domingo, 10 de dezembro de 2017
BARRACO NA CONVENÇÃO NACIONAL DO PSDB
segunda-feira, 12 de junho de 2017
O INSUSTENTÁVEL (DES)GOVERNO DE TEMER
quarta-feira, 28 de outubro de 2015
ONDE ESTÃO AS NOVAS LIDERANÇAS (???)
Sem perspectivas futuras,
brasileiro se declara órfão de lideranças
terça-feira, 1 de setembro de 2015
O BOM SENSO AINDA PREVALECE EM UMA MINORIA ESCLARECIDA
terça-feira, 2 de julho de 2013
PROPAGANDA PRESIDENCIAL ANTECIPADA POR TUCANO
sábado, 4 de maio de 2013
PSDB-2014
segunda-feira, 8 de outubro de 2012
ESTÁ TUDO COMO DANTES NO QUARTEL D' ABRANTES
Quem ganhou e quem perdeu as eleições? O que esteve em jogo afinal, os projetos para BH, de Lacerda e Patrus, ou o capital político de Lula e Dilma contra Aécio e Anastasia?
O julgamento do mensalão durante a campanha eleitoral foi intencional ou não? Por quê vários veículos de comunicação ao noticiarem a condenação de José Dirceu como mandante do mensalão, escolheram justo uma imagem na qual o ex-ministro, Patrus Ananias, estava ao seu lado?
Qual é o futuro do PT?
Os eleitores escolheram bem ou estão potencializando ainda mais a força de um grupo político que perpetua no poder em Minas, há décadas?
Essas e outras perguntas só começarão a ser respondidas ao longo dos anos de 2013 e 2014, quando as articulações para as eleições de Presidente da República e Governadores de Estado saírem da penumbra.
E por falar em penumbra, aconteceu um fato curioso nessas eleições. As abstenções atingiram 351.242 votos. Isso, somado aos 138.065 votos nulos e aos 87.366 brancos, dá um total de (pasmem) 576.683 votos.
Com tudo isso, o candidato criado por Aécio Neves e Fernando Pimentel, Márcio Lacerda, do PSB, foi mais uma vez vitorioso. Reeleito no primeiro turno, com 52,69 % dos votos, vai governar Belo Horizonte por mais 4 anos e está tudo como dantes no quartel d’ Abrantes. Mas os eleitores que o apóiam devem também fiscalizar o seu mandato e, seus opositores, apontar os equívocos e cobrar promessas e avanços, especialmente na área social.
A Câmara Municipal, embora tenha tido uma considerável renovação nos nomes dos novos ocupantes de suas cadeiras (22 novos vereadores), terá maioria absoluta da coligação que elegeu Lacerda. Dos 41 vereadores apenas 9 são de oposição.
Daniel Nepomuceno, Alexandre Gomes, Leo Buguês, Pablito, Pastor Henrique, Sérgio Fernando, Leonardo Mattos, Ronaldo Gontijo, Joel Moreira, Bruno Miranda, Autair Gomes, Elaine Matozinhos, Gunda, Preto, Arnaldo Godoy, Tarcísio Caixeta, Adriano Ventura, Silvinho Resende, Iran Barbosa e Wellington Magalhães, cassado em 2010, acusado de compra de votos, foram reeleitos. Resta saber se o legislativo municipal continuará funcionando como quintal do poder executivo ou ajudará o povo a fiscalizar os atos do prefeito.
Além de Lacerda, a grande vencedora dessas eleições foi Maria da Consolação, do PSOL que, com 4,25% (54 mil 530) dos votos válidos, ganha fácil uma cadeira na Assembléia Legislativa de Minas Gerais e tem grandes chances de se eleger como deputada federal nas próximas eleições.
Quanto a nós, eleitores, só ganharemos alguma coisa, se os ocupantes dos poderes públicos cumprirem suas promessas. Todavia, para que isso realmente ocorra, temos que levantar do berço esplêndido, fiscalizar, cobrar e, exigir que não sejamos reprimidos quando estivermos exercendo nossos direitos de cidadãos, reivindicando uma política ética, justa e humanitária.
