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terça-feira, 20 de fevereiro de 2018

AS MANOBRAS ELEITOREIRAS DE TEMER


Após intervenção militar no Rio, DEM dá candidatura de Michel Temer como certa

Depois da intervenção no Rio, a cúpula do DEM dá como certa a candidatura de Michel Temer à reeleição. Ao se apropriar da pauta da segurança, dizem integrantes da sigla, o presidente abraçou parte importante do discurso de Rodrigo Maia (DEM-RJ).
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Um ministro do governo define o que a intervenção no Rio significa para o presidente: “Só se perde o que se tem, não é? Se der certo, ele sai do corner. Se der errado, fica na mesma”.
(…)
Diante da possibilidade de o MDB ter candidato próprio, o Planalto vai patrocinar a permanência do senador Romero Jucá (RR) no comando do partido. A sigla desistiu de sua convenção nacional. Fará, na quarta (21), apenas uma reunião da Executiva para referendar a manutenção dele no posto.
(…)
(Fonte: Site do DCM)


sábado, 1 de julho de 2017

NÃO OUÇO MAIS O SOM DAS PANELAS... (???)


Temer ouve de Rodrigo Maia que tem 30, 
e não 50 votos na CCJ


Em reuniões com o presidente Michel Temer nesta semana, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), deu um panorama do clima na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) para votar o pedido de denúncia contra o peemedebista e afirmou que a situação é bastante delicada. Segundo a jornalista Andréia Sadi, da GloboNews, Maia avalia que a rejeição da denúncia é difícil e ainda não está garantida. Ao afirmar que conta com um placar favorável de 50 dos 67 votos da comissão, Temer ouviu de Maia que a conta era bem menos animadora: o Planalto conta hoje com cerca de 30 votos.
No PSDB, por exemplo, até então o principal aliado do governo e dono do comando de cinco ministérios, apenas um dos sete integrantes na CCJ admite votar com o presidente: o deputado Paulo Abi-Ackel (MG). “Quero ler a denúncia e fazer uma avaliação. Se for consistente, não tenho dificuldade de votar pela admissibilidade. Mas desconfio que ela não seja. Se for ilação, tô fora”, disse o deputado mineiro.
Três dos sete deputados tucanos que integram o colegiado disseram abertamente à reportagem da “Folha de S.Paulo” que votarão a favor da admissibilidade da denúncia: Betinho Gomes (PE), Fábio Sousa (GO) e Wherles Rocha (AC).
Além do PSDB, há defecções no centrão e até no PMDB, partido do presidente. O PSD, por exemplo, tem cinco deputados na CCJ e conta três votos a dois pró-Temer, com viés de baixa, segundo a coluna “Painel”, da “Folha de S.Paulo”.
Aliados informaram ao presidente que o cenário inspira cuidados principalmente devido à estratégia do procurador geral da República, Rodrigo Janot, de fatiar as denúncias. A manobra é vista como matadora para Temer. Na prática, admitem os aliados, a PGR conseguiu minar o capital político do peemedebista.
(Fonte: Jornal O Tempo, 1º de julho de 2017)

