Mostrando postagens com marcador Eleições 2018. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Eleições 2018. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 25 de outubro de 2018

COMO SERÁ A EDUCAÇÃO NO BRASIL A PARTIR DE 2019?


Eleições 2018: As falhas nos programas de Bolsonaro e Haddad, segundo especialistas em educação


Foto: Getty Images

Bolsonaro defende ensino à distância, inclusive para crianças, e quer evitar educação sexual nas escolas. Já Haddad propõe foco em educação em tempo integral e ações contra homofobia no ambiente escolar. Especialistas analisaram essas e outras propostas e apontaram alguns retrocessos.

Melhorar a qualidade do ensino no Brasil será um dos principais desafios do futuro presidente da República. Tanto Jair Bolsonaro (PSL) quanto Fernando Haddad (PT) afirmam, em seus programas de governo, que darão atenção especial à área da educação. Mas cada um tem ideias bem diferentes do que seriam melhorias nesse setor e dos caminhos a serem seguidos para alcançar um salto de qualidade.
Bolsonaro sugere que os atuais recursos aplicados em educação já dariam conta de melhorar o sistema de ensino. Já Haddad quer viabilizar a meta de destinar 10% do Produto Interno Bruto (PIB) à educação.
O candidato do PSL fala em foco no ensino fundamental, médio e técnico. E apresenta como uma das principais propostas abrir uma escola militar por capital. O do PT diz que a ênfase deve ser no ensino médio, com a transferência da gestão dos Estados para o governo federal.
Para ler a íntegra da matéria de Nathalia Passarinho para a BBC News Brasil, clique aqui.

domingo, 21 de outubro de 2018

OLIMPO TUPINIQUIM

Por que o Brasil sempre precisa ser governado por algum deus?

O novo deus militar, diante do qual a maioria dos brasileiros parece disposta a se ajoelhar, se parece mais com o Deus do Antigo Testamento, o do “olho por olho e dente por dente”


Abaixo, mais alguns trechos do artigo de Juan Arias para o El País:

Ao que parece, os brasileiros religiosos hoje preferem o Deus que castiga e mata. Preferem o que encarna o fariseu que, em pé, na primeira fila, no templo, se gabava: “Te dou graças, Senhor, porque eu não sou como os outros homens, ladrões, injustos, adúlteros, nem como esse publicano”. Este, inclinando-se ao solo, “batia no peito dizendo: Deus, tenha piedade de mim, que sou um pecador”. O evangelho diz que o publicano saiu purificado e o fariseu, o justo, reprovado por Deus.
No verdadeiro cristianismo, o que mudou a vingança pelo perdão, deveriam caber justos e pecadores, crentes e ateus, ricos e pobres, sábios e ignorantes, reis e vassalos. Nele há espaço para todos, ainda que com preferência aos mais despossuídos e esquecidos pelo poder. Se o Brasil apostar dessa vez pelo deus da raiva, o da justiça sem misericórdia, temo muito que possamos voltar aos tempos sombrios em que a violência era bendita pela Igreja.
Para ler o texto na íntegra, clique aqui.

segunda-feira, 15 de outubro de 2018

O DESTINO DO BRASIL NA MÃO DOS ELEITORES

A democracia tutelada pela farda
Luciano Mendes de Faria Filho
Professor da UFMG e Coordenador do Projeto
Pensar a Educação, Pensar o Brasil


Nestes últimos dias General da Reserva, Paulo Chagas, além de colocar em dúvida uma vitória de Hadad sem que haja fraudes, sem que o TSE, mais uma vez, se pronuncie. E bem ao estilo da "família bolsonoro" o General incita a "cólera das multidões" em caso de uma vitória do candidato petista. Disse ele lá em seu Twitter:
"Seria muito triste ver a verdade ser superada pela mentira e a Nação ser comandada de dentro da cadeia por Lula da Silva.
O desastre se completaria quando a Cólera das Multidões tomasse as ruas diante da ousadia de fazê-lo subir a rampa do Palácio do Planalto!"
A propósito disse, fiquei pensando lá nos idos de 1983/84 quando do movimento das Diretas Já! Ali, dupla derrota: tivemos eleições indiretas e a eleição do ex-presidente da Arena, partido da ditadura, José Sarney, como vice de Tancredo Neves pelo Colégio Eleitoral. Resultado: o nosso primeiro presidente civil depois da ditadura nada mais era do que a principal liderança justamente da ditadura!
O movimento das Diretas Já desaguou no movimento pela Constituinte, que, a despeito de uma grande movimentação pelo país todo, resultou numa Constituição que manteve a tutela militar à democracia.
Os nossos acordos pelo alto, a ação sempre muito esperta e com uma boa dose de covardia de nossas elites políticas, vem desde pelo menos a Independência. Não nos esqueçamos de que o "artífice de nossa Independência" foi ninguém menos do que o herdeiro do trono português! E a República resultou de um golpe de Estado dado pelos militares!
Com uma tradição dessas, em que os "espertos de sempre" se unem aos militares para evitar qualquer tipo de avanço democrático ou de combate às desigualdades, não é de se estranhar o que temos visto: a subserviências das instituições republicanas às espertezas dos golpistas e a tutela militar à frágil democracia brasileira. É chegada a hora, de romper com este "destino das coisas”. Uma verdadeira democracia não pode ser tutelada por agentes fardados! Que o nosso voto no Hadad possa ser a explicitação de um movimento nessa direção e para evitar que a história se repita como tragédia.

quinta-feira, 11 de outubro de 2018

FAKE NEWS CONTINUAM INUNDANDO O PAÍS


Eleições 2018: o que o TSE está fazendo 

para combater mensagens falsas?


