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sexta-feira, 1 de outubro de 2021

"ILUMINISMO NA ERA DIGITAL"


(Foto: Site do Partido dos Trabalhadores - PT)


França cria comissão para combater teorias da conspiração, um “veneno” na sociedade, segundo Macron


O presidente Macron criou uma comissão encarregada de combater as teorias da conspiração que ele acredita serem um “veneno” que ameaça a sociedade francesa.
A comissão, chamada de “Iluminismo na Era Digital”, será formada por cerca de 15 acadêmicos, além de jornalistas, professores e advogados, segundo as primeiras informações.
O objetivo é produzir um relatório sobre como evitar que algoritmos da internet “escravizem” a sociedade, como os anunciantes exploram notícias falsas e como impedir que potências estrangeiras espalhem teorias da conspiração.

Para continuar lendo a matéria de Media Talks / Portal UOL, clique aqui.

quinta-feira, 1 de outubro de 2020

NÃO SOMOS TODOS IGUAIS

 

Manuscrito de P. Freire para Pedagogia do Oprimido (Acervo Paulo Freire)


Como o povo oprimido,

Paulo Freire é alvo e escudo a um só tempo


Eugênio Magno

        Paulo Freire é gigante. Sua robustez é de causar inveja à maioria dos mortais. Entretanto, de intelectual respeitado e homenageado em todo o mundo, se tornou nos últimos anos – em seu país natal – alvo de críticas e rechaços por parte dos atuais ocupantes do poder central. E daí está migrando ou, simultaneamente, ocupando também a posição de escudo.

Se variar entre a condição de alvo e escudo já é ruim, pior é estar na mira de ataques e, ao mesmo tempo, ser usado como anteparo de disparos contra quem nunca o prestigiou a altura do seu merecimento. O patrono da educação brasileira merece lugar melhor na história. É de bom tom que ele não seja usado indevidamente por quem se quer o conhece bem ou já o reconheceu um dia, nessa guerra encarniçada em que, para além da disputa política majoritária, se juntam vários outros interesses, como os da proteção de pequenos feudos na esfera pública. É assombroso darmos conta de como o corporativismo pode usar do oportunismo de forma tão cruel e sub-reptícia a ponto de lançar mão grande sobre a memória de um pensador que sempre esteve ao lado dos oprimidos, contra o establishment, praticando uma educação popular e libertadora. Freire não configurou uma pedagogia para os oprimidos, oportunizando empoderamentos que promovessem distinções entre pares de uma mesma comunidade, nem usou inclusão como retórica. Ele articulou várias pedagogias, como as do oprimido, da esperança, etc., tendo como centralidade a educação como prática da liberdade, pedagogias contra-hegemônicas forjadas nas lutas dos/com os pobres e oprimidos.

Mas o pobre, no Brasil, para as elites, quando não é alvo, é bucha de canhão. E, ultimamente, o pobre, assim como Freire estão sendo usados como escudos e barreiras, por alguns segmentos da classe média, que espertamente negam sua condição social (de forma camaleônica), enquanto escondem patrimônios e recheadas contas bancárias com disfarces de um linguajar popular e trajes casuais, sem etiquetas à mostra. Essas aberrações estão em vários escalões, instituições e organizações do mundo público e privado e, no campo da educação, por incrível que pareça, também acontece. Não são poucos os banquetes à custa da inanição de profissionais da mesma estatura, combatentes, que por força de se manterem aguerridos, críticos e autocríticos – ad extra e ad intra –, são condenados ao exílio e à invisibilidade institucional, sobrevivendo à custa das migalhas que sobram dos empoderados “donos” das verbas que fingem fazer a multiplicação dos pães.

O Dia dos Professores se aproxima... O que pautar e comemorar de forma unificada? A categoria é imensa, mas condições de trabalho e salários são tão diversos quanto discrepantes. No entanto, perdura um discurso hegemônico que quer nivelar a todos – intencionalmente, por baixo – para esconder realidades ultrajantes, escravidão intelectual e outros descalabros.

