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quarta-feira, 1 de dezembro de 2021

O PROFETISMO DE LEONARDO BOFF E PAULO FREIRE

 


(Corrente Escravidão Opressão - Pixabay)


Opressão X Libertação

O antagonismo entre Libertação e Opressão é claro e desde as primeiras manifestações de opressão por parte dos poderosos que o povo oprimido resistiu e reagiu, lutando por libertação, ainda que lhe fossem impostas duras penas. Não existe vencedor sem vencido o que, conseqüentemente, confirma a existência de uma luta mesmo que desigual entre as partes. E, são as lutas – vencidas e perdidas –, do passado e do presente, que estimulam outras e novas batalhas que fazem perpetuar o ideal de liberdade.

A primeira edição de novembro do podcast Política com Fé* traz, além dos informes do Centro Nacional de Fé e Política Dom Helder Câmara (CEFEP), uma breve reflexão Opressão versus Libertação: denúncia e anúncio, apoiada no profetismo de Leonardo Boff e Paulo Freire.

Para ouvir o episódio # 26 - OPRESSÃO X LIBERTAÇÃO, clique aqui.

*Visite a plataforma do nosso podcast. Conheça e ouça todos os nossos episódios e se inteire das temáticas de Fé e Política: anchor.fm/eugenio-magno.


sexta-feira, 5 de novembro de 2021

ANIVERSÁRIO DO PODCAST POLÍTICA COM FÉ


O podcast "Política com Fé", produzido e apresentado por Eugênio Magno está comemorando seu primeiro aniversário. Em 5 de novembro de 2020, com o episódio # ZERO - Fé, Espiritualidade e Política, trouxemos para a plataforma Anchor/Spotify, a primeira edição do podcast, enfrentando todas as dificuldades que um estreante em uma mídia com a qual não tem intimidade enfrenta.

Fé e Política é o tema explorado neste podcast. Com base na Doutrina Social da Igreja Católica (DSI), refletimos, analisamos e discutimos temas relevantes da política nacional e da geopolítica mundial à luz do Evangelho. Inspirados pelo papa Paulo VI que disse: "a Política é a forma mais sublime de fazer caridade", pretendemos contribuir para desfazer o equívoco de muitos que julgam ser uma política incompatível com a fé e a espiritualidade.

POLÍTICA COM FÉ é um podcast que tem como propósito educar e informar a população e contribuir para a diminuição de analfabetos políticos no Brasil.

Ao longo desse primeiro ano de existência o podcast vem conquistando, paulatinamente, novos ouvintes, um público qualificado e participante que ainda é pequeno, em números absolutos, mas que está presente em todos os Estados brasileiros e também em outros países, tais como: Áustria,  Estados Unidos, Chile, Portugal e Angola. 

Até a presente data já se somam 25 episódios do podcast, abordando vários assuntos em sua área temática. Para acessar, ouvir, baixar e partilhar com os amigos todos os episódios é só clicar em um desses links: Anchor FM-Eugênio Magno ou POLÍTICA COM FÉ, no Spotify.


segunda-feira, 25 de outubro de 2021

UMA VISÃO CLÁSSICA DO TRABALHO

 

(Capa do livro)

Sociólogo e professor da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), Cesar Sanson, lança no próximo dia 28 de outubro, O trabalho nos clássicos da sociologia: Marx, Durkheim e Weber, uma publicação da Expressão Popular em parceria com a Editora da UFRN. 
O livro aborda os escritos de Marx, Durkheim e Weber acerca da categoria trabalho. É a partir de suas interpelações frente à expansão do capitalismo nos séculos XVIII e XIX, que o tema do trabalho emerge nas obras desses autores como uma categoria importante para a compreensão desse novo sistema.
Sanson, que também integra a Rede de Assessores do Centro Nacional de Fé e Política Dom Helder Câmara (CEFEP), informa que a obra, embora possa ser lida por todos que se interessam pelo tema do trabalho, foi escrita, sobretudo, pensando-se nos professores que lecionam Socio­logia e nos estudantes que se interessam por esse conteúdo.
A live de lançamento será nesta quinta-feira, dia 28 de outubro às 19hs, com a participação da professora Ana Patricia Dias (UFRN), Roberto Véras (UFPB) e Lucília Machado (UFMG). Interessados em participar do evento deverão acessar o canal do youtube da Expressão Popular, clicando aqui.

