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sexta-feira, 10 de setembro de 2021

BOLSONARO NÃO É TRAIDOR

 

(Foto obtida de Google Imagens - creditada ao Brasil de Fato)


Não digam que não foram avisados

Na quarta-feira de "cinzas" da grande trapalhada bolsonarista, o day after do 7 de setembro - que começou com comemorações, pompa e circunstância nas trincheiras do radicalismo da extrema direita brasileira -, foi dia de chororô, xingamentos e desembarques da canoa que sempre esteve furada.

Os jornalistas compromissados com a verdade e com o país (não apenas com grupos econômicos), intelectuais e até mesmo pessoas com o mínimo de formação e informação política cansaram de alertar a população, familiares e amigos ingênuos sobre as ameaças que Jair Messias Bolsonaro representava para o país. Mas não foram ouvidos. Arrivistas e marinheiros de primeira viagem superlotaram com fervor juvenil a embarcação avariada de um ex-capitão que prometia enfrentar mares bravios e muitas emoções em uma rota suicida espetacular. 

Sob todos os aspectos ele cumpre o que prometeu: por um lado, no campo da ação, destroçou o país nas esferas diplomática, econômica e institucional; sem contar o negacionismo que levou quase 600 mil brasileiros à morte na pandemia da covid-19. Por outro lado, no campo do palavrório populista, age como sempre agiu: dorme pensando em algo que possa afirmar de manhã para desmentir à tarde. 

Não foi diferente no fatídico 7 de setembro de 2021. Portanto, como dizia o saudoso locutor esportivo, Fiori Gigliotti, "agora, não adianta chorar", todos foram avisados. É patético assistir esses marmanjos soluçando com lágrimas nos olhos, vociferando contra quem sempre seguiu à risca o seu script. 

Só acredita em papai noel quem gosta do autoengano. 

Quer um conselho? Não mande mais cartas para o bom velhinho. Vá à luta, companheiro!


quarta-feira, 27 de fevereiro de 2019

CINEMA DE GRAÇA NO CARNAVAL




O Cineclube da Casa de Cássia vai apresentar neste sábado, 2 de março, às 17h, o filme documentário "O Contestado: Restos Mortais" (Brasil, 2010, 2h36, 16 anos), de Sylvio Back. O filme trata da Guerra do Contestado, ocorrida na fronteira do Paraná com Santa Catarina, entre 1912 e 1916. O filme investiga suas causas e consequências com depoimentos de historiadores e de rebeldes mortos no conflito, incorporados por médiuns. Bem menos conhecido que Canudos, na Bahia, o Contestado foi tão importante quanto como movimento social, tendo sido objeto de um filme (de ficção) do próprio Back, "A Guerra dos Pelados".
E no domingo, 3, às 17h, o cineclube exibe "Estado de Sítio" (État de Siège) (França/Alemanha/Itália, 1972, 1h55, 16 anos), de Costa-Gavras, com Yves Montand, Renato Salvatore e O. E. Hasse. O filme reconstitui o assassinato pelos tupamaros, em 1970, no Uruguai, de um agente norte-americano especializado em ministrar técnicas de tortura a governos militares latino-americanos. Dois anos depois da ocorrência, quando as ditaduras latino-americanas continuavam vigendo, o Uruguai não é nomeado nem o americano, Dan Mitrione, que esteve prestando serviços em Belo Horizonte.
Também aos domingos, às 10h, a Casa de Cássia está apresentando o CineCriança, com programação de filmes longos e curtos para o público infantil.
E é tudo de graça.
A Associação Casa de Cultura Cássia Afonso de Almeida fica na Rua Meyer, 105, bairro Vila Suzana, em  Mateus Leme, M.G. Maiores informações pelo telefone: (31)99247-6574.