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sexta-feira, 1 de dezembro de 2017

DICA DE CINEMA




O filme, On Yoga: arquitetura da paz, é o que estou recomendando para estes tempos onde a esperança, parece ter dobrado a esquina.
Em cartaz no Cine Belas Artes, às 14h10, o filme do diretor brasileiro Heitor Dhalia é um diálogo fotográfico com os clics de Michael O'Neill que oportuniza a possibilidade de conhecer grandes mestres e gurus da yoga e da meditação. O documentário, que tem menos de uma hora e meia de duração é uma produção Brasil/Índia/EUA/China.

sábado, 4 de abril de 2015

O SAL DA TERRA


A epifania da criação



Vou indicar aqui no blog, um filme que está em cartaz e que é co-dirigido e co-produzido por um dos cineastas vivos que eu mais admiro, o alemão, Wim Wenders um dos ícones do Novo Cinema alemão, ao lado de Werner Herzog e Fassbinder. Wenders realizou vários clássicos do cinema como “Paris, Texas”, “O amigo americano”, “Estrela Solitária”, “Asas do desejo”, “Tão longe, tão perto” e tantos mais, entre documentários, ficções e filmes minimalistas, sempre deixando sua marca de gênio criativo e pensador atento aos movimentos da vida. Seus filmes são belos e profundos e, ao mesmo tempo leves, uma vez que não carregam nenhum tipo de afetação típica de várias produções de cineastas ególatras.
Se o cineasta é Wim Wenders e o filme, eu disse que está em cartaz, fica fácil saber que eu estou falando de “O Sal da terra”, uma produção de 2014, que recebeu um Prêmio Especial na mostra Un Certain Regard em Cannes 2014 e foi o filme de abertura do Festival do Rio do ano passado e é o filme brasileiro indicado ao Oscar de 2015, como melhor documentário.
O filme é um retrato, ou melhor, são retratos da obra e da vida desse grande fotógrafo brasileiro, conhecido em todo o mundo, Sebastião Salgado, nascido em Aimoré, Minas Gerais, que lutou pelas liberdades democráticas no Brasil, nos anos de chumbo e acabou tendo que abandonar o país com sua esposa Lélia, com quem fixou residência na França e de lá viajou para várias partes do mundo, como economista, a serviço do Banco Mundial. Sua esposa, que era artista, passou a se interessar por arquitetura e para tanto comprou uma máquina fotográfica da qual Sebastião se apropriou, tomou gosto e resolveu abandonar o emprego tecnocrata-burguês, no Banco Mundial, para se aventurar na fotografia. O filme revela que no início da carreira como fotógrafo, Salgado fez fotos esportivas, propaganda, moda, casamento e até mesmo nus, para conhecer o ofício e sobreviver. Mas foi somente com o início dos projetos de correr o mundo para retratar o social que ele encontrou definitivamente o seu caminho e se celebrizou no mundo da fotografia. No documentário, contemplamos na telona, as imagens que Salgado eternizou com sua câmera fotográfica e que, os que visitaram sua exposição que tem percorrido várias galerias, teve oportunidade de ver. Tudo o que se viu nessa sua exposição está no filme: Comunidades e tribos latino-americanas, indígenas da Nova Guiné, Campos de Refugiados na Etiópia, África, Amazônia, Garimpo de Serra Pelada... E as belezas naturais retratadas em seu último projeto “Gêneses”, que revela a exuberância da criação: pássaros, animais terrestres e marinhos, e os santuários sagrados de água pura e mata virgem. Soberbos personagens desse projeto que tem ingredientes de catarse, ou obra testamentária, do fotógrafo que parece ter acalmado o seu espírito atormentado pelas imagens da degradação humana e do planeta, com este último trabalho, cujo nome “Gênesis” homenageia a epifania da criação.
 O filme foi conduzido com maestria por Wim Wenders e pelo seu co-diretor, o estreante Juliano Ribeiro Salgado, filho de Sebastião.
Senti falta das fotografias de mendigos brasileiros, feitas por Salgado e tão criticadas por moradores de rua e agentes de pastorais sociais de São Paulo, no filme “À margem da imagem”, do diretor brasileiro Evaldo Mocarzel. Outra ausência sentida em “O Sal da Terra”, foi a das fotos tiradas por Sebastião no atentado sofrido pelo presidente norte-americano, Ronald Reagan, em 1981. Mas, essa história do Reagan, segundo Juliano “é muito factual, e qualquer pessoa poderia ter tirado essa foto”.
E, por falar em Juliano, ele também revela em entrevista, que tem dificuldades de relacionamento com o pai. Parte dessas dificuldades, ao assistir o filme, inferimos que tenha sido fruto das grandes ausências de Sebastião Salgado. Outros motivos só a família Salgado poderá nos revelar. Tem mais curiosidades no filme: mais uma revelação do jovem Juliano Salgado - que diz ter tido dificuldades também com Wim Wenders, ao dirigirem o filme a 4 mãos. Como espectadores, no entanto, não vemos isso traduzido no filme. E, se houve tensão entre os co-diretores, ela só colaborou, no sentido de que encontrassem as melhores soluções. Assim como a dificuldade de Juliano com o seu pai, Sebastião, ao meu ver, só ajudou os realizadores a buscar compreender, de forma menos passional, o ofício e a alma desse homem e artista, chamado Sebastião Salgado. 
Fica aí então a dica do longa-metragem documental, de 110 minutos, realizado em 2014, uma co-produção França-Brasil sobre o fotógrafo brasileiro, Sebastião Salgado, dirigido por Wim Wenders e Juliano Ribeiro Salgado. Não deixe de ver “O Sal da Terra”, em cartaz nos cinemas do país.