(O artigo também pode ser lido na edição de 11.10.12, do jornal "O Tempo", Editoria de Opinião, com o título "Sem novidades". Acesse-o pelo link http://www.otempo.com.br/otempo/noticias/?IdNoticia=213584,OTE&IdCanal=2).
sexta-feira, 3 de agosto de 2012
JUSTIÇA OU PRIVILÉGIOS?
domingo, 17 de outubro de 2010
INDEPENDÊNCIA É A PALAVRA DE ORDEM
O rumo dos verdes será anunciado hoje, em São Paulo. A votação terá caráter simbólico, já que os filiados serão liberados para aderir ao tucano ou a Dilma Rousseff (PT).
Dois ex-dirigentes da campanha de Marina disseram que ela não pedirá votos para Serra ou Dilma "em hipótese alguma". Pelo combinado, o PV endossaria a opção pela neutralidade, embora uma ala da direção esteja pronta a se engajar na campanha tucana.
A aliados Marina sugeriu trocar o termo "neutralidade" por "independência", numa estratégia para escapar da eventual acusação de que se omitiu no segundo turno.
(Fonte: Site do IHU - Instituto Humanitas Unisinos)terça-feira, 12 de outubro de 2010
E POR FALAR EM POLÍTICA...
Vejamos o fenômeno Tiririca, deputado federal mais votado do país, eleito pelo PR de São Paulo. Nada contra (e muito menos a favor) Francisco Oliveira. Seria legítimo se fosse ele, Francisco, o candidato. É seu direito, como cidadão. Mas o eleito foi o personagem que, usando o slogan “Vote Tiririca, pior que está não fica”, arrebanhou 1.353.820 votos. Por irresponsabilidade do partido e dos eleitores paulistas que elegeram um personagem para representar não somente a eles, mas a todos nós brasileiros. O pior de tudo é que outros Tiriricas foram eleitos. Vários candidatos sem capital político conseguiram se eleger a custa do capital financeiro de seus padrinhos e do prestígio de “chefes políticos”, numa clara demonstração de que o coronelismo grassa no Brasil do século XXI.
Não compreendo a lógica de certos candidatos que insistem em fazer comunicação de campanha regional, com diretores, redatores, locutores e apresentadores de outras plagas. Por falar em comunicação, o publicitário Almir Sales, em um programa de TV, fez algumas colocações dignas de nota. Falou que todo mundo acha as campanhas políticas muito caras. “Mas é claro que são caras”, afirmou. “Os candidatos não tem programas, nem propostas. Os publicitários é que criam os conteúdos das campanhas”. Disse ainda que, se uma pessoa de um país distante que não conhecesse a realidade brasileira assistisse aos debates entre os presidenciáveis, acharia que vivemos no melhor país do mundo, pois os candidatos não discutem os problemas do país, que são inúmeros. “Dilma afirma que todos os problemas foram resolvidos e Serra garante que, em São Paulo, tudo está na mais perfeita ordem”, ironizou Sales.
Contudo, os brasileiros terão que escolher mesmo é entre Dilma e Serra, quem será o/a presidente do país. Os outros candidatos, juntos, não passaram de 1,30% dos votos válidos. Plínio, com 0,90%, beirou o cômico, não fosse pela seriedade das questões que levantou. Ele conquistou a simpatia dos jovens, mas encerrou a campanha totalmente sem gás.
Apesar de pouco convincente em propostas e, com uma campanha fraca, Marina Silva, fez a diferença e pode fazer muito mais, se souber administrar o prestígio conquistado nessas eleições. Cortejada pelos dois partidos, há quem acredite que o melhor para a ambientalista é não apoiar ninguém no segundo turno. E caso venha a apoiar, é mais natural que apóie o PT, seu partido de origem. Mas com patrulhamentos e insinuações do tipo “Marina, você se pintou...” é querer forçar a barra demais. Até porque, nessa festa à fantasia Marina e Plínio foram os únicos que se apresentaram de cara limpa. À exceção dos que foram barrados no baile. E com os seus quase 20 milhões de votos – a grande maioria de desiludidos com as políticas do PSDB e do PT –, Marina só deve satisfação aos seus eleitores.
terça-feira, 5 de outubro de 2010
CARISMÁTICO APÓIA DILMA
Chalita ajudará PT a avançar entre religiosos
Eleito deputado federal com a segunda maior votação do Estado, Gabriel Chalita (PSB), ex-secretário de Educação de Geraldo Alckmin (PSDB), tornou-se aliado de primeira hora da candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff. Ex-tucano, diz que não admira José Serra (PSDB).
