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sexta-feira, 30 de setembro de 2022

O SUPLÍCIO DE UMA NAÇÃO

(Galeria de Imagens)

Brasil quer mudança urgentemente

 

Eugênio Magno

Falta apenas um dia para que essa terrível página da nossa história recente seja virada. Neste domingo, dia 2 de outubro de 2022, o povo terá nas mãos o poder de dar um novo rumo ao Brasil.

Nunca, na história desse país, houve uma tragédia de tão grandes proporções, em um espaço de tempo tão curto – menos de quatro anos. Décadas de lutas sangrentas e conquistas suadas foram ignoradas e o patrimônio público dilapidado. A porteira foi aberta e a boiada passou. O mais grave é que a tragédia foi previamente anunciada, patrocinada pelo capital, regida por um dos poderes da república, orquestrada pela grande mídia e chancelada pelos votos de milhões de eleitores de perfis variados. Se somaram aos votos dos extremistas radicais convictos outros, de protesto e ainda os dos liberais, dos antissistema, dos anarcocapitalistas e aqueles da grande massa de enganados pelas fake news e pelo cerco armado a partir da república de Curitiba.

A preocupação mais urgente de todas as cidadãs e cidadãos brasileiros de bom senso neste momento é impedir já qualquer chance de continuação do atual governante no poder. A disputa presidencial não pode ser arrastada para o segundo turno, se não quisermos ver e viver mais distopias, violência, perseguição e a agressão por parte dos ressentidos envergonhados que por teimosia não admitem que erraram e insistem em permanecer no erro e a defender seus mitos. Os atuais mandatários da nação e a família do presidente estão ameaçados de várias condenações em tribunais nacionais e internacionais, inclusive, por crimes contra a humanidade. Por essas e outras, usam de todos os expedientes – a maioria deles ilegais – para permanecer no poder e não perder suas prerrogativas de imunidade.

Desde o chamado impeachment que derrubou a presidenta Dilma Rousseff, agora mais do que nunca provado que foi golpe, em razão dela ter sido julgada inocente diante da acusação de pedaladas fiscais que o capital e a extrema direita mundial articulada pelo trumpismo e pelo seu estrategista-mor, Steve Bannon, vem articulando esse assalto ao poder em nosso país. A fragilidade de nossas instituições, a mão invisível do mercado, a trava do parlamento, comandado pelo centrão – à época sob a égide de Eduardo Cunha –, a crise econômica mundial e o fim da exportação de nossas commodities, pavimentaram o caminho para que fosse inaugurado o desmantelo do Estado brasileiro e a implosão da república.

O governo Bolsonaro aparelhou os principais órgãos de Estado. Segundo relatório da Controladoria-Geral da União (CGU), foram empregados milhares de militares, da reserva e da ativa, em cargos civis. Entre os problemas identificados pelo levantamento estão remunerações que extrapolam o teto constitucional e a falta de amparo legal para exercer cargo de agente civil, além do acúmulo de funções. Várias estatais brasileiras foram entregues à inciativa privada, na bacia das almas, e o dinheiro utilizado para atender ao orçamento secreto administrado pelo centrão, de quem o executivo se tornou refém. Este governo que aí está e joga com todas as cartas para permanecer impôs a Lei do Sigilo de 100 Anos para 65 casos, dentre os quais as visitas que a primeira-dama, Michele Bolsonaro, recebeu no Palácio da Alvorada. Dois dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), foram escolhidos com base na fé que professam – são “terrivelmente evangélicos”. A Procuradoria Geral da República perde credibilidade a cada dia. Investigações de corrupção e de malversação dos recursos públicos estão sendo obstruídas e vários mecanismos de controle foram destruídos. A família do presidente é acusada de comprar 51 imóveis com dinheiro vivo e entra com recurso para tirar de circulação a matéria jornalística que denuncia o escândalo. O preço dos combustíveis foram manipulados ao sabor das alterações nas pesquisas de intenção de voto. Legislações de proteção ao meio ambiente foram quebradas. As funções das Forças Armadas vêm sendo desviadas, de aparato de Estado, para servir ao governo e à sua candidatura, sem falar do sequestro dos símbolos e datas nacionais. A estupidez negacionista deixa um saldo de 686 mil mortos durante a pandemia de covid-19 no país. O Brasil ocupa o vexatório segundo lugar em letalidade por covid, entre todos os países do mundo. Milhões de doentes ficaram sem vários remédios da Farmácia Popular. Reajuste do auxílio emergencial e ajuda para taxistas e caminhoneiros vêm sendo apontados como o maior crime eleitoral praticado no país.

E tem mais, muito mais. Num dos últimos debates, o presidente-candidato contou até com a linha-auxiliar de um falso-padre, já desmascarado. São inúmeros os abusos cometidos pelo candidato Bolsonaro e por esse governo que insiste em se manter no poder para liquidar o que resta de nossas riquezas e destruir as instituições republicanas. Sua política é de disseminação do ódio e de mentiras, truculência no trato com opositores e misoginia explícita, dentre tantos outros descalabros.