Foto: Roberto Jayme ASCOM/TSE

Na quinta-feira que antecedeu o fim de semana de votação no Brasil, um vídeo acusando fraude nas urnas foi extremamente difundido.
Teve 1,6 milhão de visualizações no YouTube e foi publicado diversas vezes em grupos de WhatsApp e no fórum Gab, rede social da alt-right (termo que se refere a "direita alternativa", que reúne grupos de extrema-direita) americana que tem adeptos brasileiros apoiadores do candidato a presidente Jair Bolsonaro (PSL).
O vídeo, de um canal gaúcho chamado Brasil Paralelo, entrevista o procurador Hugo César Hoeschl, de Santa Catarina, que cita "estudos com reconhecimento internacional" que indicam "que a probabilidade de fraude na última eleição presidencial brasileira foi de 73,14%", mas não especifica que estudos são esses.
Diante da disseminação desse vídeo, o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) publicou uma resposta em seu site na sexta-feira, dizendo não haver registro "de que o autor do vídeo tenha participado de qualquer evento de auditoria e transparência, a exemplo dos testes públicos de segurança realizados pelo TSE e da apresentação dos códigos-fonte".
Também afirmou que "há vinte e dois anos, as urnas eletrônicas têm sido utilizadas nas eleições brasileiras sem nenhuma comprovação efetiva de fraude. O resultado das Eleições Gerais de 2014 foi auditado de modo independente por iniciativa de partido político, sem que qualquer irregularidade fosse identificada". A BBC News Brasil tentou contato com os donos do canal Brasil Paralelo e com o procurador, mas não obteve respostas.
Para continuar lendo a matéria de Juliana Gragnani da BBC News Brasil, clique aqui.

quarta-feira, 26 de setembro de 2018

BOLSONARO X HADDAD


Não existem dois extremos

Eugênio Magno


É forçar muito a barra vender para a população brasileira a ideia de que nestas eleições existe uma polarização entre a extrema direita e a extrema esquerda. Nada mais falacioso.
Na verdade, o que temos é a disputa entre um projeto que pretende recuperar conquistas sociais e recolocar a classe trabalhadora entre as prioridades de governo contra uma proposta de ampliação dos cortes das políticas sociais, em nome de uma ordem subjetiva e do capital. De um lado, a extrema direita, representada militarmente, inclusive, por um capitão que tem como vice um general. Do outro lado, um grupo político que já esteve no poder e que, ao longo de 14 anos de governo, jamais adotou qualquer agenda extremista.
 O PT, embora tachado pelas elites como partido radical, se comporta de forma bastante moderada, muito mais próximo da chamada centro esquerda. A escolha, portanto, não é entre dois extremos, mas entre um grupo cuja orientação é claramente radical e um campo democrático – com acento no social – que defende a soberania popular, o funcionamento republicano das instituições e o estado democrático de direito.
É importante que o eleitorado se dê conta do medo que está sendo imposto à população por uma fatia mínima da sociedade que controla a mídia e o capital e é formada pelos setores mais conservadores e atrasados do país.
A sensatez, o equilíbrio e o reposicionamento do Brasil entre os países mais importantes do mundo, assegurando dignidade aos mais pobres e garantias democráticas, não depende de nenhuma terceira via. Até porque essa maluquice de que “o Brasil poderá se tornar uma Venezuela ou Cuba” é uma estupidez. A grande imprensa tem que parar com essa orquestração desafinada e não esconder a real: o maior risco que corremos é de nos tornar uma Argentina, de Macri, se o país cair em mãos erradas e as reformas neoliberais se aprofundarem por aqui.
Recolocar o país nos trilhos do desenvolvimento e avançar nas reformas que garantam à população o direito a ter direitos, regule as relações comerciais, incentive a geração de trabalho e renda e salvaguarde a dignidade da vida humana é dever de Estado e obrigação dos governantes.
Haddad não representa nenhum risco à institucionalidade do país e, dentre os presidenciáveis, é o único com chances reais de fazer parar a força reacionária que semeia o ódio, tem promovido grande estrago nas relações humanas e sociais e pode levar o Brasil do caos às trevas.
Não acredito que pessoas de bem, com um mínimo de informação, cometerão o voto envergonhado, de cidadão acuado, refém do medo. Elas sabem que a pátria pode sangrar e que suas consciências irão gritar.
Diante do quadro eleitoral que se formou, quero crer que as lideranças mais sensatas do país terão lucidez suficiente para contribuir com Fernando Haddad para que ele possa ser bem-sucedido na repactuação da democracia e em seu projeto de retomada do desenvolvimento e crescimento econômico com justiça social.
Apesar do terrorismo de mercado e da ação nefasta das aves agourentas da mídia hegemônica e do reacionarismo da classe política conservadora, o bom senso prevalecerá.

