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sexta-feira, 25 de outubro de 2019
sábado, 11 de junho de 2016
NÃO DEVEMOS SER ANALFABETOS POLÍTICOS
A Igreja deve envolver-se na política”, afirma o Papa Francisco
“Existe o adágio da Iluminismo que a Igreja não deva envolver-se em política, mas a Igreja deve envolver-se na grande política, porque – cito Paulo VI – a política é uma das formas mais altas da caridade”: disse-o o Papa falando no sexta-feira, 03-06-2016, à tarde a uma convenção de magistrados sobre “tratamento de seres humanos e criminalidade organizada”, convidados ao Vaticano pela Academia das Ciências sociais.
“A Igreja – disse ele ainda – deve empenhar-se para ser fiel às pessoas, e ainda mais quando se tocam as chagas e os sofrimentos mais dramáticos”.
Isto, para Francisco, é seguramente o caso do tráfico das pessoas, do narcotráfico, da prostituição, do tráfico de órgãos que eram os temas da convenção que – disse ele – são “crimes contra a humanidade que devem ser reconhecidos como tais por todos os líderes políticos, sociais e religiosos no mundo”.
Bergoglio louvou o empenho de muitos magistrados em perseguir as escravidões modernas: “Sei que sofreis ameaças e condicionamentos de tantas partes. Sei que hoje ser procuradores, ser ministros públicos é arriscar a vida e isto me faz ser reconhecido da coragem de alguns de vós que querem ir em frente, permanecendo livres. Sem esta liberdade, o poder judiciário se corrompe e gera corrupção”.
O que está em curso no Vaticano é a terceira convenção sobre o tema: são encontros desejados pessoalmente por Francisco, porque tráfico de vidas e corrupção são “os maiores males da humanidade”.
(Fonte: Centro Nacional de Fé e Política Dom Helder Câmara - CEFEP-DF)
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sexta-feira, 1 de janeiro de 2016
AS REFORMAS DO PAPA FRANCISCO
As 24 virtudes necessárias para voltar ao essencial na Igreja
Das "doenças curiais" às "virtudes necessárias". Francisco se encontra com os chefes de dicastério para os votos de Natal e faz uma referência indireta ao Vatileaks 2: a reforma seguirá em frente com determinação. Os escândalos não podem esconder "a eficiência dos serviços que a Cúria Romana, com dedicação, presta ao papa e a toda a Igreja". É preciso "voltar ao essencial": no catálogo das características exigidas daqueles que prestam serviço do outro lado do Rio Tibre, estão a exemplaridade, a fidelidade, a honestidade, a maturidade, a humildade, a confiabilidade e a sobriedade.
A reportagem é de Andrea Tornielli, publicada no sítio Vatican Insider, com informações de Stefania Falasca, do jornal Avvenire, 21-12-2015. A tradução é de Moisés Sbardelotto.
"A reforma seguirá em frente com vigor, lucidez e determinação." Mas os escândalos não poderão ofuscar a importância do trabalho que a Cúria Romana, "com dedicação, presta ao papa e a toda a Igreja". Francisco disse isso na manhã de hoje, no tradicional discurso para os votos de Natal à Cúria, na Sala Clementina.
Bergoglio, que no ano passado tinha pronunciado um forte discurso, listando as "doenças" que podem afetar "todo cristão, Cúria, comunidade, congregação, paróquia e movimento eclesial" e que "requerem prevenção, vigilância, cuidado e, infelizmente, em alguns casos, intervenções dolorosas e prolongadas", neste ano ofereceu um catálogo positivo das virtudes necessárias para aqueles que trabalham na Cúria.
No seu discurso, o papa lembrou que algumas das doenças denunciadas em dezembro de 2014 "se manifestaram durante este ano, causando muita dor em todo o corpo e ferindo muitas almas". Uma referência que inclui o casoVatileaks, mas também outros fatos.
"Parece necessário afirmar que isso foi e sempre será – garante Francisco – objeto de sincera reflexão e decisivos procedimentos. A reforma seguirá em frente com determinação, lucidez e resolução, porque Ecclesia semper reformanda".
No entanto, especifica o pontífice, "até mesmo os escândalos não poderão esconder a eficiência dos serviços que aCúria Romana, com esforço, com responsabilidade, com empenho e dedicação presta ao papa e a toda a Igreja, e isso é uma verdadeira consolação".