O que mais é necessário para convencer quem não tem vocação para extremista, mas que, por razões de acreditar mais no dogmatismo de pastores e padres sectários, do que em Cristo e em seu Evangelho, repete e cumpre cegamente os ditames e as palavras de ordem de impostores?

Um presidente eleito em clima de judicialização da política e politização da justiça, com as bênçãos da boa-fé do povo simples, aviltada por interesses econômicos de setores religiosos inescrupulosos, estribados em fake news, não tinha nenhuma chance de dar certo, como está provado que não deu.

Qualquer um dos candidatos à presidência da república é melhor para o Brasil do que Bolsonaro, mas só um é capaz de vencê-lo e já, no primeiro turno. A sociedade civil organizada e as principais lideranças de vários setores do país já declararam o voto a Lula. A eleição ainda não está ganha, mas se uma parcela dos eleitores de Ciro e Tebet optar pelo voto útil a fatura poderá ser liquidada neste domingo e é para isso que quem tem juízo e responsabilidade está trabalhando e torcendo.


terça-feira, 1 de março de 2022

O MONOPÓLIO DOS GRANDES LABORATÓRIOS FARMACÊUTICOS


EUA ignoraram vacina sem patente e financiaram imunizantes de grandes marcas, diz pesquisadora

Apesar das seguidas tentativas de organizações internacionais e de alguns entes governamentais de quebrar as patentes das vacinas contra a covid-19 e facilitar sua aquisição por países que não dispõem de recursos, os monopólios dos grandes laboratórios farmacêuticos se impuseram ao bem comum.

Contudo, nadando contra a maré, uma equipe de cientistas do Hospital Infantil da Escola Baylor de Medicina de Houston, no Texas, Estados Unidos, desenvolveu uma vacina não patenteada contra a covid-19, a Corbevax.

Os cientistas criaram a fórmula do insumo, que pode ser distribuída a qualquer laboratório interessado. As células produtoras são como uma receita que permite produzir a vacina em uma escala de dez litros. Vários países, a maioria do sudeste asiático, já adquiriram a fórmula.

A pesquisadora da Escola Baylor de Medicina de Houston, Dra. María Elena Bottazzi é uma das criadoras da Corbevax. A cientista foi entrevistada pelo Portal Brasil de Fato.

Acesse a entrevista e leia a matéria completa de José Eduardo Bernardes para Brasil de Fato, clicando aqui.

(Fonte: Brasil de Fato)

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2022

NOVO APRENDIZADO


(Foto: Getty Images)


Inglaterra prepara fim de restrições contra pandemia e plano para 'conviver com covid'

O primeiro-ministro do Reino Unido, Boris Johnson, se prepara para anunciar nesta segunda-feira (21/2) o fim de todas as restrições referentes à pandemia de coronavírus na Inglaterra, como a obrigação de isolamento para pessoas que testam positivo para covid.

A previsão é que o primeiro-ministro deve se reunir com sua equipe pela manhã e anunciar o plano no Parlamento durante a tarde. Seu anúncio deve se restringir à Inglaterra, já que as outras três nações do Reino Unido — Irlanda do Norte, Escócia e País de Gales — possuem alguma autonomia para definir suas próprias regras.

Johnson disse que o fim das restrições "marca um momento de orgulho à medida que começamos a aprender a viver com a covid".

Leia a matéria na íntegra no site da BBC News, clicando aqui.

(Fonte: BBC News / Brasil)

sábado, 5 de fevereiro de 2022

ELEIÇÕES E ALIANÇAS

 

Brasil: poder e terras usurpadas. 'A repetição fiel da loucura capitalista'

“Neste ano de eleições presidenciais, a hipótese da esquerda que quer substituir o atual governo de extrema-direita por enquanto está ganhando. Parece um processo de maquiagem do realismo prudente da política como mera constatação dos interesses dos empresários e das demandas dos partidos”, escreve Flavio Lazzarin, padre italiano fidei donum que atua na Diocese de Coroatá, no Maranhão, e é agente da Comissão Pastoral da Terra (CPT), em artigo publicado por Settimana News, 28-01-2022, com tradução de Luisa Rabolini.

Segundo ele, "para Lula, toda e qualquer aliança deve e pode ser usada para ganhar as eleições. Os partidos de esquerda poderiam ter proposto o impeachment do presidente bem antes de chegar aos 600 mil mortos por Covid, causados pelo negacionismo e pela negligência do governo federal, mas preferiram o caminho eleitoral, entendendo-o como a única garantia para retornar ao poder".

Para ler a íntegra do texto, clique aqui.

(Fonte: Instituto Humanitas Unisinos)

 

quinta-feira, 20 de janeiro de 2022

ÔMICRON AVANÇA NO BRASIL


(Foto: Reuters)


Teste de covid: por que está tão difícil conseguir testagem no Brasil?


Pesquisa Datafolha aponta que mais de 8 mi de brasileiros não conseguiram se testar no último mês.