quinta-feira, 20 de setembro de 2018

ESQUERDAS LATINO-AMERICANAS PRECISAM FAZER DEVER DE CASA


PT deveria realizar 'comissão da verdade' 
para examinar seus erros, 
diz Noam Chomsky


Considerado um dos mais importantes linguistas do mundo, o filósofo e ativista de esquerda americano Noam Chomsky afirma que o PT deveria estabelecer "uma espécie de comissão da verdade" para analisar os erros cometidos pelo partido.
"Eles tiveram tremendas oportunidades. Algumas foram usadas em benefício da população, outras foram perdidas. É preciso perguntar por que isso ocorreu, e fazer isso publicamente. E realizar reformas internas que impeçam que aconteça outra vez", considera Chomsky, em entrevista à BBC News Brasil.
Conhecido por seu forte ativismo de esquerda, Chomsky tem saído em defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Assinou manifesto a favor do petista e participou, na última sexta-feira, em São Paulo, de um seminário organizado por Celso Amorim, ex-ministro de Relações Exteriores de Lula, na Fundação Perseu Abramo, ligada ao PT.
Para ler na íntegra a matéria de Júlia Dias Carneiro para a BBC, clique aqui.
(Fonte: BBC News Brasil)

segunda-feira, 10 de setembro de 2018

FUTEBOL, POLÍTICA E RELIGIÃO NÃO SE DISCUTE (???)


Se somos sujeitos históricos, conscientes de nosso lugar social, 
essa não é hora de nos calarmos

A alienação que o dito popular "futebol, política e religião não se discute" produz ao longo do tempo é inenarrável. Misturaram esporte competitivo com credo, fé - coisa do transcendente, com o imanente, atividade que em última instância define nossas vidas, em vários aspectos, com o estúpido propósito de nos deixar na escuridão da ignorância. Em tempos de polarização política e ideológica, reproduzo aqui o texto abaixo, que circula nas redes sociais e é atribuído a Luís Fernando Veríssimo.

Não acabo amizade por causa de política


Luís Fernando Veríssimo


Não acabo amizade por causa de política.

Se você concorda que os portugueses não pisaram na África e que os próprios negros enviaram seus irmãos para nos servir, acabo a amizade pelo desconhecimento da História.

Se você concorda que de 170 projetos, apenas 2 aprovados, é o mesmo que 500, acabo a amizade por causa da Matemática.

Se você concorda que o alto índice de mortalidade infantil tem a ver com o número de nascimentos prematuros, acabo a amizade por causa da Ciência.

Se você concorda que é só ter carta branca para que a PM e a Civil matem quem julgarem merecer, acabo a amizade por causa do Direito.

Se você concorda que não há evidências de uso indevido do dinheiro público, mas acha que é mito quem usa apartamento funcional "pra comer gente", acabo a amizade pela Moral.

Se você concorda que Carlos Brilhante Ustra não foi torturador e que merece ter suas práticas exaltadas, acabo a amizade por falta de Caráter.

Se você concorda que o Bolsonaro participou, aos 16 anos, da perseguição ao Lamarca, acabo a amizade por falta de Verossimilhança.

Se você concorda que não temos dívida social com um povo que foi arrancado do seu mundo pra servir a outro e que diferenças de tratamento étnico-racial é historinha, acabo a amizade por Racismo.

Se você concorda que as mulheres devem ganhar menos por gerar vidas e que são frutos de fraquejadas, merecendo serem estupradas ou não, de acordo com a sua aparência, acabo a amizade por Misoginia.

Se você concorda que não há possibilidade das pessoas viverem sua sexualidade livremente, com direitos e deveres como qualquer cidadão ou cidadã, mas que devam apanhar para aprender o que é certo, acabo a amizade por Homofobia.

Como vocês podem ver, não acabo a amizade por causa de política.

Acabo pela ignorância, truculência e pelo desrespeito que acompanha quem diz que não se acaba amizade por causa de política.

O fascismo não se discute, se combate.

