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quinta-feira, 16 de novembro de 2023

CALOR INSUPORTÁVEL, CHUVAS DESTRUIDORAS E FALTA DE LUZ E ÁGUA (???)


(Foto: Chuva-tempo meteorologia)                            (Foto: Ed Connor/Shutterstock)


Sobre outros países não posso falar mas, no Brasil, é clara e notória a sobra de calor do sol e de água da chuva. E, o pior, toda essa fonte de vida e energia, além de ser desperdiçada, vitimiza a população de variadas formas.

Desde que me entendo por gente ouço falar sobre a necessidade de cuidar do planeta, dos perigos do aquecimento global, etc. Já passei dos 60 e nada mudou: queimadas, chaminés; poluição atmosférica provocada por veículos terrestres, aéreos e aquáticos; assoreamento e contaminação de rios, córregos e nascentes; erosões em razão de ocupação e exploração indevida do solo, e mais uma série de crimes ambientais prosperam descontroladamente.

O planeta há tempos dá sinais de alerta sobre suas condições, e seus sinais têm sido cada vez mais catastróficos. Cientistas do mundo inteiro divulgaram sistematicamente estudos dando conta do que nos esperava no futuro se continuássemos agindo como agíamos. O futuro chegou e continuamos com as mesmas práticas predatórias. 

Com todo o avanço da ciência e da tecnologia - em vários campos -, a forma como se coleta água e se produz energia para o abastecimento sofreu pouquíssimas alterações. Continuam sendo realizadas como há séculos atrás.

Enquanto os mais pobres padecem da falta de comida, de água e de energia, à despeito da abundância de terras, alimentos, calor e chuva, os mais ricos seguem explorando tudo o que vive por aqui e prospectam a possibilidade de vida em outros planetas, numa clara demonstração de que ao restante da população restará apenas terra arrasada.

sábado, 28 de março de 2015

DESCULPAS E PRECONCEITO


IBGE derruba a tese preconceituosa de que “pobres fazem filhos para conseguir bolsa família”

A tese defendida pelos eleitores conservadores de que o programa Bolsa Família estimularia o nascimento de filhos entre os mais pobres, em busca de recursos do governo, acaba de cair por terra. Levantamento realizado pelo IBGErevela que foi exatamente junto aos 20% mais pobres do país que se registrou a maior redução no número médio de nascimentos.
A reportagem é do portal Brasil29, 27-03-2015.
Nos últimos dez anos, o número de filhos por família no Brasil caiu 10,7%. Entre os 20% mais pobres, a queda registrada no mesmo período foi 15,7%. A maior redução foi identificada entre os 20% mais pobres que vivem na Região Nordeste: 26,4%.
Os números foram divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome e têm como base as edições de 2003 a 2013 da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), feita pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
O levantamento mostra que, em 2003, a média de filhos por família no Brasil era 1,78. Em 2013, o número passou para 1,59. Entre os 20% mais pobres, as médias registradas foram 2,55 e 2,15, respectivamente. Entre os 20% mais pobres do Nordeste, os números passaram de 2,73 para 2,01.
Para a ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Tereza Campello, os dados derrubam a tese de que a política proposta pelo Programa Bolsa Família estimula as famílias mais pobres do país a aumentar o número de filhos para receber mais benefícios.
“Mesmo a redução no número de filhos por família sendo um fenômeno bastante consolidado no Brasil, as pessoas continuam falando que o número de filhos dos pobres é muito grande. De onde vem essa informação? Não vem de lugar nenhum porque não é informação, é puro preconceito”, disse.
Entre as teses utilizadas pela pasta para explicar a queda estão os pré-requisitos do programa. “O Bolsa Família tem garantido que essas mulheres frequentem as unidades básicas de Saúde. Elas têm que ir ao médico fazer o pré-natal e as crianças têm que ir ao médico até os 6 anos pelo menos uma vez por semestre. A frequência de atendimento leva à melhoria do acesso à informação sobre controle de natalidade e métodos contraceptivos”.
A demógrafa da Escola Nacional de Ciências Estatísticas do IBGE Suzana Cavenaghi acredita que o melhor indicador para se trabalhar a questão da fecundidade no país deve ser o número de filhos por mulher e não por família, já que, nesse último caso, são identificados apenas os filhos que ainda vivem no mesmo domicílio que os pais e não os que já saíram de casa ou os que vivem em outros lares.
Segundo ela, estudos com base no Censo de 2000 a 2010 e que levam em consideração o número de filhos por mulher confirmam o cenário de queda entre a população mais pobre. A hipótese mais provável, segundo ela, é que o acesso a métodos contraceptivos tenha aumentado nos últimos anos, além da alta do salário mínimo e das melhorias nas condições de vida.
“Sabemos de casos de mulheres que, com o dinheiro que recebem do Bolsa Família, compram o anticoncepcional na farmácia, porque no posto elas só recebem uma única cartela”, disse. “É importante que esse tema seja estudado porque, apesar de a fecundidade ter diminuído entre os mais pobres, há o problema de acesso e distribuição de métodos contraceptivos nos municípios. É um problema de política pública que ainda precisa ser resolvido no Brasil”, concluiu.


(Fonte: Site do Instituto Humanitas Unisinos - IHU)