sábado, 7 de agosto de 2021

POR UMA ÉTICA DE SOLIDARIEDADE E DE PAZ

 


(Capa do livro)

Novo episódio do Podcast "Política com Fé" traz mais apontamentos e reflexões sobre o livro Tolerância

"A história humana é recheada de exemplos de conflitos variados que remontam à antiguidade, ao mesmo tempo em que são registrados, desde tempos remotos, os esforços humanos para administrar de forma pacífica a convivência, todavia incorrendo em equívocos como a exclusão ou a marginalização, tendo em vista controlar determinados grupamentos sociais, definindo-os com base na atividade econômica, na riqueza, na ascendência e/ou na raça."

Esse é um dos trechos do episódio # 18 - As várias faces da intolerância explorando o primeiro capítulo do livro de Bernhard Häring e Valentino Salvoldi, “TOLERÂNCIA: Por uma ética de solidariedade e de paz”, onde os autores identificam a rigidez, a impaciência e o desencontro como algumas das principais características de  manifestação da intolerância.

O episódio traz ainda o quadro "CEFEP Informa", com informações sobre as principais ações do Centro Nacional de Fé e Política.

Para ouvir o podcast, clique aqui.


segunda-feira, 5 de julho de 2021

PODCAST "POLÍTICA COM FÉ" EM PARCERIA COM O CEFEP




O podcast “Política com Fé”, a partir do episódio #16 - Tolerância: novo nome para a paz, passa a oferecer mensalmente - no dia primeiro de cada mês - o quadro "CEFEP Informa", um espaço para a divulgação das principais manchetes do Boletim Informativo do Centro Nacional de Fé e Política Dom Helder Câmara, órgão da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).

A iniciativa é parte de acordo firmado entre a produção do podcast e o CEFEP. Com a parceria, tanto o podcast quanto o CEFEP ganham novos canais de distribuição de conteúdos para as suas comunidades cujos interesses giram em torno do tema Fé e Política. 

Para conhecer melhor o CEFEP, acesse o seu site, clicando aqui. E, para ouvir todos os episódios do podcast "Política com Fé", aqui está o link: https://anchor.fm/eugenio-magno.


sábado, 20 de março de 2021

ECONOMIA DE FRANCISCO NA PAUTA



Assessores do CEFEP  refletem sobre a 6ª Semana Social Brasileira 

A Rede de Assessores do Centro Nacional de Fé e Política dom Helder Câmara reuniu-se, virtualmente, sábado, dia 20 de março, de 15:00 às 18:00 horas para refletir sobre 6ª Semana Social Brasileira: Mutirão pela Vida: por Terra, Teto e Trabalho (6ª SSB). 
As reflexões sobre o tema foram pautadas em torno de um dos eixos transversais da 6ª SSB, a Economia. A questão econômica foi tratada a partir da Encíclica do papa Francisco, Fratelli Tutti. 


(Professora Sandra Quintella)

O tema foi abordado na perspectiva da política econômica, pela professora Sandra Quintella, sob a ótica da ética filosófica, pelo filósofo, Manfredo Oliveira e do ponto de vista teológico pelo padre Aquino Júnior.
A mística esteve à cargo de Fernando Barbosa. Luiz Henrique Ferfoglia mediou as apresentações e intervenções do evento que foi coordenado pelo secretário executivo do CEFEP, padre Paulo Adolfo.

