sexta-feira, 25 de junho de 2010
NO NORDESTE É 8 OU 8O: SECA OU ENCHENTE
A REZA DOS BICHOS
(Do livro IN GÊ NU(A) IDA DE - versos e prosa, 2005)
segunda-feira, 21 de junho de 2010
REDE KINO SE REÚNE NA CINEOP
FUTEBOL, PAIXÃO GLOBAL
terça-feira, 15 de junho de 2010
FOTOGRAFIA HISTÓRICA DE ESCRAVOS NOS EUA
PERSEGUIÇÃO NA PARÓQUIA N. SRA. DO CARMO EM BH
É justamente devido a essa proximidade que o caso carece, no mínimo, de alguns esclarecimentos. Frei Gilvander e não frei Cláudio, como vem sendo divulgado é que era o pároco da Paróquia Nossa Senhora do Carmo, desde 1º de fevereiro de 2008. Estava em curso uma ação no sentido de se retirar da paróquia os dois freis: Cláudio e Gilvander. Mas a comunidade paroquial se mobilizou e o frei Cláudio continuará no Carmo. Entretanto, a transferência do frei Gilvander Moreira foi mantida. Ele já integra a Comunidade Carmelitana Edith Stein, no bairro do Planalto, em Belo Horizonte, e ficará mais livre para continuar cumprindo sua missão. Gilvander, que, além de lecionar no curso de teologia do Instituto Santo Tomás de Aquino - ISTA, assessora a Comissão Pastoral da Terra, o Centro Ecumênico de Estudos Bíblicos e a Via Campesina, estava causando incômodo a um certo grupo de paroquianos – próximos ao frei Cláudio – que não conseguem compreender a sua opção pastoral pelos pobres, enquanto sujeitos de suas lutas. Desencadeou-se um conflito interno na paróquia e o telefone-sem-fio correu solto. Pessoas deixaram de contribuir com o dízimo alegando “frei Cláudio não é mais o pároco...”, “... frei Gilvander vai levar parte do dinheiro para o MST”, “não concordo com frei Gilvander defender esses movimentos de sem-terra e essas invasões de terra em Belo Horizonte”, “frei Gilvander trouxe sem-terra para vender verduras na porta da Igreja do Carmo...”. O fato é que, o grupo de paroquianos que não concorda com as posições do frei Gilvander, em suas manifestações de defesa do frei Cláudio, aproveitou a crise para ignorá-lo e contribuir com o processo de sua transferência.
Este artigo também foi publicado nas edições impressa e online do jornal O Tempo de 26.06.10. Acesse o jornal, clicando aqui.
quinta-feira, 10 de junho de 2010
A NECESSIDADE DE UM NOVO PARTIDO SOCIALISTA
O MUNDO EM CRISE
CORRIDA PRESIDENCIAL
(Entrevista especial com Plínio de Arruda Sampaio)
"Aos 80 anos, Plínio de Arruda Sampaio mantém-se plenamente ativo na política brasileira. Atuou na Casa Civil paulista e foi deputado federal pelo Partido Democrata Cristão antes do regime militar, quando se exilou no Chile e, depois, nos EUA. Em 1976, voltou ao Brasil, onde fundou o Centro de Estudos de Cultura Contemporânea (Cedec) e engajou-se na campanha pela abertura do regime militar e pela anistia dos condenados políticos. Participou da fundação do MDB, mas, por divergências com o então amigo Fernando Henrique Cardoso, rompeu sua ligação com o partido e entrou para o recém fundado PT, onde se tornou um dos principais dirigentes. Porém, em 2005, decepcionado com os caminhos que o partido foi tomando com a eleição de Lula, vinculou-se ao PSOL. Agora, em 2010, Plínio tem um novo desafio a sua frente: as eleições presidenciais. Em entrevista à IHU On-Line, realizada por email, o candidato à presidência apresenta suas ideias, avalia sua saída do PT e a política de esquerda atual no Brasil. Plínio fala ainda de temas que têm discutido ao longo da sua trajetória política: a atuação de estrangeiros no Brasil e a Reforma Agrária. O agronegócio deve ser fortemente regulado com um zoneamento agrícola que proteja o pequeno agricultor, que não tem a menor condição de competir com a mecanização altíssima dos agroexportadores, apontou."OS MALEFÍCIOS DA TEOLOGIA DA PROSPERIDADE
Espiritualidade de Prosperidade
domingo, 6 de junho de 2010
ENERGIA EÓLICA E SOLAR NA ILUMINAÇÃO PÚBLICA

Feito em fibra de carbono e alumínio especial - mesmo material usado em aeronaves comerciais -, a peça tem três metros de comprimento e, na realidade, é a peça-chave do poste híbrido. Ximenes diz que o formato de avião não foi escolhido por acaso. A escolha se deve à sua aerodinâmica, que facilita a captura de raios solares e de vento. "Além disso, em forma de avião, o poste fica mais seguro. São duas fontes de energia alimentando- se ao mesmo tempo, podendo ser instalado em qualquer região e localidade do Brasil e do mundo", esclarece.
Tecnicamente, as asas do avião abrigam células solares que captam raios ultravioletas e infravermelhos por meio do silício (elemento químico que é o principal componente do vidro, cimento, cerâmica, da maioria dos componentes semicondutores e dos silicones), transformando- os em energia elétrica (até 400 watts), que é armazenada em uma bateria afixada alguns metros abaixo. Cumprindo a mesma tarefa de gerar energia, estão as hélices do avião. Assim como as naceles (pás) dos grandes cata-ventos espalhados pelo litoral cearense, a energia (até 1.000 watts) é gerada a partir do giro dessas pás.
