segunda-feira, 26 de abril de 2010

SERÁ O FINAL DOS TEMPOS?

Vulcão Eyjafjallajökull
em contraste com as luzes do céu nórdico

(Fotografia: Lucas Jackson - Reuters)


(Fonte: Le Figaro, 24-04-2010)

quinta-feira, 22 de abril de 2010

XV ENDIPE NA UFMG EM BELO HORIZONTE - MG

Profissionais da educação de todo o país
estão em BH participando do Endipe

O Encontro Nacional de Didática e Prática de Ensino (ENDIPE) é um evento científico, no campo educacional, que congrega pesquisadores e profissionais da educação que trabalham com questões relacionadas a temática da formação docente, do ensino das diferentes disciplinas e do currículo. Esses profissionais são, em sua maioria, docentes e discentes que atuam nos programas de Pós-graduação em Educação, nas Faculdades de Educação e nas redes de Educação Básica.
Pode-se dizer que o ENDIPE é, hoje, o maior evento acadêmico na área da Educação, uma vez que, em seus últimos encontros, tem contado com mais de quatro mil participantes. O ENDIPE ocorre de dois em dois anos, em diferentes Estados e são organizados por Instituições de Ensino Superior que, na assembléia final de cada encontro, se apresentam como proponentes para sediar o próximo evento.
A finalidade do ENDIPE é socializar os resultados de estudos, pesquisas e práticas. Constitui-se, portanto, em um espaço privilegiado de trocas de experiências, de articulação de grupos, de questionamentos, de novas idéias e de novas reflexões.
O XV ENDIPE tem como temática geral "Convergências e tensões no campo da formação e do trabalho docente: políticas e práticas educacionais".

OBJETIVOS

Geral
Socializar resultados de estudos e pesquisas no campo da didática e das práticas de ensino em diálogo com diferentes áreas da educação.

Específicos
. Discutir a produção acadêmica no campo das práticas educativas, do trabalho docente e da formação do professor;
. Possibilitar a articulação de grupos de pesquisas que trabalham com temáticas similares;
. Ampliar a compreensão sobre a produção teórica e sobre sua aplicação em diferentes espaços educativos.

O evento está acontecendo em várias unidades do campus da Universidade Federal de Minas Gerais - UFMG, na Pampulha, em Belo Horizonteaté o dia 23.04.2010.
Para maiores detalhes, acesse o site http://www.fae.ufmg.br/endipe/ .
(Fonte: site da FAE, Ufmg / Endipe)

segunda-feira, 19 de abril de 2010

ASSESSOR DO CEFEP-DF FALA SOBRE MOVIMENTOS SOCIAIS

Movimentos sociais e o pós-Lula
(entrevista especial com Ivo Lesbaupin)
"A aparência de governo do povo (...) dificulta o posicionamento dos movimentos sociais. A opinião é do sociólogo Ivo Lesbaupin e foi expressa na entrevista concedida à IHU On-Line. Na avaliação dele, o governo procura quebrar a combatividade dos movimentos, dividi-los, desmobilizá-los e mantê-los apenas como massa de apoio quando necessário. Conseguiu, em boa parte, seu intento de colocar como limite máximo de utopia as mudanças dentro dos quadros do neoliberalismo.
Para Lesbaupin, os movimentos sociais tiveram sua força reduzida pelo governo. Entretanto, ele percebe uma mobilização autônoma na Assembleia Popular, que é uma articulação de diversos movimentos pastorais e entidades da sociedade. Foi a única articulação que produziu um projeto de sociedade, distinto do vigente, crítico ao modelo neoliberal (‘O Brasil que queremos’). Este tipo de articulação pode crescer, porque vem de encontro aos anseios de muitos que estão insatisfeitos.
Na entrevista, Lesbaupin comentou que o resultado das eleições presidenciais deste ano pode trazer vantagens para os movimentos sociais pelo simples fato de Lula não estar entre os candidatos. Isso garantirá uma postura mais crítica e independente por parte dos movimentos sociais.
Lesbaupin é professor aposentado da Universidade Federal do Rio de Janeiro - UFRJ, assessor do Centro Nacional de Fé e Política dom Helder Câmara - CEFEP-DF. Graduado em Filosofia pela Faculdade Dom Bosco de Filosofia, é mestre em Sociologia pelo Instituto Universitário de Pesquisas do Rio de Janeiro - IUPERJ e doutor em Sociologia pela Université de Toulouse-Le-Mirail, da França. É, também, autor e organizador de diversos livros, entre os quais Igreja, movimentos populares, política no Brasil (São Paulo: Loyola, 1983); As classes populares e os direitos humanos (Petrópolis: Vozes, 1984); Igreja: Comunidade e Massa (São Paulo: Paulinas, 1996); e O desmonte da nação: balanço do governo FHC (Petrópolis: Vozes, 1999)."
Para ler a entrevista na íntegra clique aqui.
(Fonte: IHU - Instituto Humanitas Unisinos)

quarta-feira, 14 de abril de 2010

CASA NO CAMPO

Tudo o que eu quero e preciso no atual momento da minha vida:

(Foto: Eugênio Magno)

sexta-feira, 9 de abril de 2010

FALTA EDUCAÇÃO NO TRÂNSITO E PARA O TRÂNSITO



Educação para o trânsito


Eugênio Magno

As autoridades precisam tomar providências urgentes para humanizar o trânsito de nossa cidade. A quantidade e a gravidade dos acidentes ocorridos em Belo Horizonte nos últimos tempos estão deixando a população apreensiva.
Não é compreensível que uma cidade como BH aceite passivamente a morte e os traumatismos sofridos por seus moradores em um trânsito completamente desordenado e violento. A resolução definitiva do problema, entretanto, só virá com uma política de grandes investimentos em transporte público e, concomitante, uma medida que limite o número de emplacamentos de veículos. Mas enquanto isso não acontece, se é que algum dia vai acontecer, é urgente que a BHTRANS se una ao Batalhão de Trânsito da Polícia Militar do Estado e quantos mais órgãos municipais, estaduais e federais forem necessários, para a realização de uma ampla campanha para disciplinar o trânsito. E sugiro que tal campanha seja educativa e preventiva, porque dentro dessa lógica desumana do mercado e do lucro, quase todas as ações disciplinares que se implementam têm como objetivo final tão somente a arrecadação.
Testemunhamos, cotidianamente, inspetores de trânsito multando carros parados em estacionamentos faixa azul, quando sem talão, mas não se tem notícia desses inspetores multando caminhões, pick-ups e furgões de refrigerantes, cigarros e bebidas, parados em fila dupla, nem tampouco os ônibus que rodam com superlotação de passageiros, andam fora de suas faixas e não param nos seus respectivos pontos. Assim também como não se vê inspetores autuando esse bando de motoqueiros abusados, taxistas folgados, veículos que cruzam com outros de farol alto e os bacanas com seus carrões de luxo achando que podem tudo só porque pagam IPVA mais caro. Não tem ninguém educando os pedestres que atravessam as vias fora das faixas apropriadas e não andam nas calçadas. E esses animais (cachorros cavalos e bois), que volta e meia nós vemos transitando tranquilamente pelas vias públicas urbanas? Falta educação no trânsito e para o trânsito.
É imperativo que os poderes públicos utilizem o aparato da comunicação não só para propagar suas realizações. No atual estado das coisas, a comunicação deve ser usada fundamentalmente, para advertir, educar, disciplinar a população e, especialmente, a comunidade de motoristas que tantos abusos têm cometido nesse caótico trânsito de nossa cidade. As agências de propaganda que atendem as contas dos setores envolvidos com o trânsito bem que podiam colaborar também, sugerindo campanhas educativas. Precisamos de uma grande corrente a favor da vida e contra a violência no trânsito. Para tanto, é fundamental contar com a participação de toda a sociedade: movimentos sociais, entidades de classe, veículos de comunicação, fabricantes de automóveis, concessionárias, fábricas e lojas de autopeças, distribuidores de combustíveis e postos de gasolina.
Foi dada a largada! Quem se habilita?