Por isso, explica, "seria uma grande injustiça não expressar uma profunda gratidão e um necessário encorajamento a todas as pessoas sãs e honestas que trabalham com dedicação, devoção, fidelidade e profissionalidade".
Francisco ressalta que "as resistências, as fadigas e as quedas" também são "ocasiões de crescimento e nunca de desencorajamento", uma oportunidade para "voltar ao essencial", ou seja, para "fazer as contas com a consciência que temos de nós mesmos, de Deus, do próximo, do sensus Ecclesiae e do sensus fidei".
Portanto, no Ano da Misericórdia, o papa propõe um "subsídio prático", um "catálogo das virtudes necessárias" para quem "presta serviço na Cúria" e para todos aqueles que querem "tornar fértil o seu serviço à Igreja", convidando os chefes de dicastério "a enriquecer e a completá-lo". É uma ''análise acróstica" da palavra "m-i-s-e-r-i-c-ó-r-d-i-a", "como fazia Matteo Ricci na China".
O "catálogo das virtudes" se articula, assim, em torno das 12 letras que a compõem:
- Missionariedade e pastoralidade
- Idoneidade e sagacidade
- Spiritualità [espiritualidade] e humanidade
- Exemplaridade e fidelidade
- Racionalidade e amabilidade
- Inocuidade e determinação
- Caridade e verdade
- Onestà [honestidade] e maturidade
- Respeitabilidade e humildade
- Diviciosidade e atenção
- Impavidez e prontidão
- Affidabilità [confiabilidade] e sobriedade
Missionariedade e pastoralidade
A missionariedade "é o que torna e mostra a Cúria fértil e fecunda", enquanto "a pastoralidade sã é uma virtude indispensável especialmente para todo sacerdote", e "a medida da nossa atividade curial e sacerdotal". E "sem essas duas asas – diz o papa – nunca poderemos voar, nem mesmo alcançar a bem-aventurança do 'servo fiel'".
Idoneidade e sagacidade
A primeira "requer o esforço pessoal de adquirir os requisitos" para "exercer da melhor forma possível as próprias tarefas e atividades, com o intelecto e a intuição". E "é contra as recomendações e os subornos". A sagacidade é "a prontidão de espírito para enfrentar as situações com sabedoria e criatividade". Idoneidade e sagacidade representam "o comportamento do discípulo que se volta ao Senhor todos os dias".
Spiritualità [espiritualidade] e humanidade
A espiritualidade é "a espinha dorsal de qualquer serviço na Igreja e na vida cristã". A humanidade é "aquilo que encarna a veridicidade da nossa fé", aquilo "que nos torna diferentes das máquinas e dos robôs que não sentem e não se comovem. Quando nos é difícil chorar seriamente ou rir apaixonadamente, então começou o nosso declínio e o nosso processo de transformação de 'homens' em outra coisa qualquer". Espiritualidade e humanidade devem ser realizadas inteiramente, continuamente, diariamente.
Exemplaridade e fidelidade
Exemplaridade "para evitar os escândalos que ferem as almas e ameaçam a credibilidade do nosso testemunho". Fidelidade à "nossa consagração, à nossa vocação". Aqui, o papa cita as terríveis palavras de Jesus sobre quem escandaliza os pequenos: seria melhor para ele se jogasse nos abismos. "Quem é fiel no pouco também é fiel no muito; e quem é desonesto no pouco também é desonesto no muito (Lc 16, 10)", e "quem escandaliza mesmo que um só destes pequeninos que creem em mim, seria melhor para ele que lhe fosse suspensa no pescoço uma pedra de um moinho e fosse jogado nos abismos do mar" (Mt 18, 6-7)".
Racionalidade e amabilidade
A primeira "serve para evitar os excessos emotivos"; a segunda, "para evitar os excessos da burocracia e das programações e planejamentos". Todo excesso, observa Francisco, "é índice de algum desequilíbrio".
Inocuidade e determinação
A inocuidade "nos torna cautos no juízo, capazes de nos abster de ações impulsivas e apressadas". A determinação é "agir com vontade resoluta, com visão clara e com obediência a Deus" e só pela lei suprema da salvação das almas.
Caridade e verdade
"Duas virtudes indissolúveis da existência cristã, a tal ponto que a caridade sem verdade se torna ideologia do bonismo destrutivo, e a verdade sem caridade se torna judiciarismo cego."