Idealizando a solidariedade humana, o anarquista Piotr Kropotkin, diz em Apoio Mútuo:


Não é amor, e nem mesmo simpatia (compreendida em seu sentido literal), o que leva um rebanho de ruminantes ou de cavalos a fazer um círculo a fim de resistir ao ataque dos lobos; ou lobos a formar uma alcateia para caçar; ou gatinhos ou cordeiros a brincar; ou os filhotes de uma dezena de espécies de aves a passarem os dias juntos no outono. Também não é amor, nem simpatia pessoal, que leva muitos milhares de gamos, espalhados por um território do tamanho da França, a formar dezenas de rebanhos distintos, todos marchando em direção a um determinado ponto para cruzar um rio. É um sentimento infinitamente mais amplo que o amor ou a simpatia pessoal – é um instinto que vem se desenvolvendo lentamente entre animais e entre seres humanos no decorrer de uma evolução extremamente longa e que ensinou a força que podem adquirir com a prática da ajuda e do apoio mútuos, bem como os prazeres que lhes são possibilitados pela vida social. […] não é no amor, e nem mesmo na simpatia, que a sociedade se baseia. É na percepção – mesmo que apenas no estágio do instinto – da solidariedade humana. É o reconhecimento inconsciente da força que cada homem obtém da prática da ajuda mútua; da íntima dependência que a felicidade de cada um tem da felicidade de todos; e do senso de justiça ou de equidade que leva o indivíduo a considerar os direitos de todos os outros indivíduos iguais aos seus. É sobre esse alicerce amplo e necessário que se desenvolvem sentimentos morais mais elevados (1989, p. 32). 


            É pesaroso utilizar uma proposição tão potente como essa para denunciar comportamentos cujos fins transgridem o que ela encerra, mas o que ocorre é tão sutil que muitos dos protagonistas desse drama imoral sequer percebem o que fazem.

           Não gostaria de encerrar este texto de forma derrotista. Gramsci, Pessoa e o próprio Paulo Freire, me auxiliam a finalizar essa reflexão sonhando acordado e firme na crença de que o pessimismo para com as práticas atuais, não impedirá o otimismo da razão. Afinal, viver é preciso e esperançar também é preciso.

Este artigo também pode ser lido jornal Pensar a Educação em Pauta: http://pensaraeducacao.com.br/pensaraeducacaoempauta/como-o-povo-oprimido-paulo-freire-e-alvo-e-escudo-a-um-so-tempo/

sábado, 10 de fevereiro de 2018

UM CARNAVAL DE DESILUSÕES NO PAÍS INTEIRO

Designação gera frustração e ansiedade para trabalhadores da educação de MG

Foto: João Bittar/MEC

Governo anuncia processo seletivo para primeiro semestre de 2018 e sindicato pressiona para abertura de novas vagas.
Todo ano, milhares de trabalhadores disputam vagas na rede estadual de ensino de Minas Gerais. Eles participam do processo de designações, no qual cada candidato assina um contrato precário, de no máximo um ano, para preencher uma vaga para a qual não tem servidor efetivo. Para trabalhadores, isso gera insegurança, humilhação e ansiedade, além de prejudicar a continuidade do processo pedagógico. A alternativa, segundo o sindicato, é fazer mais concursos públicos e dar posse a quem já foi aprovado em concursos anteriores.
Para ler na íntegra a matéria de Wallace Oliveira, com edição de Joana Tavares, para o Brasil de Fato, clique aqui.

terça-feira, 8 de março de 2016

E POR FALAR EM EDUCAÇÃO...