(As imagens em destaque são prints de tela do encontro realizados por pe. Paulo Adolfo)


domingo, 1 de novembro de 2020

CEFEP REÚNE ASSESSORES E APRESENTA NOVOS MEMBROS

 

Dom Joaquim Giovani Mol 
(Imgem: divulgação - ANEC)

Fé e Política: o Reino de Deus presente no mundo


O Centro Nacional de Fé e Política dom Helder Câmara (CEFEP), órgão de formação política para cristãos leigos e leigas, ligado à Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), realizou neste final de semana seu segundo encontro virtual de assessores em 2020.

Sábado, 31 de outubro foi reservado às trocas de apresentações entre os 25 novos assessores e assessoras que passaram a integrar a Rede de Assessores do Centro, que agora conta com cerca de 50 membros. Padre Paulo Adolfo, secretário executivo do CEFEP, falou sobre a importância da ampliação do quadro de assessores que tem como objetivos, além de uma renovação complementar, equilibrar a participação por gênero (aumentar a participação das mulheres), contemplar outras disciplinas e áreas do conhecimento, cobrir, em capilaridade, as várias regiões do país e integrar representações de outras instituições parceiras. 

No domingo, 1º de novembro, os assessores se reuniram de 9 da manhã ao meio dia para ouvir dom Joaquim Giovani Mol, bispo auxiliar da arquidiocese de Belo Horizonte (MG) e presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Comunicação da CNBB. Sua reflexão teve como inspiração o manifesto Pacto pela Vida e pelo Brasil, que as mais importantes instituições brasileiras são signatárias e a Carta ao Povo de Deus, assinada por 152 bispos católicos. Dom Mol fez um resgate do teor desses dois importantes documentos à luz do texto inicial do capítulo IV - A dimensão social da evangelização, da exortação apostólica, Evangelli Gaudium, do papa Francisco: "Evangelizar é tornar o Reino de Deus presente no mundo"

Após as interações dos participantes, padre Paulo Adolfo deu por encerrado o encontro e foi proferida a benção final, pelo presidente do Centro Nacional de Fé e Política Dom Helder Câmara (CEFEP), Dom Giovane Pereira de Melo, bispo de Tocantinópolis – TO, que também é presidente da Comissão Episcopal Pastoral para o Laicato.

Visite o site do Centro Nacional de Fé e Política dom Helder Câmara - CEFEP.

quinta-feira, 25 de junho de 2020

ENCONTRO VIRTUAL DA PRIMEIRA TURMA DE ALUNOS DO CEFEP


(Print de tela de um momento do encontro)

1ª Turma do Curso Nacional de Política do CEFEP faz encontro virtual

A primeira turma (2006-2007) do Curso de Formação Política para Cristãos Leigos e Leigas, do Centro Nacional de Fé e Política Dom Helder Câmara (CEFEP), se encontrou virtualmente no dia 21 de junho.

Com o objetivo de refletir sobre a conjuntura atual nos campos político e eclesial, em tempos de pandemia, o encontro da turma aconteceu na tarde do último sábado e durou cerca de três horas, com a participação de 28 ex-alunos. Áurea Emília, Cida de Jesus, Luiz Henrique Ferfoglia e Tales Lemos, formados pela primeira turma, organizaram e mediaram as participações no evento virtual, realizado com o suporte da plataforma digital zoom que possibilitou reunir colegas de várias regiões do país.

