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terça-feira, 28 de novembro de 2023

A POESIA PULSA POTENTEMENTE

Vivemos um momento extremamente propício para a poesia

(Capa e contra capa do livro Meridianos Poéticos)

Meridianos Poéticos

O primeiro lançamento, no Brasil, do livro, Meridianos Poéticos: Poesia Latinoamericana Contemporânea, pela mareMium - pequeña editorial, da Argentina, aconteceu durante o Festival de Literatura Internacional de Belo Horizonte (FLI-BH), no Centro Cultural Banco do Brasil. 
A antologia, que tem uma sessão especial de poesias visuais reúne 55 poetas, representando dez países: Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia, Itália, Nicarágua, Portugal, Uruguai e Venezuela, teve curadoria e organização das poetas, Brenda Mar(que)s Pena (Brasil) e María Laura Coppié (Argentina). Este escrevinhador está entre os poetas brasileiros participantes da publicação.


(Eugênio Magno e Brenda Mar(qu)es Pena)

Meridianos Poéticos foi lançado inicialmente, nos primeiros dias do mês de novembro, no "VI Encuentro Internacional de Escritura Migrante", numa intensa programação em Buenos Aires e La Plata, na Argentina e em Montevidéu e Sacramento, no Uruguai.
Interessados em adquirir o livro podem fazer a sua solicitação pelo e-mail: escrituramigrante@gmail.com. 


Aroldo Pereira lança "Parangolares" em BH

 

Em Parangolares, segundo livro da trilogia “Parango”, o poeta, Aroldo Pereira, revisita lutas e homenageia os deserdados da sociedade, através de memórias e vivências junto ao artista plástico Ray Collares, de quem foi amigo ao longo da vida. 

Raimundo (Ray) Collares (1944 – 1986) foi um pintor e desenhista, nascido em Grão Mogol, que residiu em Montes Claros em vários períodos da vida. A obra de Ray Collares reúne tendências como o construtivismo e a arte pop.
Sempre à frente do seu tempo, Ray conquistou admiradores em vários países onde ele viveu e construiu projetos.
O lançamento será na próxima sexta-feira, 1º/12/23, de 19 às 22 horas, na Casa da Floresta, rua Silva Ortiz, 78, bairro Floresta, Belo Horizonte, MG.


Dois livros de José Hilton Rosa




O escritor José Hilton Rosa, lança dois livros: Primavera, aprendendo na escola (infantil) e O peso da cor (poesias).
O evento será dia 17 de dezembro, domingo, de 10 às 13 horas na Livraria Jenipapo, que fica na rua Fernandes Tourinho, 241, na Savassi, em Belo Horizonte, MG.
A confraria de Poetas de Belo Horizonte, juntamente com Pajo BH Humanidades, convidam os poetas da cidade e região e o público em geral para um sarau poético que acontecerá durante o lançamento.

quarta-feira, 8 de março de 2023

8 DE MARÇO, DIA DA MULHER

Com o poema dedicado à filha, Geovana e a foto da netinha, Manuella, homenageio todas as Mulheres no seu dia

 


GEOVANA

Geralda, Wilma, Nílcia, Maria, Odete, Lucília

mãe, mulher, irmãs e filha

Geovana

E outras tantas e tontas meninas

( . . . )

eternas minas

de ouro e tintas

Geovana Chama

nana

nenê


(Do meu livro, IN GÊ NU(A) IDA DE - versos e prosa, 2005, pág. 35)


quarta-feira, 15 de dezembro de 2021

POÉTICA DAS IMPRESSÕES EXPRESSAS

 Poema Inacabado


Eugênio Magno


Só restava a esperança em

Um dia distante que nunca chegava.

 

Não havia fim e

Os começos também cessaram.

 

Algo foi emudecendo em nós.

 

Ficamos inertes.

E gélidos, fomos nos definhando.

 

A palavra, afiada, mal dita,

Precipitava ainda mais a desintegração,

Até mesmo aquela,

Da solidez insípida

Em que nos transformamos.