A Escola Básica interroga a Universidade

 

Em boa parte dos discursos e das representações que buscam relacionar a escola básica e a universidade no Brasil o que se ressalta é, em boa medida, os antagonismos. Já há muitos anos que os professores das universidades explicitam que a escola básica brasileira não prepara bem os alunos para as exigências que lhes serão impostas no ensino superior. De outra parte, é amplamente sabido e divulgado o diagnóstico de que a universidade brasileira, desde há muito tempo, se distanciou da realidade da escola básica e, de um modo geral, da própria realidade do país. A imagem metafórica de uma torre de marfim, distante das vicissitudes mundanas, para representar a universidade, é eloquente neste sentido.
Sabemos que essa representação dicotômica da relação entre a universidade e a sociedade e, de modo particular, entre a universidade e a escola básica, é apenas parcialmente verdadeira. Por um lado, as universidades sempre foram, desde os seus primórdios, espaços de produção de conhecimentos e de sensibilidades que se distanciavam da vida cotidiana do conjunto da população. Por outro, foi essa característica que fortaleceu essas instituições como centros intelectuais capazes de questionar o passado e o presente e, de certa forma, antecipar, intelectual ou idealmente, o futuro.
É, por isso, necessário pensar que, apesar da tensão que sempre presidiu e, ao que parece, presidirá, a relação entre a universidade e a escola básica, há uma relação de necessária colaboração entre essas instituições. Tal relação, historicamente, tem contribuído para um enriquecimento da experiência dos alunos e dos professores da escola básica brasileira e, mesmo, para um crescente e salutar desconforto da universidade em relação às suas possíveis contribuições a essa nível de ensino.
Nos últimos meses veio à tona uma das faces muito visíveis da relação entre a universidade e a escola básica no Brasil por ocasião das discussões das Bases Nacionais Curriculares. Apesar de integrar uma política de governo, a versão inicial das Bases Nacionais Curriculares foi, no entanto, uma ação de responsabilidade principal de professores e pesquisadores das universidades brasileiras.
Como entender a polêmica em torno da Base Nacional Curricular? Estariam os pesquisadores e professores que foram responsáveis por sua elaboração, distantes dos reclames da sociedade no que diz respeito aos conteúdos que precisam ser ensinados na escola? Estariam as elaborações distantes do universo cotidiano e mediano dos professores, alunos e familiares das escolas básicas brasileiras? Ou, diferentemente, esses debates refletiriam fraturas existentes entre os próprios especialistas acerca daquilo que deveria ser ensinado na escola básica no Brasil?
Independentemente de qual seja a nossa resposta às indagações acima, o certo é que a escola básica brasileira vem, crescentemente, interrogando a universidade, seja no que se refere à própria formação de professores, seja, de um modo mais profundo, acerca dos modos de compreensão do que são os conhecimentos relevantes o bastante para serem ensinados na escola. Não menos evidente é o fato de que, nesta interrogação estão, também, embutidos questionamento acerca dos modos de legitimação ou não dos conhecimentos nas complexas sociedades contemporâneas. Nesse sentido, afirmar que isto ou aquilo merece ou deve ser ensinado na escola básica não é, definitivamente, um ato ingênuo ou despropositado.
O exemplo das discussões da Base Nacional Curricular não é, nem de longe, algo isolado. Assim como a universidade, por meio de suas ações de ensino, pesquisa e extensão, questiona continuamente a escola básica, não é menos verdade que da escola básica, de seus professores e gestores, partem continuamente interrogações acerca da universidade e de seus modos de interagir com o mundo social.
É preciso que estejamos atentos às tensões e as colaborações que presidem as relações entre as universidades e a escola básica brasileira. Sobretudo, é preciso que estejamos atentos às interrogações que a escola básica faz à universidade como centro de pesquisa e de formação de professores.
(Fonte: Boletim Pensar a Educação em Pauta)

domingo, 1 de dezembro de 2013


MEC vai distribuir tablets 
para professores de escolas públicas em 2014

O Ministério da Educação (MEC) vai começar a distribuir tablets a professores do 6º ao 9º ano do ensino fundamental de escolas públicas em 2014. O anúncio foi feito pelo ministro da Educação, Aloizio Mercadante. Segundo ele, os professores deverão ser capacitados para usar o equipamento também no ano que vem.
A intenção da pasta é que todos os professores da rede pública tenham o próprio tablet. A distribuição começou com os professores do ensino médio. O educador tem acesso pelo tablet a conteúdos específicos, cujo objetivo é tornar as aulas mais atraentes.
Segundo o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), foram comprados mais de 460 mil tablets para professores do ensino médio. Ainda não há previsão de quantos professores do ensino fundamental serão contemplados em 2014. De acordo com dados do Censo de 2012, são mais de 800 mil professores na etapa.
 (Fonte: Agência Brasil)

