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sábado, 5 de março de 2022

BEAGÁ PSIU POÉTICO 2022 DEDICADO AO POETA THIAGO DE MELLO


4º Festival de Arte Contemporânea 
Beagá Psiu Poético 2022


O Festival de Poesia que acontece em Montes Claros há 35 anos terá mais uma edição em Belo Horizonte, de 17 a 19 de março de 2022 nas redes sociais do Psiu Poético e das entidades parceiras. No dia 17 de março, às 20 horas, haverá abertura oficial virtual do evento; no dia 18 de março de 2022, de 19 às 22 horas, haverá o evento presencial “Sarau do Beagá Psiu Poético” na Casa Socialista; e no dia 19 de março de 2022, de 14 horas às 21 horas, haverá o evento presencial “Sarau e Livros” na Casa da Floresta, localizada na rua Silva Ortiz, 78, bairro Floresta, Belo Horizonte.

Tendo em vista o quadro de pandemia, serão observados os protocolos de saúde, como distanciamento, uso de máscaras e de álcool em gel, para a realização do evento presencial.

O 4º Festival de Arte Contemporânea Beagá Psiu Poético, caracterizado por acolher a pluralidade artística e promover o debate, está aberto a artistas interessados, independentes ou não.

As inscrições podem ser feitas até o dia 8 de março. Mais informações pelo endereço eletrônico beagapsiupoetico@gmail.com - com cópia para psiupoetico@gmail.com - telefones (38) 98412-4749, (38) 2211-3800, (38) 2211-3374.


sábado, 20 de novembro de 2021

POETA MONTES-CLARENSE É HOMENAGEADO NO CLUBE DA ESQUINA



Belchior e Aroldo Pereira homenageados no
Museu Clube da Esquina

No próximo dia 25 de novembro, às oito da noite, tem sarau no Bar do Museu Clube da Esquina, em homenagem ao cantor e compositor cearense, Belchior (1946-2017) e ao poeta montes-clarense, Aroldo Pereira.

O evento será regado a canções inesquecíveis do autor de Apenas um Rapaz Latino Americano e a um recital poético sob a égide dos poemas e parangolés do catrumano, Aroldo Pereira, idealizador e curador do Salão Nacional de Poesia Psiu Poético.

Bar do Museu: Rua Paraisópolis, nº 738, esquina com Divinópolis, no bairro Santa Tereza, Belo Horizonte, MG - telefone: (31) 2512.5050.


terça-feira, 5 de outubro de 2021

A POESIA CHAMA: 35º PSIU

 

A Prefeitura de Montes Claros, em parceria com o Grupo de Literatura e Teatro Transa Poética, Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes), Virtual Montes – Cursos de Informática e a Agência Elefantte, irá realizar a 35ª edição do Festival de Arte Contemporânea Psiu Poético. O tradicional festival foi aberto no último dia 4 (Dia Municipal da Poesia) e vai até o próximo dia 12 de outubro, nas plataformas digitais e redes sociais.

Como acontece todos os anos, o Psiu vai homenagear seis poetas que atuam na popularização e no desenvolvimento do fazer poético, na região e no país: Cyntia Pinheiro, de Montes Claros; Sidneia Simões, de Belo Horizonte; Edson Pereira Lopes, de Buritizeiro/MG; Claudio Willer, de São Paulo/SP; Sady Bianchin, de Niterói/RJ; e Wélcio de Toledo, de Brasília/DF.

Confira a programação informada pela Assessoria de Comunicação da Prefeitura Municipal de Montes claros, clicando aqui.

(Fonte: Psiu / ASCOM - Prefeitura Municipal de Montes Claros)

quarta-feira, 15 de março de 2017

INSTANTÂNEO DE MINHA TERRA


Montes Claros

Eugênio Magno


ESTRELA
estrela - CÉU
estrela, céu – POEIRA
estrela, céu, poeira – CHÃO
estrela, céu, poeira, chão – SOL
estrela, céu, poeira, chão, sol – CHUVA, NÃO
estrela, céu, poeira, chão, sol, chuva, não – SERTÃO

ESTRELA, CÉU, POEIRA, CHÃO, SOL, CHUVA, NÃO: SERTÃO

(Do livro Poetas En/Cena-2, Belo Horizonte: Belô Poético, 2008. Pág. 64)

quinta-feira, 16 de junho de 2016

PAUSA PARA MEDITAÇÃO...