Onestà [honestidade] e maturidade
A honestidade é "a retidão, a coerência e o agir com sinceridade absoluta com nós mesmos e com Deus". Quem é honesto age retamente mesmo quando não há supervisores ou superiores. "O honesto não teme ser surpreendido, porque não engana nunca quem confia nele." E "nunca domina sobre as pessoas ou sobre as coisas que lhe foram confiadas". Enquanto a maturidade é "a busca de alcançar a harmonia entre as nossas capacidades físicas, psíquicas e espirituais".
Respeitabilidade e humildade
A primeira é dom das pessoas que "buscam sempre demonstrar respeito autêntico aos outros, ao próprio papel, aos superiores e aos subordinados, às práticas, aos papéis, ao sigilo e à confidencialidade". A humildade é a virtude "das pessoas cheias de Deus que, quanto mais crescem em importância, mais cresce nelas a consciência de não serem nada e de não poderem fazer nada sem a graça de Deus".
Diviciosidade [doviziosità] e atenção
Assumindo mais um "neologismo", explica o papa, é inútil "abrir todas as portas santas de todas as basílicas do mundo se a porta do nosso coração está fechada ao amor, se as nossas mãos estão fechadas para dar, se as nossas casas estão fechadas para o hospedar e se as nossas igrejas estão fechadas para acolher. A atenção é cuidar dos detalhes e oferecer o melhor de nós e nunca baixar a guarda sobre os nossos vícios e falhas".
Impavidez e prontidão
Isto é, "não se deixar assustar diante das dificuldades" e "agir com audácia e determinação e sem tepidez". A prontidão é "saber agir com liberdade e agilidade, sem se apegar às coisas materiais temporárias", sem nunca "se deixar pesar acumulando coisas inúteis e fechando-se nos próprios projetos, e sem se deixar dominar pela ambição".
Affidabilità [confiabilidade] e simplicidade
Confiável é "aquele que sabe manter os compromissos com seriedade e fidedignidade quando é observado, mas sobretudo quando se encontra sozinho" e "nunca trai a confiança que lhe foi concedida". A sobriedade é "a capacidade de renunciar ao supérfluo e resistir à lógica consumista dominante". É "olhar o mundo com os olhos de Deus e com o olhar dos pobres e ao lado dos pobres". Sóbria "é uma pessoa essencial em tudo, porque sabe reduzir, recuperar, reciclar, reparar e viver com o sentido da medida".
Francisco concluiu o seu discurso pedindo que seja a "misericórdia que guie os nossos passos, que inspire as nossas reformas, que ilumine as nossas decisões". Que seja ela que "nos ensine quando devemos seguir em frente e quando devemos dar um passo para trás".
E citou uma oração dedicada ao Bem-aventurado Óscar Romero pelo cardeal estadunidense Dearden: "De vez em quando, ajuda-nos dar um passo atrás e ver de longe... Somos operários, não mestres de obras, servidores, não messias".
(Fonte: Site Instituto Humanitas Unisinos)
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sábado, 27 de junho de 2015
TEMOS QUE CUIDAR DA NOSSA CASA COMUM
Papa Francisco: Igreja em saída de onde para onde?
Leonardo Boff
Celebrando ainda a extraordinária encíclica sobre "o cuidado da Casa Comum", voltamos a refletir uma perspectiva importante do Papa Francisco, um verdadeiro logotipo de sua compreensão de Igreja: "uma Igreja em saída".
Essa formulação encerra uma velada crítica ao modelo anterior de Igreja que era uma Igreja "sem saída" devido aos diversos escândalos de ordem moral e financeira, o que forçou o Papa Bento XVI a renunciar, uma Igreja que perdeu seu melhor capital: a moralidade e a credibilidade dos cristãos e do mundo secular.
Mas o logotipo "Igreja em saída" possui um significado mais profundo, tornado possível porque veio de um Papa fora dos quadros institucionais da velha e cansada cristandade européia. Esta havia encerrado a Igreja dentro de uma compreensão que a tornava praticamente inaceitável pelos modernos, refém de tradições fossilizadas e com uma mensagem que não mordia os problemas dos cristãos e do mundo atual. A “Igreja em saída” quer marcar uma ruptura com aquele estado de coisas. Esse palavra “ruptura” irrita os representantes do establishment eclesiástico. Mas nem por isso deixa de ser verdadeira. E então se coloca a pergunta: “saída" de onde para onde? Vejamos alguns passos:
- Saída de uma Igreja-fortaleza que protegia os fiéis contra as liberdades modernas para uma Igreja-hospital de campanha que atende a toda pessoa que a procura, pouco importa seu estado moral ou ideológico.
