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segunda-feira, 5 de junho de 2017

OS MEDROSOS AMEDRONTAM A POPULAÇÃO COM AMEAÇAS FASCISTAS


Marcos Coimbra: Fugir das diretas por medo de Lula é negar a democracia


Foto: Ricardo Stuckert/Instituto Lula
As elites brasileiras estão como baratas tontas por uma razão que tem nome: Luiz Inácio Lula da Silva. Não fosse o medo que têm dele, haveria uma saída natural para a enrascada em que meteram o País e que as deixa baratinadas.
Elas mantinham-se coesas desde o segundo semestre de 2015, quando decidiram pôr de lado suas diferenças e ir juntas derrubar Dilma Rousseff. Sempre concordaram no fundamental, pois nunca esqueceram seus interesses de longo prazo. Mas a unificação de táticas do cotidiano foi cimentada somente quando entraram em acordo para tirar o PT do governo e reassumi-lo na plenitude.
Hoje, aquela coalizão desmoronou e um setor nem imagina o que outro pretende, como estamos vendo no comportamento dos conglomerados de mídia. Depois de um enfadonho período, em que todos diziam as mesmas coisas, até com idênticas palavras, agora é cada um por si.
Não era certo que estouraria um escândalo do tamanho desse das delações da JBS, mas era previsível. Ter na cadeira presidencial um personagem como Michel Temer é um risco permanente.
Ninguém tem o direito de se fingir surpreso com ele. O Temer de maio de 2017 é igual ao de toda a vida. Dar expediente no Palácio do Planalto não lhe mudou a natureza.
Sua turma rapidamente expôs-se, provocando mudanças no primeiro escalão em ritmo quase mensal. Faltava a “bomba do Riocentro”, aquela que explodiu no colo de um sargento do Exército em 1981, deixando óbvio de onde vinham os terroristas que praticavam atentados para perpetuar a ditadura de 1964. As delações da JBS são a bomba no colo de Temer. 
Para ler na íntegra o artigo, Medo de Lula, de Marcos Coimbra, clique aqui.

quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

TEMER: UM GOVERNO VULNERÁVEL E INSUSTENTÁVEL



Denúncias derrubam 
um ministro de Temer a cada mês

Desde quando assumiu o poder no lugar de Dilma Rousseff, que foi derrubada pelo Congresso em maio, Michel Temer teve seis baixas em seu quadro de ministros, o que dá uma média de um afastamento por mês, número que já é considerado um recorde na história política recente do país. Pela ordem, deixaram o governo Romero Jucá (Planejamento), Fabiano Silveira (Transparência), Henrique Eduardo Alves (Turismo), Fábio Osório (Advocacia Geral da União), Marcelo Calero (Cultura) e Geddel Vieira Lima (Secretaria de Governo). O que essas baixas tem de comum é que decorreram de denúncias de desvios éticos ou de corrupção.
Esse cenário tornou-se ainda mais preocupante por causa do envolvimento do próprio presidente da República em graves acusações. É o que resultou nas saídas de Geddel Vieira Lima e Marcelo Calero. O ex-ministro da Cultura pediu demissão do cargo há pouco mais de 10 dias. Em entrevista, Calero afirmou que saiu do governo após ter sido pressionado pelo então secretário de governo da Presidência da República, Geddel Vieira Lima, para que as obras de um edifício em Salvador no qual o próprio Geddel teria um imóvel fossem liberadas pelo Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico Nacional), órgão subordinado ao Minc. Geddel assumiu ter conversado com Calero sobre o assunto, mas negou ter feito “pressão”. Dias depois, Calero citou o próprio Temer na história, ao dizer que o presidente chegou a pedir que o processo fosse enviado para a Advocacia Geral da União (AGU), numa manobra para modificar a decisão do Iphan. Foi o estopim para que Geddel pedisse demissão do governo na tentativa de diminuir o desgaste de Temer. 
O ex-ministro Marcelo Calero chegou a gravar conversas com o presidente, além de Geddel e Eliseu Padilha (Casa Civil), mas os áudios, que já estão nas mãos da Polícia Federal e da Procuradoria Geral da República, ainda não vieram a público. Se vierem, devem incendiar ainda mais a crise no governo. Por causa disso, o PSOL já ingressou na Câmara com pedido de impeachment contra Temer. PT e movimentos sociais devem fazer o mesmo nas próximas semanas.  
Para conferir as outras demissões de ministros no governo Temer apontadas na matéria de Pedro Rafael Vilela para o Brasil de Fato, de 1º de dezembro de 20165, clique aqui.

terça-feira, 11 de outubro de 2016

A IGREJA SE MOVIMENTA CONTRA MEDIDAS NEOLIBERAIS DO DESGOVERNO TEMER


Dom Angélico faz duras críticas ao capitalismo e a retirada de direitos dos trabalhadores brasileiros


Dom Angélico Sândalo Bernardino, bispo emérito da Diocese de Blumenau, fez um sermão, no dia 7 de setembro, em defesa dos trabalhadores e repleto de críticas ao sistema capitalista, que classificou como “explorador e sem vergonha, responsável pela miséria de milhões no mundo”. Durante missa no Santuário Nacional de Aparecida, em São Paulo, ele chamou a atenção para a desigualdade de renda no país e o quadro que se delineia de ataque aos direitos trabalhistas e previdenciários no país.
“Jesus quer que a gente tenha vida, vida de gente, em plenitude. (...) isso significa casa, comida, trabalho e salário digno. É uma vergonha que os executivos ganhem 30, 40 mil por mês e, além disso tenham mordomias, e o salário mínimo nem chegue a 900 por mês. Dá para dormir diante da injustiça? ”, questionou.
Sem citar nomes, ele disse ainda que os que agora ocupam cargos de poder sinalizam mudanças prejudiciais aos trabalhadores. “[querem] até que leis trabalhistas, conquistadas com suor e sangue através dos anos, sejam deixadas de lado para favorecer aqueles que detêm o poder econômico. E tem mais: cuidado com aquilo que vão fazer com a Previdência.
Que peguem os privilegiados, e não os que já sofrem no dia a dia! ”, defendeu, diante de centenas de fiéis.
Assista a homilia completa neste link.