Para continuar lendo, clique aqui.


quarta-feira, 27 de março de 2019

SEMINÁRIO DE FÉ E POLÍTICA NO CEFEP


Centro Nacional de Fé e Política Dom Helder Câmara promove seu tradicional Seminário Anual em Brasília



Aconteceu no último final de semana, no período de 22 a 24 de março, na Sede do Centro Cultural Missionário, em Brasília - DF, o "Seminário Anual da Rede de Assessores e Articulação das Escolas", do Centro Nacional de Fé e Política Dom Helder Câmara (CEFEP).
Na condição de assessor do CEFEP, estive lá participando do evento que contou com várias apresentações como "Anarcocapitalismo e Doutrina Social da Igreja", com Paulo Fernando Andrade; "Análise de Conjuntura", com Robson Sávio e "Idolatria e Meio Ambiente", com Roberto Malvezzi (Gogó). 
Além das palestras, seguidas de acaloradas discussões, participamos de trabalhos em grupos temáticos e fomos brindados com o lançamento do livro "Religião, Política e Transformação Social: experiências de fé" que vai engordando a coleção das publicações do CEFEP.
Durante o encontro foi redigida uma carta dirigida aos bispos brasileiros e ao papa Francisco que foi assinada por todos os participantes e que em breve - assim que for entregue aos seus destinatários -, estarei publicando aqui no blog.

sexta-feira, 4 de janeiro de 2019

PODER POLÍTICO, NEOPENTECOSTAIS E A PELEJA DA CURIOSIDADE COM O SABER


Internet x Escola Sem Partido 

Por Roberto Malvezzi (Gogó)

Na era da internet não pode haver maior estupidez que pretender controlar o pensamento humano. A Igreja Católica queimou livros na Idade Média – Fogueira das Vaidades -, Hitler no Terceiro Reich, Ruy Barbosa para apagar a memória da escravidão no Brasil. Essas atitudes apenas aguçaram a vontade de muitos para conhecerem o que se queria esconder. A curiosidade e o saber são distintivos de seres inteligentes. 
O relator do Projeto Escola Sem Partido é um deputado ligado a um grupo pentecostal católico, mas apoiado totalmente por grupos evangélicos neopentecostais. Portanto, a pretensão de controle do pensamento continua pertencendo a grupos religiosos obscuros que não entraram no século XXI. 
Pelo celular nossas crianças podem ler todos os livros que quiserem, acessar todos os sites pornográficos, pedófilos, todos os pensadores, os contra-pensadores, os youtubers, os blogs, os artistas, movimentos sociais, numa variedade quase infinita. Podem ainda ver e ouvir seus pastores e padres. Os experts na Rede podem ainda acessar a “Deep Web”, através de navegadores próprios, incluindo redes de prostituição, pedofilia, crimes por encomenda, tráfico humano, terrorismo, contrato de pistoleiros, assim por diante. 
Portanto, a única forma de educar um filho ou filha nos dias de hoje é ajuda-los a atender o mundo, suas possibilidades e seus riscos. Não é possível voltar ao útero seguro da mãe depois que nascemos. Os próprios pais precisam ter a consciência que seus filhos têm mais acesso às informações com um celular nas mãos e trancados em seus quartos que nas escolas ou na maior das bibliotecas. E depois, saber que a liberdade é dom ontológico a cada pessoa e os caminhos da liberdade serão percorridos por cada um ao longo de sua vida. 
Sem querer provocar os reacionários, mas Paulo Freire mais uma vez tinha razão: a única educação possível é para a liberdade. 
(Fonte: Boletim Informativo do Centro Nacional de Fé e Política "Dom Helder Câmara" - CEFEP . Dez/2018)

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

O PAPA E A ECONOMIA


Não a uma economia que mata. 
Sim a uma economia de comunhão!