Com 560 mil votos e forte ligação com a ala carismática da Igreja Católica, será uma das armas do PT para avançar entre os religiosos. "Vou me empenhar pessoalmente nisso", afirmou.A entrevista de Daniela Lima foi publicada pelo jornal Folha de S. Paulo, 05-10-2010.
O sr. ganhou espaço na campanha de Dilma Rousseff. Como é a sua relação com ela?
Eu respeito muito a Dilma e outros nomes do PT. Dei a ela o que pude de sugestões, principalmente na área da educação. Por outro lado, tenho amizades no PSDB. Torci pela vitória do Antonio Anastasia, em Minas, e creio que o Geraldo Alckmin fará grande governo. Política é construir pontes, e eu fiz isso.
O sr. não falou de José Serra. Qual a sua opinião sobre ele?
O Serra tem qualidades. Mas, pessoalmente, não é um político que eu admire.
Como o sr. avalia a polêmica em torno da posição de Dilma Rousseff sobre o aborto?
A crítica é boa quando baseada em fatos. Mas essa tentativa de desconstruir pessoas com boatos é muito ruim. Dilma nunca disse ser a favor do aborto. Ela se posicionou, abordando o tema como uma questão de saúde pública. Eu particularmente sou contra. Mas a questão central nesse caso é a boataria. Isso aconteceu com o Lula, em 2002. Diziam que ele ia mudar as cores da bandeira e fechar igrejas.
O sr. tem uma relação muito forte com a ala carismática da Igreja Católica. Vai se empenhar para desmentir esses boatos entre os religiosos?
Me empenharei pessoalmente nisso. Não é só uma defesa da Dilma, mas da maturidade no debate político.
O sr. acha que a Igreja contribui para o debate político?
Contribui, mas quando não usa a instituição para influenciar o voto. É importante que a igreja promova o debate, para que os fiéis saibam como pensam os candidatos. Mas o Estado é laico e acho que ele tem que ser laico. Ninguém ouviu o cardeal de São Paulo [dom Odilo Scherer] ou o arcebispo do Rio de Janeiro [dom Orani João Tempesta], declarando votos. Eles foram prudentes.
O sr. é candidato a assumir o Ministério da Educação?
Sou candidato a fazer a lei de responsabilidade da educação, que é uma lei que estabelece sanções a quem não cumpre metas. O que falta no Brasil é continuidade. Temos bons projetos.
Mas o sr. sonha em assumir a pasta?
Não. Não penso nisso. E acho que nem ela [Dilma Rousseff] pensa nisso. Seria indelicado começar a pensar no governo sem estar eleita.
(Fonte: IHU - Instituo Humanitas Unisinos)
segunda-feira, 21 de dezembro de 2009
DOIS BICUDOS NÃO SE BEIJAM
A entrevista foi feita por César Felício e publicada pelo jornal Valor, 21-12-2009. Confira:
Sem dúvida, em razão da forma como Aécio preparou sua saída. Ele a fez causando um profundo desgaste na imagem de Serra, ao menos em Minas Gerais. Procurou-se transmitir a sensação de que Serra é um homem que empurrou Aécio para fora da disputa de forma maquiavélica, sem tomar uma decisão. O Aécio poderia esperar até janeiro, conforme as lideranças tucanas pediram, mas preferiu fazer na semana passada, na sequência das definições locais e do fortalecimento da candidatura de Ciro Gomes no PSB.
Em Minas Gerais pesa muito. Ao contrário de São Paulo e Rio, aqui não é um Estado fundamentalmente de migrantes. Serra poderá ser visto como mais um paulista que veio tirar o espaço dos mineiros.
Por mais que Aécio tenha negado, sempre se partia da perspectiva de que poderia haver uma chapa Serra/Aécio para a Presidência da República. Na medida em que ficar claro que isso não vai ocorrer, Serra tende a cair aqui e Dilma (Rousseff, ministra da Casa Civil) a subir. Ou Ciro (Gomes, deputado federal do PSB), se tiver o apoio de Aécio nos bastidores.
