Mostrando postagens com marcador Marina Silva. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Marina Silva. Mostrar todas as postagens

sábado, 15 de setembro de 2018

HADDAD E CIRO EMPATADOS


Segundo pesquisa Datafolha, divulgada no último dia 14, teremos Ciro e/ou Haddad contra Bolsonaro no segundo turno


(Foto: poder360.com.br)

SÃO PAULO (Reuters) - O candidato do PSL à Presidência, Jair Bolsonaro, segue na liderança da disputa pelo Palácio do Planalto, agora com 26 por cento, apontou pesquisa Datafolha divulgada nesta sexta-feira, que também trouxe o candidato do PT, Fernando Haddad, empatado na segunda posição com 13 por cento.
O levantamento do instituto divulgado na segunda-feira mostrou o candidato do PSL com 24 por cento da preferência do eleitorado.
O candidato do PDT, Ciro Gomes, aparece logo atrás de Bolsonaro, com 13 por cento, mesmo patamar da sondagem de segunda-feira, e empatado com Haddad, que também soma 13 por cento, ante 9 por cento na pesquisa de segunda-feira.
Geraldo Alckmin (PSDB) aparece com 9 por cento, contra 10 por cento na pesquisa anterior, e Marina Silva (Rede) tem 8 por cento, ante 11 por cento.
Assim, Alckmin está tecnicamente empatado com Ciro e Haddad, no limite da margem de erro, que é de 2 pontos percentuais, e Marina tem empate técnico com o tucano.
Haddad foi anunciado na terça-feira como substituto do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva na disputa.
Alvaro Dias (Podemos) tem 3 por cento, contra 4 por cento na pesquisa de segunda-feira, enquanto Henrique Meirelles (MDB) e João Amoêdo (Novo) mantiveram os 3 por cento que tinham na pesquisa anterior.
O Datafolha apontou que 13 por cento dos entrevistados declararam voto branco ou nulo e 6 por cento não souberam responder.
De acordo com a pesquisa, Bolsonaro segue como candidato mais rejeitado pelo eleitorado, com 44 por cento de rejeição, ante 43 por cento na pesquisa anterior.
Marina é a segunda mais rejeitada, com 30 por cento, ante 29 por cento, seguida de Haddad, que tem 26 por cento de rejeição, contra 22 por cento na pesquisa de segunda-feira. Alckmin é rejeitado por 25 por cento, contra 24 por cento na sondagem anterior, e Ciro tem 21 por cento de rejeição, contra 20 por cento.
Para continuar lendo a matéria de Eduardo Simões para agência Reuters Brasil, clique aqui.

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

ELEIÇÕES DE 2014 PODE TER NOVIDADES


Marina Silva poderá fundar um novo partido



No início de fevereiro, possivelmente em Brasília, jovens, empresários, intelectuais políticos, líderes religiosos e ambientalistas se reunirão para decidir o desdobramento institucional do Movimento por uma Nova Política, a frente suprapartidária lançada em 2011 pela ex-ministra de Meio Ambiente do governo Lula e ex-senadora Marina Silva. Trata-se do coroamento de dois anos de discussões deste grupo. A maioria é a favor de uma nova sigla, mas há resistência à ideia, principalmente entre os jovens. Se a decisão for por um partido puro-sangue, que dispute as eleições em 2014, terá que ser diferente.
É esta ideia que fez Marina Silva mudar de opinião. Quando saiu do Partido Verde, ela se opôs à criação de algo feito às pressas, para disputar as eleições em 2012. Agora diz que viu o movimento amadurecer, decantar, estar em sintonia com um ativismo moderno e espontâneo, que reconhece no mundo todo e batiza de "ativismo autoral". É formado por pessoas descontentes com a estagnação política, econômica e de valores e que não consegue fazer frente à profunda e complexa "crise civilizatória" atual.
Este novo partido, se confirmado, pode ter novidades em seu estatuto e a sustentabilidade como vértice. Poderá abrigar candidaturas livres, ter presidência de curto prazo e rotatória e, até um pacto de não agressão a rivais nas disputas eleitorais.
(Fonte: Jornal Valor, de 11.01.13)

