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quinta-feira, 14 de novembro de 2019

"TEMPORADA", DE ANDRÉ NOVAES, NA SALA DE CINEMA VICTOR DE ALMEIDA



Cinema de graça em Mateus Leme

O Cineclube Palmares promove no próximo domingo, dia 17, às 17h30, na Sala de Cinema Victor de Almeida da Casa de Cássia de Mateus Leme, o lançamento do filme "Temporada", produzido pela Filmes de Plástico, de Contagem, e premiado no último festival de Brasília.
Realizado uma vez por ano, em novembro, o Cineclube Palmares procura destacar o papel do negro na sociedade brasileira, dando preferência à apresentação de obras de autores dessa etnia. Com a atriz Grace Passô, "Temporada" foi dirigido por André Novaes de Oliveira e é interpretado por Renato Novaes; os dois estarão presentes à apresentação. Este lançamento é uma iniciativa do produtor cultural e escritor Matheus Antônio.
O filme será reapresentado no mesmo horário e lugar nos dias 23, sábado, e 24, domingo, mediante a distribuição prévia de ingressos. No dia 30, sábado, será exibido o filme "Ela Volta na Quinta", também de André Novaes de Oliveira, com ingressos distribuídos previamente. A sala tem 30 lugares e a Casa de Cássia fica na antiga Estação Ferroviária de Mateus Leme. Chegue ao local com 30 minutos de antecedência e retire o seu ingresso.

quinta-feira, 10 de janeiro de 2019

MORRE CHICÃO, LÍDER CAMPONÊS MINEIRO DOS ANOS 1960


Chicão, herói do povo

Foto: Eugênio Magno

Faleceu na última terça-feira, dia 8 de janeiro, aos 87 anos de idade, em Anápolis - GO, o líder camponês dos anos 1960, Francisco Raymundo da Paixão. Chicão, como ficou conhecido, estava internado e respirando a base de aparelhos há mais de uma semana e não resistiu a um aneurisma cerebral. Seu corpo foi enterrado no cemitério de Abadiânia de Goiás. 
Homem do povo, Chicão, foi um sapateiro e seleiro que, cumprindo tarefa do PCB, começou a organizar os camponeses do Vale do Rio Doce, expulsos de suas terras pelos latifúndios formados pelos criadores de gado. Em curto tempo, ele arregimentou os sem-terra da região e transformou-se em interlocutor privilegiado do governo de João Goulart, tendo em vista realizar uma modesta experiência de reforma agrária que, sem afetar a estrutura do latifúndio, entregasse aos camponeses as terras às margens das rodovias, ferrovias e açudes federais (conforme o decreto assinado por Jango no comício da Central do Brasil de 13 de março de 1964). Mas a luta em que se empenhou foi abortada pelo golpe militar e ele não quis seguir uma carreira política, como seria natural. Virou funcionário público de governos progressistas, mas se incompatibilizou com eles por motivos ideológicos e foi defenestrado. 
Nos últimos anos Chicão, não estava bem de saúde – resquícios das torturas a que foi submetido nos porões da ditadura militar – e, sem função, vivia no ostracismo, cumprindo, sem entusiasmo ou grandes expectativas, seus deveres cívicos de cidadão. O velho líder camponês tinha como companheira a Goiana Nelly, ao lado de quem faleceu. Seu filho, do primeiro casamento, Luiz Carlos, também estava presente em seus últimos instantes de vida. Há mais de dez anos ele residia no Estado de Goiás, nas cidades de Abadiânia e Anápolis, onde tive a alegria de visitá-lo algumas vezes.

