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sexta-feira, 20 de março de 2020

ECONOMIA BRASILEIRA



Governo corta a zero projeção para crescimento do PIB em 2020

Por Marcela Ayres

BRASÍLIA (Reuters) - O Ministério da Economia anunciou nesta sexta-feira o corte na projeção de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) a 0,02%, ante alta de 2,1% indicada há dez dias, numa mostra da rápida deterioração das expectativas em meio ao avanço do coronavírus e seu dramático impacto na economia.
Para a inflação, o time econômica agora vê alta de 3,05% do IPCA neste ano, contra percentual de 3,12% antes. Já a projeção para o preço médio do petróleo Brent caiu a 41,87 dólares por barril, contra patamar de 52,70 dólares divulgado na semana passada. Para o dólar em final de período, a estimativa agora é de 4,35 reais, sobre 4,20 reais antes.
(Fonte: Reuters)

sexta-feira, 10 de janeiro de 2020

ECONOMIA REAL E ECONOMIA DOS GABINETES


IPCA sobe 1,15% em dezembro e fecha 2019 com alta de 4,31%, diz IBGE

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subiu 1,15 por cento em dezembro, após alta de 0,51 por cento no mês anterior, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira.
No acumulado de 12 meses até dezembro, o IPCA teve alta de 4,31 por cento, contra alta 3,27 por cento do mês anterior, terminando o ano acima do centro da meta do governo de 4,25 por cento, com margem de 1,5 ponto percentual para mais ou menos. .
Pesquisa da Reuters apontou que a expectativa de analistas era de alta de 1,08 por cento em dezembro, acumulando em 12 meses alta de 4,23 por cento.
Isso é o que está sendo divulgado oficialmente, mas a realidade é que, enquanto o salário mínimo foi reajustado em 4,1% a Agência Nacional de Saúde permitiu que os Planos de Saúde fossem reajustados em 12%, o triplo da inflação anunciada e do reajuste recebido pelo salário mínimo.
O desejo de consumo e as motivações para a compra no período natalino, embora as vendas tenham sido bem menor do que a grande mídia anunciou, fez com que a retração do consumo ficasse mascarada. O descompasso entre a economia real e a economia dos gabinetes e ministérios certamente fará com que o número de endividados aumente ainda mais nesses três primeiro meses do ano.

(Fonte: Reuters)