terça-feira, 1 de outubro de 2013

PROFESSORES A CADA DIA SÃO MAIS HUMILHADOS


Não basta ganhar mal, tem que apanhar também

Uma categoria da maior importância para o desenvolvimento de qualquer município, estado, nação, recebe no Rio entre R$ 1.200 e R$ 3.500 mensais, um dos piores salários pagos a um profissional com esse nível de capacitação para exercício da profissão. A prefeitura acena com um reajuste de míseros 8%, enquanto a categoria pede 19%. 
Não bastam os salários aviltados, é preciso bater, humilhar e impor um plano de cargos e salários que deverá piorar ainda mais a vida dos professores. Esquece o prefeito que aumentar a carga horária para 40 horas semanais vai transformar o professor em mero aplicador de provas e exercícios já prontos e que, provavelmente, deverão ser elaborados por alguma empresa privada “especialista nesse tipo de serviço”, cobrando o inimaginável para ser pago pelo contribuinte carioca, enquanto a educação da população vai piorando cada vez mais. 
Uma solução excelente do ponto de vista da secretária de Educação, Cláudia Costin, ex-funcionária de construtora e sem a menor capacidade para estar à frente da secretaria. Sua proposta de cargos e salários foi recusada por ser considerada pior do que a situação atual dos professores. O que já é péssimo ficaria pior. Parece piada, mas é a pura realidade. Uma luta que deveria ser de todos, mas infelizmente não vem contando com muito apoio.
(Fonte: Site do Instituto Humanitas Unisinos - IHU)
 

quinta-feira, 22 de abril de 2010

XV ENDIPE NA UFMG EM BELO HORIZONTE - MG

Profissionais da educação de todo o país
estão em BH participando do Endipe

O Encontro Nacional de Didática e Prática de Ensino (ENDIPE) é um evento científico, no campo educacional, que congrega pesquisadores e profissionais da educação que trabalham com questões relacionadas a temática da formação docente, do ensino das diferentes disciplinas e do currículo. Esses profissionais são, em sua maioria, docentes e discentes que atuam nos programas de Pós-graduação em Educação, nas Faculdades de Educação e nas redes de Educação Básica.
Pode-se dizer que o ENDIPE é, hoje, o maior evento acadêmico na área da Educação, uma vez que, em seus últimos encontros, tem contado com mais de quatro mil participantes. O ENDIPE ocorre de dois em dois anos, em diferentes Estados e são organizados por Instituições de Ensino Superior que, na assembléia final de cada encontro, se apresentam como proponentes para sediar o próximo evento.
A finalidade do ENDIPE é socializar os resultados de estudos, pesquisas e práticas. Constitui-se, portanto, em um espaço privilegiado de trocas de experiências, de articulação de grupos, de questionamentos, de novas idéias e de novas reflexões.
O XV ENDIPE tem como temática geral "Convergências e tensões no campo da formação e do trabalho docente: políticas e práticas educacionais".

OBJETIVOS

Geral
Socializar resultados de estudos e pesquisas no campo da didática e das práticas de ensino em diálogo com diferentes áreas da educação.

Específicos
. Discutir a produção acadêmica no campo das práticas educativas, do trabalho docente e da formação do professor;
. Possibilitar a articulação de grupos de pesquisas que trabalham com temáticas similares;
. Ampliar a compreensão sobre a produção teórica e sobre sua aplicação em diferentes espaços educativos.

O evento está acontecendo em várias unidades do campus da Universidade Federal de Minas Gerais - UFMG, na Pampulha, em Belo Horizonteaté o dia 23.04.2010.
Para maiores detalhes, acesse o site http://www.fae.ufmg.br/endipe/ .
(Fonte: site da FAE, Ufmg / Endipe)