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segunda-feira, 27 de outubro de 2014

DILMA REELEITA


Dilma, Presidenta até 2018


Em uma disputa acirrada, com uma vitória apertada e, apesar de todo o terrorismo midiático, da pressão das elites e da onda digital de uma camada de eleitores sem rosto e sem propósitos que clamam por mudanças, sem saber que mudanças querem, Dilma foi reeleita. E tem muito o que fazer, inclusive e, principalmente, mudanças. Não mudanças para trás, para retroceder, como muitos incautos, enganados pela orquestração dos golpistas chegaram ingenuamente a proclamar. Mas, mudanças para frente, para avançar, cada vez, mais na construção e consolidação de uma democracia sólida em nosso país.

quarta-feira, 22 de outubro de 2014

DOMINGO TEM VOTAÇÃO DO SEGUNDO TURNO


Aécio ou Dilma, 
Dilma ou Aécio:
o Brasil vai escolher


No próximo domingo, dia 26 de outubro, o eleitor brasileiro vai decidir quem será o/a próximo/a Presidente da República do Brasil, a partir de 1 de janeiro de 2015.
Numa das eleições mais disputadas da história da democracia brasileira, o povo vai decidir entre os candidatos dos dois partidos - PSDB e PT - que tem polarizado a política brasileira nos últimos 20 anos.
E, passado esse pleito: surgirão novas lideranças? Quem serão esses homens e mulheres comprometido(a)s com ideais democráticos, libertários, éticos, e, que, de preferência, venham do povo e dos movimentos sociais?

domingo, 28 de setembro de 2014

MARKETING POLÍTICO


Dá para vender políticos como sabão em pó? 
Marqueteiros famosos respondem


O UOL entrevistou marqueteiros renomados e publicitários famosos para saber se o marketing político ganha ou não uma eleição. Os profissionais do ramo opinam sobre os clichês do horário eleitoral e como as pesquisas pasteurizaram as campanhas. Para assistir ao vídeo, clique neste link: http://tvuol.uol.com.br/video/da-para-vender-politicos-como-sabao-em-po-marqueteiros-famosos-respondem-04020D983372C0915326.

quarta-feira, 17 de setembro de 2014

ESPECIALISTAS FALAM SOBRE AS ELEIÇÕES DE 2014 NA UEMG


A Faculdade de Políticas Públicas "Tancredo Neves" - FaPP/CBH/UEMG, promove no próximo dia 18 de setembro, quinta-feira próxima, de 19:00  às 22:00 horas, no auditório da unidade, à rua Major Lopes, nº 574, Bairro São Pedro, em Belo Horizonte, MG, o evento “ELEIÇÕES 2014: UM EXERCÍCIO DE CIDADANIA – A VOZ DOS ESPECIALISTAS”. 
Maiores detalhes no cartaz abaixo:



sábado, 12 de julho de 2014

FUTEBOL, PODER E O IMAGINÁRIO DE UMA JOVEM NAÇÃO

A derrota e a disputa pelo imaginário brasileiro*


A seleção brasileira foi mastigada  até a alma pelas mandíbulas alemãs nesta 3ª feira, na disputa das semifinais da Copa do Mundo.
Depois de tomar quatro gols em seis minutos no primeiro tempo, a equipe montada por Felipe Scolari  tirou o uniforme e vestiu o manto de um zumbi coletivo. Morta, arrastou-se  pelo gramado do Mineirão,  de onde saiu carregando o fardo de  uma goleada histórica por 7 x 1.
A derrota atinge a estrutura do futebol brasileiro. A exemplo  do que ocorreu  na economia nos últimos trinta anos, o futebol viveu um processo de primarização. Clubes que deveriam ser fontes de talentos, com forte investimento em categorias de base,  tornaram-se exportadores  de brotos verdes. Ao ensaiarem seu diferencial nos gramados, garotos  já são monetizados e remetidos a clubes do exterior,  que cuidam de completar sua formação. Alguns, caso de  David Luiz, só para citar um exemplo, voltam depois consagrados, quase desconhecidos aqui, para compor uma seleção que convive mais tempo no avião do que nos gramados. Nas cadeias da globalização da bola, o Brasil se rendeu ao papel de fornecedor de matéria-prima. A dependência financeira dos clubes em relação às cotas de transmissões esportivas dos grandes campeonatos regionais e nacionais é outro torniquete da atrofia que explodiu no Mineirão. As redes de tevê  ficam com a parte do leão da publicidade milionária das transmissões futebolísticas – fonte de uma das maiores audiências da televisão brasileira. Donas do caixa, redes como a Globo, fazem gato e sapato dos clubes, obrigando jogadores a uma ciranda insana de tabelas e competições que se sobrepõem em ritmo alucinante, para servirem à conveniência das grades e da receita publicitária. É praticamente impossível sobreviver fora da ciranda e, dentro dela, impera o imediatismo: não há tempo,  nem recurso,  para investir em formação de atletas nas categorias de base. A pressão brutal por resultados –-se  não ‘subir’  ou, pior, se  ‘cair’, o clube perde a cota da tevê--  obriga dirigentes à caça insaciável por jogadores tarimbados, em detrimento da revelação própria nos quadros juvenis. A reiteração entre audiência e cotas premia os clubes maiores criando um círculo de ferro que condena o grosso das demais agremiações  à marginalização. No triênio 2016/19, por exemplo, a Globo prevê pagar  R$ 4,11 bi por direitos de transmissão no Brasil. Desse total, três clubes, Corinthians, Flamengo e São Paulo ficarão com quase R$ 500 milhões. O restante será rateado pelas agremiações  do resto do país.
No futebol inglês e no alemão, o critério é mais equânime. Na Alemanha a verba é  dividida em cotas iguais entre todos os clubes. Na Inglaterra, 70% do total é dividido em partes iguais, ficando 30% para ‘prêmios’ por classificação e audiência. Na Alemanha, ademais, há uma rede capilarizada de escolas de futebol, que compõe um sistema nacional  de formação de atletas, revelação de talentos, bem como preparação de técnicos e juízes.
Centros de treinamento de alto nível  focados em categorias de base, como o do São Paulo FC, são raros no Brasil, que viu morrer o celeiro do futebol de várzea sem que se pusesse nada no lugar. Adestradas na lógica da mão para a boca, as torcidas se transformam em certificadoras dessa engrenagem sôfrega. Não raro com o uso da violência, cobram resultados e contratações  milionárias  dos cartolas, que usam o álibi das uniformizadas para a rendição incondicional ao mercantilismo esportivo.
Ao contrário da equidistância que seus candidatos cobravam de Dilma ainda há pouco, quando o time de Felipão avançava na classificação, a derrota nacional na Copa do Mundo certamente será explorada pelo conservadorismo. A disputa pelo imaginário brasileiro ganhará decibéis redobrados a partir de agora, na tentação rastejante de  transformar  a humilhação esportiva  na metáfora de um Brasil  corroído pelo ‘desgoverno petista’. O tiro pode sair pela culatra. A tese não é apenas  oportunista. Ela é errada. O que acontece é simplesmente o oposto. A estrutura do futebol brasileiro, na verdade, está aquém dos avanços sociais e políticos assistidos  no país nas últimas décadas. Há um descompasso entre a sociedade e o gramado.
A caixa preta da Fifa  --reafirmada no intercurso entre cambistas e filhos de dirigentes, como se viu em episódio recente no Rio de Janeiro-- é apenas a expressão global do sistema autoritário e nada transparente dominante em várias ligas nacionais. A do Brasil, com a CBF, é um caso superlativo. Dominada por um punhado de coronéis da bola,  requer um corajoso  processo de oxigenação, equivalente à  reforma  preconizada por Dilma para o sistema político brasileiro. Trata-se de democratizar os centros de decisão, bem como as legislações relativas à compra e venda de atletas, evitar sua venda precoce ao exterior, ademais de remodelar os circuitos das competições e libertar o caixa dos clubes da tutela asfixiante das tevês, para que possam, de uma vez por todas, converterem-se, de fato, em  academias de formação e difusão esportiva.
O conjunto atinge diretamente o núcleo duro dos interesses e valores com os quais o conservadorismo compactua  para voltar ao poder. A quem desdenha da necessidade de um planejamento nacional em qualquer esfera – da industrialização, ao direcionamento do crédito, passando pelo controle de capitais e do câmbio -  cabe perguntar: se não temos uma política nacional para o futebol, como se pode pleitear uma seleção nacional à altura das  nossas expectativas?
Enquanto ficamos na dependência de um Neymar, o grupo  da Alemanha joga junto há 10 anos. Pode-se manipular o imaginário da derrota na catarse das próximas horas. Mas será difícil sustentar o oportunismo  se ele for confrontado com uma visão clara e desassombrada das linhas de passagem que podem devolver ao futebol brasileiro o brilho que ele já teve um dia, e ao seu torcedor, a alegria trincada neste sombrio oito de julho de 2014.