Economia e comunhão. Duas palavras que a cultura atual conserva bem separadas e, frequentemente, considera opostas. Duas palavras que vós, ao contrário, unis, aceitando o convite feito há 25 anos por Chiara Lubich, no Brasil, quando, diante do escândalo da desigualdade na cidade de São Paulo, pediu aos empresários que se tornassem agentes de comunhão. ”
Com essas palavras o Papa Francisco saúda os 1200 empresários, jovens e estudiosos reunidos para festejar os 25 anos de vida da Economia de Comunhão: “Há tempo eu estou sinceramente interessado ao vosso projeto. ” “Vós fazeis ver, com a vossa vida, que economia e comunhão tornam-se mais belas quando se coloca uma ao lado da outra. Mais bela a economia, certamente; mas, mais bela torna-se também a comunhão, porque a comunhão espiritual dos corações é ainda mais plena quando se torna comunhão de bens, de talentos, de lucros.”
Diante de um público extremamente atento, o Papa Francisco expressou três votos e fez recomendações. 
Primeiro, o dinheiro. “É muito importante que no cerne da Economia de Comunhão exista a comunhão dos vossos lucros. A Economia de Comunhão é também comunhão dos lucros, do dinheiro, expressão da comunhão de vida.” O Papa disse que o dinheiro: “torna-se ídolo quando se torna o objetivo (...). Foi Jesus que atribuiu ao dinheiro a categoria de Senhor. ” E ainda: “Entende-se, portanto, o valor ético e espiritual da vossa escolha de colocar em comum os lucros. O melhor e o mais concreto modo para não fazer do dinheiro um ídolo é partilhar o mesmo com outros, especialmente com os pobres (...). Quando partilhais e doais os vossos lucros, estais fazendo um gesto de alta espiritualidade, dizendo com os fatos, ao dinheiro: tu não és Deus, tu não és senhor, tu não és patrão! ”
Segundo, a pobreza. “O principal problema ético do capitalismo é a criação de descartáveis para, depois, procurar escondê-los ou cuidar para que não sejam mais vistos (...). Os aviões poluem a atmosfera, mas, com uma pequena parte do dinheiro das passagens plantarão árvores, para compensar parte do dano à criação. As empresas dos jogos de azar financiam campanhas para cuidar dos jogadores patológicos que elas criam. E, no dia em que as empresas de armas financiarão hospitais para cuidar das crianças mutiladas pelas suas bombas, o sistema terá atingido o seu ápice. A hipocrisia é isto! ”
Diante desta abominação: “a Economia de Comunhão, se quiser ser fiel ao seu carisma, não deve somente curar as vítimas do sistema, mas, construir um sistema no qual as vítimas sejam sempre menos, sistema no qual, possivelmente, não existam mais vítimas. Enquanto a economia produzir uma vítima e existir uma só pessoa descartável, a comunhão não é ainda realizada, a festa da fraternidade universal não é plena. ”
Terceiro, o futuro. “Esses 25 anos da vossa história demonstram que a comunhão e a empresa podem crescer e estar juntas”, uma experiência limitada ainda a um pequeno número de empresas, se comparado ao grande capital do mundo, “Mas, as transformações na ordem do espirito, portanto, da vida, não são ligadas aos grandes números. O pequeno rebanho, a lâmpada, uma moeda, um cordeiro, uma pérola, o sal, o fermento: são essas as imagens do Reino que encontramos no Evangelho.
Não é necessário ser muitos para mudar a nossa história, a nossa vida: basta que o sal e o fermento não se tornem desnaturados (...), o sal não exerce a sua função crescendo em quantidade; ao contrário, muito sal torna a comida salgada; mas, salvando a sua ‘alma’, a sua qualidade. ” E, lembrando o tempo no qual não existia geladeira e se partilhava porções de fermento para fazer um novo pão, o Papa estimulou os empresários da EdC a “não perder o princípio ativo, a ‘enzima’ da comunhão”, praticando “a reciprocidade.” “A comunhão não é somente divisão, mas, também, multiplicação dos bens, criação de novo pão, de novos bens, de novo Bem, com letra maiúscula.” E recomendou: “Doem-na a todos, e, em primeiro lugar, aos pobres e aos jovens (...). O capitalismo conhece a filantropia, não a comunhão. ”
E ainda: “Vós já fazeis essas coisas. Mas, podeis partilhar mais os lucros para combater a idolatria, transformar as estruturas para prevenir a criação das vítimas e dos descartáveis; doar ainda mais o vosso fermento para fermentar o pão de muitas pessoas. Que o “não” a uma economia que mata torne-se um “sim” a uma economia que faz viver, porque partilha, inclui os pobres, usa os lucros para criar comunhão.” “Faço votos de que continueis no vosso caminho, com coragem, humildade e alegria... Continuar a ser semente, sal e fermento de outra economia: a economia do Reino, no qual os ricos sabem partilhar as suas riquezas e os pobres são chamados bem-aventurados. ”
Esta é a nova consciência com a qual se retoma a caminhada, com alegria e renovado compromisso.