(Fonte: Divulgado nas Redes Sociais)

sábado, 1 de setembro de 2018

TODO O MUNDO CIVILIZADO COMENTA PERSEGUIÇÃO A LULA


Jornalista Douglas Herbert analisa 
perseguição a Lula: 
"Há uma parte enraizada que quer 
impedi-lo de concorrer"

O comentarista de Relações Internacionais, Douglas Herbert, analisou a perseguição política que Luís Inácio Lula da Silva vem sofrendo no Brasil no Canal France 24. Confira o comentário do jornalista no vídeo abaixo:




quarta-feira, 8 de agosto de 2018

ELEIÇÕES 2018: ENTRE O DESEJO E AS INCERTEZAS


A política tem dinâmica veloz e no atual período em que vivemos também se reveste de uma absurda imprevisibilidade. Quero dizer com isto que muita água ainda vai passar debaixo da ponte entre o instante em que escrevo este texto e as eleições.
Dia 5 foi o último dia para que os partidos fizessem suas convenções e definissem candidaturas, chapas e alianças, e 15 de agosto é o prazo máximo para que o registro de candidatos e coligações seja apresentado à Justiça Eleitoral. Existe ainda a possibilidade de que o STF venha a julgar nos próximos dias o novo pedido da defesa de Lula para que ele seja solto e possa disputar as eleições de outubro.
Para continuar lendo este meu artigo para o site do Centro Nacional de Fé e Política Dom Helder Câmara, clique aqui: http://www.cefep.org.br/eleicoes-2018-entre-o-desejo-e-as-incertezas-por-eugenio-magno/.


domingo, 15 de abril de 2018

CORRIDA ELEITORAL 2018

Mesmo preso, Lula continua no centro do tabuleiro eleitoral: lidera em todos os cenários


Foto: Ricardo Stuckert

O ex-presidente Lula, mesmo cumprindo pena, derrota qualquer adversário nos cenários de segundo turno propostos pelo Datafolha na pesquisa divulgada neste domingo, 15: 59% contra 41% de Marina, 64% x 34% de Geraldo Alckmin e 61% x 39% de Jair Bolsonaro.
Isso ajuda a explicar os fogos e os buzinaços da noite da prisão de Lula, no sábado, 7 de abril: os adversários políticos dele se beneficiam enormemente de uma eventual retirada da candidatura do ex-presidente, que o PT pretende registrar em agosto.
Também é por isso que a direita trata de naturalizar o fim da carreira política de Lula.
Embora a leitura da Folha é de que o apoio a Lula tenha enfraquecido — num cenário de primeiro turno, caiu de até 37% para 31% –, o fato é que muitos eleitores já consideram o ex-presidente carta fora do baralho e exercem outras escolhas, o que é absolutamente natural.
Isso não significa que Lula perderia os votos, se de fato concorrer.
Está aí justamente o nó da questão e o maior desafio diante do PT: com a extensão da prisão de Lula, que pode permanecer encarcerado durante alguns anos, impedido de contato com eleitores, como mantê-lo ativo através de intermediários no cenário eleitoral?
De olho nisso, os conservadores tentam isolar o ex-presidente completamente, impedindo-o de receber visitas de políticos e atacando o acampamento que mantém o foco dos militantes em Curitiba — e no próprio Lula.
No cenário em que Lula aparece como candidato em primeiro turno, ele tem 31%, contra 15% de Bolsonaro, 10% de Marina Silva e 8% de Joaquim Barbosa, 6% de Geraldo Alckmin e 5% de Ciro Gomes.
Sem Lula, Bolsonaro lidera com 17%, Marina tem 15%, Ciro Gomes e Joaquim Barbosa aparecem com 9%.
Os dados indicam que Lula é capaz de transferir até 2/3 de seus votos, o que continua sendo suficiente para levar um candidato indicado por ele ao segundo turno — algo crucial numa eleição tão pulverizada.
Hoje, pelos números, o mais factível seria o pedetista Ciro Gomes.
Os candidatos Fernando Haddad, Jacques Wagner, Manuela DÁvila e Guilherme Boulos ainda aparecem dentro da margem de erro da pesquisa, que é de 2% para mais ou para menos.
A maior surpresa da pesquisa é o considerável apoio ao ex-ministro do STF, Joaquim Barbosa, que ainda não confirmou sua candidatura pelo PSB.
Para complicar ainda mais o cenário dos tucanos, ele cresce tirando votos de Geraldo Alckmin.
Apesar da prisão, a eleição de 2018 continua tendo o ex-presidente Lula no centro do tabuleiro. E desenha um cenário devastador para os tucanos, promotores de primeira hora do golpe de 2016.
Também demonstra que a especulada chapa Joaquim Barbosa-Marina teria futuro, por juntar o apelo da luta contra a corrupção com o dos que saíram de baixo e ascenderam socialmente.
(Fonte: Site Vi O mundo)

segunda-feira, 29 de janeiro de 2018

DEMOCRACIA NO BRASIL ROLANDO LADEIRA À BAIXO


'Se o Judiciário seguir como ator político, 

vejo um futuro tenebroso'





A confirmação da condenação de Lula pelo TRF da 4ª Região representa a censura a um projeto democrático, por um Judiciário cada vez mais empenhado em fazer política.
A análise é do ex-ministro da Justiça Eugênio Aragão, integrante do Ministério Público Federal por três décadas. Ao rifar um candidato com mais de 40% das intenções de voto, indispensável para a articulação de uma saída negociada para o País, o risco de uma convulsão social torna-se cada vez maior.
Lula não é um candidato ideológico, é pragmático e programático. Seu objetivo é reduzir a pobreza no País, dar chances para a maioria dos brasileiros progredir. Para fazer isso, o ex-presidente sabe que precisa de alianças”, explica Aragão, defensor de um pacto nacional, não restrito ao Parlamento.
Mas ainda há espaço para uma política conciliatória? “Esse é o maior desafio. Se Lula não souber fazer isso, quem será capaz?”
Para ler na íntegra a entrevista concedida pelo ex-ministro, Eugênio Aragão, a Rodrigo Martins para Carta Capital, clique aqui.

