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quarta-feira, 25 de abril de 2018

NOSSA ECONOMIA VAI DE MAL A PIOR


O silêncio da mídia ante o crescimento da dívida pública sob Temer

Foto: Wikimedia Commons

O crescimento da dívida pública no mandato da presidenta Dilma democraticamente eleita foi apresentado como grande catástrofe para o Brasil, capaz de justificar – à luz dos interesses dos rentistas – o golpe político que permitiu a ascensão do governo Temer. Entre dezembro de 2010 e maio de 2016, último mês do governo Dilma, a Dívida Líquida Consolidada do Setor Público passou de 38% para 39,2% do Produto Interno Bruto (PIB), o que revelou aumento acumulado em 65 meses de 3,2% (ou 0,05% ao mês).
Com a entrada da equipe econômica de Temer, aquela dos “sonhos do mercado financeiro”, o receituário neoliberal ganhou força, sem que a “desordem das finanças públicas” fosse contida. Pelo contrário, a Dívida Líquida Consolidada do Setor Público saltou de 39,2%, em maio de 2016, para 52% do PIB em fevereiro de 2018, isto é, a elevação de 32,6% acumulados em 21 meses (ou 1,4% ao mês).
Mesmo com a Dívida Líquida Consolidada do Setor Público sob o receituário neoliberal aplicado pelo governo Temer tendo sito multiplicado por 28 vezes mais rapidamente que no mandato de Dilma, o tema praticamente desapareceu do noticiário nacional. Interessante observar ainda o “esquecimento” da mídia e dos comentaristas e analistas neoliberais do fato de o Brasil caminhar rapidamente para a 12ª maior dívida pública do planeta, detendo uma das mais elevadas taxas juros reais do mundo e assumindo a quarta posição internacional de maior gasto com o pagamento de juros da dívida pública em relação ao PIB.
De acordo com estudo do CEPR (Center for Economic and Policy Research) em 183 países, o Brasil somente registra comprometimento com despesas com a dívida pública menor que o Iêmen (8,36%), a Gâmbia (8,81%) e o Líbano (9,15% do PIB). Em síntese, nações que se encontram submetidas a conflitos internos e que apontam risco de não pagamento dos compromissos financeiros, bem diferente da situação brasileira.
O silêncio e a condescendência da mídia e dos analistas econômicos para a má gestão da dívida pública no Brasil se explica basicamente pela condição dos próprios interesses rentistas serem direta e indiretamente beneficiados através da captura de parcela significativa dos recursos públicos. Pela implantação do receituário neoliberal, o governo Temer protege o pagamento dos juros aos detentores privados da dívida pública, impondo simultaneamente o desembarque dos pobres das políticas públicas, o desmonte das áreas sociais (saúde, habitação, educação, assistência e outras), da infraestrutura (estradas, portos, aeroportos e outras) e dos investimentos na economia.
Para continuar lendo o texto de Marcio Pochmann, para o Diário do Centro do Mundo, clique aqui.

segunda-feira, 21 de agosto de 2017

LULA EM CARAVANA PELO NORDESTE


Lula: “A Globo se aliou a Eduardo Cunha para sabotar o governo e o protegeu até ele terminar o serviço sujo”



Em entrevista exclusiva ao Brasil de Fato enquanto percorre nove estados nordestinos de ônibus, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva comenta os motivos do golpe que tirou Dilma Rousseff da Presidência e quem está por trás dessa conspiração. Lula comenta ainda a necessidade de o povo se manter em luta contra os retrocessos e por democracia, e seguir acreditando na política. Sobre a posição do governo Temer sobre a crise venezuelana, dispara: “É ridículo um governo golpista, ilegítimo, inimigo do seu próprio povo, querendo dar lições de democracia à Venezuela”. Para ler a entrevista, clique aqui.

