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segunda-feira, 20 de setembro de 2021

RECURSOS NATURAIS ENTREGUES AO CAPITAL

 

(Foto: site Outras Palavras)

A furiosa e disfarçada guerra pela Água no Brasil


Milhares de municípios, abastecidos por empresas públicas, serão forçados a considerar propostas de privatização. Maiores mananciais do mundo são cobiçados por corporações como Coca-Cola e Nestlé. Congresso entrega – e mídia cala-se.

O país atravessa uma crise hídrica que afeta diretamente o nível dos reservatórios dos subsistemas elétricos. De acordo com o último boletim divulgado pelo Operador Nacional do Sistema (ONS), divulgado em 10/09/21, os reservatórios das Usinas Hidrelétricas do Sudeste e do Centro-Oeste estão operando com apenas 22,7% de sua capacidade de armazenamento. Esses reservatórios, que são responsáveis por cerca de 70% da geração hídrica do país, apresentam os níveis mais baixos dos últimos 91 anos. Os especialistas mencionam redução do nível dos reservatórios que pode chegar à 10%, o que seria muito grave, já que o sistema elétrico brasileiro nunca operou abaixo de 15%.
Para ler, na íntegra, a matéria de José Álvaro de Lima Cardoso para o site Outras Palavras, clique aqui.

sexta-feira, 25 de junho de 2021

AS PRIVATIZAÇÕES E OS PROBLEMAS ENVOLVENDO FORNECIMENTO E COBRANÇA DE ÁGUA E LUZ


A contradição entre o dia do mês e a data da leitura de consumo
(Foto: Eugênio Magno)


Cemig e Copasa: 
lucros cada vez maiores, serviços a cada dia piores

Duas empresas que quando estatais foram modelares na prestação de serviços aos consumidores e excelentes empregadoras vêm perdendo credibilidade junto ao público.
Contas de água e luz estão a cada dia mais caras e a aferição do consumo nem sempre é confiável. A imagem acima ilustra episódio ocorrido dois dias antes da publicação desta matéria. No dia 23 de junho de 2021 quando voltava de minha caminhada matinal avistei de longe o leiturista da Copasa que havia acabado de fazer a leitura do hidrômetro em minha residência deixar a conta na caixa de correio. Ao chegar em casa e consultar a fatura me dei conta de que a data da leitura e de apresentação da mesma estava adiantada em um dia no calendário, marcava 24.06.2021. Achei melhor não incomodar o leiturista, certamente ele iria dar razão para a máquina, como a maioria das pessoas e, principalmente, das empresas, tem feito na atualidade. No entanto, entendi que seria mais adequado fazer uma denúncia pública da forma que faço aqui neste espaço. Afinal, grande parte da população anda insatisfeita com esses serviços e com a forma como a tese da privatização das estatais brasileiras vêm sendo defendida pelos governos federal, estaduais e municipais e pela grande mídia. A privatização de serviços essenciais, de matrizes energéticas, abastecimento e saneamento é um grande equívoco para o qual são necessários alertas constantes.
A Cemig se tornou uma Companhia de capital aberto com mais de 140 mil acionistas em 38 países e suas ações são comercializadas nas bolsas de São Paulo, Nova York e Madri. Já a Copasa se constitui como sociedade de economia mista e, embora o Estado de Minas Gerais seja o maior acionista, a participação de outros acionistas já chega a 49,96%. 
As duas principais empresas de abastecimento de Minas Gerais, Cemig e Copasa, há tempos vêm terceirizando grande parte de seus serviços para empreiteiras. Com isso, os serviços de excelência, pelos quais tanto prezaram no passado, estão perdendo em qualidade e confiança, ao mesmo tempo em que proporcionam altos lucros aos seus acionistas e pesam cada vez mais no bolso dos consumidores.
Ao contrário do que sempre foi prometido e continua sendo alardeado pelos privatistas, os serviços dessas duas empresas só vêm piorando e encarecendo, à despeito dos lucros e dividendos pagos aos investidores. No caso da energia elétrica, por exemplo, já entramos na famigerada bandeira vermelha novamente e os gestores estão falando até em apagão, para defender o indefensável que é a privatização da Eletrobras e de outras empresas de energia, como se a privatização fosse a solução para os problemas econômicos brasileiros. 
Isso é um absurdo que precisa ser denunciado, especialmente em se tratando de empresas monopolistas, ou por acaso a população poderá escolher entre três ou quatro prestadoras de serviços para definir qual delas será sua fornecedora de água, luz ou coletora de esgoto?