domingo, 24 de dezembro de 2017

OPORTUNISMOS


Milagres & Mazelas


Eugênio Magno
Comunicólogo e Educador


Esse artigo também poderia ter como títulos: Exposição excessiva, ou O que já não era bom, pode ficar pior, entre outros. Optei por Milagres & mazelas, por ser menos deletério, mais respeitoso, e porque não dizer, mais justo. Afinal, os tratamentos dados aos dois temas abordados, podem ser entendidos como contraditórios ou paradoxais, a gosto do freguês.
O botox e a propaganda encaixam perfeitamente nesse paradigma. Tanto uma como a outra ferramenta, mesmo que manipulem a realidade de forma deliberada, podem criar o belo. Ainda que um belo fugaz e, consciente ou inconscientemente, enganoso. Mas como a diferença entre remédio e veneno está na dose, o excesso, prática recorrente dos tempos atuais, em que tudo se encontra ao alcance de nossas mãos tem contribuído enormemente para o desproporcional, o exagerado, o feio, o fake e as aberrações.
A despeito de belezas que realçam seu frescor e graciosidade, com pequenas intervenções, é grande o número de atores e atrizes talentosos que anularam totalmente sua capacidade de nos convencer de verdades cênicas por conta de preenchimentos e “esticamentos” que impedem o desenhar da expressão facial de suas emoções. Sem um close ou contatos presenciais, apresentadores de TV e outras celebridades poderiam muito bem nos convencer de que encontraram o elixir da eterna juventude. Mas suas plásticas, maquiagens e “botocagens” não são capazes de os igualarem aos seres virtuais que habitam o mundo audiovisual. Há pouco tempo, em um velório, não reconheci uma senhora, amiga da família que, delicadamente me chamava pelo nome. Seus lábios e sua boca ficaram irreconhecíveis, cresceram e não combinavam com olhos, bochechas, orelhas e pescoço. Recentemente, andando por um shopping da zona sul de BH me deparei com grande quantidade dessa espécie que exagera na dose, vítima do efeito contrário e das constantes “reparações” que causam ainda mais deformações.
E de deformação em deformação, as pessoas, as instituições e esse modelo agonizante de organização econômica e social que, desesperadamente, busca se reinventar é vilipendiado pelos oportunistas que, em busca da piada fácil e do trocadilho barato, expõem organizações ao ridículo. As Lojas Marisa erraram feio se aproveitando da morte de Marisa Letícia, esposa do ex-presidente Lula, para divulgar a sua marca. E agora a agência Binder coloca as Óticas do Povo numa situação no mínimo, discutível, ao homenagear(?) o juiz federal Sérgio Moro, num comercial de TV que repete “Moro”, “Moro” com exclamações, interrogações, reticências e circunflexos no último o, brincando com a antiga gíria “Morou!?” que, por acaso tem u no final, dando ao juiz ainda mais exposição.

Será que tudo é apenas uma infame brincadeira, ou os marqueteiros de Sérgio Moro já estão em ação e dispararam a campanha presidencial antecipada do juiz, por meio de uma aliança com a Binder e as Óticas do Povo?
Este artigo também foi publicado no jornal O Tempo, de 21/12/2017, pág. 19

segunda-feira, 4 de dezembro de 2017

ELEIÇÕES 2018


Datafolha mostra Brasil fazendo as pazes com o PT


Como o Blog da Cidadania previu no post IBOPE sugere que LULA é favorito para 2018 (de 1/12), Jair Bolsonaro estancou. Ele continua no patamar de 17 ou 18 por cento no primeiro turno e empacou contra Lula em 33% no segundo turno, enquanto o petista cresceu 4 pontos percentuais e chega à metade dos votos mais um.
O percentual de brasileiros que consideram o governo Dilma Rousseff melhor que o de Temer disparou. De acordo com o levantamento, agora 62% dos brasileiros consideram que o governo Dilma foi melhor do que o de Temer. Apenas 13% avaliam Temer melhor que a ex-presidente, e 23% dizem que não há diferença entre eles.
Esse dado é importantíssimo porque resgata a imagem do PT e a indicação da ex-presidente por Lula.
Os novos indicadores econômicos festejados pelo governo e pela grande imprensa como sinal de que a economia está melhorando não entusiasmam a população, conforme o Datafolha. Cresceu de 56% para 60% os que esperam que a economia vá piorar e também subiu de 26% para 31% o índice dos que consideram a ameaça de perder o emprego como a coisa que mais lhes dá medo.
Outra notícia estupenda é a de que 50% dos brasileiros votarão ou poderão votar em quem Lula indicar. Ou seja, o poder de transferência de voto de Lula só aumenta e deverá aumentar mais conforme as “reformas” terríveis de Temer forem empobrecendo os brasileiros, já que a tal “recuperação do emprego” de que falam é, na verdade, queda do emprego com carteira assinada e aumento do emprego informal, ou seja, precário.
Você pode acessar a matéria completa do Blog da Cidadania, clicando aqui.

domingo, 1 de outubro de 2017

LULA CONTINUA CRESCENDO NAS PESQUISAS


Mesmo delatado por Palocci, Lula vira sobre Marina e Moro, o juiz que o condenou; como explicar?