Histórias de pessoas peregrinando por farmácias, laboratórios ou unidades de saúde em busca - nem sempre bem-sucedida - por testes de covid-19 viraram comuns, em um momento que combina o avanço da variante ômicron com uma escassez de exames.
Por trás disso estão, segundo especialistas, tanto uma oferta global insuficiente de testes e insumos para atender o aumento da demanda, quanto problemas e limitações na estratégia de testagem do Brasil (veja mais abaixo), que bateu o recorde de 204 mil novos casos oficialmente conhecidos de covid-19 nesta quarta-feira (19/1).
Nas farmácias, foram feitos 482,1 mil testes entre 3 e 9 de janeiro - um recorde e um aumento de 70% em relação à semana anterior, informou em nota a Abrafarma, associação que reúne as 26 maiores redes farmacêuticas do país.
Tanto essa entidade quanto a associação de laboratórios alertaram que, no atual cenário, será necessário hierarquizar a realização dos testes, priorizando quem mais precisa.

Para ler, na íntegra, a matéria de Paula Adamo Idoeta para a BBC News Brasil, clique aqui.
(Fonte: BBC News Brasil)

sábado, 25 de setembro de 2021

COVID-19: NOVOS ESCÂNDALOS

 

(Foto: Louai Beshara / AFP)


Na imagem acima o "kit covid", não recomendado pelas autoridades de saúde que pode conter cloroquina, ivermectina e azitromicina 

Covid: o escândalo da Prevent Senior, 
a vacinação de adolescentes e o atual panorama da crise

Brasil fecha semana com notícia de aumento na taxa de transmissão da doença e percentual de 40% da população imunizados
O escândalo envolvendo a operadora Prevent Senior segue alimentando a rede de problemas que vieram à tona na atual fase da pandemia no país. A empresa, hoje na mira de inquérito do Ministério Público Federal (MPF), é suspeita de omitir morte de pacientes em um estudo do uso da cloroquina no tratamento de pessoas com covid-19.

Para ler a matéria de Cristiane Sampaio para Brasil de Fato, clique aqui.


(Fonte: Site Brasil de Fato)

quarta-feira, 15 de setembro de 2021

PRESIDENTE BRASILEIRO NÃO ESTÁ VACINADO

(Foto: Marcos Correa / PR)


ONU deve decidir amanhã se exigirá vacinação para Assembleia-Geral, o que poderia barrar Bolsonaro

Os Estados-membros da Organização das Nações Unidas (ONU) devem deliberar nesta quinta-feira (16/9) se exigirão que todos os presentes à Assembleia-Geral do órgão, na próxima semana, apresentem comprovantes de vacinação contra a covid-19 para serem admitidos ao prédio da ONU, em Nova York.
Caso decidam pela obrigatoriedade da imunização, isso poderia barrar a participação do presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, que oficialmente não está vacinado. Tradicionalmente, o chefe de Estado brasileiro faz o primeiro discurso entre os líderes no evento, marcado para o próximo dia 21.
Há dois dias, em conversa com apoiadores em frente ao Palácio da Alvorada, Bolsonaro voltou a repetir que não havia tomado imunizantes contra a doença, que já matou 580 mil brasileiros. Ele citou um suposto resultado do exame IGG, que mede a quantidade de anticorpos para uma dada doença no corpo, como justificativa para não ter se vacinado.
Leia a matéria completa de Mariana Sanches para a BBC News Brasil, clicando aqui.

domingo, 25 de julho de 2021

POVO MAIS UMA VEZ NAS RUAS



(Foto: Carl de Souza / AFP)


"Seguiremos nas ruas pelas vítimas de Bolsonaro"

Pela quarta vez em menos de dois meses, a população foi às ruas em centenas de cidades no Brasil e no mundo em protesto contra o governo Jair Bolsonaro (sem partido), pela aceleração do programa de vacinação e em defesa da democracia.

Para além da importância das reivindicações feitas por meio de manifestações pacíficas, justas e democráticas, o que se viu nas ruas neste sábado (24) por todo o país e também em cidades espalhadas pelo mundo foi a maneira forte, digna e inspiradora com que a população levou sua mensagem a público. Foram cerca de 600 mil pessoas nas ruas de mais de 500 cidades.

Brasil de Fato tentou condensar em pouco mais de dois minutos de imagens e vídeos qual o recado que os brasileiros levaram às ruas. "Vamos continuar nas ruas em nome das vítimas de Bolsonaro", disse uma das centenas de milhares de pessoas que participou dos protestos. Suas palavras ecoam em todo país. Confira o vídeo abaixo, clicando aqui.


(Fonte: Portal Brasil de Fato)



domingo, 20 de junho de 2021

ATOS CONTRA BOLSONARO EM TODOS OS ESTADOS, DISTRITO FEDERAL E NO EXTERIOR

 

Manifestantes ocupam a Avenida Paulista, em São Paulo, para protestar contra o governo Bolsonaro no último sábado
 (Foto: Ronaldo Silva/Futura Press/Estadão Conteúdo)

Mais de 1 milhão de pessoas foram às ruas no último sábado, dia 19 de junho, em manifestações contra o desastroso governo de Jair Messias Bolsonaro.