segunda-feira, 12 de junho de 2017

O INSUSTENTÁVEL (DES)GOVERNO DE TEMER


Michel Temer apela a Alckmin e Doria para manter PSDB

O presidente Michel Temer apelou ao governador do Estado de São Paulo, Geraldo Alckmin, e ao prefeito, João Doria, para que eles trabalhem no sentido de esvaziar o caráter deliberativo da reunião da Executiva ampliada do PSDB marcada para hoje e que pode definir a saída dos tucanos da base aliada ao Palácio do Planalto.
Após a vitória de Temer no julgamento no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) na sexta-feira, 9, o presidente, por meio de aliados e ministros do PSDB, pediu a Doria e a Alckmin que deem mais tempo a ele para reorganizar sua base e mostrar que o governo ainda tem força para aprovar as reformas defendidas pelo prefeito e pelo governador, principalmente a da Previdência. Dentro do próprio PSDB é dado como certo que Temer não conseguirá fazer as reformas sem o apoio dos tucanos.
O medo de Temer é de que a saída do PSDB do governo crie um "efeito manada", na expressão de um senador do PMDB próximo a Temer, às vésperas de a Câmara dos Deputados analisar uma eventual denúncia do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, contra o presidente. Ou seja, a saída dos tucanos pode motivar outros partidos a seguir o mesmo caminho.
Na avaliação do Planalto, se os dois tucanos paulistas trabalharem para esvaziar a reunião de hoje ou para cabalar votos pela permanência do PSDB na base, a vitória de Temer estará garantida na Executiva, que tem 17 membros, caso haja uma votação deliberativa. 
Para continuar lendo a matéria, publicada hoje pelo Jornal O Tempo, clique aqui.

segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

CONSERVADORISMO DO CONGRESSO


Em entrevista, deputados analisam o cenário político brasileiro, o processo do impeachment e as manobras de Eduardo Cunha para permanecer na Presidência da Câmara.



O cenário político brasileiro e os fatos diários do Congresso Nacional têm superado qualquer trama de novela. Impeachment, manobras políticas, aliados que se tornam inimigos, e vice-versa, estão no cotidiano do noticiário. 
Para analisar a conjuntura atual, o Brasil de Fato entrevistou três deputados que fazem oposição aos retrocessos no Congresso: Ivan Valente (PSOL), Wadih Damous (PT) e Jandira Feghali (PCdoB).
Os três acreditam que a presença de Eduardo Cunha (PMDB) na Presidência da Câmara dos Deputados envergonha o país, que o processo de impeachment aberto por ele é um ato oportunista e que, para travar as pautas conservadoras no parlamento, é necessário que haja pressão de movimentos populares nas ruas. Para ler a entrevista Bruno Pavan e José Coutinho Júnior, clique aqui.

quarta-feira, 28 de outubro de 2015

ONDE ESTÃO AS NOVAS LIDERANÇAS (???)


Sem perspectivas futuras,
brasileiro se declara órfão de lideranças

Uma nova pesquisa de opinião do instituto CNT/MDA veio confirmar a rejeição dos brasileiros ao Governo Dilma. Segundo o levantamento, apenas 8,8% dos entrevistados têm uma avaliação positiva sobre o seu Governo, contra 70% que o rejeitam. Se por um lado a população se afasta da presidenta, por outro, não aumenta o apoio a nenhuma alternativa atual. Se uma nova eleição para presidente acontecesse hoje no país, nenhuma opção de liderança da política atual agradaria os eleitores. Nem o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, visto como o grande salvador do PT nos momentos de crise, nem qualquer um dos opositores que poderiam entrar na disputa contra ele. Em meio a crise política atual, o Brasil procura um novo líder, algo que diversos nomes importantes do cenário político admitem, em uma análise de seus próprios partidos.
Para ler na íntegra a reportagem de Talita Bedinelli, publicada por El País, ontem, clique aqui.