Os números da pesquisa Datafolha de setembro mostram que a curva do ex-presidente Lula continua a crescer. Bate, agora, em 35%.
Em abril deste ano, em projeção do segundo turno, a ex-ministra Marina Silva, intocada pela Lava Jato, batia Lula por 41% a 38%. Agora, Lula vence fora da margem de erro de 2 pontos percentuais: 44% a 36%.
Lula virou sobre Marina Silva! Como explicar este fenômeno?
Para continuar lendo, clique aqui.
(Fonte: Blog Vi o mundo)

domingo, 30 de julho de 2017

LULINHA PAZ E AMOR OU O QUÊ?


A esquerda precisa definir que Lula quer


Raphael Silva Fagundes


Se hoje alguém se aventurasse a escrever uma biografia de Luis Inácio Lula da Silva, poderia facilmente lograr-se na lama da ilusão biográfica, cometendo aquele equívoco no qual se tenta descrever a vida como “um conjunto coerente e orientado”, uma expressão unitária de uma “intenção” subjetiva e objetiva de um projeto.[1] Isso porque a história da maior figura do Partido dos Trabalhadores não pode ser apreendida por meio de uma linearidade, de uma direção firme e coerente, ou pode?
Em 2006, Lula arranca risos e aplausos de uma plateia composta por empresários e intelectuais ao afirmar que pessoas responsáveis abrem mão de suas convicções radicais conforme amadurecem. Diz que tal fenômeno é parte da “evolução da espécie humana”. "Se você conhece uma pessoa muito idosa esquerdista, é porque está com problema". "Se você conhecer uma pessoa muito nova de direita, é porque também está com problema". Depois destacou: "Quem é mais de direita vai ficando mais de centro, e quem é mais de esquerda vai ficando social-democrata, menos à esquerda. As coisas vão confluindo de acordo com a quantidade de cabelos brancos, e de acordo com a responsabilidade que você tem. Não tem outro jeito".[2]
Poucos meses antes do impeachment de Dilma Rousseff, o ex-presidente afirmou categoricamente: “Eu hoje sou mais à esquerda do que era”. Em seguida disse que o “PT errou, cometeu práticas que condenávamos”.[3]
Recentemente Lula fez um discurso no 6° Congresso do PT e assegurou que “se a esquerda entrar com um programa bem preparado, a gente vai voltar a governar este país em 2018”.[4] Hoje, o Lula mais idoso que aquele que fazia acordos com o mercado é exatamente aquilo que disse que não seria mais? Deparamo-nos com uma contradição lógica, na qual a vida altera sua coerência de acordo com o lado que você está. 
Cair nos argumentos radicais do PT atual, deixar-se seduzir pelas frases inflamadas de Gleisi Hoffmann, pode nos levar a um erro que nenhum marxista deve cometer. Trata-se da repetição da História. Todo indivíduo que é de esquerda reconhece uma das máximas mais famosas de Marx: “os fatos e personagens de grande importância na história do mundo ocorrem, por assim dizer, duas vezes [...] a primeira vez como tragédia, a segunda como farsa”.[5] O Lula de esquerda, esse que hoje encanta multidões, se supostamente assumir o poder em 2018, tenderá à direita, como fez uma vez, ou se manterá firme ao discurso esquerdista?
A esquerda precisa definir o Lula que quer! Precisamos reconhecer o fato de que sua história não é coerente, não segue um projeto inaugural e, convenientemente, sua existência se altera de acordo com a essência adequada ao seu lugar no cenário político. Não há dúvida de que ele é o personagem mais carismático da esquerda, capaz de competir com as figuras populistas da direita que ganham espaço, como Doria e Bolsonaro, mas temos que pôr os pés no chão e encarar suas contradições.
É comum o orador, para não parecer incoerente e não dizer algo absurdo quando sustenta simultaneamente uma proposição e sua negação, pouco explicitar suas premissas, deixando de defini-las de modo unívoco e sólido.[6] Por isso Lula em 2016 anuncia meio titubeante, após dizer estar mais a esquerda que outrora: “Eu sou um liberal… Eu sou um cidadão muito pragmático e muito realista entre aquilo que eu sonho e aquilo que é a política real”.
O que seria a política real? A política de se manter no poder, como descrevia Maquiavel? Comportar-se dessa maneira, é ser como os outros partidos, nos quais a mazela é a implacável tradição que, para o que o PT se propõe, seria a traição. Precisamos de um Lula trágico e não de uma farsa.
Para os fatos não serem uma farsa, é preciso que observemos as alianças que Lula fará. Seu histórico de se unir aos interesses empresariais é extremamente problemático. Aliás, foi o alicerce para o golpe da maneira que se deu em 2016.[7] Esse acordo interesseiro é sem dúvida um dos elementos que podem vir a compor a farsa. As bases de apoio devem ser as organizações operárias, os movimentos sociais, as ruas. O que, sem dúvida, desencadeará em uma série de conflitos, mas se a democracia (hoje muito desacreditada; vista mais como uma noção manipulada que algo efetivamente real) não for a voz do povo, vivemos sob o manto da política da ilusão, tendo como única solução prática e tangível o socialismo, isto é, a real democracia.
  