quarta-feira, 28 de dezembro de 2016

ASSASSINATO DA ESPERANÇA


2016: 
o ano em que se tentou matar a esperança do povo brasileiro

Foto: Agência Brasil
Leonardo Boff

A situação social, política e econômica do Brasil mereceria uma reflexão severa sobre a tentativa perversa de matar a esperança do povo brasileiro, promovida por uma corja (esse é o nome) de políticos, em sua grande maioria corruptos ou acusados de tal, que, de forma desavergonhada, se pôs a serviço dos verdadeiros forjadores do golpe perpretado contra a Presidenta Dilma Rousseff: a velha oligarquia do dinheiro e do privilégio que jamais aceitou que alguém do  andar de baixo chegasse a ser Presidente do Brasil e fizesse a inclusão social de milhões dos filhos e filhas da pobreza.
Obviamente há politicos valorosos e éticos, bem como  empresários da nova geração, progressitas que pensam no Brasil e em seu povo. Mas estes não conseguiram ainda acumular força suficiente para dar outro rumo à politica e um sentido social ao Estado vigente, de cariz neoliberal e patrimonialista.
Ao se referir à corrupção todos pensam logo no Lava Jato e na Petrobrás. Mas esquecem ou lhes é negada, intencionalmente pela mídia conservadora e legitimadora do establishment, a outra corrupção, muito pior, revelada exatamente no dia de Natal que junto com o nascimento de Cristo se narra a matança de meninos inocentes pelo rei Herodes, hoje atualizado pelos corruptos que delapidam o país.
Wagner Rosário, secretário do Ministério da Transparência, nos revela que nos últimos treze anos esquemas de corrupção, de fraudes e desvios de recursos da União, repassados aos Estados, municípios e ONGs e direcionados a pequenos municípios com baixo Indice de Desenvolvimento Humano podem superar um milhão de vezes o rombo na Petrobrás descoberto na Lava Jato. São 4 bilhões mas camuflados que podem se transformar, num estudo econométrico, em um trilhão de reais. As áreas mais afetadas são a saúde (merenda) e a educação (abandono das escolas).
Diz o Secretário: “A gente chama isso de assassinato da esperança. Quando você retira merenda de uma criança, você tira a possibilidade de crescimento daquele município a médio e a longo prazo. É uma geração inteira que você está matando”.
A nação precisa saber desta matança e não se deixar mentir por aqueles que ocultam, controlam e distorcem as informações  porque são anti-sistêmicas.
Mas não se pode viver só de desgraças que macularam grande parte do ano de 2016. Voltemo-nos para aquilo que nos permite viver e sonhar: a esperança.
Para entender a esperança precisamos  ultrapassar o modo comum de vermos a realidade. Pensamos que a realidade é o que está aí, dado e feito. Esquecemos que o dado é sempre feito e não é todo o real. O real é maior. Pertence ao real também o potencial, o que ainda não é e que pode vir a ser. Esse lado potencial se expressa pela utopia, pelos sonhos, pelas projeções de um mundo melhor. É o campo onde floresce a esperança. Ter esperança é crer que esse potencial pode se transformar em real, não automaticamente, mas pela prática humana. Portanto, a utopia que alimenta a esperança não se antagoniza com a realidade. Ela revela seu lado potencial, o abscôndito que quer vir para fora e fazer história.
Faço meu o lema do grande cientista e físico quântico Carl Friedrich von Weizsäcker, cuja sociedade fundada por ele me honrou em final de novembro em Berlim com um prêmio pelo intento de unir o grito da Terra com o grito do pobre:”não anuncio otimismo, mas esperança”.
Esperança é um bem escasso hoje no mundo inteiro e especialmente no Brasil. Os que mudaram ilegitimamente os rumos do país, impondo um ultraliberalismo, estão assassinando a esperança do povo brasileiro. As medidas tomadas penalizam principalmente as grandes maiorias que veem as conquistas sociais históricas sendo literalmente desmontadas.
Aqui nos socorre o filósofo alemão (Ernst Bloch) que introduziu  o “princípio esperança”. Esta, a esperança, é mais que uma virtude entre outras. É um motor que temos dentro de nós que alimenta todas as demais virtudes e que nos lança para frente, suscitando novos sonhos de uma sociedade melhor.
Esta esperança vai fornecer as energias para a população afetada poder resisitir, sair às ruas, protestar e exigir mudanças que façam bem ao país, a começar pelos que mais precisam.
Como a maioria é cristã valem as palavras do sábio Riobaldo de Guimarães Rosa:”Com Deus existindo, tudo dá esperança, o mundo se resolve…Tendo Deus é menos grave se descuidar um pouquinho, pois no fim, dá certo. Mas se não tem Deus, então, a gente não tem licença para coisa nenhuma”.
Ter fé  é ter saudades de Deus. Ter esperança é saber que Ele está ao nosso lado, ainda que invisível, fazendo-nos esperar contra toda a esperança.
(Fonte: Portal Carta Maior) 

quinta-feira, 1 de setembro de 2016

PARA ONDE VAI O BRASIL ...