Houveram manifestações em 25 capitais brasileiras e em mais de 100 cidades do interior, além de atos no exterior, realizados tanto por brasileiros residentes em outros países, quanto por estrangeiros que abominam o governo Bolsonaro. Todos os atos foram pacíficos e as pessoas foram às ruas usando máscaras. 

Ainda que tenha havido aglomerações, os atos se justificam em razão da incapacidade do atual governo de lidar com a pandemia que, justamente no dia das manifestações, atingiu a marca de 500 mil mortes por covid-19, de uma economia em frangalhos e do grande retrocesso no campo dos direitos humanos e sociais.


quinta-feira, 10 de junho de 2021

BOLSONARO QUER DESOBRIGAR VACINADOS DE USAR MÁSCARA

 

(Foto de divulgação da solenidade no Palácio do Planalto)


Na contra-mão das recomendações dos especialistas, o presidente, Jair Bolsonaro, declarou em solenidade no Palácio do Planalto que solicitou ao ministro da saúde, Marcelo Queiroga, um parecer (estudo no entender do ministro) que desobriga o uso da máscara para vacinados e pessoas que já contraíram a doença. 
Isso num momento em que o Brasil está na marca dos 480 mil mortos por Covid-19, tendo registrado mais de 2 mil e 300 mortes, nas últimas 24 horas. Sem contar que menos de 12% da população tomou as duas doses da vacina e que seremos sede de um megaevento, a Copa América.
Esses fatos alarmantes estão sendo noticiados em todo o mundo.
Que país é esse?

terça-feira, 1 de junho de 2021

POVO UNIDO NAS RUAS: "FORA BOLSONARO"


Manifestações pacíficas, com protocolos 

e sem palanques

Em várias cidades do mundo, não apenas no Brasil, houveram protestos contra o Governo de Jair Messias Bolsonaro. O povo nas ruas, usando máscaras, álcool em gel e mantendo distanciamento gritou em uníssono: "Fora Bolsonaro!", no último sábado, dia 29 de maio.


De forma pacífica, o povo gritou por vacina e denunciou as mais de 450 mil mortes por Covid-19. Haviam vários grupos de diversos segmentos sociais, mas todos unidos em torno de uma única causa: dar um basta ao Governo de Bolsonaro.


Apesar de milhares manifestando, em mais de 200 cidades em todos os Estados Brasileiros e em 14 países pelo mundo afora, as pessoas mantiveram distância e estavam de máscaras, dando exemplo de civilidade.


O povo foi às ruas de forma espontânea. Não houveram convocações partidárias, nem sindicais. Não havia militância partidária aguerrida, não teve palanque, tampouco discurso de quem quer que fosse, apenas palavras de ordem, muitos cartazes, bandeiras, camisetas, faixas, bandanas, máscaras temáticas, bonecos e bandas. 
As manifestações de 29 de maio, lotaram as ruas e repercutiram em todo o mundo. Isso é só o começo do que vem por aí, se o governo não atender às reivindicações da população e não tratar os cidadãos com o respeito e a dignidade que merecem. 

As fotos e o texto são de Eugênio Magno.

quinta-feira, 25 de março de 2021

VACINA TEM DE SER GRATUITA E UNIVERSAL

(Foto: Reprodução/Unsplash)

Empresários e políticos tomam vacina contra Covid-19 às escondidas, diz revista


Um grupo de políticos e empresários, a maioria ligada ao setor de transporte de Minas Gerais, e seus familiares, tomou na terça-feira (23) a primeira das duas doses da vacina da Pfizer contra a Covid-19, em Belo Horizonte. Eles compraram o imunizante por iniciativa própria e não repassaram ao Sistema Único de Saúde (SUS).
A segunda dose está prevista para ser aplicada nas cerca de cinquenta pessoas daqui a trinta dias. As duas doses custaram a cada pessoa 600 reais. A informação foi publicada nesta quarta-feira (24) pela revista Piauí.
Segundo pessoas ouvidas pela revista que se vacinaram na ocasião, os organizadores foram os irmãos Rômulo e Robson Lessa, donos da viação Saritur. Uma garagem de uma empresa do grupo foi improvisada como posto de vacinação. A Piauí telefonou e mandou mensagem para Rômulo Lessa, que não respondeu.
Para ler a matéria no site Piaui.Folha.Uol , clique aqui.


segunda-feira, 15 de março de 2021

ESQUERDA X DIREITA, O EMBATE NECESSÁRIO

 

(Polaridade Química: Wikiwand)

Não existe avanço sem polaridades

Eugênio Magno

A vida é prodigiosa em nos mostrar, nas várias situações do passado ou do presente que não podemos prescindir de polaridades. 

Masculino/Feminino, Sim/Não, Tese/Antítese, Claro/Escuro, Positivo/Negativo, Esquerda/Direita, etc. São elas, as polaridades, as geradoras da energia, do torque que impulsiona o motor do desenvolvimento, a fricção que cria e nos empurra pra frente, pra cima, gera o novo, nos tira da letargia. Ou seja, não existe avanço sem polaridades.