Cada poste é capaz de abastecer outros três ao mesmo o tempo. Ou seja, um poste com um "avião" - na verdade um gerador - é capaz de produzir energia para outros dois sem gerador e com seis lâmpadas LEDs (mais eficientes e mais ecológicas, uma vez que não utilizam mercúrio, como as fluorescentes compactas) de 50.000 horas de vida útil dia e noite (cerca de 50 vezes mais que as lâmpadas em operação atualmente; quanto à luminosidade, as LEDs são oito vezes mais potentes que as convencionais) . A captação (da luz e do vento) pelo avião é feita em um eixo com giro de 360 graus, de acordo com a direção do vento.
À prova de apagão
Por meio dessas duas fontes, funcionando paralelamente, o poste tem autonomia de até sete dias, ou seja, é à prova de apagão. Ximenes brinca dizendo que sua tecnologia é mais resistente que o homem: "As baterias do poste híbrido têm autonomia para 70 horas, ou seja, se faltarem vento e sol 70 horas, ou sete noites seguidas, as lâmpadas continuarão ligadas, enquanto a humanidade seria extinta porque não se consegue viver sete dias sem a luz solar".
O inventor explica que a ideia nasceu em 2001, durante o apagão. Naquela época, suas pesquisas mostraram que era possível oferecer alternativas ao caos energético. Ele conta que a caminhada foi difícil, em função da falta de incentivo - o trabalho foi desenvolvido com recursos próprios. Além disso, teve que superar o pessimismo de quem não acreditava que fosse possível desenvolver o invento. "Algumas pessoas acham que só copiamos e adaptamos descobertas de outros. Nossa tecnologia, no entanto, prova que esse pensamento está errado. Somos, sim, capazes de planejar, executar e levar ao mercado um produto feito 100% no Ceará. Precisamos, na verdade, é de pessoas que acreditem em nosso potencial", diz.
Mas esse não parece ser um problema para o inventor. Ele até arranjou um padrinho forte, que apostou na ideia: o governo do estado. O projeto, gestado durante sete anos, pode ser visto no Palácio Iracema, onde passa por testes. De acordo com Ximenes, nos próximos meses deve haver um entendimento entre as partes. Sua intenção é colocar a descoberta em praças, avenidas e rodovias.
O empresário garante que só há benefícios econômicos para o (possível) investidor. Mesmo não divulgando o valor necessário à instalação do equipamento, Ximenes afirma que a economia é de cerca de R$ 21.000 por quilômetro/mês, considerando- se a fatura cheia da energia elétrica. Além disso, o custo de instalação de cada poste é cerca de 10% menor que o convencional, isso porque economiza transmissão, subestação e cabeamento. A alternativa teria, também, um forte impacto no consumo da iluminação pública, que atualmente representa 7% da energia no estado. "Com os novos postes, esse consumo passaria para próximo de 3%", garante, ressaltando que, além das vantagens econômicas, existe ainda o apelo ambiental. "Uma vez que não haverá contaminação do solo, nem refugo de materiais radioativos, não há impacto ambiental", finaliza Fernandes Ximenes.
(Fonte: Site www.patrulhaecologia.org.br)
terça-feira, 1 de junho de 2010
O LUCRO A QUALQUER PREÇO
O marketing, por exemplo, apesar do seu status de ciência, está sendo tão depreciado em razão de estar a serviço de estratégias perversas e oportunistas que, a expressão a cada dia que passa se torna cada vez mais sinônimo de mentira. Mas não é apenas o marketing que perdeu o rumo não. A extensa cadeia de disciplinas e especialidades responsáveis pelas atividades comerciais, tem se prestado, atualmente, quase que tão somente a produzir e vender produtos supérfluos e descartáveis que elevam à enésima potência a riqueza das elites minoritárias, precarizam a vida e causam enormes feridas no meio ambiente e no tecido social.
Não podemos nos esquecer, entretanto de que, quem faz ciência, ensina disciplinas, governa, negocia, publiciza e informa, são pessoas: homens e mulheres, de carne e osso, como qualquer mortal comum que vive em sociedade e não está imune a absolutamente nada – de bom ou de mal – que aconteça no planeta. Todavia, forjados à base da cultura do lucro a qualquer preço, a grande maioria dos profissionais que atualmente fazem carreira nessas áreas, parecem desconhecer qualquer filosofia humanista e social e adotam práticas totalmente distanciadas de posturas cidadãs. São os novos cavaleiros do pragmatismo mercadológico que teimam em fazer suas apologias absolutistas até mesmo nos ambientes menos adequados para a defesa dessas pseudo-verdades, como as escolas, espaços típicos do debate e da construção do saber, a partir do estudo das várias correntes do pensamento.
Orquestrados pelo senhor mercado, que tem como principais artífices os (ir)responsáveis pelo planejamento e gestão das políticas comerciais dos países ricos, das bolsas de valores, dos grandes conglomerados de mídia, das religiões que aderiram aos encantos da teologia da prosperidade e das empresas transnacionais, esses especialistas fazem de cobaias todos nós e, ironicamente, eles próprios e suas famílias. O que neles sobra em expertise mercantil, falta em consciência ecológica, princípios éticos e humanitários. E o que vemos é a proliferação da cultura do sucesso fácil, o consumismo exacerbado, a obsolescência programada, o desemprego estrutural e a fé no deus das divisas econômicas e da abastança, entre outras aberrações.
