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sábado, 1 de maio de 2021

VOZES DE MINAS ATINGE A MAIORIDADE

 

Vídeo Comemorativo: 18 Anos Vozes de Minas 


Vida longa ao Vozes de Minas

No dia 30 de abril de 2021 o Vozes de Minas - Grupo de Profissionais da Voz atingiu a maioridade. Já são 18 anos de uma história de sucesso construída como muito empenho dedicação e profissionalismo.
Às 9 da manhã, do dia 30 de abril de 2003, o Vozes de Minas, juntamente com a AMAV - Associação Mineira do Audiovisual, recebia seus convidados: agências de propaganda, anunciantes, veículos de comunicação, jornalistas e formadores de opinião para o evento de lançamento das duas entidades.
À época, como articulista-colaborador do jornal o Tempo e, na condição de fundador e primeiro presidente do Vozes de Minas, escrevi o artigo que reproduzo abaixo:

QUEM TEM OUVIDOS OUÇA

Eugênio Magno M. Oliveira
Comunicador Social 

         A voz é um instrumento muito importante. É com ela que as pessoas estabelecem seus contatos. Ela ajuda a posicionar marcas e a fazer tilintar o caixa das empresas. Convence cidadãos e consumidores, seduz, elogia, adverte, esclarece, informa.

         Estou falando das vozes que são colocadas a serviço do mercado. São as vozes dos locutores e atores de propaganda que, de tanto falar dos outros e, a partir de outros, desconfiaram que havia chegado a hora de falar por si e de si mesmos. Descobriram que era necessário compartilhar o que verdadeiramente fazem e como se sentem, quando as marcas, as instituições, os serviços, as ideologias e outros produtos, levam consigo, como seus defensores junto ao consumidor, uma parte deles. Algo de suas identidades – suas vozes.

         Estou falando do Grupo de Locutores Especializados em Gravação – Vozes de Minas (primeira denominação do Grupo), do qual tenho a honra de ser um dos fundadores e primeiro presidente.

         Desde dezembro do ano passado que estamos nos reunindo para pensar e repensar qual é nosso papel na sociedade e, mais especificamente, na cadeia do processo de produção publicitária. Descobrimos coisas incríveis e falamos dessas descobertas, primeiro para nós mesmos, depois para os produtores. Agora estamos na fase de falar do nosso trabalho para o pessoal das agências de propaganda: diretores de RTV e de criação, redatores e presidentes. E não vamos parar por aí, queremos também que o cliente que nós anunciamos, saiba quem somos, o que fazemos, e como fazemos.

         A sociedade, a partir de agora, vai poder nos identificar como categoria profissional organizada. Estamos nos preparando para isso. E não estamos olhando somente para o nosso próprio umbigo, pois não queremos mais continuar a sermos tratados como coadjuvantes no mercado publicitário nacional. Estou falando de envidar esforços juntamente com o Governo do Estado e da Capital, agências, produtoras e anunciantes, para sairmos da vergonhosa posição que ocupamos no ranking dos investimentos em publicidade no Brasil.

         Queremos nos aliar às forças pró-ativas, que pretendem quebrar o silêncio de Minas. Temos em nosso estado, homens públicos dinâmicos, com perfil e potencial para assumir as posições de maior destaque no cenário político nacional. Minas Gerais é um grande celeiro de empresários arrojados, terra de banqueiros, mestres da política, grandes artistas e excelentes comunicadores. Portanto o que não nos falta é profissionalismo, seriedade, competência, talento, criatividade e, até mesmo recursos financeiros, no entanto o que se vê e se faz não corresponde a este potencial.

         Lembrando Otto Lara Resende, diria que se formos solidários, para além das nossas misérias e juntos lutarmos por ideais nobres e metas mais audaciosas, não envergonharemos nossos irmãos inconfidentes, aos quais não faltou ousadia para gritar por independência.

