sexta-feira, 1 de outubro de 2021
"ILUMINISMO NA ERA DIGITAL"
quinta-feira, 1 de outubro de 2020
NÃO SOMOS TODOS IGUAIS
Como o povo
oprimido,
Paulo Freire é alvo e escudo a um só tempo
Eugênio
Magno
Paulo Freire é gigante. Sua robustez é de causar inveja à maioria dos mortais. Entretanto, de intelectual respeitado e homenageado em todo o mundo, se tornou nos últimos anos – em seu país natal – alvo de críticas e rechaços por parte dos atuais ocupantes do poder central. E daí está migrando ou, simultaneamente, ocupando também a posição de escudo.
Se variar entre a condição de alvo e escudo já é ruim, pior
é estar na mira de ataques e, ao mesmo tempo, ser usado como anteparo de
disparos contra quem nunca o prestigiou a altura do seu merecimento. O patrono
da educação brasileira merece lugar melhor na história. É de bom tom que ele não
seja usado indevidamente por quem se quer o conhece bem ou já o reconheceu um
dia, nessa guerra encarniçada em que, para além da disputa política
majoritária, se juntam vários outros interesses, como os da proteção de
pequenos feudos na esfera pública. É assombroso darmos conta de como o corporativismo
pode usar do oportunismo de forma tão cruel e sub-reptícia a ponto de lançar
mão grande sobre a memória de um pensador que sempre esteve ao lado dos oprimidos,
contra o establishment, praticando
uma educação popular e libertadora. Freire não
configurou uma pedagogia para os oprimidos, oportunizando empoderamentos que
promovessem distinções entre pares de uma mesma comunidade, nem usou inclusão como retórica. Ele articulou várias
pedagogias, como as do oprimido, da esperança, etc., tendo como centralidade a
educação como prática da liberdade, pedagogias contra-hegemônicas forjadas nas
lutas dos/com os pobres e oprimidos.
Mas o pobre, no Brasil,
para as elites, quando não é alvo, é bucha de canhão. E, ultimamente, o pobre,
assim como Freire estão sendo usados como escudos e barreiras, por alguns
segmentos da classe média, que espertamente negam sua condição social (de forma
camaleônica), enquanto escondem patrimônios e recheadas contas bancárias com
disfarces de um linguajar popular e trajes casuais, sem etiquetas à mostra.
Essas aberrações estão em vários escalões, instituições e organizações do mundo
público e privado e, no campo da educação, por incrível que pareça, também
acontece. Não são poucos os banquetes à custa da inanição de profissionais da
mesma estatura, combatentes, que por força de se manterem aguerridos, críticos
e autocríticos – ad extra e ad intra –, são condenados ao exílio e à
invisibilidade institucional, sobrevivendo à custa das migalhas que sobram dos empoderados
“donos” das verbas que fingem fazer a multiplicação dos pães.
O Dia dos Professores se
aproxima... O que pautar e comemorar de forma unificada? A categoria é imensa,
mas condições de trabalho e salários são tão diversos quanto discrepantes. No
entanto, perdura um discurso hegemônico que quer nivelar a todos –
intencionalmente, por baixo – para esconder realidades ultrajantes, escravidão
intelectual e outros descalabros.