domingo, 1 de julho de 2018

O ENTREGUISMO SEGUE ACELERADO


Privatização da Eletrobras: mais um capítulo 
do desmonte do Estado

Foto: Eletrobras / Reprodução

O governo Temer vem tentando impor aos brasileiros um pacote de desestatização que corresponde a um desmonte do Estado soberano. Pautadas pelo imediatismo político e pela falta de um plano estratégico transparente e responsável, as privatizações são pensadas por sua equipe econômica como uma forma de diminuição da dívida pública. Sem considerar os valores reais e sociais dessas empresas, Temer praticamente doa o patrimônio dos brasileiros para a iniciativa privada.
Para ler na íntegra, o texto de Verônica Lima para o Brasil de Fato, clique aqui.

terça-feira, 5 de junho de 2018

A ORGIA DA PRIVATARIA ENTREGUISTA

Mercado saqueia Petrobras, mídia acoberta

Ilustração de Amorim

A paralisação dos caminhoneiros e a dos petroleiros demonstrou, de forma cabal, o abismo entre os interesses do mercado financeiro e os do povo brasileiro. Com o preço dos combustíveis nas alturas, a população teve um vislumbre do que significa, na prática, a privatização da Petrobras.
Os veículos de comunicação, por sua vez, esmeraram-se em acobertar o saque na estatal brasileira realizado pelos acionistas estrangeiros. Não apenas justificaram a adoção de preços internacionais para os combustíveis brasileiros, como legitimaram o repasse da conta à população, tecendo elogios a Pedro Parente.
Nenhuma análise, obviamente, sobre o desmonte da estatal; sequer as consequências da mudança. O que se viu na mídia, sobretudo, televisão e rádio, foi um festival de jargões neoliberais – “liberdade da Petrobras”, “independência do jogo político”, “autonomia da Petrobras” ante a “mão pesada do Estado” – regurgitados por especialistas do mercado e jornalistas convocados a “explicar” a crise para a população.
Para ler na íntegra a matéria de Tatiana Carlotti para Carta Maior, clique aqui.

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

NÃO SEJAMOS INGÊNUOS


Defender a Petrobrás é defender o Brasil

O capital internacional é predatório e, aliado aos entreguistas e especuladores brasileiros sem escrúpulos quer, a todo custo, se apossar e controlar as matrizes energéticas do planeta. Como no oriente, o buraco é mais embaixo, estão apelando para o pacífico e corruptível povo brasileiro. Existe uma grande orquestração para desqualificar a administração pública da Petrobrás e privatizá-la, através de um golpe que está seduzindo a opinião pública no sentido de legitimar a entrega irresponsável de mais uma de nossas fontes de riquezas ao canibalismo especulativo neoliberal.
Mas, os movimentos sociais organizados estão se mobilizando e, já fazem circular um abaixo assinado, cujo teor segue abaixo:

"Há quase um ano o País acompanha uma operação policial contra evasão de divisas que detectou evidências de outros crimes, pelos quais são investigadas pessoas que participaram da gestão da Petrobrás e de empresas fornecedoras. A ação institucional contra a corrupção tem firme apoio da sociedade, na expectativa de esclarecimento cabal dos fatos e rigorosa punição dos culpados.
É urgente denunciar, no entanto, que esta ação tem servido a uma campanha visando à desmoralização da Petrobrás, com reflexos diretos sobre o setor de Óleo e Gás, responsável por investimentos e geração de empregos em todo o País; campanha que já prejudicou a empresa e o setor em escala muito superior à dos desvios investigados.
A Petrobrás tem sido alvo de um bombardeio de notícias sem adequada verificação, muitas vezes falsas, com impacto sobre seus negócios, sua credibilidade e sua cotação em bolsa. É um ataque sistemático que, ao invés de esclarecer, lança indiscriminadamente a suspeita sobre a empresa, seus contratos e seus 86 mil trabalhadores dedicados e honestos.
Assistimos à repetição do pré-julgamento midiático que dispensa a prova, suprime o contraditório, tortura a jurisprudência e busca constranger os tribunais. Esse método essencialmente antidemocrático ameaça, hoje, a Petrobrás e suas fornecedoras, penalizadas na prática, enquanto empresas produtivas, por desvios atribuídos a pessoas físicas.
Ao mesmo tempo, o devido processo legal vem dando lugar ao tráfico seletivo de denúncias, ofensivo à consciência jurídica brasileira, num ambiente de obscuridade processual que propicia a coação e até o comércio de testemunhos com recompensa financeira. Na aparente busca por eficácia, empregam-se métodos que podem – isto, sim – levar à nulidade processual e ao triunfo da impunidade.
E tudo isso ocorre em meio a tremendas oscilações no mercado global de energia, num contexto geopolítico que afeta as economias emergentes, o Brasil, o Pré-Sal e a nossa Petrobrás.
Não vamos abrir mão de esclarecer todas as denúncias, de exigir o julgamento e a punição dos responsáveis; mas não temos o direito de ser ingênuos nessa hora: há poderosos interesses contrariados pelo crescimento da Petrobrás, ávidos por se apossar da empresa, de seu mercado, suas encomendas e das imensas jazidas de petróleo e gás do Brasil.
Historicamente, tais interesses encontram porta-vozes influentes na mídia e nas instituições. A Petrobrás já nasceu sob o ataque de “inimigos externos e predadores internos”, como destacou a presidenta Dilma Rousseff. Contra a criação da empresa, em 1953, chegaram a afirmar que não havia petróleo no Brasil. São os mesmos que sabotaram a Petrobrás para tentar privatizá-la, no governo do PSDB, e que combateram a legislação do Pré-Sal.
 
Os objetivos desses setores são bem claros:
 
- Imobilizar a Petrobrás e depreciar a empresa para facilitar sua captura por interesses privados, nacionais e estrangeiros;
 
- Fragilizar o setor brasileiro de Óleo e Gás e a política de conteúdo local; favorecendo fornecedores estrangeiros;
 
- Revogar a nova Lei do Petróleo, o sistema de partilha e a soberania brasileira sobre as imensas jazidas do Pré-Sal.
 
Para alcançar seu intento, os predadores apresentam a Petrobrás como uma empresa arruinada, o que está longe da verdade, e escondem do público os êxitos operacionais. Por isso é essencial divulgar o que de fato aconteceu na Petrobrás em  2014:
 
- A produção de petróleo e gás alcançou a marca histórica de 2,670 milhões de barris equivalentes/dia (no Brasil e exterior);
 
- O Pré-Sal produziu em média 666 mil barris de petróleo/dia;
 
- A produção de gás natural alcançou 84,5 milhões de metros cúbicos/dia;
 
- A capacidade de processamento de óleo aumentou em 500 mil barris/dia, com a operação de quatro novas unidades;
 
- A produção de etanol pela Petrobrás Biocombustíveis cresceu 17%,  para 1,3 bilhão de litros.
 
E, para coroar esses recordes, em setembro de 2014 a Petrobrás tornou-se a maior produtora mundial de petróleo entre as empresas de capital aberto, superando a ExxonMobil (Esso).
 
O crescente sucesso operacional da Petrobrás traduz a realidade de uma empresa capaz de enfrentar e superar seus problemas, e que continua sendo motivo de orgulho dos brasileiros.
 
Os inimigos da Petrobrás também omitem o fato que está na raiz da atual vulnerabilidade da empresa à especulação de mercado: a venda, a preço vil, de 108 milhões de ações da estatal na Bolsa de Nova Iorque, em agosto de 2000, pelo governo do PSDB.
 
Aquela operação de lesa-pátria reduziu de 62% para 32% a participação da União no capital social da Petrobrás e submeteu a empresa aos interesses de investidores estrangeiros sem compromisso com os objetivos nacionais. Mais grave ainda: abriu mão da soberania nacional sobre nossa empresa estratégica, que ficou subordinada a agências reguladoras estrangeiras.
 
Os últimos 12 anos foram de recuperação e fortalecimento da empresa. O País voltou a investir em pesquisa e a construir gasodutos e refinarias. Alcançamos a autossuficiência, descobrimos e exploramos o Pré-Sal, recuperamos para 49% o controle público sobre o capital social da Petrobrás.
 