Valores como responsabilidade social e ambiental, e respeito ao consumidor, para citar apenas essas poucas propostas de políticas institucionais, que estão mais em moda ultimamente, tem sido usadas muito mais como motes de campanhas publicitárias do que como práticas e compromissos das organizações.
sexta-feira, 28 de maio de 2010
CINE FILOSÓFICO
VALORES CONTEMPORÂNEOS
segunda-feira, 24 de maio de 2010
A SINERGIA DA COMBINAÇÃO PENTECOSTALISMO E NEOLIBERALISMO
O sociólogo Gedeon Freire de Alencar reconhece as contribuições do pentecostalismo para a sociedade brasileira, principalmente em relação ao aumento do número de alfabetizados e à diminuição da violência doméstica. No entanto, ele faz críticas ao pentecostalismo quando afirma que o mesmo “reproduz as opressões sociais, e elas ficam pioradas porque, neste caso, têm uma ‘marca espiritual’”. E aqui ele cita “o machismo, a discriminação de gêneros e sexos, apatia nas lutas sociais, um processo de acomodação de status e uma ênfase exagerada na solução dos problemas pessoais em detrimento da comunidade”. Quando questionado sobre o diálogo inter-religioso, Gedeon argumenta que “todas as religiões têm dificuldade de relacionamento, pois estabelecer uma relação é identificar no outro algum valor o suficiente para ele/a ser visto e ouvido. O ecumenismo é bonito na teoria, mas é piada utópica”. Na entrevista que segue, concedida, por e-mail, à IHU On-Line, o presbítero da Assembleia de Deus Betesda, de São Paulo, defende que “teologia da prosperidade e neoliberalismo é, como diz o provérbio popular, a casa e o botão. São irmãos siameses. Um não existiria sem o outro”. Para ele, ter mais público quantitativamente é o grande critério de validação das igrejas pentecostais. “Daí quem é o elemento fundante e final da coisa: o consumo”
Sociólogo, presbítero da Assembleia de Deus Betesda, em São Paulo, Gedeon Freire de Alencar é diretor pedagógico do Instituto de Estudos Contemporâneos (ICEC). É mestre em Ciências da Religião pela Universidade Metodista, com a tese Todo poder aos pastores, todo trabalho ao povo, e todo louvor a Deus. Assembleia de Deus: origem, implantação e militância (1911-1946). Também é membro da Associação Brasileira de História da Religião e da Rede de Teólogos e Cientistas Sociais do Pentecostalismo na América Latina e Caribe. É autor do livro Protestantismo Tupiniquim: Hipóteses Sobre a (não) Contribuição Evangélica à Cultura Brasileira (São Paulo: Arte Editorial, 2005).
"IHU On-Line - Como o senhor descreve a relação entre as religiões pentecostais e a sociedade brasileira?
Gedeon Freire de Alencar - Os pentecostalismos (no plural), como qualquer outra expressão religiosa, têm acertos e erros na sua relação com a cultura. Como nos lembra Weber, em seu clássico texto Rejeições religiosas do mundo e suas direções, ou teoria dos conflitos, as religiões de salvação têm uma relação de tensão e concessão com o mundo. Portanto, com os pentecostalismos não poderia ser diferente. Sem julgamento de valores, vejamos, por exemplo, a relação entre alfabetização e pentecostalismo. Nas regiões mais pobres da sociedade aonde o pentecostalismo chegou, houve uma melhora na questão da alfabetização, ou, de outra forma, se não fosse o pentecostalismo, nosso índice seria pior. Na questão da violência doméstica, idem.
IHU On-Line - Quais as principais críticas que o senhor faz ao pentecostalismo hoje?
Gedeon Freire de Alencar - Reproduz as opressões sociais e elas ficam pioradas porque, neste caso, têm uma “marca espiritual”. E aqui cito o machismo, a discriminação de gêneros e sexos, apatia nas lutas sociais, um processo de acomodação de status e uma ênfase exagerada na solução dos problemas pessoais em detrimento da comunidade.
IHU On-Line - Como se dá a relação entre o pentecostalismo e as religiões afro?
Gedeon Freire de Alencar - Péssima – por culpa de ambas. Sei que corro o risco de desagradar a todos, mas não vou fugir da questão. Primeiro, todas as religiões têm dificuldade de relacionamento, pois estabelecer uma relação é identificar no outro algum valor o suficiente para ele/a ser visto e ouvido. O ecumenismo é bonito na teoria, mas é piada utópica. Segundo, teologicamente, ou sendo mais simplista, fenomenologicamente apenas, é impossível uma relação entre as duas. Nenhuma reconhece a outra, mesmo como mero fenômeno social. Terceiro, ambas são concorrentes, pois suas membresias estão na mesma camada social. Quarto, a criminalização da questão superou os limites da civilidade. Ambas são majoritariamente religiões de pobres e, esta, dentre outras, foi a razão da perseguição externa. O pentecostalismo foi absurdamente perseguido em seus primeiros anos, nos EUA e também no Brasil, pelas igrejas tradicionais, ditas cristãs, muito mais por racismo e sexismo. Uma perseguição imoral, anticristã, vergonhosa. Mas este mesmo pentecostalismo (no caso o neopentecostal), agora hegemônico e poderoso, repete de forma vergonhosa a mesma perseguição. Uma coisa é querer se diferenciar religiosamente, “se vender” como a religião melhor, mais correta etc. Outra coisa é criminalizar o outro; perseguir mesmo. Por outro lado, os cultos afros são muito competentes em termos estéticos e culturais, mas absurdamente incompetentes em racionalidade econômica. Para completar, são estupidamente divididos e inimigos entre si. Alguns optaram por um demagógico discurso vitimista e só conseguem se manter porque vivem ancorados nas sinecuras estatais. Com a desculpa (ou a culpa mesmo) de que é “cultura” e não religião, deram um tiro no pé: virou cultura alegre, vistosa, interessante para turista, mas se folclorizou. Enfeite de solenidade, alegoria de carnaval, não conseguiu articular militância e fidelização de seus membros. É dizimado mais por seus próprios elementos internos que externos. Pelo andar da carruagem só vai sobrar em museu.