domingo, 17 de outubro de 2010

INDEPENDÊNCIA É A PALAVRA DE ORDEM

Marina anunciará ''independência''
no segundo turno, dizem aliados
Após duas semanas de queda de braço, aliados da ex-presidenciável Marina Silva dizem que ela fechou acordo com a cúpula do PV para se declarar neutra no segundo turno e evitar um apoio formal do partido ao candidato José Serra (PSDB).
O rumo dos verdes será anunciado hoje, em São Paulo. A votação terá caráter simbólico, já que os filiados serão liberados para aderir ao tucano ou a Dilma Rousseff (PT).
Dois ex-dirigentes da campanha de Marina disseram que ela não pedirá votos para Serra ou Dilma "em hipótese alguma". Pelo combinado, o PV endossaria a opção pela neutralidade, embora uma ala da direção esteja pronta a se engajar na campanha tucana.
A aliados Marina sugeriu trocar o termo "neutralidade" por "independência", numa estratégia para escapar da eventual acusação de que se omitiu no segundo turno.
(Fonte: Site do IHU - Instituto Humanitas Unisinos)

sexta-feira, 23 de julho de 2010

ELEIÇÕES 2010: ENTRE DILMA E SERRA?


Quais as Chances da Marina Silva?

Stephen Kanitz

A Marina Silva vai crescer, e muito. Existe até uma remota chance da Marina ir para o segundo turno.

Como? Marina Silva tem uma qualidade que Lula tem, e que Dilma e Serra não tem.Marina Silva tem a cara do povo, e o povo brasileiro gostou da ideia de ter alguém com sua cara no poder.
Um filho de italiano, ou filha de búlgara, ou filho de classe média que frequentou a USP, pode não ser mais um atrativo para a eleição.Quanto mais ela for sendo conhecida mais sua candidatura poderá melhorar.

Com a saída de Ciro Gomes, ela passa de 8% para provavelmente 14%, e precisa de mais 10% para chegar a 24%, e a como ela rouba votos da Dilma, esta cairia para digamos 28%.Aí Marina se torna uma possível candidata para o segundo turno e muda totalmente de figura. De uma candidata para 2014, ela passa a ser uma possibilidade para 2010. Aí vem alianças e jogos políticos.

De onde viriam estes 10% adicionais? Marina Silva é extremamente influente entre os evangélicos, e estes votos só irão aparecer nos últimos 4 domingos antes das eleições. Além de religiosa é bem casada, dois pontos que não ficarão despercebidos pela mulher brasileira.

Esta história que mulher não vota em mulher é um insulto às mulheres. Depende da mulher. Embora ela não tem espaço de TV, ela poderá ser uma surpresa nos debates, porque tem carisma. Aliás, ela só será realmente conhecida nos debates.

Se a Dilma disser uma bobagem, há uma ENORME possibilidade, Dilma poderá cair para digamos 28% e Marina subir para 22%.

Aí Edir Macedo poderia até ser o fiel da balança, se quisesse. Já mostrou sua força agregando 8 milhões de fiéis no dia D. Escrevo isto só para mostrar um cenário onde a Marina poderia ir para o segundo turno.

Mas há uma lógica religiosa. A eleição em vez de ser polarizada entre esquerda-e direita, como quer Lula, Edir e Marina poderiam dar outro tom a esta eleição, um tom mais humanista.

Cristãos x materialistas economicistas, como é em parte nos Estados Unidos.

Sustentabilidade ou idolatria do "crescimento do PIB" e do “queremos mais”.

Não se esqueçam que Fernando Henrique perdeu uma eleição em São Paulo por não admitir a existência do Deus católico, e somente a "uma força superior".

Uma eleição humanista, com valores éticos que a Marina poderia muito bem espelhar, seria um trunfo para a melhoria de imagem que a Igreja Universal precisa.

Edir pode usar também este momento para fazer as pazes com os evangélicos, e mostrar mais do que um governo dominado pelo materialismo, que será o mote da Campanha da Fraternidade este ano, da Igreja Católica. Outro trunfo da Marina Silva é que ela parece ter cativado os administradores do país, e não somente isto, a melhor vertente da administração, a chamada Socialmente Responsável.

Isto lhe dá 2 milhões de votos diretos, mais 10 de agregados, e uma base bem maior de sustentação. De pessoas que agem e decidem.