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

DOIS BICUDOS NÃO SE BEIJAM

Aécio depende da derrota de Serra para viabilizar seu projeto nacional
Serra poderá ser visto como mais um paulista que veio tirar o espaço dos mineiros, afirma Rudá Ricci, diretor do Instituto Cultiva, ao analisar a desistência de Aécio Neves em concorrer à presidência da República.
A entrevista foi feita por César Felício e publicada pelo jornal Valor, 21-12-2009. Confira:
"A candidatura de José Serra à Presidência sofrerá um abalo com a desistência de Aécio Neves em concorrer?
Sem dúvida, em razão da forma como Aécio preparou sua saída. Ele a fez causando um profundo desgaste na imagem de Serra, ao menos em Minas Gerais. Procurou-se transmitir a sensação de que Serra é um homem que empurrou Aécio para fora da disputa de forma maquiavélica, sem tomar uma decisão. O Aécio poderia esperar até janeiro, conforme as lideranças tucanas pediram, mas preferiu fazer na semana passada, na sequência das definições locais e do fortalecimento da candidatura de Ciro Gomes no PSB.
Como isso se traduzirá em termos eleitorais em Minas? Até que ponto o sentimento de frustração regional pesa para o eleitor?
Em Minas Gerais pesa muito. Ao contrário de São Paulo e Rio, aqui não é um Estado fundamentalmente de migrantes. Serra poderá ser visto como mais um paulista que veio tirar o espaço dos mineiros.
Mas uma recente pesquisa mostrou Serra com 40% dos votos em Minas. Como isso se dissiparia de uma outra para outra?
Por mais que Aécio tenha negado, sempre se partia da perspectiva de que poderia haver uma chapa Serra/Aécio para a Presidência da República. Na medida em que ficar claro que isso não vai ocorrer, Serra tende a cair aqui e Dilma (Rousseff, ministra da Casa Civil) a subir. Ou Ciro (Gomes, deputado federal do PSB), se tiver o apoio de Aécio nos bastidores.
Por que Aécio não vai sair de vice de Serra?
Aécio já anunciou a possibilidade de se colocar como uma espécie de conciliador nacional. Ele tentará ser senador para forjar uma nova aliança, diferente do alinhamento partidário atual, com o PT de um lado e o PSDB do outro. Ele não depende da vitória do candidato a governador dele aqui para isso e duvido que se empenhe muito para eleger (Antonio) Anastasia (vice governador). Mas ele depende da derrota de Serra para tal. Com Serra na Presidência, Aécio não tem como propor uma nova aliança.
Por que então ele não procurou fazer isso saindo do PSDB ao perceber que não tinha como concorrer com Serra?
Porque ele tinha que recompor suas bases no interior de Minas. Diferente do que a vitória dele em Belo Horizonte pode indicar, Aécio fragilizou-se no Estado como um todo. Precisava refazer sua liderança, abalada em 2008. Além disso, o PSDB é parte essencial do projeto de Aécio. O problema dele são os tucanos paulistas.
Ou seja, na visão do senhor, se o Serra tornar-se presidente, nascerá aqui em Minas um foco de oposição..
Na verdade, Aécio hoje talvez seja um obstáculo para Serra chegar à Presidência. Como Ciro Gomes é um obstáculo para a Dilma nesse mesmo sentido.
E porque a vitória de Anastasia não seria importante para o projeto conciliador de Aécio?
Evidentemente que a vitória de Anastasia fortaleceria Aécio, mas ele joga com mais de um cenário. Ele sabe que seu projeto não estará comprometido caso o PT ganhe em Minas, se o candidato petista for Fernando Pimentel, e o ex-prefeito ganhou as eleições internas do PT uma semana antes de Aécio retirar a candidatura. Ele sabe que o projeto também sobrevive com Hélio Costa, e o ministro das Comunicações ganhou as eleições internas do PMDB dois dias antes da retirada. Observe que trata-se de uma sequência. Houve um método. Mesmo se o próximo governador de São Paulo for (Geraldo) Alckmin, o projeto da conciliação nacional sobrevive. Ele só não sobrevive com Serra na Presidência.
Um dos propósitos de Aécio é tornar-se uma figura nacional, como era o avô Tancredo Neves pouco antes de eleger-se presidente no Colégio Eleitoral em 1985. O senhor acha que Aécio conseguiu?
Tancredo cresceu politicamente e tornou-se o que se tornou em seus dois últimos anos de vida. Mas antes disso ele era uma figura sem tanto impacto nacional, sem tanta presença no imaginário como a que Ulysses Guimarães tinha dentro do PMDB. Ulysses era paulista, controlava o partido e parecia vocacionado para chegar à Presidência. Tancredo era uma figura do conchavo político, estava em Minas Gerais, fora do palco. Há semelhanças entre a estaturas dos personagens do passado e dos de hoje."
(Fonte: Site do IHU - Instituto Humanitas Unisinos)