(Fotos: Diogo R. Martins)

segunda-feira, 5 de abril de 2010

DEUS ESTÁ PRESENTE EM TODO O COSMO

Ecologia e cristianismo: uma grande liturgia cósmica
Ecologia e cristianismo: uma grande liturgia cósmica O Cosmos é a obra de Deus e exige uma aproximação contemplativa. Tudo é uma grande liturgia cósmica. A adoração nos leva a apalpar o passo de Deus por meio do Universo. Corresponde a nós captar e celebrar essa grande festa cósmica...

"Essa é a opinião de Manuel Gonzalo, em artigo publicado no número coletivo de 13 revistas teológicas da América Latina sobre ecologia, por iniciativa da Comissão Teológica Latino-Americana da Associação Ecumênica de Teólogos e Teólogas do Terceiro Mundo (Asett). O número também reúne artigos de Leonardo Boff, Faustino Texeira, Giannino Piana e Luis Diego Cascante, além de José Maria Vigil, coordenador da Comissão Teológica."

O texto foi publicado na revista Adista, 29-03-2010 e foi reproduzido no site do IHU - Instituto Humanitas Unisinos, com tradução de Moisés Sbardelotto. Para ler o artigo na íntegra clique aqui.

O CINEMA DOS PRIMÓRDIOS

Irmãos Lumière: Chegada do trem na estação

(Fonte: Site zamzar)

quinta-feira, 1 de abril de 2010

A REZA DOS BICHOS


Jaculatória

Eugênio Magno

Deixei de ouvir as cigarras.

Um pássaro pousou no galho mais alto do Fícus
e entoou um canto.

Antes do silêncio,
as cigarras já haviam retomado seu mantra.

(do livro IN GÊ NU(A) IDA DE - versos e prosa, 2005)

segunda-feira, 29 de março de 2010

RIO DE JANEIRO LIVRE DAS SACOLAS PLÁSTICAS

Rio ganha lei que bane sacola plástica
"Para reforçar a luta pela redução no consumo de sacolas, o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, distribuiu ontem três mil sacos retornáveis a quem passava pela Praia de Ipanema. 'O meio ambiente não aguenta. Ano passado conseguimos reduzir 600 milhões de sacolas plásticas. A meta pra esse ano é de 1,5 bilhão', afirmou o ministro.
No Rio, os supermercados serão obrigados a oferecer alternativas, como caixas de papelão, além de dar desconto de três centavos a cada cinco produtos que o consumidor comprar sem usar a embalagem do local. Segundo a secretária estadual do Ambiente, Marilene Ramos, até 2012 todos os estabelecimentos deverão estar adaptados.
Cada sacola, feita a partir do petróleo ou do gás natural, demora cerca de quatro séculos para se dissolver na natureza. E, no Brasil, o consumo é alto: são 12 bilhões de sacolas por ano. Um milhão e meio a cada hora. Pelo menos 20% delas, segundo cálculo do Ministério do Meio Ambiente, acabam descartadas e ajudam a entupir bueiros, poluir rios e infestar o fundo do mar.

Arroz e feijão
A lei determina também que o supermercado é obrigado a dar um quilo de feijão ou arroz ao consumidor que devolver 50 sacolas. Elas terão de ser encaminhadas para reciclagem. 'O estímulo econômico é capaz de mudar hábitos', define Marilene.
Resta saber se o consumidor vai aderir à lei. Hoje, cerca de 80% das sacolas são usadas para colocar o lixo doméstico - e, sem as sacolas, muitas pessoas não sabem o que fazer com os resíduos domésticos. "Para o lixo úmido não há nada melhor do que o plástico, mas é preciso usar com mais critério", defende Fernanda Daltro, coordenadora da campanha Saco é um Saco, do Ministério do Meio Ambiente.
Algumas redes já se anteciparam à lei. O Carrefour planeja banir até 2014 as sacolas plásticas nas suas lojas no Brasil. "Fizemos isso na Espanha, França, Bélgica, Polônia, Itália e China. Os brasileiros já têm maturidade para ter uma nova forma de se relacionar com a sacola plástica", defende Paulo Pianez, diretor do grupo.
O Walmart também já aderiu à campanha. Há um ano, a rede dá desconto a quem dispensa a sacola plástica nas 300 lojas nas regiões Nordeste, Sul e Centro-Oeste do País. Segundo cálculos da rede americana, o programa tirou de circulação 16,6 milhões de sacolas no período. Nas filiais cariocas, o projeto entra em vigor em 60 dias.
O grupo Pão de Açúcar ainda estuda mudanças para cumprir a lei. "Temos grande interesse nesta questão. Fomos a primeira empresa do varejo a adotar medidas para reduzir embalagens", diz Paulo Pompilio, diretor de relações institucionais do grupo.

Ícone
Agora só falta o consumidor se acostumar. "A sacola é o ícone do desperdício. Leis como esta tiram a gente da zona de conforto", defende Fernanda Daltro. Ela resume o hábito de muitos consumidores atuais: pegamos a sacola de graça, jogamos fora, não nos preocupamos em separar o lixo. "Vai dar trabalho mudar, mas não dá para fugir desta questão por muito tempo."

DICAS
Quantidade
Sempre que for possível, prefira embalagens que tragam maior volume de produto (5kg de açúcar ou arroz em vez de 1kg, por exemplo) ou compre a granel;

Excesso
Procure comprar produtos que usem uma menor quantidade de embalagens: biscoitos que usam uma grande embalagem para todos em vez daqueles que trazem cada um embalado individualmente, por exemplo;
Lixo
Em casa, prefira um lixo maior, para usar um saco grande em vez de várias sacolinhas;

Ecobag
No mercado, leve sua própria sacola de compras."
(Fonte: Site do IHU - Instituto Humanitas Unisinos)

quinta-feira, 25 de março de 2010

CEFEP REÚNE ASSESSORES EM BRASÍLIA PARA ANUNCIAR LANÇAMENTO DE NOVAS PUBLICAÇÕES

Centro de Fé e Política prepara novas publicações
Para ajudar os cristãos nas próximas eleições, o Centro Nacional Fé e Política Dom Helder Câmara (Cefep) lançará, em abril, uma cartilha contendo os critérios para a escolha dos candidatos e o contexto em que acontecem as eleições. “A cartilha terá dois fios condutores: mostrar que há sinais de esperança e que os pobres são juízes da democracia”, comenta o secretário executivo do Centro, padre José Ernanne Pinheiro.
Para ler a notícia completa, acesse: http://www.cefep.org.br/news/seminario_cefep_marco_2010

Os assessores do Centro Nacional de Fé e Política Dom Dom Helder Câmara - CEFEP-DF, reunidos em Brasília

segunda-feira, 22 de março de 2010

CAMPANHA DA FRATERNIDADE ECUMÊNICA DE 2010

Economia e vida
Eugênio Magno
Vocês não podem servir a Deus e ao dinheiro (Mateus 6,24, Bíblia Sagrada).
Está em curso no país a 45ª Campanha da Fraternidade que, neste ano de 2010 enfrenta o desafio de discutir a economia, um tema dos mais importantes para a nossa organização enquanto sociedade.
Se a economia é o conjunto de ações realizadas para suprir as necessidades das pessoas e dos grupamentos humanos e socais, ela é algo nobre, pois que está a serviço da vida. Mas a economia da maneira como está organizada hoje, através do sistema capitalista está a serviço da vida, ou estamos vivenciando uma total inversão desses valores, onde a vida serve a economia?
E mais, teríamos esse enorme contingente de pessoas vivendo na rua, haveria tanta prostituição, inclusive infantil, se a economia estivesse a serviço da vida? Por que há tantos desempregados, sem terra, sem teto? Qual é a razão de tantas doenças? O objetivo geral da Campanha da Fraternidade Ecumênica de 2010, cujo tema é Economia e Vida, segundo informa seu texto base é “colaborar na promoção de uma economia a serviço da vida, fundamentada no ideal da cultura de paz, a partir do esforço conjunto das Igrejas Cristãs e de pessoas de boa vontade, para que todos contribuam na construção do bem comum em vista de uma sociedade sem exclusão”.
Viver hoje a Boa Nova de Jesus e servir a Deus e não ao dinheiro, exige mudanças pessoais e sociais. A economia é uma construção humana e, como tal, pode ser pensada e organizada a partir de outros valores. Já existem sinais de que uma nova gestão da economia é possível. A Economia Solidária, embora ainda muito tímida, se comparada aos patamares que precisa atingir para fazer a diferença, é um bom exemplo da experiência de um novo modelo econômico possível. Sustentada por princípios e valores como justiça, cooperação, igualdade, respeito pelos trabalhadores e recursos naturais, solidariedade e sustentabilidade, esse novo conceito de economia é uma estratégia política que será capaz de promover um desenvolvimento integral e sustentável para o nosso país.
Mas para que as transformações aconteçam, é necessário que a sociedade se mobilize para mostrar aos governantes que ela quer uma economia responsável e – verdadeiramente –, a serviço da vida. Além disso, deve também fazer o seu dever de casa, consumindo com responsabilidade, trabalhando para a aprovação da Lei Nacional de Iniciativa Popular para a Economia Solidária, através da coleta de assinaturas; participando da organização da sua comunidade, diagnosticando problemas, realizando assembléias populares e tirando ações concretas para resolvê-los, e ainda, pressionando os poderes públicos para o fortalecimento dos direitos e das políticas públicas.
Jesus Cristo disse que veio ao mundo para que todos tenham vida e vida em abundância. Façamos então a nossa parte para que a palavra do filho de Deus, não seja apenas uma mera profecia e possa se cumprir aqui na terra.