         Para esta nobre tarefa a comunicação é imprescindível. E dentre os recursos utilizados pela comunicação, colocamos à disposição de quem interessar possa um dos mais poderosos destes recursos comunicacionais de que dispomos: nossas vozes, as Vozes de Minas. (Texto publicado no jornal O Tempo, 30.04.2003, pág. 8, Editoria de Opinião)

Para conhecer melhor o Vozes de Minas e os talentos do grupo, visite o nosso site, clicando aqui.


domingo, 24 de dezembro de 2017

OPORTUNISMOS


Milagres & Mazelas


Eugênio Magno
Comunicólogo e Educador


Esse artigo também poderia ter como títulos: Exposição excessiva, ou O que já não era bom, pode ficar pior, entre outros. Optei por Milagres & mazelas, por ser menos deletério, mais respeitoso, e porque não dizer, mais justo. Afinal, os tratamentos dados aos dois temas abordados, podem ser entendidos como contraditórios ou paradoxais, a gosto do freguês.
O botox e a propaganda encaixam perfeitamente nesse paradigma. Tanto uma como a outra ferramenta, mesmo que manipulem a realidade de forma deliberada, podem criar o belo. Ainda que um belo fugaz e, consciente ou inconscientemente, enganoso. Mas como a diferença entre remédio e veneno está na dose, o excesso, prática recorrente dos tempos atuais, em que tudo se encontra ao alcance de nossas mãos tem contribuído enormemente para o desproporcional, o exagerado, o feio, o fake e as aberrações.
A despeito de belezas que realçam seu frescor e graciosidade, com pequenas intervenções, é grande o número de atores e atrizes talentosos que anularam totalmente sua capacidade de nos convencer de verdades cênicas por conta de preenchimentos e “esticamentos” que impedem o desenhar da expressão facial de suas emoções. Sem um close ou contatos presenciais, apresentadores de TV e outras celebridades poderiam muito bem nos convencer de que encontraram o elixir da eterna juventude. Mas suas plásticas, maquiagens e “botocagens” não são capazes de os igualarem aos seres virtuais que habitam o mundo audiovisual. Há pouco tempo, em um velório, não reconheci uma senhora, amiga da família que, delicadamente me chamava pelo nome. Seus lábios e sua boca ficaram irreconhecíveis, cresceram e não combinavam com olhos, bochechas, orelhas e pescoço. Recentemente, andando por um shopping da zona sul de BH me deparei com grande quantidade dessa espécie que exagera na dose, vítima do efeito contrário e das constantes “reparações” que causam ainda mais deformações.
E de deformação em deformação, as pessoas, as instituições e esse modelo agonizante de organização econômica e social que, desesperadamente, busca se reinventar é vilipendiado pelos oportunistas que, em busca da piada fácil e do trocadilho barato, expõem organizações ao ridículo. As Lojas Marisa erraram feio se aproveitando da morte de Marisa Letícia, esposa do ex-presidente Lula, para divulgar a sua marca. E agora a agência Binder coloca as Óticas do Povo numa situação no mínimo, discutível, ao homenagear(?) o juiz federal Sérgio Moro, num comercial de TV que repete “Moro”, “Moro” com exclamações, interrogações, reticências e circunflexos no último o, brincando com a antiga gíria “Morou!?” que, por acaso tem u no final, dando ao juiz ainda mais exposição.

Será que tudo é apenas uma infame brincadeira, ou os marqueteiros de Sérgio Moro já estão em ação e dispararam a campanha presidencial antecipada do juiz, por meio de uma aliança com a Binder e as Óticas do Povo?
Este artigo também foi publicado no jornal O Tempo, de 21/12/2017, pág. 19

quinta-feira, 9 de abril de 2015

A INFLUÊNCIA DA PUBLICIDADE NO JORNALISMO


No jornalismo, mentira não tem vez

Peter OborneCrédito: Christ's College Cambridge/Divulgação

"O que não se pode na regra do bom jornalismo é mentir. Londres foi abalada pelas declarações do ex-colunista político Peter Oborne, que deixou o The Daily Telegraph em janeiro. Oborne alega ter pedido contas por interferência direta da direção do jornal britâncio para proteger o HSBC. A direção orientou a redação a 'pegar leve' nas reportagens sobre o banco, apesar das denúncias de contas secretas na Suíça e na Ilha Jersey - notícia em toda a mídia internacional. O HSBC, vale dizer, é um dos maiores anunciantes do Telegraph". Para ler, na íntegra, o aretigo de Eduardo Tessler, sobre o assunto, clique aqui.

quinta-feira, 4 de abril de 2013

POR UM MUNDO MELHOR (?)