(Fonte: Boletim do Centro Nacional de Fé e Política Dom Helder Câmara - CEFEP)

terça-feira, 1 de novembro de 2016

REAÇÕES AOS NOVOS GOLPES DOS GOLPISTAS


Nota do Conselho Nacional do Laicato do Brasil sobre a ameaça aos direitos dos Brasileiros

AOS HOMENS E MULHERES DE BOA VONTADE
“É preciso não perder de vista, (...), que a ação política e econômica só é eficaz quando é concebida como uma atividade prudencial, guiada por um conceito perene de justiça e que tem sempre presente que, antes e para além de planos e programas, existem mulheres e homens concretos, iguais aos governantes, que vivem, lutam e sofrem e que muitas vezes se vêem obrigados a viverem miseravelmente, privados de qualquer direito”. (Papa Francisco, discurso da ONU)

A Assembleia Geral Ordinária do Conselho Nacional do Laicato do Brasil - CNLB ocorrida em Aracaju neste ano aprovou um texto no qual desenvolvia a tese de que vivemos momentos vergonhosos de um Golpe Constitucional, no qual, um governo eleito legitimamente foi derrubado pela união de membros do Ministério Público, da Polícia Federal, do Poder Judiciário mancomunados com uma maioria do Poder Legislativo, do setor empresarial em especial a FIESP e a grande mídia. O absurdo comportamento dos parlamentares na votação do dia 17 de abril nos envergonhou diante do mundo e no dia 31 de agosto, os senadores concluíram o “julgamento” numa encenação burlesca do “teatro da lei” consumando a entrega definitiva do cargo ao Vice-Presidente que, desde a aceitação da denúncia pela mesma casa legislativa, já ocupava a cadeira.
Hoje, observando a geopolítica mundial, sabemos que a mudança de comando do Governo Federal foi arquitetada de modo a entregar nossas riquezas, principalmente nosso Pré-sal e nossa Petrobrás ao capital internacional, além de reduzir e até acabar com as políticas públicas na área da saúde, da educação e da previdência (PEC 241/16). Em última instância, o que se busca é o fim do SUS pela sua substituição por planos de saúde e a substituição radical da Educação Pública pelo ensino privado.
A flexibilização dos direitos dos trabalhadores e trabalhadoras, colocando o negociado acima do legislado é, na prática, acabar com a Consolidação da Leis Trabalhistas - CLT. O que se busca com o projeto dito de “regulamentação da terceirização” é permitir o não cumprimento dos direitos como férias, FGTS, licença-maternidade, 13º salário e previdência social (PL 4193/2012 – Câmara). Liberar a terceirização de trabalhadores e trabalhadoras para qualquer setor da sociedade é concordar com a redução de salários e direitos, diminuir a segurança do trabalho e ampliar a sua jornada.
Quanto à aposentadoria, a proposta em análise eleva a idade mínima para aposentadoria dos atuais 55 anos (mulheres) e 60 anos (homens) para 70 anos de idade.
O salário mínimo vigente deixará de ser o piso para o valor mínimo do salário do aposentado. Além disso, reduzem-se e até acabarão com as aposentadorias diferenciadas como, por exemplo, a dos professores e trabalhadores rurais.
O mais grave, entretanto, é que com tais medidas busca-se aumentar o superávit primário, a fim de que os imensos pagamentos ao capital financeiro, aos investidores da banca e aos banqueiros não sofra qualquer redução. É o improdutivo capital financeiro controlando o Estado e determinando as leis que querem ver aprovadas.
Por outro lado, o grupo parlamentar já fez aprovar leis que colocam em risco a saúde dos brasileiros, como a lei dos transgênicos, além de militarizar a área rural, criminalizando sem-terra e povos indígenas.
Um dos princípios da Doutrina Social da Igreja é o valor fundamental da pessoa humana, que, nesses projetos, está sendo vilipendiado. Além disso, todo o agir dos novos donos do poder deixa para trás o que denominamos de Bem Comum, motivo do Estado da política, e busca o bem daquelas empresas que os fizeram parlamentares, através do financiamento empresarial das campanhas, que prometem trazer de volta.
Ainda no cenário de manipulações e maldades, apresentam o problema do déficit fiscal do nosso país como legado de um governo e não como consequência da submissão de todos os nossos governos ao sistema da dívida, em sua fase de financeirização do capital, e da crise iniciada em 2008 nos EUA.
E como se não bastasse tanta maldade, omitem a possibilidade de outras saídas para equilíbrio do déficit fiscal, tais como reforma tributária com taxação de lucros e dividendos, de grandes fortunas e heranças, tributação progressiva, combate à sonegação fiscal e à corrupção, redução dos custos com os poderes legislativo, executivo e judiciário, auditoria da dívida pública e desenvolvimento sustentável.   
Por tudo isso, dizemos NÃO a todas essas propostas que denunciamos, bem como NÃO à PEC 241/16 e a todos os demais projetos que reduzem os direitos dos trabalhadores e trabalhadoras, levando-os à condição de semiescravos do capital. E conclamamos a todos os homens e mulheres deste país a cerrarem fileiras contra os desmandos que estão sendo perpetrados.
Brasília, 25 de outubro de 2016.
Marilza José Lopes Schuina
Presidente do CNLB
(Fonte: Centro Nacional de Fé e Política Dom Helder Câmara - CEFEP)