IHU On-Line - Que relação podemos estabelecer entre a teologia da prosperidade e o neoliberalismo econômico?
Gedeon Freire de Alencar - Toda teologia tem a cara de seu tempo – mesmo que teólogos se digam inspirados (apenas) por Deus. O teólogo é um leitor de seu tempo. Alguns são bons leitores, outros péssimos. Então, teologia da prosperidade e neoliberalismo é, como diz o provérbio popular, a casa e o botão. São irmãos siameses. Um não existiria sem o outro. Não vou me atrever a avaliar a teologia ou a economia, pois entendo pouco dos dois, mas diria apenas mais uma coisa: por que o neoliberalismo não nasceu, por exemplo, no final da década de 20? Não existia, absolutamente, ambiente para isso. Da mesma forma como a teologia da prosperidade jamais teria surgido, no Brasil, na década de 70. Não havia condições econômicas e sociais propícias. Isso poderia ser dito de outras teologias e de outras épocas similares.
IHU On-Line - Em que sentido podemos perceber nas religiões neopentecostais uma ética relativista e uma estética consumista, como o senhor apontou em uma entrevista já em 2006 ?
Gedeon Freire de Alencar - Um dos critérios – quase único – de nosso tempo é o quantitativo. “O fetiche de quantidade”, como disse Renato Mezan , no caderno Mais, Folha de S. Paulo, semana passada. Tudo é medido em números, e estes funcionam como oráculo divino. Por que este livro é bom? Porque vendeu muito. E este é melhor que outro porque vendeu mais ainda. Então, por que este louvor, música, pregação e igreja são melhores e estão certos, mais que outra(s)? Porque vendeu mais. Têm mais gente. Ter mais público quantitativamente é o grande critério de validação. Daí quem é o elemento fundante e final da coisa: o consumo. Por isso, benções são consumidas, louvores vendidos, pregações compradas. Igrejas são da moda – e o céu (ou o inferno para quem acredita...) é o limite. Conclusão - perdão pelo lugar comum - tudo é relativo. A ética é então muito mais conveniência que convicção; muito mais funcionalidade que fundamento. Qual a ética que rege este modelo? A do possível, dos fins justificando os meios. Não se tem mais a priori um bem maior definido e fundante, mas uma relatividade funcional de que, dependendo da “necessidade”, vale qualquer coisa. Se posso pagar a benção, comprar o louvor, transformar em moda a adoração, toda embalada para consumo de indivíduos, quem é que pode, em última instância, definir o objetivo? E Deus – seja lá ele quem for – não se meta a querer mudar o projeto.
IHU On-Line - Como entender a ênfase escatológica pregada pelas religiões pentecostais?
Gedeon Freire de Alencar - Nas igrejas pentecostais mais periféricas (domingo passado, vi isso pessoalmente) a mensagem escatológica ainda é forte, já nas igrejas de classe média e, principalmente, nas neopentecostais, o discurso escatológico está fora de moda. Simples, se Jesus voltar agora vai estragar a festa! O pentecostalismo, fenômeno típico da passagem do século XIX para o XX é absolutamente escatológico. Nasce no período das grandes guerras. Ademais, como religião de pobres, o sonho é escapar da miséria. É fácil para um intelectual de esquerda ridicularizar isso como alienação, mas, fazendo algum esforço para compreender “de dentro”, a doutrina escatológica também pode ser uma esperança. O céu é um projeto de justiça e paz.
IHU On-Line - Como a Assembleia de Deus se posiciona em relação ao pentecostalismo?
Gedeon Freire de Alencar - A Assembleia de Deus é uma igreja pentecostal. Aliás, não existe a Assembleia de Deus no singular, mas Assembleias. São muitas, variadas, autônomas, e, às vezes, inimigas entre si. Mas, majoritariamente são pentecostais, e como o universo assembleiano é vasto, há desde assembleias clássicas e tradicionais às mais neopentecostais e folclóricas possíveis. Teoricamente, pentecostal é quem aceita a contemporaneidade da doutrina do Espírito Santo. Mas a complicação é imediata: qual doutrina? Por exemplo, o falar em línguas e o exorcismo. Muitas igrejas hoje não têm mais estas marcas, ou só tem uma, como a Igreja Universal do Reino de Deus, que só dá ênfase ao exorcismo. Enfim, há muito que pentecostalismo não é mais apenas uma designação doutrinária, mas uma definição sociológica, e mesmo esta, atualmente, não é consenso."