Anistia a Dilma racha a base, que vê 'dízimo' ao PT


A fim de minimizar os efeitos da cassação do mandato de Dilma Rousseff, aliados da ex-presidente se articularam para separar a votação do impeachment da decisão sobre seus direitos políticos. A pedido do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandowski, que comandou o julgamento de Dilma, acatou o pedido. Capitaneada por Renan, uma ala com 15 senadores do PMDB votou para manter o direito de Dilma a ocupar cargos públicos.

A anistia à petista criou um profundo racha na base do governo de Michel Temer no Congresso e desagradou parlamentares do PSDB, do DEM e de demais partidos que militaram fortemente pelo impeachment. Eles acusaram parte do PMDB de ter “traído todo o trabalho desenvolvido até aqui”.

A decisão também foi criticada por ser considerada um precedente para que a Câmara Federal proceda da mesma forma ao julgar seu ex-presidente, o deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ). Para continuar lendo a matéria de capa do Jornal O Tempo de hoje, clique aqui.

domingo, 28 de agosto de 2016

DOIS PESOS E DUAS MEDIDAS


Como Gilmar Mendes, agora o MBL e 
outros "movimentos" torcem o nariz para a Lava Jato


Donato para o DCM
Acostumados com a condição de celebridades e, portanto, preocupados com a perspectiva de verem-se longe dos holofotes em breve, os procuradores e o Ministério Público recorreram aos grupos de encomenda (também conhecidos como ‘espontâneos’) que encabeçaram as manifestações desde 2014 que resultaram nisso que estamos vivendo.
O MP quer ajuda desses grupos para aprovar as 10 Medidas de combate à corrupção. Mas cadê Movimento Brasil Livre, Vem pra Rua, Revoltados OnLine?
As medidas tramitam na Câmara como ‘projeto de iniciativa popular’, afinal haviam milhares de pessoas nas ruas implorando pelo fim da corrupção, porém esses grupelhos liderados por fedelhos estão tirando o corpo fora. MBL sobretudo. O indefinível Kim Kataguiri agora faz ressalvas às medidas.
“Isso não é democracia, é coisa de regime totalitário”, falou o porta-voz dos patriotas-democratas-idôneos. Ué, mudou de opinião?
Por óbvio não se trata de mudança de visão. Um dos objetivos já foi alcançado (sim, um deles pois a outra obssessão dessa turma é ver Lula na cadeia), agora é tocar a vida como sempre foi. Como disse o escritor italiano Giuseppe Tomasi di Lampedusa no romance O Leopardo, “para que as coisas permaneçam iguais, é preciso que tudo mude.”
Dilma Rousseff cairá por isso, para que tudo volte a ser como sempre foi.
A um passo do cadafalso, Dilma afirmou que irá ao Senado na segunda-feira dizer em alto e bom som que está indo para a forca por ter deixado a Lava Jato avançar. Mais verdadeiro, impossível. É disso mesmo que se trata, portanto a presidente estava condenada desde o primeiro dia.
E com a deposição de Dilma, qualquer operação ou medida de combate à corrupção perde impulso, para não dizer sentido. O que desejavam, já estará alcançado.
Vide Gilmar Mendes. Quando a Lava Jato mira em alguém do STF, ele estrila. Daí vê abusos, incoerências, injustiças. Quando os alvos eram outros, estava tudo certo.
E a suspensão da delação de Leo Pinheiro? A quem interessa engavetar o que ele tem a dizer? Claramente a todos aqueles que estavam morrendo de medo e incomodados com o andar da carruagem da Lava Jato desde os primeiros dias.
Se Dilma irá lavar a alma (dela e de muitos que têm esse golpe engasgado), a ver. A reação dos congressistas a quem diz a verdade não é nada boa. A senadora Gleisi Hoffman foi quase linchada após dizer uma verdade inquestionável: a de que ninguém ali no Senado tinha moral para julgar Dilma. Aliás, eu acrescentaria que não têm moral para julgar quem quer que seja. Aécio Neves, Ronaldo Caiado, Renan Calheiros… não têm moral nem para nada.
Passado o próximo dia 31, o MBL e outros desses ‘movimentos sociais’ de aluguel – que nunca revelaram de onde vem seus recursos – irão se dedicar às campanhas de seus integrantes que candidataram-se nas eleições municipais deste ano. Falar de combate à corrupção com eles a partir de agora é perda de tempo.
(Fonte: Site DCM)

quarta-feira, 24 de agosto de 2016

A FICÇÃO IMITA A REALIDADE OU É O CONTRÁRIO ... ?


