quarta-feira, 28 de outubro de 2015
ONDE ESTÃO AS NOVAS LIDERANÇAS (???)
Sem perspectivas futuras,
segunda-feira, 8 de outubro de 2012
ESTÁ TUDO COMO DANTES NO QUARTEL D' ABRANTES
Quem ganhou e quem perdeu as eleições? O que esteve em jogo afinal, os projetos para BH, de Lacerda e Patrus, ou o capital político de Lula e Dilma contra Aécio e Anastasia?
O julgamento do mensalão durante a campanha eleitoral foi intencional ou não? Por quê vários veículos de comunicação ao noticiarem a condenação de José Dirceu como mandante do mensalão, escolheram justo uma imagem na qual o ex-ministro, Patrus Ananias, estava ao seu lado?
Qual é o futuro do PT?
Os eleitores escolheram bem ou estão potencializando ainda mais a força de um grupo político que perpetua no poder em Minas, há décadas?
Essas e outras perguntas só começarão a ser respondidas ao longo dos anos de 2013 e 2014, quando as articulações para as eleições de Presidente da República e Governadores de Estado saírem da penumbra.
E por falar em penumbra, aconteceu um fato curioso nessas eleições. As abstenções atingiram 351.242 votos. Isso, somado aos 138.065 votos nulos e aos 87.366 brancos, dá um total de (pasmem) 576.683 votos.
Com tudo isso, o candidato criado por Aécio Neves e Fernando Pimentel, Márcio Lacerda, do PSB, foi mais uma vez vitorioso. Reeleito no primeiro turno, com 52,69 % dos votos, vai governar Belo Horizonte por mais 4 anos e está tudo como dantes no quartel d’ Abrantes. Mas os eleitores que o apóiam devem também fiscalizar o seu mandato e, seus opositores, apontar os equívocos e cobrar promessas e avanços, especialmente na área social.
A Câmara Municipal, embora tenha tido uma considerável renovação nos nomes dos novos ocupantes de suas cadeiras (22 novos vereadores), terá maioria absoluta da coligação que elegeu Lacerda. Dos 41 vereadores apenas 9 são de oposição.
Daniel Nepomuceno, Alexandre Gomes, Leo Buguês, Pablito, Pastor Henrique, Sérgio Fernando, Leonardo Mattos, Ronaldo Gontijo, Joel Moreira, Bruno Miranda, Autair Gomes, Elaine Matozinhos, Gunda, Preto, Arnaldo Godoy, Tarcísio Caixeta, Adriano Ventura, Silvinho Resende, Iran Barbosa e Wellington Magalhães, cassado em 2010, acusado de compra de votos, foram reeleitos. Resta saber se o legislativo municipal continuará funcionando como quintal do poder executivo ou ajudará o povo a fiscalizar os atos do prefeito.
Além de Lacerda, a grande vencedora dessas eleições foi Maria da Consolação, do PSOL que, com 4,25% (54 mil 530) dos votos válidos, ganha fácil uma cadeira na Assembléia Legislativa de Minas Gerais e tem grandes chances de se eleger como deputada federal nas próximas eleições.
Quanto a nós, eleitores, só ganharemos alguma coisa, se os ocupantes dos poderes públicos cumprirem suas promessas. Todavia, para que isso realmente ocorra, temos que levantar do berço esplêndido, fiscalizar, cobrar e, exigir que não sejamos reprimidos quando estivermos exercendo nossos direitos de cidadãos, reivindicando uma política ética, justa e humanitária.
(O artigo também pode ser lido na edição de 11.10.12, do jornal "O Tempo", Editoria de Opinião, com o título "Sem novidades". Acesse-o pelo link http://www.otempo.com.br/otempo/noticias/?IdNoticia=213584,OTE&IdCanal=2).
terça-feira, 5 de outubro de 2010
CARISMÁTICO APÓIA DILMA
Chalita ajudará PT a avançar entre religiosos
Eleito deputado federal com a segunda maior votação do Estado, Gabriel Chalita (PSB), ex-secretário de Educação de Geraldo Alckmin (PSDB), tornou-se aliado de primeira hora da candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff. Ex-tucano, diz que não admira José Serra (PSDB).
Com 560 mil votos e forte ligação com a ala carismática da Igreja Católica, será uma das armas do PT para avançar entre os religiosos. "Vou me empenhar pessoalmente nisso", afirmou.A entrevista de Daniela Lima foi publicada pelo jornal Folha de S. Paulo, 05-10-2010.
O sr. ganhou espaço na campanha de Dilma Rousseff. Como é a sua relação com ela?
Eu respeito muito a Dilma e outros nomes do PT. Dei a ela o que pude de sugestões, principalmente na área da educação. Por outro lado, tenho amizades no PSDB. Torci pela vitória do Antonio Anastasia, em Minas, e creio que o Geraldo Alckmin fará grande governo. Política é construir pontes, e eu fiz isso.
O sr. não falou de José Serra. Qual a sua opinião sobre ele?
O Serra tem qualidades. Mas, pessoalmente, não é um político que eu admire.
Como o sr. avalia a polêmica em torno da posição de Dilma Rousseff sobre o aborto?
A crítica é boa quando baseada em fatos. Mas essa tentativa de desconstruir pessoas com boatos é muito ruim. Dilma nunca disse ser a favor do aborto. Ela se posicionou, abordando o tema como uma questão de saúde pública. Eu particularmente sou contra. Mas a questão central nesse caso é a boataria. Isso aconteceu com o Lula, em 2002. Diziam que ele ia mudar as cores da bandeira e fechar igrejas.
O sr. tem uma relação muito forte com a ala carismática da Igreja Católica. Vai se empenhar para desmentir esses boatos entre os religiosos?
Me empenharei pessoalmente nisso. Não é só uma defesa da Dilma, mas da maturidade no debate político.
O sr. acha que a Igreja contribui para o debate político?
Contribui, mas quando não usa a instituição para influenciar o voto. É importante que a igreja promova o debate, para que os fiéis saibam como pensam os candidatos. Mas o Estado é laico e acho que ele tem que ser laico. Ninguém ouviu o cardeal de São Paulo [dom Odilo Scherer] ou o arcebispo do Rio de Janeiro [dom Orani João Tempesta], declarando votos. Eles foram prudentes.
O sr. é candidato a assumir o Ministério da Educação?
Sou candidato a fazer a lei de responsabilidade da educação, que é uma lei que estabelece sanções a quem não cumpre metas. O que falta no Brasil é continuidade. Temos bons projetos.
Mas o sr. sonha em assumir a pasta?
Não. Não penso nisso. E acho que nem ela [Dilma Rousseff] pensa nisso. Seria indelicado começar a pensar no governo sem estar eleita.
(Fonte: IHU - Instituo Humanitas Unisinos)