(Fonte: Site do IHU - Instituto Humanitas Unisinos)
quarta-feira, 19 de maio de 2010
TROPEÇOS E QUEDAS
"Só a fé pode dar-nos a luz para vermos que a vontade de Deus está em nossa vida cotidiana. Sem essa luz, não enxergamos para tomar decisões certas. Sem essa certeza, não podemos ter confiança e paz sobrenaturais. Tropeçamos e caímos constantemente, mesmo quando nos sentimos muito esclarecidos. Mas quando estamos na verdadeira escuridão espiritual, nem mesmo sabemos que caímos. Para mantermo-nos espiritualmente vivos, precisamos renovar constantemente nossa fé."domingo, 16 de maio de 2010
500 MIL PESSOAS FORAM VER BENTO XVI
quarta-feira, 12 de maio de 2010
PALAVRA DE POETA
A MENTIRA VIROU CIÊNCIA
QUASE 1 BI DE CUSTO AOS COFRES PÚBLICOS
"O chamado horário eleitoral gratuito no rádio e na televisão custará aos cofres públicos - em isenções tributárias previstas em lei - quase R$ 900 milhões. E, para dois dos mais conhecidos marqueteiros do país, poderia ser extinto.Duda Mendonça e Antonio Lavareda afirmam que as inserções eleitorais (propagandas curtas) são importantes na campanha, mas os dois programas diários de 25 minutos cada um encarecem as disputas, têm efeito limitado e poderiam ser substituídos por debates temáticos entre os candidatos.
Programa eleitoral em bloco só serve para encarecer campanha. Não tem papel de persuasão. Eleitor não presta atenção e, quando presta, é pouco afetado, diz Lavareda, 76 campanhas no currículo. Para ser persuadido, o eleitor não deve estar ciente de que está sob tentativa de convencimento.
Na eleição de 2006, só os candidatos de PT e PSDB declararam ter gasto cerca de R$ 20 milhões na produção da propaganda para rádio e televisão, numa campanha em que juntos assumiram oficialmente desembolso de R$ 186 milhões.
Não faz sentido nem do ponto de vista teórico nem do ponto de vista prático. Mas marqueteiros e políticos são contra fragmentar o programa, diz Lavareda.
O publicitário Duda Mendonça, mais de 45 campanhas, diz que os programas poderiam ser substituído por debates. Seriam debates ao vivo, em rede obrigatória, temáticos.
Ele reconhece que a proposta tem poucas chances de ser implementada. Por que não muda isso? Porque no debate é onde o candidato aparece mais nu e cru. Tem de enfrentar o estresse, o argumento.
Lavareda concorda com essa sugestão. Para ele, há um paradoxo nas democracias modernas: Exige-se um nível fantástico de compreensão, mas as pessoas não conseguem se informar a respeito de tudo.
De acordo com levantamento realizado pela ONG Contas Abertas, a Receita Federal deixará de arrecadar neste ano R$ 856.359.976,86 em razão do horário eleitoral gratuito --dinheiro suficiente para custear um ano de estudo para 635 mil alunos, um contingente de estudantes de rede pública de uma grande capital.
A legislação eleitoral permite que as emissoras de rádio e TV deduzam do Imposto de Renda 80% do que receberiam caso o período destinado ao horário gratuito fosse vendido para propaganda comercial.
As rádios e as TVs precisam comprovar, por meio de nota fiscal emitida na véspera do horário eleitoral, o valor cobrado pelos comerciais. Essa nota não pode ser discrepante de outras operações com a iniciativa privada nos 30 dias anteriores e 30 dias posteriores a essa data.
Com base no montante encontrado, estima-se quanto a emissora perdeu por ter cedido o tempo. O valor é subtraído do faturamento da emissora antes de ser calculado o imposto.
Desde 2002, a União já deixou de arrecadar R$ 3,65 bilhões em razão do horário eleitoral gratuito.
sábado, 8 de maio de 2010
RAONI NA FRANÇA CONTRA BELO MONTE

(Foto: Benoit Tessier / Reuters)
UM NOVO MODELO DE DEMOCRACIA SOCIAL
Por uma democracia social
com partidos políticos de outro tipo – 1
Bruno Lima Rocha
Uma vez que aqui se trata da hipótese de desenvolvimento de uma organização política de minoria, ou o partido de quadros, com intenção de ruptura da ordem constituída, as variáveis de desenvolvimento para este tipo de instituição política estão condicionadas por sua missão institucional. Como afirmamos acima, estamos tentando generalizar um cenário de conflito social com protagonismo das maiorias de classe oprimida e trabalhadora.
Esta hipótese automaticamente exclui soluções e processos desenvolvidos através de vanguardas esclarecidas de tipo armado e/ou de proselitismo político. Uma vez que a conjuntura de momento não possibilita visualizações precisas e de rigor quanto ao programa ideológico deste tipo de partido, tomamos a ousadia de apontar um guarda-chuva ideológico genérico, dentro do panorama político das esquerdas latino-americanas após o Levante Zapatista no México (1994) e a derrubada do presidente equatoriano Abdala Bucaram (1997).
No exercício da modelagem, busco algo que aponte para uma ordem social com distribuição justa, independência nacional e democracia substantiva, participativa e com experimentalismos institucionais nesse sentido. Este tipo de organização seria a versão atual (pós-bipolaridade) de uma soma de objetivos de libertação nacional e democracia de cunho socialista, somados aos acúmulos de experiências atuais ou históricas na América Latina.