Dilma no Senado: um filme de Frank Capra


Aproxima-se a semana decisiva do golpe. A democracia está no colo de 81 senadores e senadoras que, transformados em tribunal do impeachment sob presidência do análogo Supremo Federal, julgarão a acusação sem fundamento jurídico de crime de responsabilidade, introduzindo, mais uma vez, o perigoso voto de desconfiança parlamentarista em pleno regime presidencialista. Jogarão na vala não somente os 54 milhões de votos que reelegeram a primeira mulher presidenta do Brasil, mas todos os trinta anos de árduo processo histórico de redemocratização e construção de um Estado de Bem-Estar Social voltado para reduzir o inferno que as elites produzem no cotidiano dos trabalhadores, dos pobres, dos pretos, das mulheres e das minorias. No centro do conflito, uma mulher honesta vai enfrentar de cabeça e corpo erguidos a trupe de senadores que, muitos ao traí-la, já copulavam com os esquemas voltados para a retirada de um presidente eleito para executar um plano de governo indefensável nas urnas. No subterrâneo das negociações parlamentares, passam rios de interesses, e suas correntezas permanecerão escondidas aos olhos do cidadão comum.
O paralelo entre Dilma e o filme de Capra é surpreendente. Espero mesmo que essa mensagem possa chegar à presidenta e, nas suas noites de preparação para o dia 29, tenha um tempo para assistir e se inspirar com essa obra-prima, se é que ela já não o tenha feito. 
Para ler, na íntegra, o texto de André Calixtre para o site Carta Maior, clique aqui.


segunda-feira, 25 de julho de 2016

CRISES: POLÍTICA, MORAL, ÉTICA ...



Sinceramente, o Brasil atual tem jeito?


Leonardo Boff

Quem olha a cena político-social-econômica atual se pergunta sinceramente:o Brasil tem jeito? Um bando de ladrões, travestidos de senadores-juízes tenta, contra todos os argumentos em contrário, condenar uma mulher inocente, a Presidenta Dilma Rousseff, contra a qual não se acusa de nenhuma apropriação de bem público e de corrupção pessoal.
Com as recentes delações premiadas, ficou claro que o problema não é a Presidenta, É a Lava Jato que, para além das acusações seletivas contra o PT, está chegando à maioria dos líderes da oposição. Todos, de uma forma ou outra, se beneficiaram das propinas da Petrobrás para garantir a sua vitória eleitoral. “Precisamos estancar essa sangria” diz um dos notórios corruptos; “do contrário seremos todos comidos; há que afastar a Dilma”.
Ninguém aliena nada de seus bens para financiar sua campanha. Nem precisa: existe a mina do caixa 2 abastecida pelas empresas corruptoras que criam corruptos a troco de vantagens posteriores em termos de grandes projetos, geralmente superfaturados, donde adquirem grande parte de suas fortunas.
Chegamos a um ponto ridículo, aos olhos do mundo: dois presidentes, um usurpador, fraco e sem nenhuma liderança e outro legítimo mas afastado e feito prisioneiro em seu palácio; dois ministros do planejamento, um retirado e outro substituto: um governo monstruoso, antipopular e reacionário.    Estamos efetivamente num voo cego. Ninguém sabe para onde vai esta nação, a sétima economia do mundo, com jazidas de petróleo e gás das maiores do mundo e com uma riqueza ecológica sem comparação, base da futura economia. Assim como se delineia a correlação de forças, não vamos a lugar nenhum, senão a um eventual conflito social.