Se não, vejamos: na atualidade pandêmica brasileira, tem certas coisas que é preciso dizer. Por exemplo: é preciso dizer, lembrar e relembrar que o presidente da república, Jair Messias Bolsonaro, desde janeiro de 2020, quando o mundo inteiro tocou a sirene de alerta para os perigos e a letalidade do coronavírus, ignorou as autoridades mundiais responsáveis pela saúde e não tomou as providências cabíveis, devidas a um chefe de estado. E, pior, fez troça da doença, chamando-a de "gripezinha", usou de sarcasmo quando interrogado sobre o número de mortes por covid-19, foi garoto-propaganda de medicamentos que a ciência não aprovou como sendo eficaz no combate ao corona. E mais, incentivou, com seus constantes maus exemplos, os seus seguidores e os menos esclarecidos a não cumprirem os protocolos preventivos propostos pelos cientistas e ainda ridicularizou os brasileiros que usam máscaras. Fez churrascos, foi à praia, promoveu aglomerações e por aí vai... Poderia enumerar muitas outras ações negacionistas do presidente brasileiro, em relação às formas mais recomendadas para enfrentar o coronavírus. 

Com tudo isso e, apesar de estarmos próximos de 300 mil mortes no Brasil por covid-19, do maior índice de desemprego da história, da nossa economia estar em frangalhos, de uma equipe de governo de péssima qualidade, dos constantes escândalos envolvendo a família Bolsonaro, de uma séria crise institucional, entre os poderes da república, patrocinada pela falta de espírito republicano do bolsonarismo e dos 74 documentos enviados à presidência da câmara dos deputados, por quase 500 organizações da sociedade civil e mais de 1.500 pessoas físicas, pedindo seu impeachment , Jair Bolsonaro, ainda mantinha índices de popularidade significativos.

Até uma semana atrás, todas as pesquisas eleitorais, com vistas às eleições presidenciais de 2022, davam Jair Bolsonaro como candidato eleito, com o maior percentual de intenção de votos, vencendo qualquer candidato que disputasse com ele as eleições.

Mas eis que surgem dois fatos na linha das polaridades que aqui aponto, como uma necessidade para que haja avanços em qualquer setor da vida, privada ou pública. Um dos fatos foi a pesquisa eleitoral publicada no último dia 11 de março, na qual Bolsonaro ficou muito mal na fita. Segundo a pesquisa, Jair Bolsonaro perde as eleições na disputa com quatro dos possíveis candidatos à presidência da república em 2022. Tanto Ciro Gomes, como Fernando Haddad, Luiz Henrique Mandetta ou Lula venceriam Bolsonaro, segundo a pesquisa. E o outro fato foi a entrevista coletiva do ex-presidente, Lula depois de o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Edson Fachin ter decidido anular todas as decisões processuais tomadas contra ele pela Justiça Federal do Paraná dentro da Operação Lava Jato. Com isso, ficaram derrubadas as condenações de Lula nos casos do Triplex do Guarujá e do Sítio de Atibaia, o que reestabeleceu os direitos políticos do petista. Ou seja, se ele não sofrer condenações em segunda instância novamente até as eleições de 2022, não estará impedido de concorrer à Presidência da República. Na entrevista, Lula, com toda a empatia que lhe é peculiar, falou como um presidente deve se dirigir ao povo de uma nação, em situações como a que estamos vivendo. O ex-presidente falou da importância da vacina em caráter de urgência, condenou a liberação de armas para a população, fez críticas à política econômica do governo e à falta de habilidade diplomática do Brasil no campo das relações internacionais. O mais interessante nesse episódio é que Lula, imediatamente, após a entrevista na qual falou sobre a POS-SI-BI-LI-DA-DE de se candidatar em 2022, passou a pautar o comportamento de Jair Bolsonaro que, até então, permanecia impassível diante de todos os ataques sofridos de setores da sociedade e mesmo aos da oposição.

Nessa nossa análise o que menos importa é se Lula será realmente candidato à presidência ou não. Se ele continuará elegível até as eleições de 2022 ou se a Procuradoria Geral da República (PGR) irá ou não recorrer da decisão do STF. Mas, no mínimo, duas das reações do clã Bolsonaro dão provas de que somente a polarização, no caso uma oposição forte, com apoio popular e capacidade de enfrentar o governo, em um debate franco e democrático, pode mudar o rumo das coisas, até que cheguemos às eleições ou que haja mobilizações suficientes para se iniciar um processo de impeachment (o que tem poucas chances de acontecer).

As duas maiores provas do pavor dos Bolsonaro depois da fala do Lula e da divulgação da pesquisa eleitoral foram: um dia após a entrevista coletiva de Lula, Jair Bolsonaro apareceu para o público usando máscara e os filhos do presidente apelando para as redes sociais pedindo aos seguidores do pai que divulgassem foto do presidente, juntamente com texto a favor da vacinação: “nossa arma é a vacina”.