O valor de mercado da Petrobrás, que era de 15 bilhões de dólares em 2002,  é hoje de 110 bilhões de dólares, apesar dos ataques especulativos. É a maior empresa da América Latina.
 
A participação do setor de Óleo e Gás no PIB do País, que era de apenas 2% em 2000, hoje é de 13%. A indústria naval brasileira, que havia sido sucateada, emprega hoje 80 mil trabalhadores. Além dos trabalhadores da Petrobrás, o setor de Óleo e Gás emprega mais de 1 milhão de pessoas no Brasil.
 
É nos laboratórios da Petrobrás que se produz nosso mais avançado conhecimento científico e tecnológico. Os royalties do petróleo e o Fundo Social do Pré-Sal proporcionam aumento significativo do investimento em Educação e Saúde. Este é o papel insubstituível de uma empresa estratégica para o País.
 
Por tudo isso, o esclarecimento dos fatos interessa, mais do que a ninguém, aos trabalhadores da Petrobrás e à população brasileira, especialmente à parcela que vem conquistando uma vida mais digna.
 
Os que sempre tentaram alienar o maior patrimônio nacional não têm autoridade política, administrativa, ética ou moral para falar em nome da Petrobrás.
 
Cabe ao governo rechaçar com firmeza as investidas políticas e midiáticas desses setores, para preservar uma empresa e um setor que tanto contribuíram para a atração de investimentos e a geração de empregos nos últimos anos.
 
A direção da Petrobrás não pode, nesse grave momento, vacilar diante de pressões indevidas, sujeitar-se à lógica dos interesses privados nem agir como refém de uma auditoria que representa objetivos conflitantes com os da empresa e do País.
 
A investigação, o julgamento e a punição de corruptos e corruptores, doa a quem doer, não pode significar a paralisia da Petrobrás e do setor mais dinâmico da economia brasileira.
 
É o povo brasileiro, mais uma vez, que  defenderá a empresa construída por gerações, que tem a alma do Brasil e simboliza nossa capacidade de construir um projeto autônomo de Nação.
 
Pela investigação transparente dos fatos, no Estado de Direito, sem dar trégua à impunidade;
 
Pela garantia do acesso aos dados e esclarecimentos da Petrobrás nos meios de comunicação, isentos de manipulações;
 
Pela garantia do sistema de partilha, do Fundo Social e do papel estratégico da Petrobrás na exploração do Pré-Sal;
 
Pela preservação do setor nacional de Óleo e Gás e da Engenharia brasileira.
 
Defender a Petrobrás é defender o Brasil – nosso passado de lutas, nosso presente e nosso futuro."

Isso não quer dizer que as denúncias de corrupção não devam ser apuradas. Muito pelo contrário. Elas devem ser apuradas e, todos os culpados (de todas as épocas e governos, de todas as tendências) que estiverem vivos, devem ser punidos, severamente, como também devem ser punidos todos os que estão armando o golpe de entrega da Petrobrás ao capital privado.

(Fonte: Site da Carta Maior)

domingo, 19 de junho de 2011

OS BENS DEVEM SER PÚBLICOS OU PRIVADOS?


A disputa nas ruas do mundo:

bens públicos X privatização


"Dezenas de milhares de estudantes, professores e funcionários de escolas saíram às ruas esta semana no Chile para protestar contra a crescente privatização da educação no país. Na Europa, outras dezenas de milhares de jovens, trabalhadores de diversos setores e desempregados estão nas ruas na Grécia, na Espanha, na República Tcheca e em outros países contra os planos de austeridade do FMI e do Banco Central europeu que representam maior arrocho para os assalariados, privatização de empresas e serviços públicos e impunidade para os responsáveis pela crise. Por todo o mundo, cresce a resistência à ofensiva do grande capital que quer resolver a crise econômico-financeira iniciada em 2008, transferindo os custos, mais uma vez, para os bolsos de quem vive do trabalho. A Carta Maior destaca essa situação neste fim de semana, sugerindo a leitura de alguns artigos e reportagens de dois Especiais, Desordem Financeira e As Ruas do Mundo, que ajudam a entender o atual cenário internacional e seus possíveis impactos na América Latina e no Brasil."

(Fonte: Site Carta Maior)