O pobre, a maioria da população, se acostumou a sofrer e a encontrar saídas como pode. Mas chega a um ponto em que o sofrimento se torna insuportável. Ninguém aguenta, indiferente, vendo um filho morrer de fome ou de absoluta falta de assistência médica. E diz: assim não pode ser; temos que rebelar-nos.
Isso me faz lembrar um bispo franciscano do século XIII da Escócia que recusando os altos impostos cobrados pelo Papa, respondeu: non accepto, recuso et rebello” (“não aceito, me recuso e me rebelo”). E o Papa retrocedeu. Não poderá ocorrer algo semelhante entre nós?
Quando, nas palestras, fazendo um esforço imenso para deixar um laivo de esperança, me dizem: ”mas você é pessimista”! Respondo com Saramago: “não sou pessimista; a realidade é que é péssima”. Efetivamente, a realidade está sendo péssima para todos, menos para aquelas elites endinheiradas, acostumadas à rapinagem, ganhando com a desgraça de todo um povo. Elas têm o seu templo de profanação na Avenida Paulista em São Paulo, onde se concentra grande parte do PIB brasileiro.
O grave é que estamos faltos de lideranças. Abstraindo o ex-presidente Lula, cujo carisma é inconteste, apontam dois, Ciro Gomes e Roberto Requião, para mim, os únicas lideranças fortes, que têm a coragem de dizer a verdade e pensam no Brasil mais que nas disputas partidárias.
Essa crise tem um pano de fundo nunca resolvido em nossa história, desmascarado recentemente por Jessé Souza. (A tolice da inteligência brasileira, 2015). Somos herdeiros de séculos de colonialismo que nos deixaram a marca  de “vira-latas” sempre dependendo dos outros de fora. Pior ainda é a herança secular do escravismo que fez com que os herdeiros da Casa Grande se sintam senhores da vida e da morte dos negros e pobres. Não basta lançá-los nas periferias; há que desprezá-los e humilhá-los. E a classe média que imita os de cima, tolamente se deixa manipular por eles e inocentemente se fazem cúmplices da horrorosa desigualdade social.
Essas elites de super-endinheirados (71.440 pessoas lucram 600 mil dólares por mês nos diz o IPEA) conquistaram os meios de comunicação de massa, golpistas e reacionários, que funcionam como azeite para a sua maquinaria de dominação. Essas elites nunca quiseram a democracia, apenas aquela de baixíssima intensidade, que a podem comprar e manipular; preferem os golpes e a ditadura.
Hoje já não é mais possível pelas baionetas. Excogitou-se outro expediente: o golpe vem por uma artificiosa articulação entre  políticos corruptos, o judiciário politizado e a repressão policial. Três tipos de golpe, portanto: o político, o jurídico e o policial.
Termino com as palavras pertinentes de Jessé Souza: “encontramo-nos num mundo comandado por um sindicato de ladrões na política, uma justiça de "justiceiros" que os protege, uma elite de vampiros e uma sociedade condenada à miséria material e à pobreza espiritual. Esse golpe precisa ser compreendido por todos. Ele é o espelho do que nos tornamos”. Direi como Martin Heidegger:“só um Deus nos poderá salvar”? Marx talvez seja mais modesto e verdadeiro:”para cada problema há sempre uma solução”. Deverá surgir uma para nós.
(Fonte: site Carta Maior)

quarta-feira, 11 de maio de 2016

REPERCUSSÕES DA CRISE POLÍTICA BRASILEIRA


Papa recebe Letícia Sabatella para falar de golpe no Brasil



O Papa Francisco se reuniu nesta segunda-feira (9) com a atriz Letícia Sabatella e a juíza Kenarik Boujikian Felippe, do Tribunal de Justiça paulista, para tratar da crise política brasileira. Letícia e Kenarik têm se posicionado contra o impeachment da presidenta Dilma Rousseff, classificado como golpe. “Ele nos ouviu atentamente, nos disse que irá orar pelo povo brasileiro, que se preocupa com o Brasil. E perguntando a ele sobre a postura de diálogo necessário sobre o nosso ponto de vista, ele reiterou que o diálogo é uma necessidade para a construção de um mundo melhor para todos”, afirmou a magistrada em entrevista à Rádio França Internacional (RFI). Segundo a Kenarik – que é co-fundadora da Associação de Juízes para a Democracia - , a intenção do encontro privado foi levar ao papa a perspectiva dos movimentos populares sobre o atual cenário político. Para ler o texto completo, clique aqui.
(Fonte: site Brasil de Fato)

segunda-feira, 4 de abril de 2016

SENSATEZ, JUSTIÇA, MAS CORAGEM TAMBÉM


O Brasil precisa de homens e mulheres sensato(a)s e corajoso(a)s



Tenho dito, já há algum tempo, nos círculos por onde transito que gostaria de ver sensatez, espírito de justiça, mas também CORAGEM, da parte de algum político brasileiro que tivesse estatura suficiente para denunciar os embustes, imposturas e outros abusos e arbitrariedades que abastecem a crise que se instalou em nosso país e fazem oposição ao Brasil.
Inquieto, como fico, todas os dias, em busca de informações que possam me auxiliar na formação da minha opinião sobre os fatos, as circunstâncias e a maneira como tudo tem sido conduzido e divulgado, acompanho os noticiários e as opiniões. Faço um exercício diário de garimpo em veículos de comunicação das mais variadas tendências: da grande imprensa à  chamada (de forma preconceituosa) imprensa nanica, passando pelos blogs, mídias sociais, etc. 

