muito embora hajam muitos partidos políticos e partidários de determinados partidos negacionistas que, mais preocupados em dividir ou se afirmarem, equivocadamente, negam o amor e a fraternidade entre os humanos.

A proposta aqui é incentivar e apelar às pessoas de bem, independentemente do credo que professem, no sentido de contribuir como puder para o sucesso da Campanha da Fraternidade Ecumênica de 2021: “Fraternidade e Diálogo: compromisso de amor” – “Cristo é a nossa paz: do que era dividido, fez uma unidade”.


sábado, 24 de dezembro de 2016

FELIZ NATAL


Apesar de todos os pesares, que não foram poucos, é preciso que lutemos sempre e mantenhamos viva a chama da esperança em dias melhores. Eles certamente virão, a partir de nossa luta e de nossa fé.
Não deixemos que os comportamentos canalhas nos tirem da trilha do amor, da camaradagem, do senso de justiça, de solidariedade e do respeito às diferenças.



Desejo a todos os amigos, leitores, colaboradores e fontes um Natal harmonioso e um 2017 de muitas conquistas!

Abraços,
MinaseGerais
Eugênio Magno

quinta-feira, 14 de abril de 2016

MANIFESTO DA CNBB


Entidades assinam manifesto "Na busca da Justiça e da Paz" 


A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), a Associação dos Magistrados Brasileiros, a Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho e a Associação dos Juízes Federais do Brasil assinaram, na manhã de segunda-feira, 4 de abril, o manifesto "Na busca da Justiça e da Paz". A assinatura do documento foi realizada na sede da CNBB, em Brasília. No texto, as entidades afirmam ser "necessário que as entidades da sociedade civil se unam pela superação da intolerância e pela busca de soluções que priorizem o compromisso com o interesse comum do país" e “formulam veemente apelo fraterno à inteira sociedade brasileira e suas instituições, para que se engajem na incansável busca pela Justiça e pela Paz". Confira a íntegra do texto: NA BUSCA DA JUSTIÇA E DA PAZ A sociedade brasileira passa por um momento de grave crise institucional, provocada por uma polarização política em crescente radicalização. Esse sentimento que atinge hoje grandes segmentos da população apresenta, infelizmente, reações carregadas de intolerância e agressividade, dividindo brasileiros e brasileiras e gerando o risco de uma preocupante escalada da violência, em prejuízo de toda a nação. Neste momento, urge que os atores da cena política procurem o entendimento para consolidar a luta contra a corrupção, sempre de acordo com a institucionalidade democrática. A unidade nacional não pode sofrer divisões insuperáveis. Por isso, é necessário que as entidades da sociedade civil se unam pela superação da intolerância e pela busca de soluções que priorizem o compromisso com o interesse comum do país. A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, a Associação dos Magistrados Brasileiros, a Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho e a Associação dos Juízes Federais do Brasil formulam veemente apelo fraterno à inteira sociedade brasileira e suas instituições para se engajarem, de forma decidida, na incansável luta pela Justiça e pela Paz, para a construção de um país, casa comum de brasileiros e brasileiras e daqueles que adotaram esta terra como seu lar. Assinaram a carta Dom Leonardo Ulrich Steiner, Secretário Geral da CNBB, Dr. João Ricardo dos Santos, Presidente da Associação dos Magistrados Brasileiros, Dr. Ricardo Lourenço Filho, Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho e a Dra. Candice Galvão Jobim, Vice-presidente da Associação dos Juízes Federais do Brasil.

(Fonte: Boletim do CEFEP: Centro Nacional de Fé e Política Dom Helder Câmara)