Através de raciocínio lógico binário, se a hipótese de vanguarda auto-esclarecida não é considerada válida, portanto a condição de organização de minoria tem como estilo político o impulsionar das instituições sociais voluntárias e de caráter massivo. Uma vez que esta mesma hipótese aponta dois eixos de mínimo denominador comum – o especifismo político-ideológico e o protagonismo das bases sociais - os mesmos se tornam o alicerce da caracterização do tipo de instituição política que abordamos.
Assim, para esta organização o nível político oficial, o de concorrência através de eleições não é considerado nem no plano tático de atuação. Experiências recentes na América Latina vêm provando e comprovando a limitação deste tipo de atuação para fins de ruptura. A mesma ressalva é valida para ocupar estruturas estatais para, desde adentro, intentar cambiar a correlação de forças e missão institucional de modo a torná-los públicos. Experimentalismos institucionais dentro do regime de legalidade são também considerados de forma tática e não-determinante para cumprir seu objetivo. Por exclusão, as saídas pela via de ruptura são estratégicas e prioritárias.
Um aspecto é importante ressaltar, que é o tema da inserção e condicionamento das bases sociais para um objetivo finalista dentro de uma estratégia permanente. O tema do controle por parte dos partidos de esquerda sobre os movimentos populares é justo o oposto do desenvolvido pelo grosso da literatura de ciência política, tomando por base a generalização da experiência da social-democracia européia. Assim, ao invés de ser inflexível para com sua própria base e transigir, a partir desta moeda de troca (o nível sindical e de massas), com os partidos da burguesia, este tipo de partido aponta para estruturas de democracia interna, tanto em suas instâncias internas como nos movimentos de classe os quais este incide e/ou hegemoniza. No caso, a intransigência é com os demais e não para dentro de si mesmo.
Um exemplo histórico relativamente recente e ainda por demais injustiçado, sendo condenado ao segundo desaparecimento (por omissão dos que produzem análise e discurso sobre a política) é a experiência insurrecional peruana da década de 1980 do século XX. Não me refiro ao Sendero Luminoso, mas sim ao acionar político-social da outra organização insurgente. A leitura obrigatória para este tema se encontra na entrevista com o comandante do Movimento Revolucionário Tupac Amaru / Exército Revolucionário Tupacamarista (MRTA) Nestor Cerpa Cartolini (Cartolini, 1997). Nesta publicação se expõe as experiências de democracia direta e participativa desenvolvidas no Frente San Martín no final da década de 1980 até o início da década seguinte, nesta região de selva há 1000 km. da capital do Peru, Lima.
Voltando a modelagem, em termos concretos, esta instituição política defende e aplica a democracia interna, a autodeterminação resolutiva e a independência dos movimentos populares em relação aos partidos de classe (incluindo ao próprio partido). Este espaço assegura a autonomia de classe social oprimida perante todas as instituições políticas agindo dentro e sobre ela. A democracia interna serviria como prerrogativa contra a cristalização com tendências burocráticas ou de oligarquias (ver a caracterização sobre o tema, abordado por Michels em Panebianko, 1982, p.36). Este é um dispositivo conformado por mecanismos e decisões visando impedir a deformação burocrática, tanto na parte interna da organização como nas estruturas organizativas das instituições sociais (movimentos de classe e programáticos) onde este gravita.
O binômio de autonomia de classe social e democracia interna em todos os níveis apontam para uma discussão de fundo teórico e essencial para nos fazermos compreender. Trata-se da própria idéia de classe política e, uma vez que esta se constitua, as possibilidades de seu desenvolvimento atingir ou não tanto a democracia possível como a desejável pelos agentes coletivos. Em tese, estaríamos diante das opções extremas de perpetuação sem renovação, a chamada opção aristocrática; e renovação sem perpetuação, a dita a opção democrática-revolucionária (para ambas ver Bobbio, 2002, cap.8).
Partindo destas opções consagradas, formulo mais duas possibilidades: uma se aproxima da aristocrática, transformando-a em oligárquica, ou seja, renovação para perpetuação. Outra teria o mesmo perfil, mas insistiria em perpetuação de missão com renovação de pessoal, esta, entendo como normativamente positiva para este modelo aqui apresentado. Em outras palavras, o tema é o do treinamento como parte essencial da reprodução desejável por uma instituição política (Para uma discussão e crítica do tema da classe política em Michels, ver Bobbio 2002, cap.8, e com precisão pp. 225-227). A discussão, por tanto, se dá sobre o mecanismo a ser reproduzido e o tipo de treinamento necessário para cumprir uma missão institucional.
Considerando as experiências anteriores, este mecanismo tem de gerar quadros treinados para assegurar a democracia interna (em todos os níveis) e os objetivos de programa máximo. Já o programa máximo, prevê a idéia de acumulação e vai ao encontro contra as soluções de ordem tática de programas mínimos, com reformas parciais ou favorecimentos a uma categoria em contra de outra (ver Przeworski, 1995, cap.1). É aquele que deve ser proporcionado pela própria instituição política que advoga esta tese. Não há possibilidade teórica fora disso, e aí rigorosamente se descarta qualquer hipótese de definições de falsa consciência (Przeworski, 1986, p.81)."
Bibliografia do artigo:
CARTOLINI, Nestor Cerpa. Entrevista al comandante del MRTA, Montevidéu, Editorial Recortes, 1997.