Nos últimos dias duas informações me chamaram a atenção:

1 - quando a atriz Letícia Sabatella disse, na presença da presidenta Dilma Rousseff que era opositora ao seu governo, que tinha muitas críticas ao seu projeto, mas que diante do atual quadro, não poderia ficar em silêncio. E, que estava ali para prestar o seu apoio a Dilma, contra o impeachment e em defesa da democracia e de um governo que foi eleito legitimamente pelo voto popular e que não poderia ser derrubado por força de um golpe. Para mais detalhes sobre as declarações da atriz e cantora, clique aqui;

2 - e hoje, me senti contemplado ao ler uma entrevista com o Ciro Gomes na qual ele demonstrou coragem e uma justa análise da atual conjuntura brasileira. Aliás, Ciro, na condição de político experiente e com uma formação acadêmica de excelência, falou com muita propriedade o que alguns analistas sensatos (corrente à qual me filio) têm dito e pensado. Pena que, muitos nomes da elite política brasileira de quem a população espera por um gesto de coragem e honradez estejam se acovardando, por excesso de passionalidade e intolerância, ou simplesmente, usando a velha estratégia que se baseia na máxima que prediz: "a melhor defesa é o ataque", já que querem o poder a qualquer preço na expectativa de que tenham o controle do país e das investigações de improbidades e crimes que certamente também os levariam à ruína. Para ler a entrevista do ex-governador do Ceará na íntegra, clique aqui.

domingo, 5 de julho de 2015

DILMA E OBAMA


Conheça os acordos firmados por Dilma e Obama 
nos Estados Unidos
No início da semana, a presidenta Dilma Rousseff e o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, anunciaram uma série de acordos de cooperação e compromissos entre as duas nações sobre temas das agendas bilateral, regional e multilateral nas áreas de comércio exterior, previdência, defesa, agricultura, educação e ciência e tecnologia.
Os Estados Unidos encerraram o ano de 2014 como o segundo principal parceiro comercial brasileiro, com participação de 13,66% no comércio exterior do Brasil, atrás apenas da China. Entre 2005 e 2014, o intercâmbio comercial cresceu 76,2%, passando de US$ 35,2 bilhões para US$ 62 bilhões. 
(Fonte: Planalto.gov)

quarta-feira, 22 de outubro de 2014

DOMINGO TEM VOTAÇÃO DO SEGUNDO TURNO


Aécio ou Dilma, 
Dilma ou Aécio:
o Brasil vai escolher


No próximo domingo, dia 26 de outubro, o eleitor brasileiro vai decidir quem será o/a próximo/a Presidente da República do Brasil, a partir de 1 de janeiro de 2015.
Numa das eleições mais disputadas da história da democracia brasileira, o povo vai decidir entre os candidatos dos dois partidos - PSDB e PT - que tem polarizado a política brasileira nos últimos 20 anos.
E, passado esse pleito: surgirão novas lideranças? Quem serão esses homens e mulheres comprometido(a)s com ideais democráticos, libertários, éticos, e, que, de preferência, venham do povo e dos movimentos sociais?

terça-feira, 29 de outubro de 2013

REFORMA AGRÁRIA


Governo desapropria primeiras terras das 100 prometidas

A presidenta Dilma Rousseff assinou oito decretos de desapropriação de terras para a reforma agrária em seis estados. As propriedades, declaradas de interesse social, somam pouco mais de 4,7 mil hectares e estão localizadas nos estados da Bahia, de Sergipe, do Tocantins, de São Paulo, Santa Catarina e Goiás. 
Na semana passada, durante a cerimônia de lançamento do Plano Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica - Brasil Agroecológico, a presidenta e o ministro do Desenvolvimento Agrário, Pepe Vargas, anunciaram que, até o fim de 2013, serão publicados 100 decretos de desapropriação de terras para a reforma agrária no país.
Integrantes de movimentos sociais, trabalhadores rurais e servidores do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) fizeram protestos em vários estados, na semana passada, pedindo a retomada das desapropriações. Segundo eles, a Presidência não havia assinado nenhum decreto de desapropriação de terra com esse fim em 2013, sendo o menor índice desde 1992, quando foram publicados quatro decretos (Fonte: Agência Brasil).