Este artigo também foi publicado na edição impressa e online do jornal O Tempo (http://www.otempo.com.br/otempo/noticias/IdEdicao=1610&IdCanal=2&IdSubCanal=&IdNoticia=136905&IdTipoNoticia=1), de 25.03.2010 e também nas versões impressa e online do jornal O Norte de Minas (http://www.onorte.net/noticias.php?id=26750), de 18.03.2010.

quarta-feira, 17 de março de 2010

UMA RELAÇÃO DE AMOR E ÓDIO

Por que participo da Igreja?
"Recentemente, lembramos a figura de Carlo Carretto, Irmãozinho de Charles de Foucauld, no centenário do seu nascimento. Nada melhor, então, que dar a palavra diretamente a ele, neste tempo de Quaresma.
O texto abaixo foi publicaddo por Christian Albini, teólogo leigo, italiano, em seu blog Sperare per Tutti, 04-03-2010. A tradução é de Moisés Sbardelotto.
Eis o texto:
Quanto tu és contestável, Igreja, porém, quanto te amo! Quanto me fizeste sofrer, porém, quanto devo a ti! Gostaria de te ver destruída, porém, tenho necessidade da tua presença. Deste-me tantos escândalos, porém, me fizeste entender a santidade! Nada vi no mundo de mais obscurantista, mais comprometido, mais falso, e nada toquei de mais duro, de mais generoso, de mais belo.
Quantas vezes tive vontade de bater na tua face a porta da minha alma e quantas vezes rezei para poder morrer entre os teus braços seguros.
Não, não posso me livrar de ti, porque eu sou tu, mesmo não sendo completamente tu.
E depois aonde iria? Construir uma outra Igreja?
Mas não poderei construí-la senão com os mesmos defeitos, porque são os meus que trago dentro. E se a construir, será a Minha Igreja, não mais aquela de Cristo.
Anteontem, um amigo escreveu uma carta a um jornal: "Deixo a Igreja porque, com o seu comprometimento com os ricos, ela não é mais confiável". Me dá pena!
Ou é um sentimental que não tem experiência, e o desculpo; ou é um orgulhoso que acredita ser melhor do que os outros.
Nenhum de nós é confiável enquanto estiver sobre esta terra. São Francisco gritava: "Tu acreditas que sou santo e não sabes que ainda posso ter filhos com uma prostituta, se Cristo não me sustentar".
A credibilidade não é dos homens, é só de Deus e do Cristo. Dos homens é a fraqueza e talvez a boa vontade de fazer alguma coisa de bom com a ajuda da graça que brota das veias invisíveis da Igreja visível.
Talvez a Igreja de ontem era melhor do que a de hoje? Talvez a Igreja de Jerusalém era mais confiável do que a de Roma?
(…)
Quando eu era jovem, não entendia por que Jesus, apesar da negação de Pedro, quis que ele fosse chefe, seu sucessor, primeiro Papa. Agora, não me admiro mais e compreendo sempre melhor que ter fundado a Igreja sobre o túmulo de um traidor, de um homem que se assusta por causa da conversa fiada de uma serva, era uma advertência contínua para manter cada um de nós na humildade e na consciência de sua própria fragilidade.
Não, não vou sair desta Igreja fundada sobre uma pedra tão frágil, porque fundaria uma outra sobre uma outra pedra ainda mais frágil, que sou eu.
(…)
Mas depois há ainda uma outra coisa que é talvez mais bela. O Espírito Santo, que é o Amor, é capaz de nos ver santos, imaculados, belos, mesmo se vestidos como canalhas e adúlteros.
O perdão de Deus, quando nos toca, faz com que Zaqueu, o publicano, se torne transparente, e a pecadora Madalena, imaculada.
É como se o mal não pudesse tocar a profundidade metafísica do homem. É como se o Amor impedisse que a alma distante do Amor apodrecesse. "Eu coloquei os teus pecados atrás das minhas costas", diz Deus a qualquer um de nós, e continua: "Amei-te com amor eterno, por isso te reservei a minha bondade. Edificar-te-ei de novo, e tu serás reedificada, virgem Israel" (Ger 31,3-4).
Eis, ele nos chama "virgens" mesmo quando estamos retornando da enésima prostituição no corpo e no espírito e no coração.
Nisso, Deus é verdadeiramente Deus, isto é, o único capaz de fazer as "coisas novas".
Porque não me importa que Ele faça os céus e a terra novos, é mais necessário que ele faça "novos" os nossos corações.
E esse é o trabalho de Cristo.
E esse é o trabalho divino da Igreja.
Vocês gostariam de impedir esse "fazer novos os corações", expulsando alguém da assembleia do povo de Deus?
Ou vocês gostariam, procurando outro lugar mais seguro, de se colocar em perigo de perder o seu Espírito?"

Frei Carlo Carretto
(Fonte: Site do IHU - Instituto Humanitas Unisinos)

