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sábado, 15 de fevereiro de 2020

DESPERDÍCIO E FALTA DE CUIDADO COM A ÁGUA


Escassez e má gestão


A água é uma dádiva da natureza ou apenas um $?

O cidadão comum, o consumidor residencial é constantemente responsabilizado pelo desperdício de água. Os gestores do setor de abastecimento reclamam o ano inteiro da falta de água nos reservatórios e quando as chuvas caem as cidades não estão preparadas para recebê-las e as empresas que trabalham com recursos hídricos não dispõem de nenhuma tecnologia avançada para coletar melhor e em maior quantidade a água das chuvas.
Quando acontecem enchentes e inundações pobres e moradores das preferias perdem todos os bens que conquistaram ao longo da vida e ficam desabrigados. Como se não bastasse, autoridades públicas ainda têm o desplante de culpar a própria população pelas tragédias, em razão das construções em locais de risco e da falta de destinação correta para o lixo que polui córregos e entope bueiros. Isso é fato. Mas a raiz de tal situação está no modo de produção da vida - o capitalismo - e na forma de administração das políticas públicas, cada vez mais voltadas para interesses privados. As pessoas não têm culpa da falta de emprego e renda, saneamento e moradia. Dão seu jeito, se viram como podem e até onde aguentam.
Nos últimos dias todos têm falado sobre a impureza da água no Rio de Janeiro. Mas em Minas Gerais, a caixa d'água do país, a situação não difere tanto assim do que acontece no Rio. Em várias cidades mineiras, principalmente no Norte de Minas e Vale do Jequitinhonha, a população sofre com a falta de água para todos os fins e não são poucas as localidades de nosso Estado que a muito tempo seus moradores não recebem água potável para beber. 
Esse é o caso, por exemplo, de Pinhões, comunidade rural remanescente quilombola, próxima ao Convento de Macaúbas, a 10 quilômetros de distância do centro histórico de Santa Luzia, cidade pertencente à Região Metropolitana de Belo Horizonte. Em Pinhões, sitiantes e moradores com mais recursos, além de pagar pelo fornecimento de água da Copasa, compram água mineral para beber e preparar alimentos. Já a população menos favorecida - econômica e culturalmente - contamina-se cotidianamente com a água suja, poluída e escassa (de dois a três dias, ainda que alternados, em cada semana, não há abastecimento no bairro). Quem tem caixas d'água maiores e paga pela água mineral consegue administrar os constantes períodos de desabastecimento, enquanto os demais sofrem a privação. 
Há mais de 5 anos um dos poços/reservatórios da região secou e a Companhia de Saneamento de Minas Gerais construiu um outro. Mas ao que parece, não foi feito um estudo minucioso sobre a qualidade da água e, tão logo foi iniciado o fornecimento advindo do novo poço, a população detectou a má qualidade da água. Moradores contam que em uma reunião com técnicos da Copasa, as falas dos representantes da empresa eram no sentido de convencer os presentes de que não tinha nada de errado com a água. Todavia, um morador foi até à uma torneira próxima, encheu um copo d'água e ofereceu aos técnicos para beber e, como já era esperado, nenhum deles se atreveu a ingerir nem um gole sequer da água oferecida.
Na última semana, Pinhões ficou 2 dias consecutivos sem abastecimento. Ao ligar para a central de atendimento da empresa para saber o que estava acontecendo com o fornecimento, os atendentes diziam que não havia nenhuma informação sobre a falta de água. Até que um morador conhecido de um servidor com acesso aos procedimentos internos da Copasa conseguiu a informação que dava conta de que um funcionário teria se esquecido de abrir novamente o registro que fechara para fazer um reparo no reservatório (sic).
Terá fundamento tal argumentação ou trata-se de mais uma das respostas prontas, constantemente pronunciadas como desculpas estapafúrdias das empresas de economia mista, cuja prestação de um serviço que deveria ser de interesse público é apenas fachada para interesses privados?
É fundamental que a população discuta com essas organizações os seus modelos de gestão. Afinal, o cidadão, é o consumidor final de um "produto" que na verdade é um bem de todos, uma dádiva da natureza. Será que é ele, o consumidor, quem deve pagar e se contaminar pelo uso da água poluída e ainda ser responsabilizado pela má gestão desse precioso recurso natural a cada dia mais escasso?
Para encerrar reitero a inoperância e a falta de investimento em pesquisa e desenvolvimento tecnológico e sustentável do setor, que continua coletando água do mesmo modo que se coletava a séculos atrás. Se não, vejamos: o que foi feito com a água das chuvas de janeiro e fevereiro deste ano, em Minas Gerais? À exceção da quantidade que os reservatórios existentes têm capacidade de coletar e armazenar, todo o restante foi para o esgoto.
Não é preciso ser especializado em recursos hídricos para saber de quem é a responsabilidade por todas essas tragédias.

