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domingo, 9 de junho de 2024

FLASHES DO FLAGELO DE PRISIONEIROS DAS METRÓPOLES

Os abandonados são sombras inseparáveis de uma humanidade desumana


Esse morador de rua dormia em uma passarela próxima a praça da Estação, em Belo Horizonte, ao meio-dia, com o sol a pino, no último sábado (08/05). Certamente passou a noite em claro, caminhando para aquecer ou à beira de uma fogueira de papel junto a outros desafortunados como ele. 

A população de rua tem seu sofrimento elevado à enésima potência no inverno


Bete e Geraldo não são um casal, são amigos que partilham a mesma sina de moradores de rua. Bete está na rua há 20 anos e Geraldo conta que já completou 12 anos sem família, sem teto e sem documentos. Bete afirma que tem seus documentos e que os carrega para todo lugar em sua inseparável mochila, atenta para não ser roubada. Pois, segundo ela, é comum serem roubados por pessoas que se encontram na mesma situação de abandono.

Apesar do olhar perdido, Geraldo diz ter esperança de um dia voltar à sociedade. 


Os dois amigos torcem para que o inverno seja menos rigoroso. "Quase morri de frio num ano desses aí", testemunhou Geraldo.

O inverno brasileiro começa oficialmente no próximo dia 20 de junho, mas a temperatura já registra mínimas muito baixas, especialmente nas madrugadas.

As autoridades públicas têm o dever humanitário de agir rápido para garantir abrigo, alimento e agasalho à população de rua. A sociedade civil organizada e a população em geral também deve se engajar nessa tarefa que é responsabilidade de todos.


terça-feira, 5 de junho de 2018

A ORGIA DA PRIVATARIA ENTREGUISTA

Mercado saqueia Petrobras, mídia acoberta

Ilustração de Amorim

A paralisação dos caminhoneiros e a dos petroleiros demonstrou, de forma cabal, o abismo entre os interesses do mercado financeiro e os do povo brasileiro. Com o preço dos combustíveis nas alturas, a população teve um vislumbre do que significa, na prática, a privatização da Petrobras.
Os veículos de comunicação, por sua vez, esmeraram-se em acobertar o saque na estatal brasileira realizado pelos acionistas estrangeiros. Não apenas justificaram a adoção de preços internacionais para os combustíveis brasileiros, como legitimaram o repasse da conta à população, tecendo elogios a Pedro Parente.
Nenhuma análise, obviamente, sobre o desmonte da estatal; sequer as consequências da mudança. O que se viu na mídia, sobretudo, televisão e rádio, foi um festival de jargões neoliberais – “liberdade da Petrobras”, “independência do jogo político”, “autonomia da Petrobras” ante a “mão pesada do Estado” – regurgitados por especialistas do mercado e jornalistas convocados a “explicar” a crise para a população.
Para ler na íntegra a matéria de Tatiana Carlotti para Carta Maior, clique aqui.