Veredas Crucis


Eugênio Magno



a minha caminhada não pode ser

  reiniciada enquanto não encontrar

                   os calçados adequados

 os antigos ficaram despedaçados

e os meus pés estão em chagas

(Do livro Minas em mim, 2005: 30)

segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

QUERER NÃO É PODER


Paulo de Tarso

Eugênio Magno

não posso fazer

                                                   aquilo que quero

                                                    e não quero fazer

aquilo que posso


(Do Livro IN GÊ NU(A) IDA DE - Versos e prosa, 2005)

sexta-feira, 15 de agosto de 2014

MUITOS PÉS




Os pés


Eugênio Magno


1-                    Pé direito
                        Pé esquerdo
                        Pés
compridos, lisos, cavados
                        [e ossudos]
um quarenta e dois
o outro 43
                        Meus pés


2-                    Pés gordos
                        Pés magros
uns cabeludos, outros enrugados
                        Pés finos
                        Pés chatos
                        Pares de pés
                        Pés solo
                        Outros pés


3-                     Pés descalços
                        Pés enxutos
                        Pés molhados
                        Pés calçados
                        [com e sem meias]
                        Pés embrulhados
                        Pés com chulé
Pés brancos de polvilho       Granada
                        Alguns pés

4-                    Pé certeiro
                        Pé torto
                        Pé forte
Pé fraco
                        Pé pequeno
                        Pé grande
                        Vários pés


5-                    Pé-quente
                        Pé-frio
                        Pé-de-chinelo
                        Pé-de-meia
                        Pé-de-moleque
                        Pé-de-ferro
                        Pé-de-vento
                        Pé-de-valsa
                        Pé-de-cabra
                        Pé-de-mesa
                        Pé-rapado
Pé d’água
                        Pé ante pé
                        Mais pés

(Do livro IN GÊ NU(A) IDA DE - Versos e prosa, 2005)
                                                          

terça-feira, 15 de outubro de 2013

A VIDA COMO ELA É



Profetizando

Eugênio Magno


Na preguiçosa tarde

primeira de outubro

orando sentada estava

a escura senhora

de claros traços de fada

profetizando como que hipnotizada

o que lhe espera

ao final 

da longa 

jornada.


(Do livro IN GÊ NU(A) IDA DE - versos e prosa, Eugênio Magno. Ed. pelo autor. Belo Horizonte: 2005.)

domingo, 15 de setembro de 2013

PÁTRIA AMADA


Montes Claros

Eugênio Magno

 Estrela

Céu

Poeira

Chão

Sol

Chuva, não

Sertão

(Do livro IN GÊ NU(A) IDA DE - versos e prosa, 2005)
 

sábado, 20 de julho de 2013

TRILOGIA DA NOITE


Noite - 2

Eugênio Magno

Ventos tortuosos. Incerto amanhecer distante. Dizei-me oh forças opacas dessa negritude titubeante! Onde estás aurora? Ninfa protetora de todos os loucos. Amantes incrédulos me mostrem o labirinto por onde se enveredaram. A minha infelicidade é tanta que ainda vivo. A tenaz procura consegue me trazer momentos de alegria que infernizam o meu ser. Os destroços e a infelicidade humana são os estigmas de um amanhecer.

(Do livro IN GÊ NU(A) IDA DE - versos e prosa, 2005)

sábado, 15 de setembro de 2012

INFLUÊNCIAS SOMBRIAS


Ligação


Eugênio Magno

apague o sol

a vida é a chuva

não afague o dia

o amor é a noite

(Do livro IN GÊ NU(A) IDA DE  - versos e prosa, 2005)

domingo, 15 de julho de 2012

COISAS DA VIDA...