Juliano Ribeiro Salgado, Sebastião Salgado e Wim Wenders

quarta-feira, 1 de abril de 2015

CRIANÇA SÍRIA SE "RENDE" À MÁQUINA FOTOGRÁFICA


Milhares de pessoas compartilharam a imagem de uma criança síria com as mãos para cima, 
como se estivesse se entregando, ao confundir 
câmera fotográfica com o cano de uma arma


A imagem - foto tirada pelo fotógrafo turco, Osman Sağırlı, em 2014 - começou a viralizar no Twitter na terça-feira da semana passada, quando foi tuitada por Nadia Abu Shaban, uma fotógrafa baseada em Gaza.
A mensagem original foi retuitada mais de 11 mil vezes. "Estou chorando", "muito triste" e "a humanidade fracassou" foram alguns dos comentários.
Na sexta-feira, a imagem foi compartilhada no Reddit, onde recebeu mais de 5 mil votos positivos e 1,6 mil comentários.
Não demorou para que surgissem acusações de que a foto era falsa. Muitos no Twitter questionaram quem seria o autor da foto e porque a imagem havia sido postada sem crédito.
Nadia confirmou que não tinha tirado a foto, mas não sabia explicar quem havia feito a imagem.
No Imgur, um site de compartilhamento de imagens, um usuário pesquisou a origem da fotografia - um clipping de um jornal - e disse que ela era real, mas tirada "por volta de 2012". A mensagem também nomeou o fotógrafo: o turco Osman Sağırlı.
A BBC conversou com Sağırl, que agora trabalha na Tanzânia, e desvendou o mistério.
A criança é uma menina, Hudea, de 4 anos. A imagem foi tirada no campo de refugiados de Atmeh na Síria, em dezembro do ano passado. Hudea viajou ao campo - a cerca de 10 km da fronteira turca - com a mãe e dois irmãos, a 150 km da cidade deles, Hama.
"Eu usei uma lente de telefoto e ela pensou que fosse uma arma", disse Sağırlı.
"Depois que eu tirei eu olhei (para a foto) e percebi que ela (a criança) estava assustada, porque ela mordeu os lábios e levantou as mãos. Normalmente, crianças correm, escondem os rostos ou sorriem quando veem uma câmera", disse.
Ele diz que fotos de crianças dos campos de refugiados são especialmente reveladoras.
"Você sabe que há pessoas que foram desalojadas nos campos. Faz mais sentido ver o que elas sofreram através das crianças e não dos adultos. São as crianças que refletem os sentimentos com a inocência que têm".
A imagem foi publicada inicialmente no jornal Türkiye em janeiro e foi amplamente compartilhada pelas redes sociais em turco, mas só na semana passada tornou-se viral em mídias na língua inglesa.
(Fonte: Site da BBC Brasil)