Ela tem todo o apoio do Instituto Ethos, e dos principais líderes do movimento de Administração Socialmente Responsável deste país. O Instituto Ethos, da qual fui um dos fundadores, tem mais de 300 empresas associadas, comprometidas com a ética e sustentabilidade, razão da afinidade com Marina.

E a Marina foi a única que percebeu o potencial deste grupo. São mais de 10.000 executivos influentes e aposentados, que estão disposto a ir para o governo por 2 anos, e implantar os métodos de eficiência que falta para fazer o governo finalmente funcionar.São executivos já bem sucedidos, com cabelos brancos, e não jovens inexperientes que saem depois do governo para trabalhar num grande banco brasileiro com salário milionário.

São Executivos que não querem ficar mais ricos, mas somente contribuir com o que sabem.

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

ELEIÇÕES 2010


Gianetti participará da campanha de Marina




















O PV confirmou a participação do economista e escritor Eduardo Gianetti da Fonseca na estruturação do plano de governo de sua pré-candidata à Presidência, a senadora Marina Silva.
Gianetti é professor da faculdade Ibmec/SP e Ph.D em economia pela Universidade de Cambridge.
Uma de suas principais críticas ao governo Lula é a alta carga tributária no país.
"A campanha de Marina tem como desafio provar que ela pode ir além do discurso ambiental e ter propostas para outras áreas, como a econômica."
A reportagem de Ana Flor, publicada pelo jornal Folha de S. Paulo no dia 24-02-2010, pode ser lida na íntegra, clicando aqui.
(Fonte: Site do IHU - Instituto Humanitas Unisinos)

domingo, 24 de janeiro de 2010

MARINA SILVA CONTA COM O APOIO DE HELOÍSA HELENA

(Foto: Elza Fiúza - Agência Brasil)
Heloísa contraria PSOL e reitera apoio a Marina

Em reportagem de Luciana Nunes Leal para o jornal O EStado de S. Paulo, de 23.01.10, a presidente nacional do PSOL, Heloísa Helena, lamentou ontem a decisão da direção partidária de interromper as negociações para apoiar a candidata do PV à Presidência, senadora Marina Silva.

"Ex-senadora e hoje vereadora em Maceió, Heloísa disse que continua a torcer pela eleição de Marina e que está à disposição da candidata para contribuir na elaboração do programa de governo.
Na quinta-feira, a maioria do PSOL optou pelo lançamento de candidatura própria ao Palácio do Planalto. Heloísa defendia apoio formal a Marina, mas sem participar das alianças, por causa da opção do PV de se unir, em alguns Estados, a partidos como o PSDB.
Quero deixar claro que todo respeito, a admiração e a amizade que tenho por Marina estão preservados. Ela é competente, honesta, sensível e absolutamente preparada. Torço muito para que seja eleita, disse Heloísa. Onde Marina entender que eu posso ajudar, com minha experiência, na construção do programa, vou contribuir, especialmente em segurança pública, saúde e educação.
A costura de uma aliança dos verdes com o PSDB no Rio, em torno da candidatura do deputado Fernando Gabeira ao governo, foi decisiva para a interrupção das negociações do PSOL com o PV. Infelizmente a tática eleitoral do PV no Rio acabou por criar obstáculos à aliança que seria feita. Minha proposta era apoio a Marina independentemente de aliança com o PV e com interferência no programa de governo. Infelizmente o PSOL não entendeu dessa forma, lamentou Heloísa.

DISPUTA INTERNA
Internamente, a principal líder do PSOL vai trabalhar pela candidatura do presidente do diretório de Goiás, Martiniano Cavalcanti, ao Palácio do Planalto. Martiniano vai disputar a indicação com o ex-deputados Babá e Plínio de Arruda Sampaio em prévia que deverá acontecer em março.
Heloísa negou a existência de uma divisão no PSOL e disse compreender a decisão do partido que preside. Vejo com tristeza, mas acato. Nem minha candidatura à Presidência da República era consenso no partido. Existiam pessoas que queriam minha candidatura apenas pelo eleitoralismo, para ajudar nos Estados, afirmou Heloísa."
(Fonte: Site do IHU - Instituto Humanitas Unisinos)