 

Agora,

Como gotas de água da chuva,

Somos

Náufragos

Em mar aberto.



quarta-feira, 14 de dezembro de 2016

PROPAGANDA ENGANOSA



                                                    Negação
                           
Eugênio Magno
                       Não faço poemas pra ti beijar
                            Seus lábios escondem outros versos
                            De uma métrica que desatina
                           
                            Palavra rouca que entoca promessas
                            Fala, não faz, mas combina
                            O que sempre vai me negar

(Do livro Minas em Mim, pág. 36)

quarta-feira, 16 de novembro de 2016

NOSSOS AFOGAMENTOS



Lágrimas de alegria

 Eugênio Magno

Por quê choro?
Porque ris
Pois o choro é metáfora do medo
Ou desculpa da dor
Mas se rio
Não é porque choras
O mar é grande
E mesmo que o pranto molhe meus lábios
Não me afogarei em soluços

(Do livro Minas em Mim, 2005, pág. 35)

domingo, 15 de maio de 2016

NO MEIO DA NOITE




                     Trilhas de Minas

Eugênio Magno
                  
                   faróis de lua
                   estrada de estrelas
                   caminhos do céu

                   picada do tempo
                   luz de lamparina
                   e moinhos de vento

                   sinais de mato
                   poeira de terra
                   motor de explosão

                   vagalumes perdidos
                   noite
                   escuridão
(Do livro Minas em mim, 2005: 29)

sábado, 15 de agosto de 2015

RITO DE PASSAGEM


Ficção sertaneja


Eugênio Magno


O sol inda tava era quente quando eu plantei ali de junto do morão da cancela. De vez em quando vinha um ventinho e balançava as fôia do pasto de bengo misturado com colonhão que ficava do outro lado, de frente da estrada.
Eu alembro bem, era num sábado, véspera de domingo; o segundo dia de aragem depois das águas de março. E eu lá, plantado, amuado, qui nem burro brabo quando impaca.
Coitada de Sá Rufina, passô, deu bastarde, e eu lá, igual estaca, nem banei o rabo. Também, o sol já tava bachano e era d’oje qui eu tava alí...
Num há de sê nada, quem espera sempre alcança, e óia qu’eu esperei... viu essa menina! Suóro? Hum... escorria por tudo enquanto era lado.
Daí a pouco, começo a ouvir um trac-a-troac... trac-a-troac... trac-a-troac, de galope compassado vindo do lado da Mutuca. Êta coração que bateu ligeiro! Lá vinha ele, deichano p’a trás a puêra, o bafo da pinga da venda de Sô Candim e os trocado que tinha levado no bolso, no comérço de Dona Calú.
Apeou, tirô o bornal de riba da cela e mandô qu’eu fosse banhá o corpo.
Quando voltei, já sem suadeira, só cum batimento forte no coração, tava lá a danada, toda vincada in riba da mesa.
Fiquei muito besta... viu essa menina; igual jacú do mato quando vê gente. Também, já tava era passando de hora, viu!? Eu tinha somado naquele dia quinze ano e era a primeira calça cumprida (dessas de loja), qui eu ia vistir...

( Do livro IN GÊ NU(A) IDA DE - Versos e prosa, 2005)

sábado, 18 de julho de 2015

"OSTRA FELIZ NÃO FAZ PÉROLA" *



Eu

Eugênio Magno


de trincheira

do ego

promovo a

minha voz

a cascata


do Eu


(Do livro IN GÊ NU(A) IDA DE - versos e prosa, 2005)

* Rubem Alves

domingo, 14 de junho de 2015

SEMPRE O PARADOXO


Encontro


Eugênio Magno


Embora chagado

         te encontro

 indefinidamente

                 [feliz]


(Do livro IN GÊ NU(A) IDA DE - versos e prosa, 2005)

sexta-feira, 15 de maio de 2015

TEMPO DE ESTIO



Do líquido e do sólido


Eugênio Magno


o suor do céu

inundou meu coração

secou feridas

e solidificou minhas lágrimas.


(Do livro IN GÊ NU(A) IDA DE - Versos e prosa, 2005)

quarta-feira, 15 de abril de 2015

O SI, NO SER




Unidade


Eugênio Magno


eu

                    sou vários

Eu

                 sou 1 no

                                            [{Todo}]


(Do livro IN GÊ NU(A) IDA DE - Versos e prosa, 2005)

domingo, 15 de março de 2015

PRIMAVERA, VERÃO, OUTONO, INVERNO, PRIMAVERA ...