Política não é como futebol. Quem governa tem que governar para todos, mas para que todos ganhem, a nação seja vencedora e o povo vitorioso, é necessário que haja dois lados. Somente a polaridade e os contrapesos podem gerar o equilíbrio tão sonhado, mas pouco batalhado na arena da vida, das lutas, das mobilizações e das disputas de narrativas.


sexta-feira, 5 de março de 2021

O BRASIL NÃO CONSEGUE CONTROLAR A PROLIFERAÇÃO DA COVID

 

(Foto: Reuters/Ricardo Moraes)

Coronavírus: Por que vacinação sem lockdown pode tornar Brasil 'fábrica' de variantes superpotentes


Nathalia Passarinho
da BBC News Brasil em Londres


Pesquisadores britânicos apontam que contato em larga escala entre vacinados e variante de Manaus pode gerar mutações capazes de driblar totalmente a eficácia das vacinas.
O cenário atual no Brasil, que combina início da vacinação com transmissão descontrolada da covid-19, pode tornar o país uma "fábrica" de variantes potencialmente capazes de escapar por completo da eficácia das vacinas. Esta é a avaliação de cientistas britânicos diretamente envolvidos em algumas das principais pesquisas sobre mutações do coronavírus.
Pesquisadores da universidade Imperial College London e da Universidade de Leicester ouvidos pela BBC News Brasil afirmam que lockdowns e outras medidas de contenção são particularmente necessários durante a vacinação de uma população.
Eles explicam que é justamente o contato entre vacinados e variantes que propicia o aparecimento de mutações "superpotentes", capazes de driblar totalmente a ação do imunizante.
E, no Brasil, há uma combinação explosiva para que isso ocorra: vacinação ainda em ritmo lento, variante com a mutação E484k (que dribla anticorpos) e altas taxas de infecção.
(Fonte: BBC News)


quarta-feira, 10 de fevereiro de 2021

ALERTA COVID-19! FIQUE EM CASA

 

(Imagem: Science Photo Library)

Reinfecção mais grave por variante do coronavírus traz novo alerta sobre as mutações, diz cientista 


Camilla Veras Mota
da BBC News Brasil

A virologista Marta Giovanetti tem acompanhado de perto duas das três variantes do coronavírus que vêm preocupando o mundo nas últimas semanas.
A cientista italiana chegou ao Brasil em 2015 e já realizou pesquisas sobre os genomas dos vírus da chikungunya, zika, dengue, febre amarela e, desde o ano passado, do Sars-CoV-2.
É a pesquisadora com residência no país com o maior número de publicações sobre a covid-19 e a mais citada, conforme levantamento feito em outubro pela Agência USP de Gestão da Informação Acadêmica. Naquele momento, ela tinha 26 estudos publicados e 633 citações.
Além do trabalho no Laboratório de Flavivírus do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz), no Rio de Janeiro, ela também colabora com um laboratório na Itália e com o brasileiro que está à frente do programa de vigilância genômica do coronavírus na África do Sul, Tulio de Oliveira, diretor do laboratório Krisp na Escola de Medicina Nelson Mandela.
Tanto Brasil quanto África do Sul identificaram recentemente novas linhagens do coronavírus que podem ser mais transmissíveis e até driblar os anticorpos daqueles que já tiveram a doença uma primeira vez, provocando reinfecções. Ao lado de uma outra cepa identificada no Reino Unido, elas preocupam autoridades de saúde de todo o planeta.
Em entrevista à BBC News Brasil, a pesquisadora explica os riscos representados por essas variantes, conta um pouco de sua trajetória e chama atenção para o estudo que detalhou o primeiro caso de reinfecção por uma linhagem do coronavírus que pode "driblar" o sistema imunológico, em que a paciente teve sintomas mais severos da covid-19.

Quanto maior liberdade o vírus tem para circular, maior probabilidade de desenvolver mutações.

(Fonte: BBC News Brasil/SP)

segunda-feira, 25 de janeiro de 2021

BECO SEM SAÍDA PARA O MUNDO NA LÓGICA CAPITALISTA

Por trás da falta de vacinas, as três leis trágicas da Big Pharma. Não pesquisar doenças de pobres. Patentes, para elitizar os tratamentos. Desencorajar países de produzir remédios e vacinas. Há alternativas — nenhuma sob lógicas capitalistas

A covid expõe o apartheid sanitário global

Por François Polet

Apesar da retórica sobre os bens públicos mundiais, a corrida pelo acesso às vacinas contra o coronavírus evidencia novamente a desigualdade entre as nações no mercado farmacêutico. Além da covid-19, o problema se manifesta em três formas: no subfinanciamento da pesquisa em doenças tropicais; no sistema de direitos de propriedade intelectual que exclui países em desenvolvimento dos resultados da pesquisa do Norte Global; e na dilapidação das capacidades de pesquisa e produção dos países mais pobres.

Grande alívio na Europa: as primeiras doses da vacina contra a covid-19 estão serão aplicadas. O debate público se concentra sobre os desafios logísticos… e sobre a liberdade individual, sobretudo num setor da população que desconfia de um produto elaborado sob condições extraordinárias. Essa preocupação, comum nos países ricos, se contrapõe às questões dos países pobres, onde a disponibilidade das futuras vacinas está longe de ser uma realidade em futuro próximo. A penúria nesses locais não está desconectada da abundância no Norte: por meio de acordos bilaterais com os laboratórios que abrigam, os governos ocidentais reservaram os primeiros bilhões de doses que serão produzidas: capazes de vacinar várias vezes suas populações.