- Saída de uma Igreja-instituição absolutista, centrada em si mesma para uma Igreja-movimento, aberta ao diálogo universal, com outras Igrejas, religiões e ideologias.
- Saída de uma Igreja-hierarquia, criadora de desigualdades para uma Igreja-povo de Deus, fazendo de todos irmãos e irmãs: uma imensa comunidade fraternal.
- Saída de uma Igreja-autoridade eclesiástica, distanciada dos fiéis ou até de costas a eles, para uma Igreja-pastor que anda no meio do povo, com cheiro de ovelha e misericordiosa.
- Saída de uma Igreja-Papa de todos os cristãos e bispos que governa com o rígido direito canônico para uma Igreja-bispo de Roma, que preside na caridade e só a partir daí se faz Papa da Igreja universal.
- Saída de uma Igreja-mestra de doutrinas e normas para uma Igreja-de práticas surpreendentes e do encontro afetuoso com as pessoas para além de sua inscrição religiosa, moral ou ideológica. As periferias existenciais ganham centralidade.
- Saída de uma Igreja-de poder sagrado, das pompa e circunstância, dos palácios pontifícios e titulaturas de nobreza renascentista para uma Igreja-pobre e para os pobres, despojada de símbolos de honra, servidora e porta-voz profética contra o sistema de acumulação de dinheiro, o ídolo que produz sofrimento e miséria e mata as pessoas.
- Saída da Igreja-que fala dos pobres para uma Igreja-que vai aos pobres, conversa com eles, abraça-os e os defende.
- Saída de uma Igreja-equidistante dos sistemas polítcos e econômicos para uma Igreja-que toma partido em favor das vítimas e que chama pelo nome os produtores das injustiças e convida a Roma representantes dos movimentos sociais mundiais para discutir com eles como buscar alternativas.
- Saída de uma Igreja-automagnificadora e acrítica para uma Igreja-da verdade sobre si mesma contra cardeais, bispos e teólogos zelosos de seu status mas com cara de “vinagre ou de sexta-feira santa”, “tristes como se fossem ao próprio enterrro”, em fim, uma Igreja feita de pessoas humanas.
- Saída de uma Igreja-da ordem e do rigorismo para uma Igreja-da revolução da ternura, da misericórdia e do cuidado.
- Saída de uma Igreja-de devotos, como aqueles que aparecem nos programas televisivos, com padres artistas do mercado religioso, para uma Igreja-compromisso com a justiça social e com a libertação dos oprimidos.
- Saída de uma Igreja-obediência e da reverência para uma Igreja-alegria do evangelho e de esperança ainda para esse mundo.
- Saída de uma Igreja-sem o mundo que permitiu surgir um mundo sem Igreja para uma Igreja-mundo, sensível ao problema da ecologia e do futuro da Casa Comum, a mãe Terra.
Estas e outras saídas mostram que a Igreja não se reduz apenas a uma missão religiosa, acantonada numa parte privada da realidade. Ela possui além disso uma missão político-social no sentido maior desta palavra, como fonte de inspiração para as transformações necessárias que resgatem a humanidade para um tipo de civilização do amor e da compaixão, que seja menos individualista, materialista, cínica e destituída de solidariedade.
Esta Igreja-em-saída devolveu alegria e esperança aos cristãos e reconquistou o sentimento de ser um lar espiritual. Granjeou pela simplicidade, despojamento e acolhida no amor e na ternura, a estima de muitas pessoas de outras confissões ou de simples cidadãos do mundo e mesmo de chefes de Estado que admiram a figura e as práticas surpreendentes do Papa Francisco em favor da paz, do diálogo entre os povos e da renúncia a toda violência e a guerra.
Mais que doutrinas e dogmas é a Tradição de Jesus, feita de amor incondicional, de misericórdia e de compaixão que por ele se atualiza e revela sua inesgotável energia humanizadora. Pois, entre outras coisas, está é a mensagem central de Jesus, aceitável por todas as pessoas de todos os quadrantes.