4 Estações

Eugênio Magno


                 Nos idos da minha primavera
  bebí o sol e a chuva
a lua e as estrelas
Mais tarde ensandecido
              nas profundezas
do vazio
                            de minha existência
                          mergulhei no nada
Também incendiei
    o meu corpo caboclo
  entre seios e vulvas
Depois gelei meu coração
               me embriagando
                    na frieza dos cristais
                              No verão perambulei
 sem teto
   sem porto
   sem rumo
Andei no fio da navalha
            Já no outono
    verti torrentes
          de águas salgadas
Joguei dados com o demônio
                      tirei a sorte grande
                anjos entraram
  pelas frestas
    de minh’alma
  então escura
Acenderam luzes
                        e continuam a iluminar
                    os campos e recantos
                    sombrios do meu ser
                                  Se o inverno for rigoroso
              terei espero
                   cinzas ainda quentes
                             teto  cobertor e luzes
                     a cada dia mais fortes
              para me aquecer.

(Do livro IN GÊ NU(A) IDA DE - Versos e prosa, 2005)

domingo, 15 de fevereiro de 2015

PELO RETROVISOR



Horizonte
Eugênio Magno
Nos movimentos de nascente e poente

o sol rasgou o meu peito

E a noite dos meus cantos

dos teus encantos

ouviram soluços e lamentos


Busco a relva tardia

a inocência querida

e a brisa dormida


As rotas vestes de um dia

 A simplicidade perdida


Sem morte

A vida.
(Do livro IN GÊ NU(A) IDA DE - Versos e prosa, 2005)

quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

SÓ QUEM JÁ TEVE SABE O QUE É...


Depressão

Eugênio Magno


eu estive na colônia penal

cumpri pena até por crimes

que não cometi. Meu carcereiro

era uma gralha

[ou seria "O Corvo", de Poe!?]

a serviço de desequilibradas 

emoções conscientes e inconscientes

que me impediam de ir

(Do livro IN GÊ NU(A) IDA DE - Versos e prosa, 2005)

segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

QUERER NÃO É PODER


Paulo de Tarso

Eugênio Magno

não posso fazer

                                                   aquilo que quero

                                                    e não quero fazer

aquilo que posso


(Do Livro IN GÊ NU(A) IDA DE - Versos e prosa, 2005)

quarta-feira, 15 de outubro de 2014

SUTILEZAS DA SUBJETIVIDADE


Entrelinhas

Eugênio Magno



pela fresta do poema

                            eu vi

seus vales e montanhas


(Do livro IN GÊ NU(A) IDA DE - Versos e prosa, 2005)

segunda-feira, 15 de setembro de 2014

FAZER DIREITO ...


Douto

Eugênio Magno


eu nasci errado

entretanto fiz Direito

permaneci torno

(Do Livro IN GÊ NU(A) IDA DE - versos e prosa, 2005)

terça-feira, 15 de julho de 2014

UM LUGAR PARA SE VÊ


A janela do meu quarto

Eugênio Magno


da janela do meu quarto

não vejo a minha rua


vejo outras ruas


da janela do meu quarto

vejo a minha vizinha nua


vejo as estrelas


da janela do meu quarto

não vejo a lua


pela janela do meu quarto

 não se vê luz


não se vê nada


pela janela do meu quarto

muito menos se vê ______ .

(Do livro IN GÊ NU(A) IDA DE - versos e prosa, 2005)

domingo, 15 de junho de 2014

ESTILHAÇOS


(Des) Pe daçando

Eugênio Magno


os pés de vidro

trituram o chão

o pó entre cortado

tortura-se e nada


(Do Livro IN GÊ NU(A) IDA DE - versos e prosa, 2005)

quinta-feira, 15 de maio de 2014

PARA VERA FISCHER


Peixa


Eugênio Magno


 RE NO VA TE VE RA

TI VE VE RA TI VE RA

VE RA TE VI NA TE VE

AMO TE VE NA TE VE


(Do livro IN GÊ NU(A) IDA DE - versos e prosa, 2005)