Afinal, quais são as necessidades do público mesmo?

Philippe Bertrand
Publicitário


Lembro do meu primeiro conflito pessoal com a propaganda na primeira semana de aula da faculdade, quando um lendário professor ensinava que 'não criamos necessidades'. O conceito é que o 'mkt e a propaganda identificam necessidades para que produtos/serviços atendam a elas, melhorando a vida das pessoas'. Vindo de uma família de classe média trabalhadora que gastava toda sua grana com escola particular, tive uma formação não-consumista. Simplesmente porque não existia o dinheiro para ser consumista. Consumir pra mim não era uma necessidade, nem possibilidade. A mim, parecia estranho e extremamente excludente associar um jeans a necessidades existenciais de status, superioridade, identidade. Estaríamos afinal, atendendo a essas necessidades vendendo às pessoas um jeans? E os 87% da população que não podem ter esse jeans (na época as classes CDE), fica simplesmente excluído dessa promessa social de identidade? Não temos responsabilidade sobre isso? O professor, assumidamente publicitário e Marxista, teve que dar o debate por encerrado dizendo que estava trabalhando para que o sistema capitalista sucumbisse, como disse Marx. Ninguém mais me aguentava falar então deixei o assunto passar e passei a também trabalhar para o sistema, tentando “identificar e atender necessidades, pra melhorar a vida das pessoas” - como dizia a teoria.
De repente, passam 16 anos. Como previu o professor, o sistema econômico (ao menos do 1o mundo) sucumbiu graças à especulação desenfreada de ganhar sempre mais. O Brasil se salvou da crise graças à ascensão econômica de quase metade da população que finalmente passou a ser valorizada nas pesquisas de marketing. Passamos grande parte da vida congestionados sob o conforto de carros bacanas, ou não. Aliás, a desigualdade e exclusão social faz das ruas de SP um ambiente potencialmente inóspito e inseguro. O mundo sofre com a indigestão de nossos dejetos de plástico, petróleo, computadores e celulares que viram lixo tóxico tão rapidamente. A individualidade parece ser um conceito muito triste, e novas gerações nos ensinam sobre sharing e colaboração. Redes de pessoas em todo o mundo reinventam a cultura, economia.. Inventam softwares, hardwares e universidades livres e abertas na Internet. E é aí que me pergunto.

Quais são as necessidades desse novo mundo?
E afinal, como elas deveriam ser atendidas?

Prefiro deixar a resposta pra quem ler as perguntas. Tenho certeza que surgirão melhores ideias que as minhas. Cada vez mais vemos propostas de posicionamento com conceitos “por um mundo melhor”. Cada vez mais marcas adotam ações em pról do coletivo (seja promovendo a locomoção por bicicleta, seja inspirando a tolerância e o sorriso, seja promovendo a doação de livros). Cannes, por sua vez, tem celebrado cada vez mais propostas que oferecem uma 'solução social' inovadora para as pessoas.
(Fonte; Meio & Mensagem online)

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

AS MELHORES CAMPANHAS DE PROPAGANDA DO ANO


M&M elege a melhor campanha do ano


"O Meio & Mensagem vai apontar a campanha de maior destaque de 2011. Com o objetivo de celebrar a criatividade das agências nacionais e destacar as campanhas e ações que marcaram a memória do público nos últimos 12 meses, o site revela a lista das 15 campanhas concorrentes ao título de melhor do ano.
Para chegarmos às pré-selecionadas, levamos em conta as opiniões de nossos leitores –que participaram da enquete promovida no Twitter, nesta semana, dando seus votos com a hashtag #campanhadoano. E também dos que fizeram suas indicações via Facebook.
Com as opiniões dos internautas em mãos, a equipe de Meio & Mensagem selecionou as dez mais votadas, fez uma análise editorial das sugestões enviadas, levando em conta, essencialmente, a criatividade das campanhas, bem como sua repercussão, lembrança e conceito utilizado e indicou outras cinco finalistas." Para saber mais detalhes clique aqui.