[1] BOURDIEU, P. A ilusão biográfica. In: AMADO, J. & FERREIRA, M. M. (orgs.). Usos e abusos da história oral. Rio de Janeiro: FGV. 1998.

(Fonte: Site Carta Maior)

quinta-feira, 20 de abril de 2017

LULA É O PRÉ-CANDIDATO COM MAIOR CHANCE DE GANHAR AS ELEIÇÕES EM 2018


Lula é o presidenciável 
com maior potencial de votos, afirma Ibope


Pesquisa inédita do Ibope mostra que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a ser o presidenciável com maior potencial de voto entre nove nomes testados pelo instituto. Desde o impeachment de Dilma Rousseff, há um ano, a rejeição a Lula caiu 14 pontos.
Os três principais nomes do PSDB, por sua vez, viram seu potencial de voto diminuir ao longo do último ano e meio. Desde outubro de 2015, a soma dos que votariam com certeza ou poderiam votar no senador Aécio Neves (PSDB-MG) despencou de 41% para 22% O potencial do senador José Serra (PSDB-SP) caiu de 32% para 25%, e o do governador Geraldo Alckmin (PSDB-SP) foi de 29% para 22%. Os três tucanos aparecem na pesquisa com taxas de rejeição superiores à de Lula.
Assim como os nomes tradicionais do PSDB, a ex-ministra Marina Silva (Rede) sofreu redução de potencial de voto e aumento da rejeição.
(Fonte Jornal O Tempo)

terça-feira, 11 de abril de 2017

A VERDADE OU UMA VERDADE (???)


Quando Lula será preso? Por Nelson Jobim, ex-ministro do STF

(Foto: Eles/Caption)

Publicado na Zero Hora.

Nelson Jobim
jurista, ex-ministro do Supremo Tribunal Federal.


É pergunta recorrente.
Ouvi em palestras, festas, bares, encontros casuais, etc.
Alguns complementam: “Foste Ministro de Lula e da Dilma, tens que saber…”
Não perguntam qual conduta de Lula seria delituosa.
Nem mesmo perguntam sobre ser, ou não, culpado.
Eles têm como certa a ocorrência do delito, sem descreve-lo.
Pergunto do que se está falando.
A resposta é genérica: é a Lava-Jato.
Pergunto sobre quais são os fatos e os processos judiciais.
Quais as acusações?
Nada sobre fatos, acusações e processos.
Alguns referem-se, por alto, ao Sítio de … (não sabem onde se localiza), ao apartamento do Guarujá, às afirmações do ex-Senador Delcidio Amaral, à Petrobrás, ao PT…
Sobre o ex-Senador dizem que ele teria dito algo que não lembram.
E completam: “Está na cara que tem que ser preso”.
Dos fatos não descritos e, mesmo, desconhecidos, e da culpa afirmada em abstrato se segue a indignação por Lula não ter sido, ainda, preso!
[Lembro da ironia de J.L. Borges: “Mas não vamos falar sobre fatos. Ninguém se importa com os fatos. Eles são meros pontos de partida para a invenção e o raciocínio”.]
Tal indignação, para alguns, verte-se em espanto e raiva, ao mencionarem pesquisas eleitorais, para 2018, em que Lula aparece em primeiro lugar.
Dizem: “Essa gente é maluca; esse país não dá…”
Qual a origem dessa dispensa de descrição e apuração de fatos?
Por que a desnecessidade de uma sentença?
Por que a presunção absoluta e certa da culpa?
Por que tal certeza?
Especulo.
Uns, de um facciosismo raivoso, intransigente, esterilizador da razão, dizem que a Justiça deve ser feita com antecipação.
Sem saber, relacionam e, mesmo, identificam Justiça com Vingança.
Querem penas radicais e se deliciam com as midiáticas conduções coercitivas.
Orgulham-se com o histerismo de suas paixões ou ódios.
Lutam por “uma verdade” e não “pela verdade”.
Alguns, porque olham 2018, esperam por uma condenação rápida, que torne Lula inelegível.
Outros, simplesmente são meros espectadores.
Nada é com eles.
Entre estes, tem os que não concordam com o atropelo, mas não se manifestam.
Parecem sensíveis à uma “patrulha”, que decorre da exaltação das emoções, sabotadora da razão e das garantias constitucionais.
Ora, o delito é um atentado à vida coletiva.
Exige repressão.
Mas, tanto é usurpação impedir a repressão do delito, como o é o desprezo às garantias individuais.
A tolerância e o diálogo são uma exigência da democracia – asseguram o convívio.
Nietzsche está certo: as convicções são inimigas mais perigosas da verdade do que as mentiras.
(Fonte: Site DCM)