BOBBIO, Norberto. Ensaio sobre ciência política na Itália. Brasília, Editora UnB, 2002.
PANEBIANKO, Angelo. Modelos de Partido. Madrid, Alianza Editorial, 1982.
PRZEWORSKI, Adam. Capitalismo e Social-Democracia. São Paulo, Cia. das Letras, 1995.
(Fonte: site do IHU - Instituto Humanitas Unisinos)
quarta-feira, 5 de maio de 2010
O CINEMA VÊ A FAMÍLIA
GALHOS PARTIDOS: O CINEMA VÊ A FAMÍLIA
[DE 3 A 18 DE ABRIL DE 2010]
"Todas as famílias felizes se parecem, cada família infeliz é infeliz à sua maneira". (Liev Tolstói)
O Cine Humberto Mauro apresenta, entre os dias 3 e 18 de maio, uma mostra dedicada à família. Oito filmes, oito olhares agudos sobre esta instituição em vários países e épocas. Da obra-prima do japonês Yasujiro Ozu, Era Uma vez em Tóquio (1953) até As Coisas Simples da Vida (2000) são 5 décadas de cinema em torno dos temas da ruína, decadência e, ao fim, da conservação dos valores familiares na atualidade.
Ao já citado filme nipônico, segue-se, cronologicamente, Rocco e Seus Irmãos (1960), épico retrato de uma pobre família italiana que tenta a sorte na rica Milão. Grandes atuações (como a de Alain Delon, em seu papel mais conhecido) se conjugam com maestria com a encenação rigorosa de Luchino Visconti. Ainda na seara do cinema moderno será exibido Trabalho Ocasional de Uma Escrava (1973), misto de drama familiar e ensaio marxista sobre a figura materna. O intelectual alemão Alexander Kluge questiona neste filme, com o usufruto de heterogêneas técnicas de narração cinematográfica, a força revolucionária feminina em meio ao mundo e a família burguesa.
Talvez o filme mais abertamente autobiográfico do sueco Ingmar Bergman, o clássico Fanny & Alexander (1982) dispensa maiores apresentações. Já Vozes Distantes (1988), do britânico Terence Davies, é um filme a ser descoberto. Também autobiográfico, o filme retrata com um estilo bastante particular duas gerações de uma família operária de Liverpool no pós-guerra. Os fantasmas familiares são aqui reencarnados pela música e o cinema das décadas de 40 e 50. Também britânico, Segredos e Mentiras (1996) aborda o tema com um olhar abertamente realista, como é caro ao cineasta Mike Leigh. Os dois últimos filmes da mostra remetem diretamente ao clássico de Ozu. Assim como aquele, Os Galhos da Árvore (1990) e As Coisas Simples da Vida (2000) percebem as rápidas transformações sociais (na Índia ao fim da Guerra Fria e na Taiwan atual) por meio de uma visada humanista sobre microcosmos familiares. Último filme de Edward Yang, talentoso diretor taiwanês falecido prematuramente em 2007, As Coisas Simples da Vida foi reconhecido por diversas publicações especializadas como o melhor filme da última década. A não se perder, dado que seis dos filmes serão exibidos em seus formatos originais.
GALHOS PARTIDOS: O CINEMA VÊ A FAMÍLIA: R$ 5,00 (INTEIRA) E R$ 2,50 (MEIA).
Para ter a cesso a programação completa clique aqui.
sábado, 1 de maio de 2010
DESASTRE ECOLÓGICO
(Fonte: Site do IHU - Instituto Humanitas Unisinos, Foto: Michael Democker - LANDOV/MAXPPP)
POEMA FALA DA IMPOSSIBILDADE HUMANA
A BELEZA EXÓTICA DO TEMPLO BUDISTA DO CAMBOJA
Foto: Tang Chhin Sothi / AFP Photo)
segunda-feira, 26 de abril de 2010
SERÁ O FINAL DOS TEMPOS?
quinta-feira, 22 de abril de 2010
XV ENDIPE NA UFMG EM BELO HORIZONTE - MG

Pode-se dizer que o ENDIPE é, hoje, o maior evento acadêmico na área da Educação, uma vez que, em seus últimos encontros, tem contado com mais de quatro mil participantes. O ENDIPE ocorre de dois em dois anos, em diferentes Estados e são organizados por Instituições de Ensino Superior que, na assembléia final de cada encontro, se apresentam como proponentes para sediar o próximo evento.
A finalidade do ENDIPE é socializar os resultados de estudos, pesquisas e práticas. Constitui-se, portanto, em um espaço privilegiado de trocas de experiências, de articulação de grupos, de questionamentos, de novas idéias e de novas reflexões.
O XV ENDIPE tem como temática geral "Convergências e tensões no campo da formação e do trabalho docente: políticas e práticas educacionais".
OBJETIVOS
Geral
Socializar resultados de estudos e pesquisas no campo da didática e das práticas de ensino em diálogo com diferentes áreas da educação.
Específicos
. Discutir a produção acadêmica no campo das práticas educativas, do trabalho docente e da formação do professor;
. Possibilitar a articulação de grupos de pesquisas que trabalham com temáticas similares;
. Ampliar a compreensão sobre a produção teórica e sobre sua aplicação em diferentes espaços educativos.
O evento está acontecendo em várias unidades do campus da Universidade Federal de Minas Gerais - UFMG, na Pampulha, em Belo Horizonteaté o dia 23.04.2010.