Lançada em abril pela «aliança da vacina» (GAVI), em associação com a Organização Mundial da Saúde (OMS) e a Fundação CEPI(1), a plataforma COVAX (Covid 19 Vaccines Global Access) procura ultrapassar a lógica do “cada um por si” destacando as contribuições dos Estados (são mais de 180 que ingressaram na iniciativa) para sustentar a pesquisa e a produção de um grande número de doses de vacinas, para negociar os melhores preços possíveis com a indústria e garantir uma distribuição mais justa das doses entre países e no interior de seus territórios. A Covax estabeleceu um mecanismo de co-financiamento, pelos países ricos, de um bilhão de doses, que serão reservadas aos 92 países mais pobres, em nome do princípio segundo o qual “ninguém estará em segurança até que todo o mundo esteja seguro”. Embora seja muito cedo para avaliar a inciativa Covax, que tem o mérito de existir, já se tornou evidente que sua eficácia será reduzida pelos acordos prioritários que os países rigos assinam em paralelo, com os laboratórios. O montante monetário envolvido nestes compromissos é muitas vezes maior que as somas destinadas por estas mesmas nações ao dispositivo COVAX.

Essa desigualdade no acesso aos medicamentos é apenas um pequeno sintoma de uma posição globalmente desvantajosa dos países do Sul Global na ordem farmacêutica internacional. As origens das dificuldades desses países pobres no acesso aos produtos médicos e farmacêuticos essenciais em matéria de saúde pública são bem conhecidos. Elas tem sido objeto de numerosos relatórios e declarações dentro das organizações internacionais nos últimos 30 anos. As dificuldades manifestam-se em três níveis: na falta de investimento, em escala mundial, na pesquisa em doenças que atingem principalmente os países do Sul Global; na existência de um sistema de patentes que limita as possibilidades de acesso dos países do Sul aos medicamentos; e, ainda que algumas patentes expirem, há a incapacidade de produção dos medicamentos nos países mais pobres.

Para ler, na íntegra, a matéria de François Polet, no Centro Tricontinental (CETRI), com tradução de Vitor Costa, no site Outras Palavras, clique aqui.

terça-feira, 29 de dezembro de 2020

A DESIGUALDADE TEM CAUSA E CAUSADORES

Os trilhões emitidos pelos bancos centrais na pandemia irrigaram as elites e os cassinos financeiros. Este “resgate” produzirá desigualdade obscena. Há alternativa: como no pós-guerra, criar dinheiro para o Comum e taxar pesadamente as fortunas.


(Foto publicada no site Outras Palavras)

Piketty: hora de fazer os ricos pagarem

Como os Estados enfrentarão o acúmulo de dívidas geradas pela crise da Covid-19? Muitos já ouvem a resposta: os bancos centrais assumirão em seus balanços uma parcela crescente das dívidas, e tudo será resolvido. Na verdade, as coisas são mais complexas. O dinheiro faz parte da solução, mas não será suficiente. Mais cedo ou mais tarde, os mais ricos deverão dar sua contribuição.

Recapitulemos. A criação de dinheiro tomou proporções sem precedentes em 2020. O balanço do Federal Reserve saltou de 4,159 trilhões de dólares em 24 de fevereiro para 7,056 trilhões em 28 de setembro, perto de 3 trilhões de dólares de injeção monetária em sete meses, o que jamais foi visto. O balanço do Eurossistema (a rede de bancos centrais dirigida pelo Banco Central Europeu, BCE) passou de 4,692 trilhões de euros em 28 de fevereiro para 6,705 trilhões em 2 de outubro, uma alta de 2 trilhões.

Em relação ao PIB da zona do euro, o balanço do Eurossistema, que já tinha passado de 10% para 40% do PIB entre 2008 e 2018, saltou para perto de 60% entre fevereiro e outubro de 2020.

Para que todo este dinheiro? Em tempos normais, os bancos centrais contentam-se em conceder empréstimos de curto prazo a fim de garantir a liquidez do sistema. Como as entradas e saídas de dinheiro nos diferentes bancos privados nunca se equilibram exatamente a cada dia, os bancos centrais emprestam por alguns dias somas que os estabelecimentos reembolsam depois.

Após a crise de 2008, os bancos centrais começaram a emprestar dinheiro com prazos cada vez mais longos (algumas semanas, depois alguns meses, ou mesmo vários anos) a fim de tranquilizar os atores financeiros, paralisados com a ideia de seus parceiros de jogo irem à falência. E havia muito o que fazer, pois, na falta de regulação adequada, o jogo financeiro tornou-se um gigantesco cassino planetário ao longo das últimas décadas.