sábado, 4 de fevereiro de 2017

O BRASIL HUMANISTA ESTÁ DE LUTO: O ÓDIO E A PRESSÃO IRRESPONSÁVEL DOS RANCOROSOS MATARAM DONA MARISA


A carta do ex-ministro Aragão para Lula

Lula e Marisa

Acordei atormentado hoje, Lula. Como se não bastasse a tensão destes tempos, com o passamento de Teori Zavascki e as tenebrosas transações que lhe seguiram, no esforço de blindar uma ninhada de ratos esbulhadores do poder, desperto sob a angústia do momento dramático que assombra sua família. Para me manter firme, ligo o som de meu carro ao levar os meninos para a escola, ouvindo “Mais uma vez” do saudoso Renato Russo:

“Mas é claro que o sol vai voltar amanhã Mais uma vez, eu sei
Escuridão já vi pior, de endoidecer gente sã
Espera que o sol já vem…
Tem gente que está do mesmo lado que você
Mas deveria estar do lado de lá
Tem gente que machuca os outros Tem gente que não sabe amar
Tem gente enganando a gente
Veja a nossa vida como está
Mas eu sei que um dia a gente aprende
Se você quiser alguém em quem confiar Confie em si mesmo
Quem acredita sempre alcança!
Mas é claro que o sol vai voltar amanhã Mais uma vez, eu sei
Escuridão já vi pior, de endoidecer gente sã
Espera que o sol já vem
Nunca deixe que lhe digam que não vale a pena
Acreditar no sonho que se tem
Ou que seus planos nunca vão dar certo
Ou que você nunca vai ser alguém
Tem gente que machuca os outros
Tem gente que não sabe amar
Mas eu sei que um dia a gente aprende
Se você quiser alguém em quem confiar
Confie em si mesmo
Quem acredita sempre alcança!”
Pois é, Lula. Com seu enorme coração, no meio de implacável perseguição que promovem a si e a seus entes queridos, pessoas sem um milésimo de sua dignidade, você é submetido a esse agudo padecimento pela situação extrema de sua companheira e esposa, Marisa Letícia, com quem tem vivido por mais de trinta anos. Só gente grande, como você, para suportar tamanha provação com a conformação que lhe é própria.
Conformar-se, diferentemente do que muitos pensam, não é pendurar as chuteiras, não é entregar-se, não é jogar a toalha. É ter capacidade de assumir, na alma, a forma das circunstâncias, para a elas se adaptar. Para melhor lidar com desafios inevitáveis. Por isso, “com-formar”. É atitude de sabedoria, de fazer-se senhor do destino e não se abater por ele.
Lula, você tem estoicamente aguentado desaforos, insultos, injustiças, manobras vis, falta de humanidade de um coletivo que se embruteceu ao adotar o discurso ditado por uma mídia perversa, que está a serviço do que é de pior na nossa sociedade de fortes traços escravocratas: o corporativismo de carreiras de elite, o poder econômico de rentistas especuladores, de entreguistas da Pátria, de traidores e alto-traidores, de gente tomada do ódio de classe, de fascistas embrutecidos e saudosistas da ditadura, enfim, de uma malta de canalhas que só pensa no próprio umbigo.
Mas você é maior. Paga o preço dos grandes transformadores. Não espere gratidão dessa turba, mas você sempre terá o carinho de dezenas de milhões de brasileiras e brasileiros que lhe devem a inclusão social, de inúmeros povos a quem demonstrou a solidariedade do Brasil.
Que não ousem, os amestrados miquinhos do fascismo, promover algazarra com seu sofrimento, pois saberemos, quem o respeitamos como Brasileiro, reagir à altura. Tenham, esses energúmenos, cuidado e se recolham. É o melhor que podem fazer, para que não tenhamos que ofender os animais, igualando-os com estes.
Lula, receba neste momento de profunda dor, a nossa compaixão. Choramos com você o sofrimento desse martírio. Dona Marisa chegou a esse estado porque, como muitos de nós, que amamos o Brasil, sentiu-se profundamente ferida, supurada, em carne viva, com o momento trágico deste País, entregue a uma corja de aves de rapina. E ainda foi alvo de persistente, covarde e mortífero ataque de quem o queria atingir através dela! Não lhes dê essa mórbida satisfação: ignore-os.
Mas claro que o sol vai voltar amanhã! Desejamo-lhe muita força neste momento e fiquemos juntos, unidos por um futuro melhor.
Eugênio Aragão*
Ex-Ministro da Justiça
(Fonte: Site do DCM)