quinta-feira, 14 de abril de 2016

MANIFESTO DA CNBB


Entidades assinam manifesto "Na busca da Justiça e da Paz" 


A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), a Associação dos Magistrados Brasileiros, a Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho e a Associação dos Juízes Federais do Brasil assinaram, na manhã de segunda-feira, 4 de abril, o manifesto "Na busca da Justiça e da Paz". A assinatura do documento foi realizada na sede da CNBB, em Brasília. No texto, as entidades afirmam ser "necessário que as entidades da sociedade civil se unam pela superação da intolerância e pela busca de soluções que priorizem o compromisso com o interesse comum do país" e “formulam veemente apelo fraterno à inteira sociedade brasileira e suas instituições, para que se engajem na incansável busca pela Justiça e pela Paz". Confira a íntegra do texto: NA BUSCA DA JUSTIÇA E DA PAZ A sociedade brasileira passa por um momento de grave crise institucional, provocada por uma polarização política em crescente radicalização. Esse sentimento que atinge hoje grandes segmentos da população apresenta, infelizmente, reações carregadas de intolerância e agressividade, dividindo brasileiros e brasileiras e gerando o risco de uma preocupante escalada da violência, em prejuízo de toda a nação. Neste momento, urge que os atores da cena política procurem o entendimento para consolidar a luta contra a corrupção, sempre de acordo com a institucionalidade democrática. A unidade nacional não pode sofrer divisões insuperáveis. Por isso, é necessário que as entidades da sociedade civil se unam pela superação da intolerância e pela busca de soluções que priorizem o compromisso com o interesse comum do país. A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, a Associação dos Magistrados Brasileiros, a Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho e a Associação dos Juízes Federais do Brasil formulam veemente apelo fraterno à inteira sociedade brasileira e suas instituições para se engajarem, de forma decidida, na incansável luta pela Justiça e pela Paz, para a construção de um país, casa comum de brasileiros e brasileiras e daqueles que adotaram esta terra como seu lar. Assinaram a carta Dom Leonardo Ulrich Steiner, Secretário Geral da CNBB, Dr. João Ricardo dos Santos, Presidente da Associação dos Magistrados Brasileiros, Dr. Ricardo Lourenço Filho, Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho e a Dra. Candice Galvão Jobim, Vice-presidente da Associação dos Juízes Federais do Brasil.