Aécio já anunciou a possibilidade de se colocar como uma espécie de conciliador nacional. Ele tentará ser senador para forjar uma nova aliança, diferente do alinhamento partidário atual, com o PT de um lado e o PSDB do outro. Ele não depende da vitória do candidato a governador dele aqui para isso e duvido que se empenhe muito para eleger (Antonio) Anastasia (vice governador). Mas ele depende da derrota de Serra para tal. Com Serra na Presidência, Aécio não tem como propor uma nova aliança.
Porque ele tinha que recompor suas bases no interior de Minas. Diferente do que a vitória dele em Belo Horizonte pode indicar, Aécio fragilizou-se no Estado como um todo. Precisava refazer sua liderança, abalada em 2008. Além disso, o PSDB é parte essencial do projeto de Aécio. O problema dele são os tucanos paulistas.
Na verdade, Aécio hoje talvez seja um obstáculo para Serra chegar à Presidência. Como Ciro Gomes é um obstáculo para a Dilma nesse mesmo sentido.
Evidentemente que a vitória de Anastasia fortaleceria Aécio, mas ele joga com mais de um cenário. Ele sabe que seu projeto não estará comprometido caso o PT ganhe em Minas, se o candidato petista for Fernando Pimentel, e o ex-prefeito ganhou as eleições internas do PT uma semana antes de Aécio retirar a candidatura. Ele sabe que o projeto também sobrevive com Hélio Costa, e o ministro das Comunicações ganhou as eleições internas do PMDB dois dias antes da retirada. Observe que trata-se de uma sequência. Houve um método. Mesmo se o próximo governador de São Paulo for (Geraldo) Alckmin, o projeto da conciliação nacional sobrevive. Ele só não sobrevive com Serra na Presidência.
Tancredo cresceu politicamente e tornou-se o que se tornou em seus dois últimos anos de vida. Mas antes disso ele era uma figura sem tanto impacto nacional, sem tanta presença no imaginário como a que Ulysses Guimarães tinha dentro do PMDB. Ulysses era paulista, controlava o partido e parecia vocacionado para chegar à Presidência. Tancredo era uma figura do conchavo político, estava em Minas Gerais, fora do palco. Há semelhanças entre a estaturas dos personagens do passado e dos de hoje."
sábado, 5 de dezembro de 2009
VAI FALTAR ÉTICA NAS ELEIÇÕES DE 2010
— Como PT, DEM e PSDB têm seu mensalão, acredito que as campanhas serão baseadas nas grandes obras já realizadas. Dilma (a ministra Dilma Rousseff, do PT) não deve abrir mão do PAC, e o Serra (o governador tucano de São Paulo) vai aproveitar para relembrar o que fez quando era ministro da Saúde e as mudanças no governo de São Paulo. Para ler a matéria na íntegra clique aqui. (Fonte: Site do IHU - Instituto Humanitas Unisinos)
LADRÃO (PEQUENO) QUE ROUBA DE LADRÃO (GRANDE) - DEVERIA TER - CEM ANOS DE PERDÃO
Hoje, no Brasil, parodiando Diógenes, podemos dizer que políticos profissionais, como os 'mensaleiros', são grandes ladrões que enforcam os 'pequenos', que não são ladrões, mas são: a) 30 mil jovens assassinados por ano; b) 150 mil famílias sem-terra debaixo da lona preta; c) milhões de desempregados humilhados; d) 500 mil presos enjaulados em prisões que são verdadeiros campos de concentração...
Indignação é imprescindível, mas não basta. Precisamos organizar a indignação e encontrar soluções para problemas reincidentes como o dos Mensalões do PSDB, do PT e, agora, do DEM/PFL. Qual será o próximo? O grande poeta Thiago de Mello nos mostra um facho de luz: 'As colunas da injustiça sei que só vão desabar quando o meu povo, sabendo que existe, souber achar dentro da vida o caminho que leva à libertação! Quando a verdade for chama nos olhos da multidão, o que em nós é palavra no povo será ação!' Urge acordar em nós e no povo a infinita luz e força humano-divina existente em nós. Basta de acreditar que eleições nos salvarão. Devemos investir 5% das nossas energias para elegermos os melhores (ou os menos piores) políticos e 95% das nossas energias na organização do povo empobrecido e excluído. Pobres organizados se transformam em protagonistas de lutas libertárias concretas e constroem saídas verdadeiras de baixo para cima e de dentro para fora. Eis um caminho para evitar novos mensalões."



