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quinta-feira, 16 de novembro de 2023

CALOR INSUPORTÁVEL, CHUVAS DESTRUIDORAS E FALTA DE LUZ E ÁGUA (???)


(Foto: Chuva-tempo meteorologia)                            (Foto: Ed Connor/Shutterstock)


Sobre outros países não posso falar mas, no Brasil, é clara e notória a sobra de calor do sol e de água da chuva. E, o pior, toda essa fonte de vida e energia, além de ser desperdiçada, vitimiza a população de variadas formas.

Desde que me entendo por gente ouço falar sobre a necessidade de cuidar do planeta, dos perigos do aquecimento global, etc. Já passei dos 60 e nada mudou: queimadas, chaminés; poluição atmosférica provocada por veículos terrestres, aéreos e aquáticos; assoreamento e contaminação de rios, córregos e nascentes; erosões em razão de ocupação e exploração indevida do solo, e mais uma série de crimes ambientais prosperam descontroladamente.

O planeta há tempos dá sinais de alerta sobre suas condições, e seus sinais têm sido cada vez mais catastróficos. Cientistas do mundo inteiro divulgaram sistematicamente estudos dando conta do que nos esperava no futuro se continuássemos agindo como agíamos. O futuro chegou e continuamos com as mesmas práticas predatórias. 

Com todo o avanço da ciência e da tecnologia - em vários campos -, a forma como se coleta água e se produz energia para o abastecimento sofreu pouquíssimas alterações. Continuam sendo realizadas como há séculos atrás.

Enquanto os mais pobres padecem da falta de comida, de água e de energia, à despeito da abundância de terras, alimentos, calor e chuva, os mais ricos seguem explorando tudo o que vive por aqui e prospectam a possibilidade de vida em outros planetas, numa clara demonstração de que ao restante da população restará apenas terra arrasada.

quarta-feira, 20 de janeiro de 2021

COM A POSSE DE BIDEN EUA ENTRA DE NOVO NO CLIMA

 

Biden anuncia retorno dos EUA a acordo global do clima e restrições a petróleo

Por Valerie Volcovici e Trevor Hunnicutt

WASHINGTON (Reuters) - O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, anunciou nesta quarta-feira o retorno dos EUA ao acordo internacional de Paris para enfrentar as mudanças climáticas, como parte de uma série de medidas com o objetivo de restaurar a liderança do país no combate ao aquecimento global.

O anúncio também incluiu um decreto abrangente para revisar todas as ações do ex-presidente Donald Trump enfraquecendo o combate às mudanças climáticas, a revogação de uma licença vital ao projeto de oleoduto Keystone XL, da TC Energy’s, e uma moratória a atividades de exploração de óleo e gás no Refúgio Nacional de Vida Selvagem no Ártico, que o governo Trump havia recentemente aberto para desenvolvimento.

As ordens do presidente recém-empossado marcarão o começo de uma grande reversão de políticas no segundo maior emissor de gases do efeito estufa do mundo, atrás da China, depois de o governo Trump atacar a ciência do clima e recuar em regulamentações ambientais para maximizar o desenvolvimento de combustíveis fósseis.

Biden prometeu colocar os ,Estados Unidos no caminho do saldo zero em emissões até 2050 para cumprir os cortes abruptos e globais que os cientistas dizem que são necessários para evitar os impactos mais devastadores do aquecimento global, com restrições a combustíveis fósseis e amplos investimentos em energias limpas.

O caminho não será fácil, no entanto, com divisões políticas nos Estados Unidos, oposição das empresas de combustíveis fósseis e parceiros internacionais cautelosos com as mudanças nas políticas dos Estados Unidos obstruindo o trajeto.

Trump retirou os EUA do Acordo de Paris de 2015 para o combate às mudançcas climáticas no ano passado, argumentando que era custoso demais à economia norte-americana.

(Fonte: Reuters)

quarta-feira, 8 de agosto de 2018

AQUECIMENTO GLOBAL É PRA LÁ DE SÉRIO


O que é o fenômeno 'Terra estufa' e por que estamos caminhando para ele, segundo novo estudo


Foto: Getty Images

Pode parecer o nome de um filme B de ficção científica, mas cientistas diz que estamos perto de viver na "Terra Estufa".
Pesquisadores dizem que podemos estar próximos a entrar num patamar que nos levará a viver em meio a temperaturas cada vez mais altas e com um nível do mar cada vez mais elevado nos próximos séculos.
Mesmo que os países consigam atingir suas metas de redução de emissão de carbono, ainda assim podemos estar em um "caminho sem volta".
Para ler na íntegra da matéria de Matt McGrath para a BBC News, clique aqui.

