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quarta-feira, 14 de maio de 2025

O PIBÃO E OS POBREZINHOS



O Brasil não é nenhuma Shangri-La


Eugênio Magno
(Texto e fotos)

A insistência em basear a saúde econômica do país na manutenção do superávit primário, cumprimento do teto de gastos, defesa intransigente do famigerado arcabouço fiscal e a fantasia da alta do PIB e do crescimento da economia não se sustentam.

Em poucos minutos de caminhada pela principal avenida do centro comercial de Belo Horizonte, uma das mais importantes capitais brasileiras, é possível deparar com uma realidade estarrecedora. O número de pessoas em situação de rua cresceu assustadoramente e o comércio de rua se mostra em franco declínio, para dizer o mínimo. Este quadro não é exclusividade da capital mineira, tampouco do estado de Minas Gerais. O país inteiro sofre as consequências do aprofundamento das políticas econômicas neoliberais que não se mostram diferenciadas, tanto em governos de direita, quanto de esquerda.

Com exceção dos muito ricos, do alto escalão do governo, da classe média alta e de alguns setores da burocracia estatal, os brasileiros da média classe média para baixo estão em queda-livre, abandonados à própria sorte.

Há mais de duas décadas quem tem juízo e consciência crítica alerta para o perigo do pragmatismo excessivo e dos projetos de poder a qualquer preço.

Palavras, mesmo as mais carregadas de significado e imagens não têm sido ouvidas, muito menos lidas. Ainda que, também, desgastadas pelo seu uso indiscriminado, esta matéria se completa com instantâneos de uma crua e ignorada realidade, reiteradamente falseada pelos donos do poder.


 














segunda-feira, 10 de janeiro de 2022

CHOVE SEM PARAR

BR-040: Transbordamento de barragem de sedimentos Lisa, 
da mina de Pau Branco da empresa Vallourec
(Imagens: Site do Projeto Manuelzão - UFMG)

A natureza não perdoa

Eugênio Magno

Dia desses ouvi o papa Francisco dizer o seguinte: "Deus, perdoa sempre, o homem, às vezes perdoa. Mas a natureza não perdoa nunca".

Pois é, a mãe terra, a cada dia cobra, com juros mais altos, o que temos feito a ela.

Barragem da Vallourec
(Imagem: Gabinete de Crise da Sociedade Civil) 

A situação é dramática em Minas Gerais, estado rico em reservatórios subterrâneos, nascentes e rios que, dolorosamente, sangram os rejeitos minerados irresponsavelmente, fruto do esquartejamento progressivo de suas áreas mineráveis.

Rua do Comércio, Ponte sobre o Rio das Velhas e entorno - Centro de Santa Luzia, MG
(Imagens divulgadas pela Prefeitura Municipal de Santa Luzia)

Nos últimos dias, não só assistimos como alguns de nós estamos testemunhando in loco várias situações calamitosas em muitas localidades.


Eugênio Magno visita o Trevo de Pinhões: MG-020 - trecho interditado, 
em razão de transbordamento do Rio das Velhas

Para destacar apenas o que está mais próximo ao local onde resido - e no momento que escrevo essa matéria, ilhado -, seguem imagens de Pinhões, comunidade rural remanescente quilombola, próxima ao Convento de Macaúbas, a 10 quilômetros de distância do centro histórico de Santa Luzia, cidade pertencente à Região Metropolitana de Belo Horizonte.





Enquanto os políticos acreditarem que obra subterrânea não dá voto, teremos problemas de saneamento básico e inundação nas cidades.


Há muito que as cidades, grandes ou pequenas, dão sinais de saturação. Há que se repensar o modelo. Enquanto isso é necessário que sejam feitas obras de recuperação e prevenção urgentemente em nossas cidades. E a população também deve ser educada para o exercício da cidadania.


O texto e as imagens sem crédito são de Eugênio Magno.

quarta-feira, 5 de janeiro de 2022

CHOVE CHUVA

 

Imagem de Porto Seguro - BA (Isaac Nóbrega/PR)

Chuva dá trégua na Bahia, mas coloca 749 municípios de MG em alerta por possíveis temporais

As chuvas na Bahia deram trégua nos dois primeiros dias de 2022. Em novo balanço divulgado pelo governo estadual, o número de desabrigados pelos temporais caiu pelo 3º dia seguido. No domingo (2), os registros passaram de 32.737 para 32.594 – uma redução de 143.
Segundo a Superintendência de Proteção e Defesa Civil da Bahia (Sudec), as chuvas causaram 25 mortes e 517 feridos. O número total de atingidos chegou a 661.508 pessoas.
Para continuar lendo a matéria editada por Leandro Melito para o Brasil de Fato, clique aqui.