Para maiores detalhes, acesse o site http://www.fae.ufmg.br/endipe/ .
segunda-feira, 19 de abril de 2010
ASSESSOR DO CEFEP-DF FALA SOBRE MOVIMENTOS SOCIAIS
Na entrevista, Lesbaupin comentou que o resultado das eleições presidenciais deste ano pode trazer vantagens para os movimentos sociais pelo simples fato de Lula não estar entre os candidatos. Isso garantirá uma postura mais crítica e independente por parte dos movimentos sociais.
Lesbaupin é professor aposentado da Universidade Federal do Rio de Janeiro - UFRJ, assessor do Centro Nacional de Fé e Política dom Helder Câmara - CEFEP-DF. Graduado em Filosofia pela Faculdade Dom Bosco de Filosofia, é mestre em Sociologia pelo Instituto Universitário de Pesquisas do Rio de Janeiro - IUPERJ e doutor em Sociologia pela Université de Toulouse-Le-Mirail, da França. É, também, autor e organizador de diversos livros, entre os quais Igreja, movimentos populares, política no Brasil (São Paulo: Loyola, 1983); As classes populares e os direitos humanos (Petrópolis: Vozes, 1984); Igreja: Comunidade e Massa (São Paulo: Paulinas, 1996); e O desmonte da nação: balanço do governo FHC (Petrópolis: Vozes, 1999)."
Para ler a entrevista na íntegra clique aqui.
quarta-feira, 14 de abril de 2010
sexta-feira, 9 de abril de 2010
FALTA EDUCAÇÃO NO TRÂNSITO E PARA O TRÂNSITO
Eugênio Magno
As autoridades precisam tomar providências urgentes para humanizar o trânsito de nossa cidade. A quantidade e a gravidade dos acidentes ocorridos em Belo Horizonte nos últimos tempos estão deixando a população apreensiva.
Não é compreensível que uma cidade como BH aceite passivamente a morte e os traumatismos sofridos por seus moradores em um trânsito completamente desordenado e violento. A resolução definitiva do problema, entretanto, só virá com uma política de grandes investimentos em transporte público e, concomitante, uma medida que limite o número de emplacamentos de veículos. Mas enquanto isso não acontece, se é que algum dia vai acontecer, é urgente que a BHTRANS se una ao Batalhão de Trânsito da Polícia Militar do Estado e quantos mais órgãos municipais, estaduais e federais forem necessários, para a realização de uma ampla campanha para disciplinar o trânsito. E sugiro que tal campanha seja educativa e preventiva, porque dentro dessa lógica desumana do mercado e do lucro, quase todas as ações disciplinares que se implementam têm como objetivo final tão somente a arrecadação.
Testemunhamos, cotidianamente, inspetores de trânsito multando carros parados em estacionamentos faixa azul, quando sem talão, mas não se tem notícia desses inspetores multando caminhões, pick-ups e furgões de refrigerantes, cigarros e bebidas, parados em fila dupla, nem tampouco os ônibus que rodam com superlotação de passageiros, andam fora de suas faixas e não param nos seus respectivos pontos. Assim também como não se vê inspetores autuando esse bando de motoqueiros abusados, taxistas folgados, veículos que cruzam com outros de farol alto e os bacanas com seus carrões de luxo achando que podem tudo só porque pagam IPVA mais caro. Não tem ninguém educando os pedestres que atravessam as vias fora das faixas apropriadas e não andam nas calçadas. E esses animais (cachorros cavalos e bois), que volta e meia nós vemos transitando tranquilamente pelas vias públicas urbanas? Falta educação no trânsito e para o trânsito.
É imperativo que os poderes públicos utilizem o aparato da comunicação não só para propagar suas realizações. No atual estado das coisas, a comunicação deve ser usada fundamentalmente, para advertir, educar, disciplinar a população e, especialmente, a comunidade de motoristas que tantos abusos têm cometido nesse caótico trânsito de nossa cidade. As agências de propaganda que atendem as contas dos setores envolvidos com o trânsito bem que podiam colaborar também, sugerindo campanhas educativas. Precisamos de uma grande corrente a favor da vida e contra a violência no trânsito. Para tanto, é fundamental contar com a participação de toda a sociedade: movimentos sociais, entidades de classe, veículos de comunicação, fabricantes de automóveis, concessionárias, fábricas e lojas de autopeças, distribuidores de combustíveis e postos de gasolina.
Foi dada a largada! Quem se habilita?

(Fotos: Diogo R. Martins)
segunda-feira, 5 de abril de 2010
DEUS ESTÁ PRESENTE EM TODO O COSMO
"Essa é a opinião de Manuel Gonzalo, em artigo publicado no número coletivo de 13 revistas teológicas da América Latina sobre ecologia, por iniciativa da Comissão Teológica Latino-Americana da Associação Ecumênica de Teólogos e Teólogas do Terceiro Mundo (Asett). O número também reúne artigos de Leonardo Boff, Faustino Texeira, Giannino Piana e Luis Diego Cascante, além de José Maria Vigil, coordenador da Comissão Teológica."
O texto foi publicado na revista Adista, 29-03-2010 e foi reproduzido no site do IHU - Instituto Humanitas Unisinos, com tradução de Moisés Sbardelotto. Para ler o artigo na íntegra clique aqui.
O CINEMA DOS PRIMÓRDIOS
Irmãos Lumière: Chegada do trem na estação
(Fonte: Site zamzar)





