terça-feira, 27 de outubro de 2009

ELEIÇÕES 2010

Tudo acertado para 2010
Eugênio Magno
Lideranças de uma das tendências (correntes) do Partido dos Trabalhadores em Minas acreditam que já está tudo acertado para as eleições de 2010.
A hipótese é a seguinte: Lula, com a popularidade em alta, vai fazer todo o esforço possível para transferir o seu prestígio político para Dilma Rousseff que, se tiver 25% das intenções de voto no start da campanha, ganha no primeiro turno, segundo teriam profetizado os assessores de marketing do PT que agora contam com o reforço de Ben Self, marqueteiro digital de Obama. Aécio Neves deixará o campo aberto para José Serra disputar a presidência, e irá para o senado, onde será o presidente da casa no governo da Dilma. E Fernando Pimentel vai ser o próximo Governador de Minas Gerais.
Diante de tamanha euforia chegamos a pensar que nem vale à pena votar. Afinal, as favas já estão contadas. Será? Está tudo acertado, mas falta combinar com os cerca de 14 milhões de eleitores em Minas e os mais de 130 milhões de eleitores brasileiros.
Apesar da grande aliança que o PT está costurando, com partidos de várias cores – até com Judas –, como exemplificou o presidente Lula, quem vai segurar aqui em Minas, líderes como Patrus Ananias, Hélio Costa e Itamar Franco? Antônio Anastasia vai topar ir para o sacrifício? Na sucessão presidencial, a coisa também não é tão simples como parecia, ou como querem nos fazer crer os mais otimistas. Ainda é uma incógnita se Aécio realmente vai abrir mão da sua candidatura à presidente para disputar uma vaga no senado. Serra é o preferido da maioria dos cardeais do seu partido, só que não tem carisma. Mas onde está o líder carismático do PSDB? Essa pergunta, definitivamente, não tem resposta. O Ciro Gomes que a princípio todo mundo espera que seja apenas degrau para Dilma, se emplacar, pode gostar do jogo e virar a mesa. Heloísa Helena, certamente, vai estar bem armada nessa campanha. Ela não é de meias palavras. É bom não esquecer que o cenário político dos últimos anos deu a ela muita munição. E a grande novidade no quadro sucessório de 2010, Marina Silva, não deixou o PT para brincar de alface no PV. Apesar de tudo que se diz ao contrário, na atual conjuntura nenhum partido brasileiro de expressão pode se dá ao luxo de criticar a fragilidade e as contradições do Partido Verde. A ex-ministra do meio ambiente não só mudou de legenda, o que ela quer mesmo é politizar e ampliar a discussão ecológica, sob o paradigma do socioambientalismo.
Mais do que uma eleição plebiscitária, onde pode imperar o chamado voto útil e os caciques dos partidos irão insistir com os eleitores para que votem no menos pior dos candidatos, tem gente apostando que a questão de gênero será uma forte condicionante em 2010. Dilma Rousseff, Marina Silva e Heloisa Helena, três mulheres e três formas diferentes de fazer política. Aécio Neves ou José Serra e Ciro Gomes, e suas semelhanças. Homem ou mulher, quem entre os(as) presidenciáveis tem o melhor projeto? A campanha começou e os acordos já vêm sendo feitos desde as eleições de 2006. A sorte está lançada...

