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terça-feira, 21 de fevereiro de 2023

SERTÃO MINEIRO NO CINE SANTA TEREZA

 Nesta quinta-feira, 23 de fevereiro, às 19:00 horas, acontece a exibição do filme "U ômi qui casô cua mula", cordel de Téo Azevedo, adaptado e dirigido por Eduardo Brasil


O diretor, Eduardo Brasil afirma que “Contar essa história é trazer para o cinema um pouco de nossas lendas e crenças, os ‘causos’ que habitam o imaginário de nossa gente. É o cinema catrumano. É nossa gente na tela, divertida como numa poesia de cordel”. 
No elenco estão Bira Moreira, no papel de Zé do Jegue; Celso Figueiredo, que vive o beato Santilino; Alik Popof, o carroceiro; Diógenes Câmara, o padre Tobias; João De Nucha, o contador de história; o diretor, Eduardo Brasil, que interpreta o dono de boteco, Seo Filó. Vários músicos da região se fazem presentes no filme cantando e tocando ao vivo. Entre eles: Valdo e Vael, Kadu da Viola, Sanfoneiro Mestre Nilo, Tone Agreste, Fernanda, Tércio, Ana Azevedo e o próprio Téo também aparece cantando um calango.


Um dos destaques do filme é o elenco animal, estrelado pela mula, Princesa Epona e pelo jegue Sarapião, além de vários figurantes como burros, cavalos e galinhas.
Após a exibição de "U ômi qui casô cua mula", Téo Azevedo canta umas modas de viola e lança seu novo livro "Léxico Catrumano". 
Os ingressos podem ser reservados pelo link diskingressos.com.br no site do Cine Santa Tereza e retirados a partir das 18:30 horas, nas bilheteria do cinema.

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2023

U ÔMI QUI CASÔ CUA MULA

 


Cordel de Téo Azevedo, adaptado para o cinema por Eduardo Brasil

No dia 23 deste mês, será exibido no Cine Santa Tereza, em Belo Horizonte, o filme "U ômi qui casô cua mula". 

A história é baseada num causo transformado em poema pelo cordelista e violeiro, Téo Azevedo. O cordel catrumano foi adaptado para a linguagem audiovisual e dirigido pelo teatrólogo, Eduardo Brasil, grande referência como ator, diretor e produtor de teatro em Montes Claros e Norte de Minas, que estreia no cinema.


O filme,
 rodado em Guaraciama e Alto Belo, sertão de Minas Gerais, tem no elenco e na ficha técnica apenas estreantes em cinema. Trata-se da primeira produção cinematográfica realizada exclusivamente por montes-clarenses. Segundo o diretor, Eduardo Brasil, "U ômi qui casô cua mula" é um filme singelo e despretensioso, uma simples transposição do cordel para o audiovisual que se valeu muito da sua experiência teatral.

Nesta exibição em BH, no próximo dia 23, Téo Azevedo irá lançar também o seu novo livro "Léxico Catrumano", com 12 mil verbetes e cantará algumas modas de viola. 

Em breve, daremos mais informações sobre o filme, horários, retirada de ingressos, etc.


sábado, 15 de agosto de 2015

RITO DE PASSAGEM


Ficção sertaneja


Eugênio Magno


O sol inda tava era quente quando eu plantei ali de junto do morão da cancela. De vez em quando vinha um ventinho e balançava as fôia do pasto de bengo misturado com colonhão que ficava do outro lado, de frente da estrada.
Eu alembro bem, era num sábado, véspera de domingo; o segundo dia de aragem depois das águas de março. E eu lá, plantado, amuado, qui nem burro brabo quando impaca.
Coitada de Sá Rufina, passô, deu bastarde, e eu lá, igual estaca, nem banei o rabo. Também, o sol já tava bachano e era d’oje qui eu tava alí...
Num há de sê nada, quem espera sempre alcança, e óia qu’eu esperei... viu essa menina! Suóro? Hum... escorria por tudo enquanto era lado.
Daí a pouco, começo a ouvir um trac-a-troac... trac-a-troac... trac-a-troac, de galope compassado vindo do lado da Mutuca. Êta coração que bateu ligeiro! Lá vinha ele, deichano p’a trás a puêra, o bafo da pinga da venda de Sô Candim e os trocado que tinha levado no bolso, no comérço de Dona Calú.
Apeou, tirô o bornal de riba da cela e mandô qu’eu fosse banhá o corpo.
Quando voltei, já sem suadeira, só cum batimento forte no coração, tava lá a danada, toda vincada in riba da mesa.
Fiquei muito besta... viu essa menina; igual jacú do mato quando vê gente. Também, já tava era passando de hora, viu!? Eu tinha somado naquele dia quinze ano e era a primeira calça cumprida (dessas de loja), qui eu ia vistir...

( Do livro IN GÊ NU(A) IDA DE - Versos e prosa, 2005)

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

NA TERRA DE GUIMARÃES ROSA









(Fotos: Eugênio Magno / Geovana R. Martins)

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

DEPUTADOS MINEIROS APROVAM DESMATAMENTO NO SERTÃO

Minas Gerais aprova lei que
retira proteção da mata seca

A Assembleia Legislativa de Minas Gerais promulgou lei que retira a chamada mata seca, na região norte do Estado, da área de preservação ambiental da Mata Atlântica. A Lei 19.096/2010, publicada ontem no Diário Oficial do Estado, permite que a área remanescente de mata seca, protegida por lei federal, seja desmatada para atividades agrícolas e produção de carvão.
A reportagem é de Eduardo Kattah, Marcelo Portela e Karina Ninni e publicada pelo jornal O Estado de S. Paulo, 05-08-2010.

Polêmico, o projeto de lei aprovado em junho pelo Legislativo mineiro recebeu duras críticas de ambientalistas, que o consideraram inconstitucional, pois permite o desmatamento de até 70% da área coberta pela vegetação, como prevê a legislação estadual, mais permissiva que a federal. A mata seca foi incluída na área de preservação da Mata Atlântica pelo decreto federal 6.660, de novembro de 2008. Conforme o Instituto Estadual de Florestas (IEF), a área remanescente corresponde a 16,1 mil km2, ou 48% da área original.
Na pesquisa da Fundação SOS Mata Atlântica divulgada em maio, Minas figura como o estado campeão em desmatamento, entre 2008 e maio de 2010, com 12,5 mil hectares suprimidos de um total de 20,8 mil hectares.
(Fonte: Site do IHU - Instituto Humanitas Unisinos)