sexta-feira, 1 de junho de 2012

EXPOSIÇÃO DE FOTOGRAFIAS


Olhares sobre o patrimônio


De 18 a 20 de maio último, durante a programação da 10ª Semana Nacional do Museu, aconteceu em Santa Luzia, MG, a Oficina de Introdução à Prática Fotográfica: Olhares sobre o patrimônio, ministrada pelo comunicador e mestre em artes, Eugênio Magno. 
A proposta foi no sentido fazer uma breve introdução à arte e a técnica da fotografia, privilegiando a educação do olhar e o enquadramento fotográfico, com sugestão de temas fotográficos, ligados ao patrimônio histórico e cultural da cidade.
O caráter da oficina foi essencialmente prático – sobretudo com trabalho de campo: a busca pelo melhor enquadramento, a melhor luz e praticar o clic, tirar a foto –, todavia se valeu também de uma introdução conceitual, com a projeção comentada de fotos de fotógrafos de destaque. Foi feito um panorama introdutório da fotografia e o instrutor socializou os conhecimentos necessários para que o aluno pudesse educar o seu olhar para uma melhor “leitura” das fotos que visualizar e, perder o medo de ousar fotografar o que lhe interessar, especialmente a sua cidade e o que ela tem de belo.
“Para mim, foi um grande prazer ministrar a oficina em Santa Luzia, cidade que adotei como minha residência, desde o ano passado. Além do interesse e da criatividade dos alunos que apresentaram belas fotografias como resultado final da oficina, eu também me surpreendi com a beleza do patrimônio preservado da cidade. A proposta de educação do olhar – objetivo principal da oficina – cumpriu plenamente o seu objetivo. O depoimento pessoal e, principalmente, as fotos feitas pelos participantes da oficina, são provas mais do que suficientes de que nós todos, depois da oficina, passamos a ter um novo olhar sobre a cidade e isso é muito gratificante", diz Eugênio Magno.
O resultado foi tão animador que os técnicos da Secretaria Municipal de Cultura e Turismo resolveram promover uma exposição com as fotos dos participantes. A exposição será inaugurada nesta sexta-feira, dia 1º de junho de 2012, a partir das 18 horas, no Solar da Baronesa, Rua Direita nº 408 , Centro Histório de Santa Luzia,.

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

A "BANHISTA" DE CESCHIATTI

O olhar fotográfico de Diogo Ramos Martins
sobre a obra de Alfredo Ceschiatti

A escultura é de autoria de um homem que marcou a arte brasileira e o desenvolvimento do projeto arquitetônico de Brasília, em parceria com Oscar Niemeyer: Alfredo Ceschiatti e a sua "Banhista". Obra em bronze, de 1967.
(Foto: Diogo Ramos Martins)

segunda-feira, 5 de julho de 2010

ILUSÃO FOTOGRÁFICA

Em Durban, na África do Sul,
um fotógrafo fez esta imagem insólita
de um avião que parece pousar sobre a lua.

(Foto: Andre Penner/AP/SIPA)

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

IMAGENS QUE FALAM, OU MELHOR, GRITAM!!!

Corpos "plastificados" em disputa de poker,
na exposição do Doutor Morte, na Alemanha.

Foto: Carmen Jaspersen/EFE
(Fonte: Site do IHU - Instituto Humanitas Unisinos)



Barbeiro haitiano atende cliente entre destroços do terremoto.

(Fonte: O Estado de São Paulo, 04.02.10)