domingo, 30 de agosto de 2009

LEONARDO BOFF SE VALE DE PEDRO RIBEIRO PARA EXPLICAR PORQUE APÓIA MARINA SILVA

Marina Silva: um novo olhar sobre o Brasil

Leonardo Boff
Teólogo

Erram os que pensam que a saida da senadora Marina Silva do PT obedeçe a propósitos oportunistas de uma eventual candidatura à Presidência da República. Marina Silva saiu porque possuía um outro olhar sobre o Brasil, sobre o PAC (Programa de Acelaração do Crescimento) do governo que identifica desenvolvimento com crescimento meramente material e com maior capacidade de consumo. O novo olhar, adequado à crescente consciência da humanidade e à altura da crise atual, exige uma equação diferente entre ecologia e economia, uma redefinição de nossa presença no planeta e um cuidado consciente sobre o nosso futuro comum. Para estas coisas a direção atual do PT é cega. Não apenas não vê. É que não tem olhos. O que é pior.
Para aprofundar esta questão, valho-me de uma correspondência com o sociólogo de Juiz de Fora e Belo Horizonte, Pedro Ribeiro de Oliveira, um intelectual dos mais lúcidos que articula a academia com as lutas populares e as Cebs e que acaba de organizar um livro sobre “A consciência planetária e a religião”(Paulinas 2009) Escreve ele:
“Efetivamente, estamos numa encruzilhada histórica. A candidatura da Marina não faz mais do que deixá-la evidente. O sistema produtivista-consumista de mercado teima em sobreviver, alegando que somente ele é capaz de resolver o problema da fome e da miséria – quando, na verdade, é seu causador. Acontece que ele se impôs desde o século XVI como aquilo que a Humanidade produziu de melhor, ajudado pelo iluminismo e a revolução cultural do século XIX, que nos convenceram a todos da validade de seu dogma fundante: somos vocacionados para o progresso sem fim que a ciência, a técnica e o mercado proporcionam. Essa inércia ideológica que continua movendo o mundo se cruza, hoje, com um outro caminho, que é o da consciência planetária. É ainda uma trilha, mas uma trilha que vai em outra direção”.
“Muitos pensadores e analistas descobriram a existência dessa trilha e chamaram a atenção do mundo para a necessidade de mudarmos a direção da nossa caminhada. Trocar o caminho do progresso sem fim, pelo caminho da harmonia planetária”.
“Esta inflexão era a voz profética de alguns. Mas agora, ela já não clama mais no deserto e sim diante de um público que aumenta a cada dia. Aquela trilha já não aparece mais apenas como um caminho exclusivo de alguns ecologistas mas como um caminho viável para toda a humanidade. Diante dela, o paradigma do progresso sem fim desnuda sua fragilidade teórica e seu dogma antes inquestionável ameaça ruir. Nesse momento, reunem-se todas as forças para mantê-lo de pé, menos por meio de uma argumentação consistente do que pela repetição de que “não há alternativas” e que qualquer alternativa “é um sonho”.
“É aqui que situo a candidatura da Marina. É evidente que o PV é um partido que pode até ter sido fundado com boas intenções mas hoje converteu-se numa legenda de aluguel. Ninguém imagina que a Marina – na hipótese de ganhar a eleição – vá governar com base no PV. Se eventualmente ela vencer, terá que seguir o caminho de outros presidentes sul-americanos eleitos sem base partidária e recorrer aos plebiscitos e referendos populares para quebrar as amarras de um sistema que “primeiro tomou a terra dos índios e depois escreveu o código civil”, como escreveu o argentino Eduardo de la Cerna”.
“Mesmo que não ganhe, sua candidatura será um grande momento de conscientização popular sobre o destino do Brasil e do Planeta. Marina Silva dispensará os marqueteiros, e entrarão em campanha os seguidores de Paulo Freire”.
“Esta é a diferença da candidatura Marina. Serra, do alto da sua arrogância, estimula a candidatura Marina para derrubar Lula e manter a política de crescimento e concentração de riqueza. Lula, por sua vez, levanta a bandeira da união da esquerda contra Serra, mas também para manter a política de crescimento e de concentração da riqueza, embora mitigada pelas políticas sociais”.
“Marina representa outro paradigma. Não mais a má utopia do progresso sem fim, mas a boa utopia da harmonia planetária. A nossa visão não é restrita a 2010-2014. Estamos mirando a grande crise de 2035 e buscando evitá-la enquanto é tempo ou, na pior das hipóteses, buscar alternativas ao seu enfrentamento".
"É por isso, por amor a nossos filhos, netos e netas, temos que dar força à candidatura da Marina. E que Paulo Freire nos ajude a fazer dessa campanha eleitoral uma campanha de educação popular de massas”.
Digo eu com Victor Hugo: "Não há nada de mais poderoso no mundo do que uma idéia cujo tempo já chegou”.

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

MARINA SILVA SE DESPEDE DO PT


A senadora Marina Silva se despede do PT. Leia abaixo, a íntegra da carta da ex-ministra do Meio Ambiente, dirigida ao presidente do partido, Ricardo Berzoini, comunicando a sua decisão.



