Mostrando postagens com marcador Alguma Prosa. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Alguma Prosa. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 15 de dezembro de 2015

PELOS CABARÉS DO SERTÃO...



 Randez-vous brejeiro


Eugênio Magno


Eu as olhei, de perto, rijo, quase a tocá-las. Estavam à mesa, como capim seco, dobradas.
Mesmo melancólicas, insinuavam que ainda eram bom pasto.
Entre um chiado e outro, do bolero, na radiola, ouvi vozes. Uma dizia que elas velavam alimentadas por aguardente. A outra, que foram incendiadas pelo rubor da luz.
Desmaiei de fome.

(Do livro IN GÊ NU(A) IDA DE - Versos e prosa, 2005)

segunda-feira, 16 de novembro de 2015

INSPIRADO EM UM VELHO AMIGO QUE NÃO VEJO HÁ MUITO ANOS


 Confissões de um diletante


Eugênio Magno


Certa vez no cinema ouvi de um personagem: “Há homens que nunca deveriam ler”. Talvez eu seja um deles, pensei. Aos poucos fui deixando o hábito. Tive medo das más influências.
Não leio mais... 
Agora, só escrevo.

(Do livro IN GÊ NU(A) IDA DE - Versos e prosa, 2005)