sábado, 13 de março de 2010

O ETERNO DRAMA DA CLASSE MÉDIA BRASILEIRA

Classe média num país injusto
Frei Beto
Teólogo e escritor
"A população brasileira é, hoje, de 190 milhões de pessoas, divididas em classes segundo o poder aquisitivo. Pertencem às classes A e B as de renda mensal superior a R$ 4.807,00 – os ricos do Brasil.
R$ 4.807,00 não é salário de dar tranqüilidade financeira a ninguém. O aluguel de um apartamento de dois quartos na capital paulista consome metade desse valor. Mas, dentre os ricos, muitos recebem remunerações astronômicas, além de possuírem patrimônio invejável. Nas grandes empresas de São Paulo, o salário mensal de um diretor varia de R$ 40 mil a R$ 60 mil.
Análise recente da Fundação Getúlio Vargas, divulgada em fevereiro de 2010, revela que integram esse segmento privilegiado apenas 10,42% da população, ou seja, 19,4 milhões de pessoas. Elas concentram em mãos 44% da renda nacional. Muita riqueza para pouca gente.
A classe C, conhecida como média, possui renda mensal de R$ 1.115,00 a R$ 4.807,00. Tem crescido nos últimos anos, graças à política econômica do governo Lula. Em 2003 abrangia 37,56% da população, num total de 64,1 milhões de brasileiros. Hoje, inclui 91 milhões – quase metade da população do país (49,22%) – que detêm 46% da renda nacional.
Na classe D – os pobres – estão 43 milhões de pessoas, com renda mensal de R$ 768 a R$ 1.115, obrigadas a dividir apenas 8% da riqueza nacional. E na classe E – os miseráveis, com renda até R$ 768/mês – se encontram 29,9 milhões de brasileiros (16,02% da população), condenados a repartir entre si apenas 2% da renda nacional.
Embora a distribuição de renda no Brasil continue escandalosamente desigual, constata-se que o brasileiro, como diria La Fontaine, começa a ser mais formiga que cigarra. Graças às políticas sociais do governo, como Bolsa Família, aposentadorias e crédito consignado, há um nítido aumento de consumo. Porém, falta ao Bolsa Família encontrar, como frisa o economista Marcelo Néri, a porta de entrada no mercado formal de trabalho.
Dos 91 milhões de brasileiros de classe média, 58,87% têm computador em casa; 57,04% freqüentam escolas particulares; 46,25% fazem curso superior; 58,47% habitam casa própria. E um dado interessante: o aumento da renda familiar se deve ao ingresso de maior número de mulheres no mercado de trabalho.
Já foi o tempo em que o homem trabalhava (patrimônio) e a mulher cuidava da casa (matrimônio). De 2003 a 2008, os salários das mulheres cresceram 37%. O dos homens, 24,6%, embora eles continuem a ser melhor remunerados do que elas.
Segundo a Fundação Getúlio Vargas, o governo Lula tirou da pobreza 19,3 milhões de brasileiros e alavancou outros 32 milhões para degraus superiores da escala social, inserindo-as nas classes A, B e C. Desde 2003, foram criados 8,5 milhões de novos empregos formais. É verdade que, a maioria, de baixa remuneração.
No início dos anos 90, de nossas crianças de 7 a 14 anos, 15% estavam fora da escola. Hoje, são menos de 2,5%. O aumento da escolaridade facilita a inserção no mercado de trabalho, apesar de o Brasil padecer de ensino público de má qualidade e particular de alto custo.
Quanto à educação, estão insatisfeitas com a sua qualidade 40% das pessoas com curso superior; 59% daquelas com ensino médio; 63% das com ensino fundamental; e 69% dos semiescolarizados (cf. “A classe média brasileira”, Amaury de Souza e Bolívar Lamounier, SP, Campus, 2010).
A escola faz de conta que ensina, o aluno finge que aprende, os níveis de capacitação profissional e cultural são vergonhosos comparados aos de outros países emergentes. Quem dera que, no Brasil, houvesse tantas livrarias quanto farmácias!
Hoje há mais consumo no país, o que os economistas chamam de forte demanda por bens e serviços. Processo, contudo, ameaçado pela instabilidade no emprego e o crescimento da inadimplência – a classe média tende a gastar mais do que ganha, atraída fortemente pela aquisição de produtos supérfluos que simbolizam ascensão social.
A classe média ascendente aspira a ter seu próprio negócio. Porém, o empreendedorismo no Brasil é travado pela falta de crédito, conhecimento técnico e capacidade de gestão. E demasiadas exigências legais e trabalhistas, somadas à pesada carga tributária, multiplicam as falências de pequenas e médias empresas e dilatam o mercado informal de trabalho.
Embora a classe média detenha em mãos poderoso capital político, ela tem dificuldade de se organizar, de criar redes sociais, estabelecer vínculos de solidariedade. Praticamente só se associa quando se trata de religião. E revela aversão à política, sobretudo devido à corrupção.
Descrente na capacidade de o governo e o Judiciário combaterem a criminalidade e a corrupção, a classe média torna-se vulnerável aos “salvadores da pátria” - figuras caudilhescas que lhe prometam ação enérgica e punições impiedosas. Foi esse o caldo de cultura capaz de fomentar a ascensão de Hitler e Mussolini.
Reduzir a desigualdade social, assegurar educação de qualidade a todos e aumentar o poder de organização e mobilização da sociedade civil, eis os maiores desafios do Brasil atual."

HERESIAS DA GUERRA

O capitão e padre Carl Subler, capelão do Exército norte-americano no Afeganistão, celebra a missa. Seu altar é montado sobre caixas de alimento.


Uma cápsula de granada de fumaça serve como
recipiente para conservar as hóstias a serem consagradas.

(Foto: John Moore - Time/Getty Images)

terça-feira, 9 de março de 2010

NO MÊS DO GOLPE, UM POEMA POLÍTICO

A. I. Nº 5
Eugênio Magno

Comportamento, ação
vida, “contravenção”
Atitude, gesto
humanização
Detrimento
passa-tempo
Sistemática, tática
corrupção
Medo, desespero, perseguição
Solidão
sofrimento, clausura
Cana
tortura

(do livro IN GÊ NU(A) IDA DE - versos e prosa, 2005)

5ª FEIRA DE TURISMO MINEIRA TERÁ DIMENSÃO INTERNACIONAL

Mais da metade dos estados brasileiros
estará representado na 5ª edição do Minas Tur
A 5ª edição da Minas Tur – Feira de Eventos Turísticos que acontece nesta quinta-feira, dia 11 de março, no Minascentro, em Belo Horizonte, terá mais da metade dos estados brasileiros representada no evento, além de cerca de 1.200 agentes de viagem, público-alvo desta feira. Este ano o Minas Tur ganha dimensão internacional, com as presenças da Argentina e de Israel. A feira tem como objetivo gerar negócios, movimentar o trade turístico e colocar Minas e a capital em posições privilegiadas nas prateleiras das principais operadoras de turismo do Brasil e do mundo
"Em apenas cinco anos, a feira registrou números espetaculares: cresceu 100% em número de stands (60 para 120), 300% em participação de agentes de viagem (400 para 1200) e 290% em empresas expositoras (102 para 392)", comemora Cláudia Miranda, diretora da Promove Eventos Especiais, organizadora do evento. Segundo a empresária, este desempenho fantástico se deve ao momento atual pelo qual passa o turismo mineiro, ao incentivo e à participação efetiva da iniciativa pública e privada.
Operadoras, rede hoteleira, companhias aéreas, agentes de viagem e demais players do trade turístico nacional virão a Minas fazer negócio e conhecer o potencial turístico do Estado. Estarão presentes representantes de Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo, Espírito Santo, Bahia, Goiás, Distrito Federal, Rio Grande do Sul, Paraná, Pernambuco, Sergipe, Maranhão, Paraíba e Ceará.
A feira está sendo organizada pela Promove Eventos Especiais. A Multitexto Comunicação Empresarial, pilotada pelo jornalista Shubert Araújo é a responsável pela assessoria de imprensa e o cerimonial de abertura estará sob a responsabilidade da Factual Comunicação e Marketing.

sexta-feira, 5 de março de 2010

HIERARQUIA DA IGREJA OFUSCA JESUS CRISTO

"O teólogo e biblista José Antonio Pagola, autor do best-seller Jesús, aproximación histórica (Ed. PPC), concedeu uma entrevista exclusiva para a Revista 21 sobre Cristo e seu radical desafio aos fiéis. A tarefa urgente da Igreja atual é voltar a Jesus, afirma Pagola. Segundo o biblista, talvez o traço mais generalizado dos cristãos que ainda não abandonaram a Igreja é a passividade. A reportagem é do sítio Religión Digital (26-02-2010) com tradução de Moisés Sbardelotto.

'Durante muitos séculos, educamos os fiéis para a submissão e a obediência. A responsabilidade dos leigos e leigas ficou muito anulada'. Para Pagola, 'a tentação mais grave da Igreja atual é fortalecer a instituição, endurecer a disciplina, conservar de maneira rígida a tradição, levantar barreiras... É difícil para mim reconhecer em tudo isso o Espírito de Jesus'. Por isso, considera que o restauracionismo pode nos levar a fazer uma religião do passado, cada vez mais anacrônica e menos significativa para o homem e a mulher de hoje.Em plena Quaresma e a um passo de celebrar a Paixão e a Glória de Jesus de Nazaré, o teólogo confessa que lhe surpreende a nossa perspicácia para ver o pecado na sociedade moderna e a nossa cegueira para vê-lo em nossa Igreja.