“Brasília, 19 de agosto de 2009
Caro companheiro Ricardo Berzoini,
Tornou-se pública nas últimas semanas, tendo sido objeto de conversa fraterna entre nós, a reflexão política em que me encontro há algum tempo e que passou a exigir de mim definições, diante do convite do Partido Verde para uma construção programática capaz de apresentar ao Brasil um projeto nacional que expresse os conhecimentos, experiências e propostas voltados para um modelo de desenvolvimento em cujo cerne esteja a sustentabilidade ambiental, social e econômica.
O que antes era tratado em pequeno círculo de familiares, amigos e companheiros de trajetória política, foi muito ampliado pelo diálogo com lideranças e militantes do Partido dos Trabalhadores, a cujos argumentos e questionamentos me expus com lealdade e atenção. Não foi para mim um processo fácil. Ao contrário, foi intenso, profundamente marcado pela emoção e pela vinda à tona de cada momento significativo de uma trajetória de quase trinta anos, na qual ajudei a construir o sonho de um Brasil democrático, com justiça e inclusão social, com indubitáveis avanços materializados na eleição do Presidente Lula, em 2002.
Hoje lhe comunico minha decisão de deixar o Partido dos Trabalhadores. É uma decisão que exigiu de mim coragem para sair daquela que foi até agora a minha casa política e pela qual tenho tanto respeito, mas estou certa de que o faço numa inflexão necessária à coerência com o que acredito ser necessário alcançar como novo patamar de conquistas para os brasileiros e para a humanidade. Tenho certeza de que enfrentarei muitas dificuldades, mas a busca do novo, mesmo quando cercada de cuidados para não desconstituir os avanços a duras penas alcançados, nunca é isenta de riscos.
Tenho a firme convicção de que essa decisão vai ao encontro do pensamento de milhares de pessoas no Brasil e no mundo, que há muitas décadas apontam objetivamente os equívocos da concepção do desenvolvimento centrada no crescimento material a qualquer custo, com ganhos exacerbados para poucos e resultados perversos para a maioria, ao custo, principalmente para os mais pobres, da destruição de recursos naturais e da qualidade de vida.
Tive a honra de ser ministra do Meio Ambiente do governo Lula e participei de importantes conquistas, das quais poderia citar, a título de exemplo, a queda do desmatamento na Amazônia, a estruturação e fortalecimento do sistema de licenciamento ambiental, a criação de 24 milhões de hectares de unidades de conservação federal, do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade e do Serviço Florestal Brasileiro. Entendo, porém, que faltaram condições políticas para avançar no campo da visão estratégica, ou seja, de fazer a questão ambiental alojar-se no coração do governo e do conjunto das políticas públicas.
É evidente que a resistência a essa mudança de enfoque não é exclusiva de governos. Ela está presente nos partidos políticos em geral e em vários setores da sociedade, que reagem a sair de suas práticas insustentáveis e pressionam as estruturas públicas para mantê-las.
Uma parte das pessoas com quem dialoguei nas últimas semanas perguntou-me por que não continuar fazendo esse embate dentro do PT. E chego à conclusão de que, após 30 anos de luta socioambiental no Brasil – com importantes experiências em curso, que deveriam ganhar escala nacional, provindas de governos locais e estaduais, agências federais, academia, movimentos sociais, empresas, comunidades locais e as organizações não-governamentais – é o momento não mais de continuar fazendo o embate para convencer o partido político do qual fiz parte por quase trinta anos, mas sim o do encontro com os diferentes setores da sociedade dispostos a se assumir, inteira e claramente, como agentes da luta por um Brasil justo e sustentável, a fazer prosperar a mudança de valores e paradigmas que sinalizará um novo padrão de desenvolvimento para o País. Assim como vem sendo feito pelo próprio Partido dos Trabalhadores, desde sua origem, no que diz respeito à defesa da democracia com participação popular, da justiça social e dos direitos humanos.
Finalmente, agradeço a forma acolhedora e respeitosa com que me ouviu, estendendo a mesma gratidão a todos os militantes e dirigentes com quem dialoguei nesse período, particularmente a Aloizio Mercadante e a meus companheiros da bancada do Senado, que sempre me acolheram em todos esses momentos. E, de modo muito especial, quero me referir aos companheiros do Acre, de quem não me despedi, porque acredito firmemente que temos uma parceria indestrutível, acima de filiações partidárias. Não fiz nenhum movimento para que outros me acompanhassem na saída do PT, respeitando o espaço de exercício da cidadania política de cada militante. Não estou negando os imprescindíveis frutos das searas já plantadas, estou apenas me dispondo a continuar as semeaduras em outras searas.
Que Deus continue abençoando e guardando nossos caminhos.
Saudações fraternas,
Marina Silva"