Todos começaram a emprestar e tomar emprestado numa escala sem precedentes, se bem que o total de ativos e passivos financeiros privados detidos pelos bancos, empresas e famílias ultrapassa hoje 1.000% do PIB nos países ricos (inclusive sem incluir os derivativos), contra 200% nos anos 1970. O patrimônio real (isto é, o valor líquido dos imóveis e das empresas) também aumentou, passando de 300% para 500% do PIB, mas bem menos intensamente, o que ilustra a financeirização da economia. De certa forma, os balanços dos bancos centrais apenas seguiram (com atraso) a explosão dos balanços privados, a fim de preservar sua capacidade de ação diante dos mercados.

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terça-feira, 15 de dezembro de 2020

ESTAMOS A DEUS-DARÁ: NINGUÉM ASSUME NADA

 

(Imagem de divulgação modificada)


Bolsonaro diz que assina nesta 3ª MP de recursos para vacinas


O presidente Jair Bolsonaro disse que deve assinar nesta terça-feira a medida provisória que irá liberar 20 bilhões para compra de vacinas contra a Covid-19, mas ressaltou mais uma vez que o uso não será obrigatório no país e quem quiser tomar o imunizante terá de assinar um termo de responsabilidade.
“Devo assinar nesta terça-feira a medida provisória de 20 bilhões de reais para comprar vacinas”, disse o presidente em conversa com apoiadores na noite de segunda, no Palácio da Alvorada.
O governo tenta negociar com fabricantes, especialmente a Pfizer, cujo imunizante já está em uso no Reino Unido e nos Estados Unidos, a compra de doses de vacina para além do acordo com a Astrazeneca/Oxford, cujos testes clínicos ainda não foram finalizados.
Bolsonaro, no entanto, resiste à ideia das vacinas e defende que a aplicação dos imunizantes não seja obrigatória. Por mais de uma vez, questionou especialmente a vacina CoronaVac, do laboratório chinês Sinovac, que está sendo testada pelo Instituto Butantan, ligada ao governo paulista.
A seus apoiadores, na noite de ontem, voltou a dizer que só quem quer deverá tomar e ainda afirmou que há riscos e quem decidir pela vacina terá que assinar um termo de responsabilidade.
“E detalhe, não obrigatória, vocês vão ter que assinar um termo de responsabilidade para tomar. Porque a Pfizer, por exemplo, é bem clara no contrato: ‘nós não nos responsabilizamos por efeitos colaterais’”, disse. “Tem gente que quer tomar, então tome. A responsabilidade é tua. Quer tomar, toma. Se der algum problema por aí... Espero que não dê.”
Para ler, na íntegra, a matéria de Lisandra Paraguassu para a Reuters, clique aqui.

terça-feira, 1 de dezembro de 2020

O MUNDO A MERCÊ DA INDÚSTRIA FARMACÊUTICA


Pfizer e BioNTech 
pedem uso emergencial de vacina contra Covid-19 na UE


FRANKFURT (Reuters) - A Pfizer e a BioNTech pediram ao regulador de medicamentos da Europa autorização condicional para sua vacina contra Covid-19, após submeterem pedidos semelhantes nos Estados Unidos e no Reino Unido, informaram as empresas nesta terça-feira.
O pedido para a Agência Europeia de Medicamentos (EMA) vem depois de as empresas pedirem aprovação nos EUA em 20 de novembro, deixando-as um passo mais perto de lançarem sua vacina.
Na busca por lançar o imunizante na Europa, potencialmente ainda neste ano, as empresas estão passo a passo com a rival Moderna, que anunciou na segunda-feira que pediria ao regulador da União Europeia para recomendar a aprovação condicional para sua vacina.
A norte-americana Pfizer e a alemã BioNTech anunciaram o resultado final dos testes com sua vacina em 18 de novembro, mostrando que sua candidata é 95% eficaz na prevenção da Covid-19, sem preocupações de segurança relevantes, levantando a perspectiva de uma aprovação nos EUA e na UE em dezembro.
Para continuar lendo a matéria de Ludwig Burger para a Reuters, clique aqui.

sexta-feira, 20 de novembro de 2020

DÓLAR ESTÁVEL: ATÉ QUE DIA/HORA (?)


(Foto: Eugênio Magno)

Dólar mostra estabilidade nesta 6ª, mas caminha para perda semanal com otimismo sobre vacina


By Luana Maria Benedito

SÃO PAULO (Reuters) - O dólar tinha variação discreta ante o real nesta sexta-feira, mas já chegou a cair 0,52% mais cedo, caminhando para registrar perda semanal na esteira do ânimo global sobre o desenvolvimento de vacinas para a Covid-19 e um dia depois de o ministro da Economia, Paulo Guedes, voltar a demonstrar otimismo sobre a economia.
Às 9:18, o dólar recuava 0,05%, a 5,3106 reais na venda, enquanto o dólar futuro de maior liquidez tinha variação positiva de 0,08%, a 5,3110 reais.
Na última sessão, o dólar spot registrou queda de 0,45%, a 5,3131 reais na venda.
O Banco Central anunciou para esta sexta-feira leilão de swap cambial tradicional para rolagem de até 12 mil contratos com vencimento em abril e agosto de 2021.
(Fonte: Reuters Brasil)