Mostrando postagens com marcador relações públicas. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador relações públicas. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

COMUNICAÇÃO INTEGRADA

Relações Públicas em alta
Eugênio Magno
O futuro chegou para o profissional e para as atividades de relações públicas.
Cansados de ouvir que RP era a profissão do futuro os profissionais da área estão satisfeitos com a receptividade encontrada atualmente no mercado de trabalho. Embora ainda exista muito a conquistar, a profissão está deixando de ser o “patinho feio” da comunicação e demonstra pujança e vitalidade. A adoção de uma cultura de comunicação multimídia por parte das empresas trouxe um novo alento para os RP’s que tem se posicionado como estrategistas de comunicação e estão ascendendo a cargos no topo da pirâmide empresarial. Diversas matérias e artigos que circulam na grande imprensa falam da importância da atividade e de sua valorização pelas empresas. As matérias destacam os salários dos profissionais do setor, como sendo os que conquistaram os maiores reajustes nos últimos tempos. Várias são as fontes que indicam os avanços conquistados. O conhecido escritor e consultor de marketing estadunidense, Al Ries, por exemplo, é um dos grandes entusiastas das RP’s. Ele afirma que “hoje, para a maior parte das empresas, RP é importante demais para ficar atrás da propaganda. Sob muitos aspectos, os papéis se inverteram. A propaganda é a continuidade das relações públicas, por outros métodos e, só deve começar depois que o programa de RP estiver implementado e em andamento.” E completa, “além do mais, as RP’s são bem mais baratas”. Os órgãos representativos da categoria também estão mobilizados, promovendo a reabilitação da profissão.
Em Minas Gerais, um mercado até então tímido para as relações públicas, está havendo um grande aquecimento e uma reação pró-ativa por parte dos profissionais mais experientes. Eles estão partindo para a constituição de empresas do setor: agências, assessorias e consultorias. A iniciativa está ampliando o mercado de trabalho e fazendo uma verdadeira sensibilização do empresariado quanto ao valor das RP’s para as suas empresas. Especialmente porque Minas é um dos maiores mercados brasileiros de empresas cuja demanda comunicacional é mais de ordem institucional – área em que as relações públicas apresentam as técnicas mais adequadas para se atingir os objetivos organizacionais. Ainda que a nomenclatura usada não seja a que designa a atividade e a profissão, são as práticas há muito identificadas e garantidas por lei, em conselho de classe, como típicas da profissão de relações públicas que poderão fazer a diferença para empresas e instituições com essas características.
Entre os serviços mais procurados, destacam-se: Diagnóstico Organizacional; Planejamento da Comunicação Integrada; Endomarketing; Pesquisa de Opinião; Publicações e Produções Audiovisuais Institucionais; Atendimento ao Consumidor; Assessoria de Imprensa; Propaganda Institucional; Marketing Corporativo, Cultural, Governamental e Político; Organização de Eventos e Ações Promocionais.
São os novos tempos da comunicação.
P.S.: Este artigo também foi publicado nas versões impressa e online do jornal O Norte de Minas: http://www.onorte.net/noticias.php?id=26266 , de 23.02.10; e também nas versões impressa e online do jornal O Tempo: http://www.otempo.com.br/otempo/noticias/?IdEdicao=1583&IdCanal=2&IdSubCanal=&IdNoticia=134759&IdTipoNoticia=1, de 26.02.10.

terça-feira, 14 de abril de 2009

DOAÇÕES & DOAÇÕE$

Eugênio Magno

Essa coisa de pedir donativo à população para depois promover a sua redistribuição a entidades ou pessoas carentes é uma questão controversa. Não pelo ato em si, que é dos mais nobres e merece todo o respeito, mas pela forma e falta de critérios como são gerenciados alguns dos procedimentos para tais fins.
Recentemente tomei conhecimento de duas ações dessa natureza que têm contrariado cidadãos de bem. Uma delas envolve uma instituição financeira que, na tentativa de angariar fundos para os desabrigados de Santa Catarina, colocou em seu sistema eletrônico a opção de doação. Acontece que, segundo os clientes da instituição bancária, a opção de doação que deveria aparecer na tela inicial do caixa eletrônico, antes do início da operação pretendida pelo cliente, surge no momento em que o cliente vai finalizar a operação. Ele é confundido e em vez de encerrar, faz uma doação, contra a sua vontade, e de um valor além das suas possibilidades. Isso acontece quando a agência bancária já está fechada para atendimento presencial e o cliente não pode registrar a sua reclamação com os funcionários. A outra é de uma farmácia de Belo Horizonte que recebe donativos para um hospital da capital mineira. Nesse caso, o cliente que depois de dar preferência àquele estabelecimento comercial, é constrangido na fila, quando abordado pelas funcionárias do caixa que perguntam: “gostaria de doar o seu troco para o Hospital X ?” Na maioria das vezes os clientes doam constrangidos e coagidos, com vergonha de dizerem não diante de outras pessoas e serem tidos como avaros e insensíveis.
Ora, doação é algo que deve ser feito de forma espontânea, de acordo com as posses de quem doa e livre de todo e qualquer constrangimento ou coação. Não pensem que eu esteja sugerindo que ações dessa natureza não devam ser promovidas. Muito pelo contrário, eu não só acredito nesse tipo de ação, como a recomendo. Entretanto, entendo que tais programas exigem planejamento, gerenciamento e expertise. Se ainda não fui claro insisto em dizer que existe uma categoria profissional com formação especializada para realizar esse tipo de programa de marketing social ou de relações públicas beneficentes de forma eficiente e ética. Digo isso e assim dessa forma, porque uma boa idéia, quando mal realizada ou promovida sem o devido cuidado pode ser um tiro no pé. Tenho ouvido pessoas descontentes nas filas dessa farmácia, respondendo rispidamente às suas funcionárias quando abordadas. Guardei inclusive a frase de uma delas: “não é com o meu dinheiro que a sua farmácia vai fazer média com a opinião pública e conseguir desconto no imposto de renda”.
No que diz respeito à farmácia, ainda que pese o constrangimento, o cliente ainda tem a possibilidade de dizer não. Quanto ao banco, apertou a tecla, dançou...
Antes de fechar este artigo e enviá-lo para publicação, as pessoas que conheço e que foram vítimas dessa apropriação financeira bancária, ainda não haviam recebido o seu dinheiro de volta.