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

LEONARDO BOFF FALA DE SUCESSÃO PRESIDENCIAL

Uma Silva sucesora de um Silva
Leonardo Boff
Teólogo


"Não estou ligado a nenhum partido, pois para mim partido é parte. Eu como intelectual me interesso pelo todo embora, concretamente, saiba que o todo passa pela parte. Tal posição me confere a iberdade de emitir opiniões pessoais e descompromissadas com os partidos.De forma antecipada se lançou a disputa: Quem será o sucessor do carismático presidente Luiz Inácio Lula da Silva? De antemão afirmo que a eleição de Lula é uma conquista do povo brasileiro, principalmente daqueles que foram sempre colocados à margem do poder. Ele introduziu uma ruptura histórica como novo sujeito político e isso parece ser sem retorno. Não conseguiu escapar da lógica macro-econômica que privilegia o capital e mantém as bases que permitem a acumulação das classes opulentas. Mas introduziu uma transição de um estado privatista e neoliberal para um governo republicano e social que confere centralidade à coisa pública (res publica), o que tem beneficiado vários milhões de pessoas. Tarefa primeira de um governante é cuidar da vida de seu povo e isso Lula o fez sem nunca trair suas origens de sobrevivente da grande tribulação brasileira.Depois de oito anos de governo se lança a questão que seguramente interessa à cidadania e não só ao PT: quem será seu sucessor? Para responder a esta questão precisamos ganhar altura e dar-nos conta das mudanças ocorridas no Brasil e no mundo. Em oito anos muta coisa mudou. O PT foi submetido a duras provas e importa reconhecer que nem sempre esteve à altura do momento e às bases que o sustentam. Estamos ainda esperando uma vigorosa autocrítica interna a propósito de presumido “mensalação”. Nós cidadãos não perdoamos esta falta de transparência e de coragem cívica e ética.Em grande parte, o PT viou um partido eleitoreiro, interessado em ganhar eleições em todos os níveis. Para isso se obrigou a fazer coligações muito questionáveis, em alguns casos, com a parte mais podre dos partidos, em nome da governabilidade que, não raro, se colocou acima da ética e dos propósitos fundadores do PT.Há uma ilusão que o PT deve romper: imaginar-se a realização do sonho e da utopia do povo brasileiro. Seria rebaixar o povo, pois este não se contenta com pequenos sonhos e utopias de horizonte tacanho. Eu que circulo, em função de meu trabalho, pelas bases da sociedade vejo que se esvaziou a discussão sobre “que Brasil queremos”, discussão que animou por decênios o imaginário popular. Houve uma inegável despolitização em razão de o PT ter ocupado o poder. Fez o que pôde quando podia ter feito mais, especialmente com referência à reforma agrária e a inclusão estratégica (e não meramente pontual) da ecologia.Quer dizer, o sucessor não pode se contentar de fazer mais do mesmo. Importa introduzir mudanças. E a grande mudança na realidade e na consciência da humanidade é o fato de que a Terra já mudou. A roda do aquecimento global não pode mais ser parada, apenas retardada em sua velocidade. A partir de 23 de setembro de 2008 sabemos que a Terra como conjunto de ecosissitemas com seus recursos e serviços já se tornou insustentável porque o consumo humano, especialmente dos ricos que esbanjam, já psssou em 40% de sua capacidade de reposição. Esta conjuntura que, se não for tomada a sério, pode levar nos próximos decênios a uma tragédia ecológicohumanitária de proporções inimagináveis e, até pelo final do século, ao desaparecimento da espécie humana. Cabe reconhecer que o PT não incorporou a dimensão ecológica no cerne de seu projeto político. E o Brasil será decisivo para o equilíbrio do planeta e para o futuro da vida. Qual é a pessoa com carisma, com base popular, ligada aos fundamentos do PT e que se fez ícone da causa ecológica? É uma mulher, seringueira, da Igreja da libertação, amazônica. Ela também é uma Silva como Lula. Seu nome é Marina Osmarina Silva." (Fonte: site JBonline de 16.08.09)