(Fonte: Site Carta Maior)
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sábado, 12 de outubro de 2013
TEOLOGIA DA LIBERTAÇÃO
Papa discretamente recebe
o líder da Teologia da Libertação
O papa Francisco recebeu discretamente no Vaticano, há cerca de um mês, a visita do principal líder da Teologia da Libertação, o religioso peruano Gustavo Gutierrez. Integrante da Ordem Dominicana, o padre Gustavo tornou-se, nos anos 70, o primeiro teólogo a sistematizar essa corrente no interior da Igreja Católica Romana. A sua visita ao Papa aconteceu de modo informal, fora da agenda oficial do pontífice. Contudo o significado político dessa reunião é evidente e representa o apoio explícito dos teólogos da libertação à opção pelos pobres, já oficializada por Francisco como a diretriz fundamental de sua gestão como chefe da Igreja.
O apoio ao atual Papa vem sendo articulado desde antes da eleição vaticana. Quando o nome do cardeal Bergoglio foi anunciado, bispos. teólogos e outras personalidades ligadas à Teologia da Libertação deram publicamente declarações em que afirmavam a sua expectativa de uma administração que pudesse tirar o Catolicismo de sua pior crise desde o século 19. Para ler a matéria na íntegra clique aqui.
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domingo, 10 de março de 2013
A IGREJA DEPOIS DE RATZINGER . . .
A hora impossível de um Papa Francisco I
Os quartos de Bento XVI estão vazios: com que o nome irá responder ao Escrutinador o próximo papa que irá dormir no seu leito? Após o anúncio do conclave, o pontífice pré-escolhido tem "um minuto inteiro" para pensar a respeito. O primeiro sinal da Igreja que muda poderia ser o nome do sucessor de Ratzinger. Da sacada, ninguém nunca anunciou "eis Francisco", Francisco I, para reiterar o compromisso do santo que protege a Itália, mas sempre esquecido pelos descendentes de Pedro.
Para ler na íntegra a reportagem de Maurizio Chierici, publicada no jornal Il Fatto Quotidiano, com tradução de Moisés Sbardelotto, clique aqui.
Para ler na íntegra a reportagem de Maurizio Chierici, publicada no jornal Il Fatto Quotidiano, com tradução de Moisés Sbardelotto, clique aqui.
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segunda-feira, 7 de novembro de 2011
IGREJA SE POSICIONA CONTRA O CAPITALISMO
Vaticano interage com movimento altermundialização
"Para sair da crise, é necessária uma autoridade política mundial que garanta a transparência dos mercados. A proposta apresentada nos últimos dias pelo discatério para as questões sociais do Vaticano, o Pontifício Conselho Justiça e Paz, foi quase que simultânea a ação global promovida pelo movimento dos indignados que tomou as ruas do mundo no dia 15 de outubro.
No documento, como visto anteriormente, a Santa Sé fez duros ataques aos efeitos devastadores da ideologia liberal e reafirma o primado da política sobre a economia. O mesmo que milhares de manifestantes ecoaram por centenas de cidades no mundo: Não, não pagaremos por sua crise ou dito ainda na consigna do Ocupa Wall Street: We are the 99%.
O documento do Vaticano retoma, atualiza e revela sintonia com o movimento altermundialização. Uma demonstração, como já destacado, de que a Igreja na área social está antenada com as mudanças em curso no capitalismo mundial e é sensível às demandas dos movimentos sociais.
A proposta e reivindicação da necessidade de um controle maior sobre o mercado financeiro foi colocado na agenda mundial a partir do surgimento do movimento antiglobalização no final dos anos 1990. Contribuiram decisavamente para a emergência dessa bandeira os eventos de Seattle (dezembro de 1999), Fórum Social Mundial (janeiro de 2001) e Gênova (julho de 2001).
Foi em Seattle (1999), na 1º edição do Fórum Social Mundial de Porto Alegre (2001) e nos protestos antiglobalização em Gênova em julho de 2001, por ocasião da Cúpula do G-8 na cidade italiana, que repercutiram mundialmente a ideia de se impor limites à voracidade das corporações do capital produtivo e financeiro.