Obsessão

Eugênio Magno

Se tivesse chegado:

ao coito. Talvez

já a teria

esquecido.

(Do livro IN GÊ NU(A) IDA DE - versos e prosa, 2005)

domingo, 15 de abril de 2012

PSIU!!!


Silêncio


Eugênio Magno

Sendo

Somente

aSSim

Serei

Sempre

aSSim

Somente


(Do livro IN GÊ NU(A) IDA DE - versos e prosa, 2005)

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

DUAS VIDAS EM VERSO


Divagação


Eugênio Magno

Viagem...
morada de sonhos
encantos descobertos
reluzente clarão
paixão ardente
calmaria e mansidão
verso e reverso da utopia
de duas vidas
em um livro
ou numa canção
(Do livro IN GÊ NU(A) IDA DE - versos e prosa, 2005)

domingo, 27 de novembro de 2011

QUANDO EU SOU FRACO É QUE SOU FORTE



Encontro




Eugênio Magno




Embora chagado




te encontro




indefinidamente




{feliz}




(Do livro IN GÊ NU(A) IDA DE - versos e prosa, 2005)

quarta-feira, 6 de julho de 2011

UM ÁTIMO DO COTIDIANO



Num clic


Eugênio Magno

Ela passou à minha frente:

largas ancas revestidas de cetim


Sorriso de aeromoça


Cheiro matreiro


e olhos de querubim


A cor do seu passo


me envermelhou a face

Fogo pegou dentro de mim.


(Do Livro IN GÊ NU(A) IDA DE - versos e prosa, 2005)

sexta-feira, 1 de abril de 2011

LEGADOS POÉTICOS


Herança

Eugênio Magno

Vestígios

de espinhos

em cruz ilhados

irados e insones

vagalumes urbanos

cavaleiros do tempo

soldados dos sonhos

arquitetos de planos

embreagando

de arco

Iris

Maria

Rosa

choque

arenas e areias

teias cheias

feias e feitas

aranhas e estrelas.

(do livro "IN GÊ NU(A) IDA DE" - versos e prosa, 2005)

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

PAUSA PRA MEDITAÇÃO

Veredas crucis

Eugênio Magno

a minha caminhada não pode ser

reiniciada enquanto não encontrar

os calçados adequados

os antigos ficaram despedaçados

e os meus pés estão em chagas
(do livro "Minas em mim", 2005)

terça-feira, 26 de outubro de 2010

OLHOS POR OUVIDOS



Habbeas corpus

Eugênio Magno

Então, certa vez, o poeta me disse: Estou voltando para o lugar de onde vim. Tentei brincar de deus, criar lugares, pessoas, situações, mas descobri que a minha vocação não é a de manipulador de marionetes e carcereiro de cenários. Sou um homem de palavra que usa a voz, aprecia a melodia, gosta de silêncio, mas prefere o som. Não quero enclausurar imagens. As paisagens também devem ser livres e terem a cor que escolher a imaginação de quem escuta com os olhos ou os ouvidos, apenas palavras. O cristalino dos meus olhos não é mais o original e não posso confiar tanto assim na minha visão, nem na dos outros. As lentes são estreitas, focadas demais e só apontam para o outro. Não confio no que vejo, muito menos no que me mostram. Minha tarefa é descobrir a mim mesmo. Só assim posso chegar ao outro. Não para desnudá-lo ou vendê-lo na feira de arte (moderna?). Mas para abraçá-lo e cobrir a sua alma nua.

(do livro "Minas em mim", 2005)

terça-feira, 10 de agosto de 2010

SIMPLESMENTE ASSIM

Divagação
Eugênio Magno

Viagem...
morada de sonhos
encantos descobertos
reluzente clarão
paixão ardente
calmaria e mansidão
verso e reverso da utopia
de duas vidas
em um livro
ou numa canção

(do livro IN GÊ NU(A) IDA DE - versos e prosa, 2005)