(Fonte: Boletim do CEFEP: Centro Nacional de Fé e Política Dom Helder Câmara)

segunda-feira, 18 de março de 2013

FÉ E POLÍTICA


Equipe do Centro Nacional de Fé e Política Dom Helder Câmara (CEFEP) se reuniu em Brasilia



O Centro Nacional de Fé e Política Dom Helder Câmara (CEFEP), órgão vinculado a CNBB que trabalha com a formação política de cristãos leigos e leigas, esteve reunido em Brasília, DF, no último final de semana. Cerca de 15 assessores e professores do centro, de várias áreas do conhecimento, de diversas regiões do país, representantes de escolas de fé e política de 18 estados brasileiros e atuais alunos do Centro escola de que já formou três turmas de especialistas na área, participaram do encontro.
Nos três dias de seminários, reuniões e palestras foram feitas análises de conjuntura política e eclesikal e, debatidos temas como: a Igreja nos processos eleitorais, a participação de cristãos leigos como candidatos nas eleições, além de interpretações dos primeiros sinais dados pelo papa Francisco, de como deve ser a sua conduta à frente da Igreja.

quinta-feira, 29 de março de 2012

ELEIÇÕES MUNICIPAIS


Cidadania para a democracia

Eugênio Magno

Durante Seminário Nacional das Escolas de Fé e Política e da Rede de Assessores do Centro Nacional de Fé e Política Dom Helder Câmara – CEFEP, em Brasília houve o lançamento da Cartilha Eleições Municipais 2012: Cidadania para a Democracia. A publicação foi organizada pelo CEFEP, em parceria com outras entidades ligadas à CNBB, como o Conselho Nacional do Laicato no Brasil – CNLB, a Comissão Brasileira de Justiça e Paz – CBJP, Pastorais Sociais e o Centro de Pastoral Popular. A cartilha está sendo vendida ao preço popular de R$1,50 a unidade e os pedidos poderão ser feitos pelo site www.cpp.com.br ou pelo telefone 0800 703 8353.
Estruturada a partir do método Ver, Julgar e Agir, adotado pela Ação Católica, a cartilha destaca, sobretudo, o temário da construção da cidadania, conclamando os cristãos a se tornarem sujeitos políticos na busca da construção de uma democracia plena.
Baseada na análise da realidade social e política do nosso país e na Doutrina Social da Igreja, o documento insiste na responsabilidade do eleitorado no sentido de não resumir sua atuação ao simples ato de votar. Mas de estar atento e acompanhar os eleitos, seguindo seus passos e fiscalizando seus atos após as eleições. Os eleitores de um modo geral precisam tomar consciência da crise que se instalou no Estado e na democracia e se articularem para construir uma nova democracia e um novo Estado. Essa construção deve ter início no município, especialmente em razão da proximidade das pessoas com a classe política. Temos que participar, agir coletivamente, buscar uma consciência coletiva, construir estruturas de participação permanentes, pautar os orçamentos participativos, acompanhar os poderes e os mandatos, não deixar o político sozinho fazendo o que quer. É nosso dever pensar um projeto para a nossa cidade, para o Brasil, para a terra e, construir a sociedade do bem viver.
Como já dizia o papa Paulo VI: A política é uma maneira sublime de viver o compromisso cristão a serviço dos outros.
Mais informações sobre o encontro estão no link  http://www.otempo.com.br/otempo/noticias/?IdNoticia=199285,OTE&IdCanal=2