(Fonte: Site do IHU - Instituto Humanitas Unisinos)

LITERATURA E POLÍTICA NA OBRA DE HATOUM

Quando o mito vira história,
e a história vira literatura

Em entrevista à repórter Livia Almendary para o jornal Brasil de Fato, Milton Hatoum, um dos escritores contemporâneos mais reconhecidos pela crítica literária, expõe as bases de sua obra e sua visão sobre um país de narrativa política esquizofrênica. Para ler a entrevista na íntegra, clique aqui.
(Fonte: Site / jornal Brasil de Fato)

segunda-feira, 1 de março de 2010

DE TREM PELO MUNDO


CRH2 - China:
THSR - Cingapura:

KTX - Coréia do Sul:
SHINKANZEN - Japão:
AVE - Espanha:
EUROSTAR - Inglaterra:
TGV - França:
METRÔ - Dubai:
CENTRAL DO BRASIL - Rio de Janeiro, Brasil:
India:
Paquistão:

OS HOMENS ESTÃO PEDINDO SOCORRO


A revolução alemã. ''Amparemos os homens, o novo sexo frágil''
Andrea Tarquini
Jornal La Repubblica, de 25.02.10,
com tradução de Alessandra Gussatto

"Pobre macho, estás em maus lençóis. Perdeu a guerra dos sexos, pelo menos nas sociedades mais avançadas. As mulheres, na verdade modernas como as alemãs, mas não somente, te ultrapassaram ou estão te tirando do trono em todas as áreas. Aprenderam a conciliar carreira e filhos, estudam mais e melhor, tem uma relação mais flexível com as novas tecnologias. Fumam e bebem menos, são mais saudáveis, tem uma vida mais longa, e muito raramente escolhem o crime. A situação dos homens hoje, na Alemanha e nas outras sociedades pós-industriais, é tão dramática e desesperadora que se faz necessária uma nova instituição, uma nova figura: um encarregado do governo ou um defensor público, que se encarregue de oportunidades iguais para os homens. Os quais já, não há nada a fazer, se tornaram o novo sexo frágil.
A proposta do defensor para as oportunidades iguais masculinas parece uma provocação, e é isso mesmo. Parte da conferência sobre a condição masculina, 'Novos homens. Mas é realmente necessário? Debate sobre a relação dos homens com sentimentos e emoções', que ocorreu na Universidade Heinrich Heine de Duesseldof na Alemanha, por ironia do destino, essa também já um baluarte do poder feminino: sessenta de cem estudantes são mulheres. Como os 57% dos alunos que acabam o ginásio, que são as escolas de qualidade. Resumindo, é preciso criar um novo homem, adaptá-lo ao mundo novo, mas sem tirar a sua virilidade. Não é uma piada, os sociólogos e psicólogos chamaram a atenção na conferência sobre a crise do homem. 'A promoção das oportunidades iguais nos anos 60 e 70 foi um sucesso', disse o sociólogo Klaus Hurrelmann, mas inevitavelmente as mulheres venceram à custa dos homens. 'Esquecemos-nos deles, nos associando à luta do feminismo e das mulheres'. Resultado disso é, entre outros, a dificuldade sempre maior das mulheres para encontrar o “homem certo”. Mulheres vencedoras, mas sem companhairos.
É culpa também dos homens, obviamente. Através das tempestades da revolução feminista, da queda dos Muros, da Internet, continuaram firmes nos seu papel tradicional de chefes de família que trabalha, chama a atenção Hurrelmann. Não entenderam de todo que as mulheres, especialmente as jovens de hoje, querem e sabem conciliar uma carreira e sucesso com uma família e o papel de mãe. O quadro geral descrito pelo professor Matthias Franz deixa poucas esperanças. Vejamos: bem mais homens que mulheres (60%) interrompem os estudos. As mulheres vivem em média cinco anos a mais. Sabem levar uma vida mais saudável, sucumbem menos do que os homens aos prazeres nocivos do fumo, álcool e drogas, sofrem raramente um infarto ou outras doenças cardiovasculares. Na escola e na universidade são melhores alunas, se aplicam mais, e tem idéias mais claras sobre o que querem fazer quando crescerem. “Em resumo, na educação, na saúde, mas também no que diz respeito ao autoconhecimento, os homens apresentam um quadro desesperador”. E sem uma ajudinha, institucional e política, arriscam não conseguir ter sucesso.
Até com relação ao futuro do casal não são mais eles, os tradicionais chefes de família há séculos, que decidem. Mais de uma vez é a mulher que quer o divórcio ou o fim da relação, observa o sociólogo Gerhard Amendt. E ainda: o homem que deve aceitar o divórcio ou o fim de um amor, na maior parte das vezes não reage de forma a fazer um reinício, mas sim se ensimesmando. Por anos ou para sempre. Assim como na escola ou na universidade, os machinhos que se vêem e se sentem ultrapassados pelas meninas reagem fechando-se em si mesmos, deixando-se levar pela quase dependência química dos jogos de videogame, explodindo em desesperados acessos de agressividade. Ou buscando refúgio na família, no colo da mãe e do pai, cômodo, mas sem futuro. O homem forte é, portanto, uma lenda masculina de ontem, do passado, observa o suíço Walter Hollstein, estudioso da psique masculina. O homem de hoje não soube adaptar-se a um mundo que se tornou mais feminino, no poder, mas também na cultura e nos costumes. 'Aos homens se pedem sempre mais qualidades femininas: mais comunicação, mais capacidade de demonstrar sentimentos e emoções'. Menos decisionismo, menos poder. E o homem entra em parafuso.
'Deve aprender mais empatia, entender melhor a si mesmo'. Sendo assim, talvez pareça até necessária uma política de cotas para os homens. Com cotas, com o defensor público, com os novos esforços para entenderem a si mesmos, é hora de inventar o homem novo. Capaz de adaptar-se ao novo poder das mulheres. Talvez também pronto a procurar uma carreira ou vocação de vida em campos tradicionalmente femininos, da educação aos asilos. Pobres homens, dizem os deputados de Duesseldorf, perderam a guerra dos sexos e devem ser ajudados. Senão, devagar nascerá um homem novo, ou melhor, um macho novo, também as novas mulheres têm a perder: vão faltar homens confiáveis."
(Fonte: Site do IHU - Instituto Humanitas Unisinos)

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

BANHO PURIFICADOR NAS ÁGUAS DO GANGES


Durante três semanas, mais de 70 milhões de hindus, vindos do mundo todo, se banham no rio Ganges, por ocasião da Maha Kumbh Mela. Segundo a tradição, os deuses disputando entre si o nectar da imortalidade, teriam jogado quatro gotas no rio. Desde então, uma vez a cada doze anos, os sadhus e os guerreiros de Shiva desfilam sob a chuva de pétalas antes da imersão, nus, nas águas sagradas. Um banho purificador em forma de renascimento que acontece neste ano na cidade de Haridwar, onde o Ganges parece surgir do Himalaia. Mais três cidades partilham o privilégio de acolher esta peregrinação.

(Foto: Xinhua/Zuma/Visual)

COMUNICAÇÃO INTEGRADA

Relações Públicas em alta
Eugênio Magno
O futuro chegou para o profissional e para as atividades de relações públicas.
Cansados de ouvir que RP era a profissão do futuro os profissionais da área estão satisfeitos com a receptividade encontrada atualmente no mercado de trabalho. Embora ainda exista muito a conquistar, a profissão está deixando de ser o “patinho feio” da comunicação e demonstra pujança e vitalidade. A adoção de uma cultura de comunicação multimídia por parte das empresas trouxe um novo alento para os RP’s que tem se posicionado como estrategistas de comunicação e estão ascendendo a cargos no topo da pirâmide empresarial. Diversas matérias e artigos que circulam na grande imprensa falam da importância da atividade e de sua valorização pelas empresas. As matérias destacam os salários dos profissionais do setor, como sendo os que conquistaram os maiores reajustes nos últimos tempos. Várias são as fontes que indicam os avanços conquistados. O conhecido escritor e consultor de marketing estadunidense, Al Ries, por exemplo, é um dos grandes entusiastas das RP’s. Ele afirma que “hoje, para a maior parte das empresas, RP é importante demais para ficar atrás da propaganda. Sob muitos aspectos, os papéis se inverteram. A propaganda é a continuidade das relações públicas, por outros métodos e, só deve começar depois que o programa de RP estiver implementado e em andamento.” E completa, “além do mais, as RP’s são bem mais baratas”. Os órgãos representativos da categoria também estão mobilizados, promovendo a reabilitação da profissão.
Em Minas Gerais, um mercado até então tímido para as relações públicas, está havendo um grande aquecimento e uma reação pró-ativa por parte dos profissionais mais experientes. Eles estão partindo para a constituição de empresas do setor: agências, assessorias e consultorias. A iniciativa está ampliando o mercado de trabalho e fazendo uma verdadeira sensibilização do empresariado quanto ao valor das RP’s para as suas empresas. Especialmente porque Minas é um dos maiores mercados brasileiros de empresas cuja demanda comunicacional é mais de ordem institucional – área em que as relações públicas apresentam as técnicas mais adequadas para se atingir os objetivos organizacionais. Ainda que a nomenclatura usada não seja a que designa a atividade e a profissão, são as práticas há muito identificadas e garantidas por lei, em conselho de classe, como típicas da profissão de relações públicas que poderão fazer a diferença para empresas e instituições com essas características.
Entre os serviços mais procurados, destacam-se: Diagnóstico Organizacional; Planejamento da Comunicação Integrada; Endomarketing; Pesquisa de Opinião; Publicações e Produções Audiovisuais Institucionais; Atendimento ao Consumidor; Assessoria de Imprensa; Propaganda Institucional; Marketing Corporativo, Cultural, Governamental e Político; Organização de Eventos e Ações Promocionais.
São os novos tempos da comunicação.
P.S.: Este artigo também foi publicado nas versões impressa e online do jornal O Norte de Minas: http://www.onorte.net/noticias.php?id=26266 , de 23.02.10; e também nas versões impressa e online do jornal O Tempo: http://www.otempo.com.br/otempo/noticias/?IdEdicao=1583&IdCanal=2&IdSubCanal=&IdNoticia=134759&IdTipoNoticia=1, de 26.02.10.