* Reprodução do Editorial do site Carta Maior

terça-feira, 1 de julho de 2014

AS REFORMAS NÃO ACONTECEM


Minirreforma eleitoral não se aplica às Eleições 2014, decide TSE

A Minirreforma Eleitoral (Lei nº 12.891/2013) não é aplicável às Eleições Gerais de 2014. O Plenário do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) firmou esse entendimento, ao responder a consulta feita pelo então senador Sérgio de Souza sobre a aplicação total ou parcial da lei para o pleito de outubro.
A maioria do Plenário (4 votos a 3) acompanhou a divergência inaugurada pelo ministro Gilmar Mendes em voto-vista. Segundo o ministro, a nova lei não pode valer para estas eleições por ter sido aprovada em dezembro de 2013, ou seja, menos de um ano antes da data de realização do pleito, que ocorrerá em 5 de outubro. Conforme o artigo 16 da Constituição Federal, “A lei que alterar o processo eleitoral entrará em vigor na data de sua publicação, não se aplicando à eleição que ocorra até um ano da data de sua vigência”. 
(Fonte: Site TSE)

sábado, 4 de maio de 2013

PSDB-2014

Um Plano Collor requentado em forno mineiro 

O economista Edmar Bacha, um dos formuladores do PSDB, apontado como interlocutor credenciado do presidenciável Aécio Neves, resumiu em debate promovido esta semana pelo jornal Valor, algumas prioridades tucanas na eventual volta ao poder. São elas: a) retomar a Alca; b) supressão robusta das tarifas que protegem a indústria local; c) redução do tamanho do Estado, com desmonte da Previdência, por exemplo; d) fim das políticas indutoras de industrialização, a exemplo do conteúdo nacional imposto às encomendas da Petrobrás. O suposto é que isso, associado a forte desvalorização cambial, injetará eficiência à indústria brasileira, hoje cambaleante. Faltou dizer quantas unidades fabris e de emprego sobreviverão a esse Plano Collor de bico longo, agora requentado em forno mineiro. O importante a reter é a coerência do PSDB. O partido quer voltar ao poder para terminar o que começou nos anos 90: o desmonte completo do papel do Estado na agenda do desenvolvimento.  Para fortalecer seus alicerces, trouxe ao Brasil, Vito Tanzi, ex-FMI, 'amigo' do país desde a crise da dívida, nos anos 80. Tanzi veio demonstrar, em carne e osso, como a ideologia não muda. Independente dos vexames de sua prática. E por uma razão muito forte: por trás das ideias, melhor dizendo, à frente delas, caminham os interesses. Felizmente há quem discorde deles. E com decibéis intelectuais suficientes para evidenciar que, subjacente à gororoba do contracionismo-expansionista,  defendida pelos Rogoffs, Tanzis e similares locais  existe um déficit. Não propriamente fiscal. Mas de coordenação estatal da economia. Quem explica é o professor Luiz Gonzaga Belluzzo, o interlocutor de Bacha, no  debate promovido pelo Valor.  Para ler a matéria completa do postada no site cartamaior.com.br, clique aqui.