sábado, 19 de novembro de 2011

CANETADAS DA DILMA


Leis criam Comissão da Verdade e abrem Estado
Crimes de tortura e morte cometidos por razões políticas vão ser investigados por comissão que terá dois anos de prazo. Foco deve ser ditadura militar. Nenhum documento oficial poderá passar mais de 50 anos escondido da população. Em seis meses, órgãos públicos terão de divulgar gastos e contratos na internet. 'Cidadão ganha mais poder perante o Estado', diz Dilma Rousseff.

(Fonte: Site Carta Maior)

sábado, 1 de janeiro de 2011

DILMA É EMPOSSADA PRESIDENTA DO BRASIL


Em seu de discurso de posse, Dilma voltou a reiterar o compromisso do seu governo com a proteção aos mais fragilizados e o combate à miséria. Três outros pontos que merecerão atenção especial da nossa presidenta são: educação, saúde e segurança.

terça-feira, 27 de outubro de 2009

ELEIÇÕES 2010

Tudo acertado para 2010
Eugênio Magno
Lideranças de uma das tendências (correntes) do Partido dos Trabalhadores em Minas acreditam que já está tudo acertado para as eleições de 2010.
A hipótese é a seguinte: Lula, com a popularidade em alta, vai fazer todo o esforço possível para transferir o seu prestígio político para Dilma Rousseff que, se tiver 25% das intenções de voto no start da campanha, ganha no primeiro turno, segundo teriam profetizado os assessores de marketing do PT que agora contam com o reforço de Ben Self, marqueteiro digital de Obama. Aécio Neves deixará o campo aberto para José Serra disputar a presidência, e irá para o senado, onde será o presidente da casa no governo da Dilma. E Fernando Pimentel vai ser o próximo Governador de Minas Gerais.
Diante de tamanha euforia chegamos a pensar que nem vale à pena votar. Afinal, as favas já estão contadas. Será? Está tudo acertado, mas falta combinar com os cerca de 14 milhões de eleitores em Minas e os mais de 130 milhões de eleitores brasileiros.
Apesar da grande aliança que o PT está costurando, com partidos de várias cores – até com Judas –, como exemplificou o presidente Lula, quem vai segurar aqui em Minas, líderes como Patrus Ananias, Hélio Costa e Itamar Franco? Antônio Anastasia vai topar ir para o sacrifício? Na sucessão presidencial, a coisa também não é tão simples como parecia, ou como querem nos fazer crer os mais otimistas. Ainda é uma incógnita se Aécio realmente vai abrir mão da sua candidatura à presidente para disputar uma vaga no senado. Serra é o preferido da maioria dos cardeais do seu partido, só que não tem carisma. Mas onde está o líder carismático do PSDB? Essa pergunta, definitivamente, não tem resposta. O Ciro Gomes que a princípio todo mundo espera que seja apenas degrau para Dilma, se emplacar, pode gostar do jogo e virar a mesa. Heloísa Helena, certamente, vai estar bem armada nessa campanha. Ela não é de meias palavras. É bom não esquecer que o cenário político dos últimos anos deu a ela muita munição. E a grande novidade no quadro sucessório de 2010, Marina Silva, não deixou o PT para brincar de alface no PV. Apesar de tudo que se diz ao contrário, na atual conjuntura nenhum partido brasileiro de expressão pode se dá ao luxo de criticar a fragilidade e as contradições do Partido Verde. A ex-ministra do meio ambiente não só mudou de legenda, o que ela quer mesmo é politizar e ampliar a discussão ecológica, sob o paradigma do socioambientalismo.
Mais do que uma eleição plebiscitária, onde pode imperar o chamado voto útil e os caciques dos partidos irão insistir com os eleitores para que votem no menos pior dos candidatos, tem gente apostando que a questão de gênero será uma forte condicionante em 2010. Dilma Rousseff, Marina Silva e Heloisa Helena, três mulheres e três formas diferentes de fazer política. Aécio Neves ou José Serra e Ciro Gomes, e suas semelhanças. Homem ou mulher, quem entre os(as) presidenciáveis tem o melhor projeto? A campanha começou e os acordos já vêm sendo feitos desde as eleições de 2006. A sorte está lançada...