ELEIÇÕES 2010


Gianetti participará da campanha de Marina




















O PV confirmou a participação do economista e escritor Eduardo Gianetti da Fonseca na estruturação do plano de governo de sua pré-candidata à Presidência, a senadora Marina Silva.
Gianetti é professor da faculdade Ibmec/SP e Ph.D em economia pela Universidade de Cambridge.
Uma de suas principais críticas ao governo Lula é a alta carga tributária no país.
"A campanha de Marina tem como desafio provar que ela pode ir além do discurso ambiental e ter propostas para outras áreas, como a econômica."
A reportagem de Ana Flor, publicada pelo jornal Folha de S. Paulo no dia 24-02-2010, pode ser lida na íntegra, clicando aqui.
(Fonte: Site do IHU - Instituto Humanitas Unisinos)

domingo, 21 de fevereiro de 2010

HOMENAGEM AOS ANIVERSARIANTES DE FEVEREIRO

Escrevi este poema de encomenda, para a celebração do aniversário de 15 anos de minha sobrinha, Alba Valéria, em 1987 (que não nasceu neste mês). Mas hoje, ao publicá-lo aqui dedico-o a todas e todos os(as) aniversariantes do mês de fevereiro.
Parabéns
Eugênio Magno

Ontem
fruto, semente, muda...
miúda, menina
Hoje
rosa-moça
flor-morena
alvos sonhos... claras vestes
Mina, menina dos nossos olhos
corujas
contentes a te saudar
Nesta data, querida...
Muitas felicidades, muitos anos de vida
Parabéns prá você!
(do Livro IN GÊ NU(A) IDA DE - versos e prosa, 2005)

O FENO DO PAQUISTÃO

Agricultores paquistaneses transportam feno sobre um trator, na direção de Khewra, a 200 km ao sul de Islamabad, capital do Paquistão, no domingo, 14-02-2010. O setor agrícola tem um papel muito importante na economia do país. Ele gera um quarto da produção nacional e perto da metade dos empregos dos 180 milhões de habitantes.

(Foto: Behrouz Mehri/AFP)

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

NOSSO ALIMENTO ESTÁ ENVENENADO

Vergonha: Brasil se reafirma como
maior consumidor mundial de agrotóxicos
Na safra de 2008/2009, o Brasil atingiu a marca de maior consumidor mundial de venenos agrícolas. Os agrotóxicos são feitos a partir de produtos de petróleo e de químicos não degradáveis e, portanto, depois de fabricados, permanecem na natureza.
Matam a biodiversidade representada pela variedade de vida vegetal e animal, afetam a fertilidade natural do solo (ao acabar com bactérias e nutrientes naturais), contaminam o lençol freático e a qualidade das águas da chuva - pois os venenos secantes evaporam para a atmosfera e depois regresssam com a chuva. Afetam também a qualidade dos alimentos, que quando ingeridos sistematicamente podem causar destruição das celulas e resultar em câncer .
Mas tudo isso não importa. As indústrias anunciam os dados com orgulho. Afinal, a eles apenas interessa os lucros! Certamente seus gerentes buscam apenas produtos orgânicos nas gôndolas dos supermercados, enquanto o povo é obrigado a engolir seus venenos.
O Brasil consumiu ao redor de 700 milhões de litros de veneno. Esses 700 milhões de litros foram apliados em 50 milhoes de hectares, equivalente a 14 litros por hectares, a maior media do mundo.
(Fonte: Rebia - Rede Brasileira de Informação ambiental, 15-02-2010)

O POVO NÃO É REPRESENTADO NO CONGRESSO

Ficha limpa na gaveta, suja nas eleições
Dom Tomás Bauduíno
Bispo
"Um milhão e quinhentas mil assinaturas entregues a Michel Temer (PMDB-SP), presidente da Câmara dos Deputados, em 29 de setembro de 2009, foram o fruto de uma bela e esperançosa campanha nacional visando apresentar um projeto de lei exigindo ficha limpa dos candidatos a cargos eleitorais.
Um evento histórico da maior importância para a democracia brasileira. Houve destacada participação do Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE), da presidência da CNBB, dom Geraldo Lyrio e dom Dimas Barbosa, insistindo, na coletiva do dia 11 de dezembro, na agilidade da aprovação do projeto para barrar a corrupção na política.
A magnitude do acontecido mereceria uma comemoração das mais festivas. O que se viu, entretanto, depois da entrega oficial, foi um Congresso silencioso, reticente, triste…
O deputado Michel Temer, desde o primeiro momento, se entrincheirou no adiamento da pauta do projeto para fevereiro de 2010, alegando agenda cheia, recesso parlamentar e outras prioridades. Dizia estar dialogando com os líderes para que esse projeto de lei não corresse o risco de 'não ser aprovado'.
Passado um mês de sua entrega, não havia relator designado e entrou no inexorável ritmo do passo lento daquela pesada máquina burocrática. Uma decepção! A ficha limpa foi para a gaveta de Michel Temer.
Quanto aos demais deputados, não se tem registro de posicionamento público, a não ser o do deputado José Genoino (PT-SP), que subiu à tribuna, em 4 de novembro, para criticá-lo.
Para Genoino, a proposta é 'inconstitucional' e 'autoritária'. É preciso recordar, porém, que ele é réu no processo do mensalão que tramita no Supremo Tribunal Federal (STF).
Seu discurso recebeu apoio de quatro deputados, entre eles o de Geraldo Pudim (PR-RJ), que já foi alvo de questionamentos na Justiça, e Ernandes Amorim (PTB-RO), que admitiu responder a processos e inquéritos judiciais.
Genoino se posiciona pela liberação das fichas sujas nas eleições, pela manutenção da impunidade dos que acorrem à campanha eleitoral em busca de um cargo público, para lhes garantir fórum especial e blindá-los contra os instrumentos comuns e normais da Justiça.
Vários políticos se precipitam em busca da eleição logo após terem cometido crimes, até de homicídio.
Conseguem multiplicar recursos financeiros e, consequentemente, o número suficiente de eleitores para elegê-los.
Agora, na semana passada, depois de quatro meses de espera na Câmara, os líderes partidários decidiram criar uma comissão para, simplesmente, modificar o texto da proposta porque, segundo eles, haveria dificuldades de aprovar o veto à candidatura de políticos com condenação em primeira instância na Justiça.
A gente se pergunta: a quem, afinal, esse Congresso representa? Qual a relação que esses nobres deputados têm com a sociedade civil organizada para que uma mobilização popular séria, prevista na Constituição, como a que ofereceu à nação um número tão expressivo de assinaturas, acabe, na Câmara, num leviano joguete de interesses escusos de senhores votando em causa própria?
Está de parabéns dom Dimas, secretário-geral da CNBB, que mais uma vez se posicionou com o Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral: Não se tolera mais adiamento do projeto. O movimento topa dialogar com quem de direito no Congresso. Não aceita, porém, alterações redacionais que venham desfigurar os princípios que norteiam a iniciativa.
A ficha limpa é um passo de suma importância para salvar a democracia e para garantir a credibilidade do processo eleitoral. Mas não é tudo, pois uma análise mais profunda do nosso processo eleitoral nos leva à melancólica conclusão de que ele é estruturalmente corrupto.
Vou citar, para concluir, uma autoridade no assunto, João Heliofar de Jesus Villar: Como procurador regional eleitoral no Rio Grande do Sul, tive a oportunidade de atuar em quatro eleições e refletir demoradamente sobre essa loucura que é o processo das eleições no Brasil. Quem trabalha na fiscalização dos pleitos sabe que o sistema está desenhado para não funcionar. Não se trata de fiscalização ineficiente e sim de fiscalização impossível. (…) Há um consenso silencioso na classe política de que o caixa dois é uma necessidade inafastável. ('Corrupção: o ovo da serpente', Tendências/Debates, 4/1).
Antes de qualquer reforma política entregue a esses mesmos senhores, emerge, pois, a nossa inarredável responsabilidade como sociedade civil organizada."