(Fonte: Boletim Informativo do Centro Nacional de Fé e Política "Dom Helder Câmara" - CEFEP-DF)


terça-feira, 9 de agosto de 2016

ONDE ESTÁ A NOSSA "PÁTRIA EDUCADORA" ?


Como sair da pauta conservadora?
Desde o início do 2º mandato da Presidenta Dilma, em janeiro de 2015, o debate sobre educação tem sido pautado continuamente pelos setores mais conservadores da sociedade brasileira. Dentre outros aspectos, o anúncio do lema “Pátria Educadora” para o mandato, logo se mostrou uma vazia retórica diante dos sucessivos cortes do orçamento para a área de educação impostos sob o argumento da necessidade do ajuste fiscal, simbolizando a “recuperação”, pela Presidenta, de vários pontos do programa do candidato derrotado nas urnas.
Nada disso, no entanto, se assemelhava ao conservadorismo e à truculência que passaria a tomar conta do debate e das políticas públicas um ano depois, sobretudo após o afastamento da Presidenta e da subida ao poder do governo golpista e ilegítimo de seu vice, e conspirador, Michel Temer.
Um dos mais graves problemas destes últimos meses é que temos sido enredados, continuamente, pela pauta de debates e de políticas impostas pelos grupos mais conservadores que ocuparam o espaço público e o Estado brasileiro. E, sobretudo, não temos conseguido sair dela.
Sabemos, no entanto, que há razões de sobra para isso. O conjunto das medidas já estabelecidas e das políticas propostas pelo governo interino mostram o afã dos grupos que o apoiam no golpe e no governo para dilapidar o Estado brasileiro e para destruir as políticas públicas que buscavam a melhoria de vida dos mais pobres. Contra esse movimento não há alternativa que não seja lutar e resistir, aqui e agora.
Por outro lado, no calor da luta é preciso ir além da luta contra a destruição e avançar na construção. Recentemente o Blog do Pensar a Educação defendeu que retomar o ideário da educação republicana pode ser um bom caminho para sair da defensiva e combater as perspectivas negativas que se abatem sobre a educação pública brasileira. Tal ideário, ampliado e ressignificado, permitiria que nos colocássemos na tradição dos melhores movimentos sociais que, ao longo do último século, lutaram pela ampliação, consolidação e qualificação da escola pública entre nós.
O perigo que nos ronda é enorme e a nossa tarefa maior ainda, como se pode aquilatar pelo recente diagnóstico que nos foi oferecido pelo prof. Luiz Carlos Freitas. Qualquer que seja a alternativa, ou no conjunto delas, somente conseguiremos garantir políticas públicas e avançar em direção àquelas que ainda faltam conquistar, se atuarmos organizada e coletivamente.
(Fonte: Pensar a Educação em Pauta)

sexta-feira, 20 de maio de 2016

ATÉ GENTE QUE FOI DA TURMA DE FHC SE INDIGNA COM O "GOVERNO PROVISÓRIO"


"Torço para que as manifestações contra o governo não parem", 
afirma ex-ministro de FHC


Não reconheço um governo ilegítimo originário de um golpe de Estado comandado por um delinquente. A crítica contundente parte do cientista político e professor da USP, Paulo Pinheiro, que esteve à frente da pasta de Direitos Humanos no governo FHC.
Ele não poupa adjetivos à gestão do presidente interino, Michel Temer. “É um governo irresponsável e o principal deles é o interino. É um governo reacionário, retrógrado e gagá. Não tem mulheres, não tem negros. Com uma canetada acabou com a Cultura, com os Direitos Humanos, colocou criacionistas nos ministérios da Saúde e Indústria e Comércio. Isso é uma agressão”, alfineta.
Paulo Sérgio, que está em Genebra, na Suíça, liderando uma missão da ONU sobre a crise na Síria, conversou com a reportagem de Caros Amigos por telefone. O comissário das Nações Unidas demonstrou bastante preocupação com a imagem que Temer está passando do país no exterior.
“Até o governo Dilma, o Brasil era levado a sério, mas com Temer estamos caminhando para nos tornarmos uma República de Bananas. Temo pela ruptura da política externa brasileira.”
Retrocesso
A logomarca do governo baseada na frase “Ordem e Progresso” também é duramente criticada pelo professor da USP. “Um governo que escolhe Ordem e Progresso como sua logomarca revela ilegitimidade e irresponsabilidade. Faz o Brasil retroagir ao positivsimo de 1889… É um escândalo.”
Paulo Sérgio afirma que o golpe o deixa deprimido. “Substituiram um governo legítimo por um de extrema-direita baseado na bancada BBB (Boi, Bíblia e Bala). É muito depressivo. Não acredito que esteja passando por isso. É um acinte.  É vexaminoso.”
“Estou envergonhado do Brasil. Torço para que as manifestações contra o governo não parem. Adorei o protesto contra o ministro da Educação (Mendonça Filho)”, enfatiza.
(Fonte: Caros Amigos / DCM)