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quinta-feira, 20 de maio de 2021

MINISTRO DO MEIO AMBIENTE É INVESTIGADO POR VENDA ILEGAL DE MADEIRA PARA EUA E EUROPA


Ministro Ricardo Salles ao lado do presidente Jair Bolsonaro
(Foto: EPA)

Ricardo Salles no alvo da PF: manter ministro ameaça acordos do Brasil com o mundo, diz pesquisador de instituto alemão


A operação da Polícia Federal (PF) que teve o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, como um dos alvos, nesta quarta-feira (19/05), torna mais difícil para o Brasil firmar acordos com o resto do mundo, na avaliação do pesquisador Carlos Rittl, do Instituto de Estudos Avançados em Sustentabilidade de Potsdam, na Alemanha.
Rittl considera também que a ação contra o ministro pode complicar ainda mais o processo de entrada do Brasil na OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico, considerada o "clube dos países ricos") e a ratificação do acordo entre Mercosul e União Europeia, anunciado há quase dois anos e até hoje em "banho-maria".
"O impacto disso é enorme. Inclusive, acho que as conversas com o Brasil no sentido de fechar novos acordos serão suspensas ou, no mínimo, colocadas banho-maria sem prazo para terminar", disse o pesquisador à BBC News Brasil.
A operação da PF foi ordenada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, em uma ação que investiga a venda ilegal de madeira para os Estados Unidos e para a Europa.

Para ler a íntegra da matéria de Felipe Souza parra a BBC News Brasil, clique aqui.

quarta-feira, 16 de outubro de 2019

OS DESDOBRAMENTOS DA VAZA JATO NO SUPREMO


STF julga prisão após 2ª instância: entenda impacto sobre 
Lava Jato, Lula e milhares de outros presos

(Foto: Gil Ferreira/SCO/STF)

O Supremo Tribunal Federal caminha para colocar o ponto final numa controvérsia que se arrasta desde 2016: condenados em segunda instância devem começar a cumprir pena ou é necessário aguardar o fim de todos os recursos nas cortes superiores?
A questão deve ser definitivamente respondida pelo Supremo a partir desta quinta-feira, quando os onze ministros julgarão ações sobre o tema. É possível que o julgamento se prolongue até a próxima semana.
Desde fevereiro de 2016, em placar apertado, o STF permite que presos condenados em segunda instância comecem a cumprir pena. Mas as decisões que deram essa autorização tinham caráter provisório e podem ser revistas. Como os ministros Dias Toffoli e Gilmar Mendes mudaram de posição, a expectativa é que o Supremo volte a proibir a prisão antes do trânsito em julgado (quando se esgotam os recursos) dos processos criminais.
A decisão tem potencial de libertar milhares de presos, entre eles o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Mas nem todos os condenados da Operação Lava Jato seriam afetados - o ex-governador Sérgio Cabral e o ex-deputado Eduardo Cunha, por exemplo, não seriam soltos porque cumprem prisão preventiva (quando o réu fica preso mesmo antes de qualquer condenação para evitar que continue cometendo crimes, fuja ou atrapalhe investigações).
Para continuar lendo a matéria de Mariana Schreiber para a BBC News Brasil, clique aqui.