sábado, 13 de fevereiro de 2010

MARKETING POLÍTICO E ELEITORAL

Busca da imagem ideal do candidato




"Candidatos às eleições precisam de características que o aproximem do eleitor"

Essa é uma das afirmações do comunicólogo e especialista em política, Eugênio Magno, sócio da Factual - Serviços Projetos e Consultorias em Comunicação e Marketing, em entrevista para a jornalista Nice Silva do Jornal Hoje em Dia, em 12.02.2010 (Coluna Propaganda & Negócios, Caderno de Economia, pág 1).


"É bem provável que o candidato ideal não exista em carne e osso para ser votado nas eleições. Mas, com base no perfil dele, é que os profissionais de marketing vão montar a imagem de seus assessorados para as eleições majoritárias de outubro. O candidato ideal não abre mão do carisma, é democrático e se apresenta em trajes condizentes com a expectativa de seu público. Também tem características desenvolvimentistas e consciência ecológica suficiente para promover o desenvolvimento sustentável." Para ler a matéria na íntegra, clique aqui.

(Fonte: Site do Jornal Hoje em Dia)

NÃO FIQUEMOS SURDOS E CEGOS AOS CONSTANTES APELOS ECOLÓGICOS

A hora e a vez da ecologia mental
Leonardo Boff
Teólogo e escritor

"No dia 2 de fevereiro de 2007 ao ouvir em Paris os resultados acerca do aquecimento global dados a conhecer pelo Painel Intergovernamental das Mudanças Climáticas (IPCC) o então Presidente Jacques Chirac disse: Como nunca antes, temos que tomar a palavra revolução ao pé da letra. Se não o fizermos, o futuro da Terra e da Humanidade é posto em risco. Outras vozes já antes, como a de Gorbachev e de Claude Levy Strauss pouco antes de morrer. advertiam: ou mudamos de valores civilizatórios ou a Terra poderá continuar sem nós.
Esse é o ponto ocultado nos forums mundiais, especialmente o de Copenhague. Se for reconhecido abertamente, ele implica uma autocondenação do tipo de produção e de consumo com sua cultura mundialmente vigente. Não basta que o IPCC diga que, em grande parte, o aquecimento agora irreversível é produzido pelos seres humanos. Essa é uma generalização que esconde os verdadeiros culpados: são aqueles homens e mulheres que formularam, implantaram e globalizaram o modo de produção de bens materiais e os estilos de consumo que implicam depredação da natureza, clamorosa falta de solidariedade entre as atuais e as futuras gerações.
Pouco adianta gastar tempo e palavras para encontrar soluções técnicas e políticas para a diminuição dos níveis de gases de efeito estufa se mantivermos este tipo de civilização. É como se uma voz dissesse: pare de fumar, caso contrário vai morrer; e outra dissesse o contrario: continue fumando, pois ajuda a produção que ajuda criar empregos que ajudam garantir os salários que ajudam o consumo que ajuda aumentar o PIB. E assim alegremente, como nos tempos do velho Noé, vamos ao encontro de um dilúvio pré-anunciado.
Não somos tão obtusos a ponto de dizer que não precisamos de política e de técnica. Precisamos muito delas. Mas é ilusório pensar que nelas está a solução. Elas devem ser incorporadas dentro de um outro paradigma de civilização que não reproduza as perversidades atuais. Por isso, não basta uma ecologia ambiental que vê o problema no ambiente e na Terra. Terra e ambiente não são o problema. Nós é que somos o problema, o verdadeiro Satã da Terra quando deveríamos ser seu Anjo da Guarda. Então: importa fazer, consoante Chirac, uma revolução. Mas como fazer uma revolução sem revolucionários?
Estes precisam ser suscitados. E que falta nos faz um Paulo Freire ecológico! Ele sabiamente dizia algo que se aplica ao nosso caso: Não é a educação que vai mudar o mundo. A educação vai mudar as pessoas que vão mudar o mundo. Precisamos destas pessoas revolucionárias, caso contrario, preparemo-nos para o pior, porque o sistema imperante é totalmente alienado, estupificado, arrogante e cego diante de seus próprios defeitos... Ele é a treva e não a luz do túnel em que nos metemos..
É neste contexto que invocamos uma das quatro tendências da ecologia (ambiental, social, mental, integral): a ecologia mental. Ela trabalha com aquilo que perpassa a nossa mente e o nosso coração. Qual é a visão de mundo que temos? Que valores dão rumo à nossa vida? Cultivamos uma dimensão espiritual? Como nos devemos relacionar com os outros e com a natureza? Que fazemos para conservar a vitalidade e a integridade de nossa Casa Comum, a Mãe Terra?
Não dá em poucas linhas traçar o desenho principal da ecologia mental, coisa que fizemos um inúmeras obras e vídeos. O primeiro passo é assumir o legado dos astronautas que viram a Terra de fora da Terra e se deram conta de que Terra e Humanidade foram uma entidade única e inseparável e que ela é parcela de um todo cósmico. O segundo, é saber que somos Terra que sente, pensa e ama, por isso homo (homem e mulher) vem de húmus (terra fecunda). O terceiro que nossa missão no conjunto dos seres é de sermos os guardiães e os responsáveis pelo destino feliz ou trágico desta Terra, feita nossa Casa Comum. O quarto é que junto com o capital natural que garante nossa bem estar material, deve vir o capital espiritual que assegura aqueles valores sem os quais não vivemos humanamente, como a boa-vontade, a cooperação, a compaixão, a tolerância, a justa medida, a contenção do desejo, o cuidado essencial e o amor.
Estes são alguns dos eixos que sustentam um novo ensaio civilizatório, amigo da vida, da natureza e da Terra. Ou aprendemos estas coisas pelo convencimento ou pelo padecimento. Este é o caminho que a história nos ensina."
(Fonte: Site da Revista Triplov de Artes, Religiões e Ciência)

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

SERES VIVOS PEDEM SOCORRO

Justiça pelas baleias

(Foto: Tobias Schwarz /REUTERS)
Ativistas do Greenpeace protestaram nessa segunda-feira, dia 08.02.2010, em frente à embaixada japonesa em Berlim, pedindo o fim da pesca às baleias.