A proposta original, entretanto, de se estabelecer controle sobre o capital financeiro, partiu da Associação pela Tributação das Transações Financeiras para ajuda aos Cidadãos - Attac, fundada na França em dezembro de 1998 após a publicação no Le Monde Diplomatique de um editorial intitulado Les Désarmer marchés (Desarmar os mercados) que lançou a idéia de uma associação para divulgar o imposto Tobin, um mecanismo de taxação do capital financeiro.
Destaque-se, entretanto, que a propria Igreja contribui para mobilização dessa ideia a partir da Campanha Jubileu 2000, que surge no interior da Igreja e sugere o perdão das dívidas do países do terceiro mundo."
(Fonte: Centro de Pesquisa e Apoio aos Trabalhadores - CEPAT)
sábado, 28 de maio de 2011
MOSTEIRO CISTERCIENSE É FECHADO
Papa fecha mosteiro por sua ‘moral laxa’
Trata-se de um dos centros religiosos católicos mais importantes do mundo, o Mosteiro da Santa Cruz, já que guarda uma das relíquias mais importantes para o Cristianismo: fragmentos da Cruz. Apesar de tão alta responsabilidade, a rotina deste mosteiro cisterciense de Roma era tudo menos dedicada à vida contemplativa.
De acordo com informações divulgadas pelo jornal italiano La Stampa e outros meios internacionais, os monges ofereciam concertos nos quais atuava a freira Anna Nobili, ex-dançarina erótica, que realizava danças com uma cruz.
Este espetáculo foi oferecido, em 2009, ao arcebispo Gianfranco Ravasi, presidente do Pontifício Conselho para a Cultura do Vaticano. Para sua atuação, Nobili – que afirma que utiliza a dança como forma de oração – se joga com os braços em forma de cruz diante do altar e pega um crucifixo ou se curva e gira como se fosse uma animadora de torcida norte-americana.
O Papa Bento XVI, em sua política de purificar a Igreja, decidiu dispersar os cistercienses que moravam no monastério, depois de uma investigação levada a cabo pela Congregação para os Institutos de Vida Consagrada e Sociedades de Vida Apostólica.
O centro estava há tempo sob o atento olhar do Vaticano que, no ano passado, suspendeu o abade Simone Fioraso, um ex-estilista de Milão, pela má situação econômica e espiritual da abadia. Entre outras coisas, este religioso ajudou a abrir um hotel, o Domus Sessoriana, com serviço de limusine 24 horas por dia. O lugar, além disso, hospedou em 2008 a famosa diva pop Madonna, que aproveitou a visita para ter alguns momentos de oração.
Apesar de tudo, um porta-voz deste hotel declarou que funciona separado do mosteiro e que vai continuar aberto.
(Fonte: Site Religión Digital, 27-05-2011, com tradução do Cepat)
De acordo com informações divulgadas pelo jornal italiano La Stampa e outros meios internacionais, os monges ofereciam concertos nos quais atuava a freira Anna Nobili, ex-dançarina erótica, que realizava danças com uma cruz.
Este espetáculo foi oferecido, em 2009, ao arcebispo Gianfranco Ravasi, presidente do Pontifício Conselho para a Cultura do Vaticano. Para sua atuação, Nobili – que afirma que utiliza a dança como forma de oração – se joga com os braços em forma de cruz diante do altar e pega um crucifixo ou se curva e gira como se fosse uma animadora de torcida norte-americana.
O Papa Bento XVI, em sua política de purificar a Igreja, decidiu dispersar os cistercienses que moravam no monastério, depois de uma investigação levada a cabo pela Congregação para os Institutos de Vida Consagrada e Sociedades de Vida Apostólica.
O centro estava há tempo sob o atento olhar do Vaticano que, no ano passado, suspendeu o abade Simone Fioraso, um ex-estilista de Milão, pela má situação econômica e espiritual da abadia. Entre outras coisas, este religioso ajudou a abrir um hotel, o Domus Sessoriana, com serviço de limusine 24 horas por dia. O lugar, além disso, hospedou em 2008 a famosa diva pop Madonna, que aproveitou a visita para ter alguns momentos de oração.
Apesar de tudo, um porta-voz deste hotel declarou que funciona separado do mosteiro e que vai continuar aberto.
(Fonte: Site Religión Digital, 27-05-2011, com tradução do Cepat)
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domingo, 1 de maio de 2011
SANTO SÚBITO
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