sexta-feira, 1 de junho de 2012

EXPOSIÇÃO DE FOTOGRAFIAS


Olhares sobre o patrimônio


De 18 a 20 de maio último, durante a programação da 10ª Semana Nacional do Museu, aconteceu em Santa Luzia, MG, a Oficina de Introdução à Prática Fotográfica: Olhares sobre o patrimônio, ministrada pelo comunicador e mestre em artes, Eugênio Magno. 
A proposta foi no sentido fazer uma breve introdução à arte e a técnica da fotografia, privilegiando a educação do olhar e o enquadramento fotográfico, com sugestão de temas fotográficos, ligados ao patrimônio histórico e cultural da cidade.
O caráter da oficina foi essencialmente prático – sobretudo com trabalho de campo: a busca pelo melhor enquadramento, a melhor luz e praticar o clic, tirar a foto –, todavia se valeu também de uma introdução conceitual, com a projeção comentada de fotos de fotógrafos de destaque. Foi feito um panorama introdutório da fotografia e o instrutor socializou os conhecimentos necessários para que o aluno pudesse educar o seu olhar para uma melhor “leitura” das fotos que visualizar e, perder o medo de ousar fotografar o que lhe interessar, especialmente a sua cidade e o que ela tem de belo.
“Para mim, foi um grande prazer ministrar a oficina em Santa Luzia, cidade que adotei como minha residência, desde o ano passado. Além do interesse e da criatividade dos alunos que apresentaram belas fotografias como resultado final da oficina, eu também me surpreendi com a beleza do patrimônio preservado da cidade. A proposta de educação do olhar – objetivo principal da oficina – cumpriu plenamente o seu objetivo. O depoimento pessoal e, principalmente, as fotos feitas pelos participantes da oficina, são provas mais do que suficientes de que nós todos, depois da oficina, passamos a ter um novo olhar sobre a cidade e isso é muito gratificante", diz Eugênio Magno.
O resultado foi tão animador que os técnicos da Secretaria Municipal de Cultura e Turismo resolveram promover uma exposição com as fotos dos participantes. A exposição será inaugurada nesta sexta-feira, dia 1º de junho de 2012, a partir das 18 horas, no Solar da Baronesa, Rua Direita nº 408 , Centro Histório de Santa Luzia,.

domingo, 11 de dezembro de 2011

JUBILEU DE SANTA LUZIA


A cidade de Santa Luzia, está em festa









Desde o dia 14 de novembro que a cidade de Santa Luzia, MG, está em festa comemorando o jubielu da santa que dá nome à cidade. Fizeram parte das comemorações, além das liturgias solenes, envio de bandeira e visitação da imagam da santa-mártir a casas, sítios e fazendas, procissões, carreatas e peregrinações. Neste domingo, dia 11 de dezembro, tem recepção aos romeiros, barraquinhas e encerramento da Trezena dedicada à santa. E, no dia 13, terça-feira, Dia de Santa Luzia, é feriado oficial na cidade. É o dia em que terminam os festejos com missas de hora em hora, das cinco horas da manhã até as quatro da tarde e às sete da noite, missa solene, com apresentação dos novos festeiros e benção do Santíssimo Sacramento.