OS MILAGRES DE CADA DIA

O crucifixo do Haiti
Pe. Francisco Agamenilton Damascena
Vice-reitor do Seminário Diocesano
São José (Uruaçu - GO)
"Acabo de ver a imagem do Crucifixo da Igreja Sacre Coeur du Tugeau, no Haiti, exibida pelo Fantástico, programa da Rede Globo. O templo sagrado desabou e restou aquele Crucifixo, quase intacto, grande, erguido, exposto aos olhares que banham de lágrimas as noites haitianas. As pessoas param em frente a ele, choram e rezam. Esta imagem provoca o ser pensante. Por que foi assim? Por que aquele Crucifixo resistiu ao equivalente a 30 bombas nucleares como a de Hiroshima? E Cristo ficou ali. Parece ser aquela Sexta-Feira Santa, em Jerusalém, no alto do Calvário.
Pus-me a pensar e contemplar a chocante cena. Abri as Sagradas Escrituras e pus-me a ouvir o Senhor. O Filho do Homem permaneceu naquele lugar, representado pela imagem, para dizer aos sofredores haitianos que eles não estão sozinhos. Jesus Cristo está crucificado com eles e eles com Cristo. Suas dores são minhas dores; suas lágrimas são minhas lágrimas; seu sangue é o meu sangue. Estou na cruz despido, como vocês que agora se encontram despidos de tantos bens. Como disse o Profeta Isaías: a verdade é que ele tomava sobre si nossas enfermidades e sofria, ele mesmo, nossas dores (Is 53,4).
Os braços do Filho de Deus permaneceram abertos em Porto Príncipe para acolher o clamor de homens e mulheres transpassados pela lança da destruição, da fome, da sede, da perda de esperanças. O lado aberto do Cordeiro de Deus ficou ali, às margens da rua destruída, para dar descanso e consolo aos que ainda gritam por socorro debaixo dos escombros de uma cidade cujo concreto tombou sobre vidas cheias de sonhos. Vinde a mim todos vós que estais cansados e fatigados sob o peso dos vossos fardos e eu vos darei descanso (Mt 11,28). O Crucificado resistiu às forças cósmicas para dar refúgio e abrigo aos que vagueiam pelas ruas sem destino.
O Crucifixo do Haiti foi mais forte que o terremoto para manter viva na mente e coração dos que por aquela rua passarem a boa notícia: prova de amor maior não há, que doar a vida pelo irmão (Jo 15,13). Ali ficou uma imagem sagrada feita de matéria, porém, ao seu lado, ficaram os corpos de homens e mulheres, que viveram até o fim o Mandamento Novo. Eles foram imagens vivas do Bom Pastor que dá a vida por suas ovelhas. Trata-se da Dra. Zilda Arns e quinze sacerdotes presentes naquela igreja no momento da tragédia. Eles estavam juntos porque queriam amar intensamente as crianças daquela nação que esperavam por vida e vida em abundância.
O Crucifixo do Haiti permanece erguido e o Espírito de Deus fala aos corações das pessoas de bem que salvam aquela sofrida gente. Pois eu estava com fome e me destes de comer; eu estava com sede e me destes de beber; eu era estrangeiro e me recebestes em casa; eu estava nu e me vestistes; eu estava doente e cuidastes de mim; ... Todas as vezes que fizestes isso a um dos menores de meus irmãos, foi a mim que o fizestes! (Mt 25, 35-36.40).
O Crucificado ressuscitou e enviou do Pai o Espírito Santo renovando todas as coisas. Ele ficou naquela destruída rua para dizer: Coragem, eu venci o mundo (Jo 16,33). Em meio ao caos da maior tragédia enfrentada pela ONU, há esperança, a luz dissipa as trevas em cada pessoa resgatada com vida, e em cada criança amparada. E o brilho volta a resplandecer nos olhos que agora choram os mortos. É a força criativa e reconstrutora do Amor estampada no Crucificado do Haiti."
(Fonte: Blog do padre Alex)

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

O OURO A PREÇO DE SANGUE

Ouro de Sangue: documentário sobre os impactos sócioambientais causados pela atividade de mineração de ouro em Paracatu/MG

Kellen Guimarães

"Quando recebi o link Blood Stained Gold , documentário sobre Paracatu, cidade de Minas Gerais, fiquei chocada ao ver como o poder econômico passa um rolo compressor em cima de vidas humanas e ao próprio ecossistema em troca de ambições financeiras e políticas.A agressão aos Direitos humanos e ao meio Ambiente é escancarada, sem o mínimo respeito e dignidade.
O mais triste é que essa prática não é nova, e vem acontecendo com muitas populações locais de várias cidades, não só no Brasil, como no mundo. O poder público, principalmente, as leis ambientais no que diz respeito à obtenção de licença e operação de atividades poluidoras são fornecidas às empresas sem mínimo critério e cuidado com o Estudo de Impacto Ambiental - chamado EIA-RIMA.
Normalmente, empresas com potencial poluidor se hospedam próximas aos centros urbanos onde possam usufruir de uma infraestrutura já instalada, como rede fluvial, energia elétrica, asfalto, transporte, vias de trânsito rápido, e dentre outras facilidades. Tudo para economizarem tempo e recurso, pois o objetivo é lucro a jato, e se esquecem das pessoas que residem no entorno. Os idosos, crianças e pessoas com a saúde já debilitada são os primeiros a sentir os impactos negativos.A empresa Rhodia em Cubatão foi exemplo seríssimo dessa negligência pública. Vários empregados foram contaminados com Poluentes Orgânicos Persistentes, os chamados POPs. Substâncias químicas altamente perigosas ao organismo humano, e alto poder de contaminar o meio ambiente, banidas pela Convenção de Estocolmo.Recentemente, o caso do bairro Camargos, em Belo Horizonte/MG. A comunidade sofreu, desde 2003, com a atividade de incineração de lixo hospitalar da empresa SERQUIP. Segundo a Resolução do Conama nº 216, atividade de alta periculosidade não podendo ser instalada próxima às residências humanas. Com muita luta e sofrimento, a comunidade se uniu e conseguiu o embargo das atividades da empresa em 2009.É um absurdo pensar que em plena fase de calamidades ambientais ainda grande parte das pessoas civis e poder público vivem só para o presente. O pensar sustentável deveria ser um ato de instinto de sobrevivência para as futuras gerações.
Segundo informações dispostas no blog Blood Stained Gold, Ouro de Sangue foi um documentário que procurou registrar e disponibilizar informações acerca do sofrimento vivido pela população de Paracatu/MG. Além do vídeo, o site disponibiliza em texto, a história da cidade e como tudo começou, e vários depoimentos de pessoas que viveram na pele os estragos sócio-ambientais decorrentes da poluição das atividades de mineração de ouro."


SINOPSE:
Ouro de sangue é um documentário que aborda as consequências sócioambientais decorrentes das atividades de mineração de ouro desenvolvidas em Paracatu (MG) desde o ano de 1987. O grupo industrial canadense que atua na cidade iniciou em 2007 – sob a aprovação dos órgãos ambientais legalmente responsáveis – um projeto de expansão para mais 30 anos de exploração da mina. O que sobra para os paracatuenses são enormes feridas abertas pelas lavras a céu aberto e em perímetro urbano, poeira tóxica, populações tradicionais enfermas e em franca desintegração. Imagens e depoimentos de arquivo - originalmente captados em película e super-VHS – alternam-se durante todo o filme com imagens e depoimentos atuais, em formato miniDV. Além daqueles que moram em área limítrofe à mineradora e sofrem mais diretamente os problemas em questão, há também os depoimentos de um diretor da empresa, um geólogo, um médico/cientista e um Procurador de Justiça Criminal pelo estado de Goiás". (Sinopse por Silveira).

FICHA TÉCNICA:
OURO DE SANGUE – Vídeo-documentário de 43’:38”. Direção de Sandro Neiva e Alessandro. Entrevista, Narração, Roteiro e Montagem SANDRO NEIVA; Direção de Fotografia ALESSANDRO SILVEIRA; Direção de Arte WALESCKA MARTINS; Edição e Finalização DHIEGO SANTANAI; Imagens de Arquivo e Entrevistas antigas ALESSANDRO SILVEIRA; Iluminação ARCANJO DANIEL FONSECA; Produção FÁBIO CASTRO RAMOS e ARCANJO DANIEL FONSECA; Trailer MARCOS COSTA; Fotografia de Still MOACIR GUERINO; Trilha Sonora A Missa da Terra Sem Males, Concierto de Aranjuez – Adágio Type Of Negative Amorphis, Murro no Olho; Imagens Adicionais The Corporation – documentário de Marck Achbar, Jennifer Abbot e Joel Bakan; Fotos do Museu Histórico Municipal de Paracatu e do Arquivo Público de Paracatu. Direção Geral SANDRO NEIVA Sandro Neiva & Alessandro Silveira 2008 – 43:38 MIN – COR.


Não há vídeo deste documentário no youtube. Para assistí-lo, clique neste link: http://www.bloodstainedgold.blogspot.com/, pois não há vídeo no youtube para colocá-lo na integra neste post. Vale a pena conferir, pois é chocante as feridas e os rastros de tristeza que a atividade de mineração deixou na cidade.
(Fonte: Site www.meumundoamigo.blogspot.com)