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

AS MAZELAS DO NOSSO MODELO CIVILIZATÓRIO

Ensaio sobre o aquecimento global
Dib Curi

"Na antiguidade, as pessoas explicavam os fenômenos naturais através de mitos. Os mitos eram estórias de grande simbolismo sobre a origem do mundo. Na Grécia, o aparecimento do ser humano era explicado pelo mito de Prometeu, considerado o pai da humanidade.
Conta-se que Prometeu, apaixonado por sua criação, roubou o fogo dos deuses para dá-lo aos homens. O fogo simboliza, entre outras coisas, a inteligência e o poder dos engenhos. "O fogo forneceu à humanidade um meio de construir armas e subjugar os animais. O fogo propiciou a fabricação de ferramentas com que cultivamos a terra. Com o fogo aquecemos nossa morada e nos tornarmos independentes do clima. Criamos a arte da cunhagem das moedas, o que facilitou o comércio."
Com o fogo, o ser humano transformou a natureza. Veio, muito mais tarde, a Revolução Industrial, as máquinas e as cidades, discípulas das máquinas, movidas pelo fogo. As chaminés das indústrias, o asfalto e os carros nos engarrafamentos são os maiores ícones do fogo. O Aquecimento Global é a sua principal consequência.
Passando pela madeira, carvão, pólvora e petróleo, o fogo modificou o mundo e a nós também. O fogo brando que nos aqueceu e nos fez progredir se transformou em labaredas descontroladas de novas ambições, de desejos insaciáveis e de medos sem medida. Nos tornamos hiperativos para atingir o que desejávamos e evitar o que temíamos. Consumistas irracionais, logo imitaríamos o fogo a arder e a consumir tudo ao nosso redor.
Na antiga Grécia, havia uma certa repulsa aos homens que dedicavam todo o tempo de suas vidas ao trabalho para acumular metais e moedas. Foram chamados de negociantes (neg-ócio - negação do ócio). Segundo os gregos, estes homens não trilhavam seu próprio destino, mas se moviam apenas por conveniências ou em busca de vantagens pessoais.
Atualmente, bilhões de pessoas são obrigadas à hiperatividade e ao oportunismo, reféns do sistema econômico criado pela visão gananciosa dos homens de "negócio". Para estes homens, o sentido da Vida está na competição que assegura um domínio baseado numa miragem de poder. No prolongamento deste delírio da vaidade, o objetivo social seria apenas o de gerar empregos para os outros. Para tal, seria preciso educá-los para serem operadores dos empregos necessários. No fim, a Vida, obra máxima da poesia universal, foi escravizada por uma centena de cães famintos por ossos enterrados, que seguem a esburacar a Terra toda para construir seu grande "esqueleto" final, educando todos para o mesmo tacanho objetivo.
Por outro lado, na antiguidade, o ócio criativo era muito valorizado. Sem um excesso de ambições, desejos, medos e ansiedades, o ser humano poderia olhar mais para sí mesmo. Através da busca da harmonia interior, ajustava-se melhor à trilha de seu próprio destino, descobrindo a justa medida do seu Ser. Tal era o único caminho para uma cidadania ética, vocacionada e criativa.
E por falar em justa medida, depois do seu furto, Prometeu foi chamado à presença do grande Zeus que lhe acusou de causar grande dano à humanidade, pois deu o fogo, mas não a justa medida do seu uso. Antes de ter descoberto a verdade sobre sí, o ser humano tinha sido dotado de um poder que poderia levá-lo à extinção.
Lembro-me de uma frase do senador Sarney: "O poder corrompe". Na verdade, seja por que motivo for, a desmedida atiçou a ganância muito antes de expandir a sabedoria. Não precisaríamos de tanta correria por desenvolvimento econômico se a riqueza, o poder e a cultura que temos fossem melhor distribuídos.
A causa do Aquecimento Global está dentro de nós. A responsabilidade é desta rotina civilizatória que insistimos em seguir sem questionar, porque cada um é obrigado a negociar as vantagens pessoais que levará no processo. Enquanto cada qual tenta se salvar, todos juntos vão naufragando e se intoxicando na fumaça do efeito estufa.
As chamas desta luxúria desenvolvimentista parecem ter saído do controle. O mundo se aquece e nos sufoca de várias maneiras. É preciso, urgentemente, repelir as idéias de maior produtividade, que estão reduzindo as pessoas a meros parafusos de engrenagens frívolas e indiferentes. Estas engrenagens estão esmagando os nossos melhores valores, nos desviando de nós mesmos e aquecendo a biosfera, emporcalhando a natureza e desrespeitando a Vida. É preciso lembrar sempre que a "Civilização" se mede pelo respeito à Vida e não pela tecnologia e pelos bens disponíveis no mercado..." (Fonte: Jornal Fórum Século XXI)