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quarta-feira, 27 de março de 2019

SEMINÁRIO DE FÉ E POLÍTICA NO CEFEP


Centro Nacional de Fé e Política Dom Helder Câmara promove seu tradicional Seminário Anual em Brasília



Aconteceu no último final de semana, no período de 22 a 24 de março, na Sede do Centro Cultural Missionário, em Brasília - DF, o "Seminário Anual da Rede de Assessores e Articulação das Escolas", do Centro Nacional de Fé e Política Dom Helder Câmara (CEFEP).
Na condição de assessor do CEFEP, estive lá participando do evento que contou com várias apresentações como "Anarcocapitalismo e Doutrina Social da Igreja", com Paulo Fernando Andrade; "Análise de Conjuntura", com Robson Sávio e "Idolatria e Meio Ambiente", com Roberto Malvezzi (Gogó). 
Além das palestras, seguidas de acaloradas discussões, participamos de trabalhos em grupos temáticos e fomos brindados com o lançamento do livro "Religião, Política e Transformação Social: experiências de fé" que vai engordando a coleção das publicações do CEFEP.
Durante o encontro foi redigida uma carta dirigida aos bispos brasileiros e ao papa Francisco que foi assinada por todos os participantes e que em breve - assim que for entregue aos seus destinatários -, estarei publicando aqui no blog.

sexta-feira, 4 de janeiro de 2019

PODER POLÍTICO, NEOPENTECOSTAIS E A PELEJA DA CURIOSIDADE COM O SABER


Internet x Escola Sem Partido 

Por Roberto Malvezzi (Gogó)

Na era da internet não pode haver maior estupidez que pretender controlar o pensamento humano. A Igreja Católica queimou livros na Idade Média – Fogueira das Vaidades -, Hitler no Terceiro Reich, Ruy Barbosa para apagar a memória da escravidão no Brasil. Essas atitudes apenas aguçaram a vontade de muitos para conhecerem o que se queria esconder. A curiosidade e o saber são distintivos de seres inteligentes. 
O relator do Projeto Escola Sem Partido é um deputado ligado a um grupo pentecostal católico, mas apoiado totalmente por grupos evangélicos neopentecostais. Portanto, a pretensão de controle do pensamento continua pertencendo a grupos religiosos obscuros que não entraram no século XXI. 
Pelo celular nossas crianças podem ler todos os livros que quiserem, acessar todos os sites pornográficos, pedófilos, todos os pensadores, os contra-pensadores, os youtubers, os blogs, os artistas, movimentos sociais, numa variedade quase infinita. Podem ainda ver e ouvir seus pastores e padres. Os experts na Rede podem ainda acessar a “Deep Web”, através de navegadores próprios, incluindo redes de prostituição, pedofilia, crimes por encomenda, tráfico humano, terrorismo, contrato de pistoleiros, assim por diante. 
Portanto, a única forma de educar um filho ou filha nos dias de hoje é ajuda-los a atender o mundo, suas possibilidades e seus riscos. Não é possível voltar ao útero seguro da mãe depois que nascemos. Os próprios pais precisam ter a consciência que seus filhos têm mais acesso às informações com um celular nas mãos e trancados em seus quartos que nas escolas ou na maior das bibliotecas. E depois, saber que a liberdade é dom ontológico a cada pessoa e os caminhos da liberdade serão percorridos por cada um ao longo de sua vida. 
Sem querer provocar os reacionários, mas Paulo Freire mais uma vez tinha razão: a única educação possível é para a liberdade. 
(Fonte: Boletim Informativo do Centro Nacional de Fé e Política "Dom Helder Câmara" - CEFEP . Dez/2018)