Idealizando a solidariedade humana, o anarquista Piotr Kropotkin, diz em Apoio Mútuo:
Não é amor, e nem mesmo simpatia (compreendida em seu sentido literal), o que leva um rebanho de ruminantes ou de cavalos a fazer um círculo a fim de resistir ao ataque dos lobos; ou lobos a formar uma alcateia para caçar; ou gatinhos ou cordeiros a brincar; ou os filhotes de uma dezena de espécies de aves a passarem os dias juntos no outono. Também não é amor, nem simpatia pessoal, que leva muitos milhares de gamos, espalhados por um território do tamanho da França, a formar dezenas de rebanhos distintos, todos marchando em direção a um determinado ponto para cruzar um rio. É um sentimento infinitamente mais amplo que o amor ou a simpatia pessoal – é um instinto que vem se desenvolvendo lentamente entre animais e entre seres humanos no decorrer de uma evolução extremamente longa e que ensinou a força que podem adquirir com a prática da ajuda e do apoio mútuos, bem como os prazeres que lhes são possibilitados pela vida social. […] não é no amor, e nem mesmo na simpatia, que a sociedade se baseia. É na percepção – mesmo que apenas no estágio do instinto – da solidariedade humana. É o reconhecimento inconsciente da força que cada homem obtém da prática da ajuda mútua; da íntima dependência que a felicidade de cada um tem da felicidade de todos; e do senso de justiça ou de equidade que leva o indivíduo a considerar os direitos de todos os outros indivíduos iguais aos seus. É sobre esse alicerce amplo e necessário que se desenvolvem sentimentos morais mais elevados (1989, p. 32).
É pesaroso
utilizar uma proposição tão potente como essa para denunciar comportamentos cujos
fins transgridem o que ela encerra, mas o que ocorre é tão sutil que muitos dos
protagonistas desse drama imoral sequer percebem o que fazem.
Não gostaria de encerrar este texto de forma derrotista. Gramsci, Pessoa e o próprio Paulo Freire, me auxiliam a finalizar essa reflexão sonhando acordado e firme na crença de que o pessimismo para com as práticas atuais, não impedirá o otimismo da razão. Afinal, viver é preciso e esperançar também é preciso.
Este artigo também pode ser lido jornal Pensar a Educação em Pauta: http://pensaraeducacao.com.br/pensaraeducacaoempauta/como-o-povo-oprimido-paulo-freire-e-alvo-e-escudo-a-um-so-tempo/
sábado, 10 de fevereiro de 2018
UM CARNAVAL DE DESILUSÕES NO PAÍS INTEIRO
Designação gera frustração e ansiedade para trabalhadores da educação de MG
terça-feira, 8 de março de 2016
E POR FALAR EM EDUCAÇÃO...
domingo, 1 de dezembro de 2013
terça-feira, 1 de outubro de 2013
PROFESSORES A CADA DIA SÃO MAIS HUMILHADOS
quinta-feira, 22 de abril de 2010
XV ENDIPE NA UFMG EM BELO HORIZONTE - MG

Pode-se dizer que o ENDIPE é, hoje, o maior evento acadêmico na área da Educação, uma vez que, em seus últimos encontros, tem contado com mais de quatro mil participantes. O ENDIPE ocorre de dois em dois anos, em diferentes Estados e são organizados por Instituições de Ensino Superior que, na assembléia final de cada encontro, se apresentam como proponentes para sediar o próximo evento.
A finalidade do ENDIPE é socializar os resultados de estudos, pesquisas e práticas. Constitui-se, portanto, em um espaço privilegiado de trocas de experiências, de articulação de grupos, de questionamentos, de novas idéias e de novas reflexões.
O XV ENDIPE tem como temática geral "Convergências e tensões no campo da formação e do trabalho docente: políticas e práticas educacionais".
OBJETIVOS
Geral
Socializar resultados de estudos e pesquisas no campo da didática e das práticas de ensino em diálogo com diferentes áreas da educação.
Específicos
. Discutir a produção acadêmica no campo das práticas educativas, do trabalho docente e da formação do professor;
. Possibilitar a articulação de grupos de pesquisas que trabalham com temáticas similares;
. Ampliar a compreensão sobre a produção teórica e sobre sua aplicação em diferentes espaços educativos.
O evento está acontecendo em várias unidades do campus da Universidade Federal de Minas Gerais - UFMG, na Pampulha, em Belo Horizonteaté o dia 23.04.2010.
Para maiores detalhes, acesse o site http://www.fae.ufmg.br/endipe/ .



