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domingo, 5 de setembro de 2021

A "VERDADE" E A INTOLERÂNCIA

 

(A imagem é do site Ciência e Filosofia - Trabalhos Escolares)

Filosofia da tolerância

O ser humano se faz mediante a capacidade de criar o que o liga a Deus, a si próprio e aos outros, ao que ele cria e à história.

O episódio # 20 - FILOSOFIA DA TOLERÂNCIA do podcast Política com Fé continua com os apontamentos e reflexões sobre o livro “TOLERÂNCIA: Por uma ética de solidariedade e de paz”, de Bernhard Häring e Valentino Salvoldi.

Nessa edição os comentários e citações são do quarto, quinto e sexto capítulos do livro. De forma didática e gradativa, mas profunda, os autores conduzem o leitor à reflexão sobre temas fundamentais para a compreensão, o exercício e a construção ou o aprendizado da tolerância. Cronologicamente os capítulos abordados são, respectivamente: Pessoas e valores: para uma filosofia da tolerância, Do particularismo ao universalismo: uma abordagem bíblica e A tolerância e os seus desafios: a verdade e as suas religiões.

Dentre outras coisas, aprendemos sobre verdade e dogmatismos e somos alertados em relação aos equívocos que levam  ao comportamento intolerante.

O ser humano é em si mesmo um valor e, por isso mesmo, necessita cultivar valores morais e princípios éticos. Aliás, nunca é demais lembrar que o cultivo da ética, dos valores e dos princípios morais contribui para promover o valor próprio do ser humano.

Você pode ouvir o podcast Política com Fé, clicando aqui.


sexta-feira, 20 de agosto de 2021

TOLERÂNCIA TEM LIMITES (?)

Caminhando rumo à tolerância

Companheiras constantes nesse caminho em direção à tolerância são as nossas inteligências intelectual, emocional e físico-motora, além do conhecimento e da prática da democracia, de quem a tolerância é irmã siamesa.

É imprescindível compreendermos a necessidade de uma integração desse nosso ser tão fragmentado, para que não fiquemos apenas na intenção. Empreender essa viagem, na compreensão de Bernhard Häring e Valentino Salvoldi, é muito mais do que um trabalhoso processo histórico, mas, fundamentalmente, um desafio cotidiano em que os seres humanos estão totalmente envolvidos nas diferentes esferas do ser e do viver.

O podcast Política com Fé está dedicando uma série de episódios à leitura comentada do  livro “TOLERÂNCIA: Por uma ética de solidariedade e de paz”, de Häring e Salvoldi. O episódio # 19 - Caminhando rumo à tolerância, traz apontamentos sobre o segundo capítulo, intitulado As raízes da intolerância, cujos tópicos são: Premissas a uma ‘antropologia da intolerância’, Elementos biológicos úteis à compreensão da gênese do comportamento intolerante e Medo, simplificação, sentido de pertença.

Ouça o podcast clicando aqui.

 

segunda-feira, 10 de maio de 2021

AS CONSTANTES CRISES DA DEMOCRACIA NA AMÉRICA LATINA


Magali Cunha
(Foto: Iser Assessoria)


Fundamentalismo religioso galvaniza massa de apoio de católicos e evangélicos ao governo Bolsonaro e coloca democracia em Crise

Embora nossa tendência seja a de pensar a democracia como uma constante, ao menos na América Latina isso não ocorre de forma contínua, mas sempre por meio de uma tensão por parte dos setores conservadores. “Importa demarcar que ‘democracia’ não é regra na América do Sul, mostra-se sempre como intervalos de predomínios de governos autoritários. Isto decorre da estrutura de sociedade estabelecida na América Latina, assentada em três forças impostas pelo colonialismo: patriarcalismo, latifúndio e escravização, concretizadas na autoridade do homem branco, na grande propriedade e no racismo”, pondera a professora doutora e pesquisadora Magali Cunha, em entrevista ao Instituto Humanitas Unisinos - IHU. 
Neste contexto, grupos religiosos cristãos passaram a ocupar progressivamente um espaço mais ostensivo nas instâncias de poder de Estado. “Observa-se o fortalecimento da articulação entre lideranças políticas evangélicas, lideranças evangélicas midiáticas, lideranças católicas e políticos/as não religiosos/as, empresários/as e ruralistas, afinados com as pautas reacionárias, formando um conglomerado de lideranças que compõem um quadro de reverberação de pautas conservadoras, com amplo apoio do eleitorado”, complementa.
Ocorre, no entanto, que o fundamentalismo político não é, nenhum pouco, exclusividade de grupos religiosos. “A intolerância e o fanatismo que podem manifestar-se nos fundamentalismos também estão presentes na mentalidade e ações dos grupos políticos de esquerda e de centro”, afirma a pesquisadora. Nesse sentido, ao propor alternativas ao atual cenário, projeta que um “desafio específico para igrejas é a criação de novos programas de leitura popular da Bíblia contextualizada e ecumênica, colocando as Escrituras Sagradas no centro de projetos de formação de lideranças cristãs que superem a lógica dos fundamentalismos no manejo do texto bíblico”.
Para acessar a entrevista realizada por Ricardo Machado, para o IHU, clique aqui.
(Fonte: Instituto Humanitas Unisinos - IHU)