Da esquerda para a direita: Eugênio Magno, Chicão e Victor de Almeida
Foto: Diogo R. Martins

Chicão é um personagem importante da recente história política do Brasil e é homenageado em vários projetos culturais, dentre eles: Por um pedaço de Terra (Monsieur Paixão), um filme que pretende colocar em pauta o grau de influência do movimento camponês do Vale do Rio Doce e especialmente de Chicão no desfecho do golpe de 1964. E, acima de tudo, mostrar a situação em que viveu nos últimos anos aquele que seria o futuro herói da classe operária, o ex-líder camponês, Francisco Raymundo da Paixão. Trata-se de um documentário pelo qual tenho a honra de ser roteirista e diretor e co-produtor, em parceria com Victor de Almeida. 
O documentário, embora já tenha algumas horas gravadas com Chicão relatando sua trajetória: lutas, perseguições, prisões, torturas, exílio, e a sua volta à legalidade com a anistia, está com a sua produção paralisada por falta de verba. O que conseguimos produzir até então foi com recursos próprios, e nos vemos agora sem condições de dar prosseguimento a um projeto como este que é da maior importância como resgate da história do nosso país. Já tentamos conseguir verbas para a sua continuidade através de editais do Ministério da Cultura, Secretaria de Estado da Cultural de MG, Fundação Municipal de Cultura de Belo Horizonte do Doc-TV, sem nenhum sucesso. 

Cena de gravação do documentário Por um pedaço de Terra (Monsieur Paixão)
Foto: Eugênio Magno

Agora, com a morte de Chicão, eu e o meu parceiro nesse projeto, Victor de Almeida, sentimo-nos na obrigação moral de dar continuidade à produção do filme. Para isto, necessitamos da contribuição daqueles que se sensibilizem pela causa e estejam dispostos a nos ajudar a encontrar apoio financeiro para dar cabo ao projeto. Interessados em colaborar com a retomada dessa produção poderão fazer contato comigo pelo E-mail: eugeniomagnomg@gmail.com. Na oportunidade, de forma antecipada, agradeço aos que se solidarizam conosco nessa empreitada.

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

CLÁSSICOS DO CINEMA NO CINECLUBE DE MATEUS LEME

"EU SOU CUBA', A SUPERPRODUÇÃO SOVIÉTICO-CUBANA QUE FICOU ESQUECIDA DURANTE 30 ANOS.


Em 1964, em plena Guerra Fria, cubanos e soviéticos celebraram com um filme a sua recente aliança contra o imperialismo norte-americano. Para realizá-lo, foi montada uma equipe internacional, tendo à frente um consagrado cineasta da União Soviética, Mikhail Kalatozov, que acabava de ganhar a Palma de Ouro em Cannes com "Quando Voam as Cegonhas", de 1957. Com uma estética rebuscadíssima, o filme entrelaçava quatro histórias típicas do subdesenvolvimento latino-americano, passadas antes da revolução. Cuba era mostrada como um quintal dos Estados Unidos, com exploração do jogo, do turismo sexual e dos camponeses. No meio disso, as primeiras reações dos estudantes contra o governo Batista. Com suas imagens fantásticas, produzidas com o uso da lente grande angular e planos-sequência de tirar o fôlego, "Eu Sou Cuba" (Soy Cuba/ Ya Cuba) provocou, no seu lançamento, uma aversão, tanto da parte dos soviéticos como dos cubanos. Acusado de estetizante, suas imagens pareciam desajustadas da temática terceiromundista. O filme ficou esquecido durante 30 anos, até que em um festival em Nova York, em 1995, os cineastas norte-americanos Martin Scorcese e Francis Ford Coppola o redescobriram. Seu relançamento motivou um cineasta brasileiro, Vicente Ferraz, que nos anos 1980 foi estudante de cinema no ICAIC cubano e viu o filme, a realizar um documentário, "Soy Cuba: o Mamute Siberiano", de 2004. O curta é "Ovos de Dinossauro na Sala de Estar", de Rafael Urban, um dos favoritos do público do Festival Internacional de Curtas Metragens de São Paulo. Os filmes serão apresentados em DVD, com projeção digital em tela de 75 polegadas.
Este é um projeto do Instituto Humberto Mauro, pilotado pelo cineasta e jornalista Victor de Almeida. O filme será exibido neste sábado, dia 21 de janeiro, a partir das 17 horas, na Casa de Cultura Acássia Afonso Almeida que fica na rua Meyer, 105, Bairro Vila Suzana (Reta), em Mateus Leme, MG. Maiores informações pelo telefone (31)3535-1721.

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

A FALTA QUE ME FAZ


Filme de Marília Rocha no Cineclube de Mateus Leme


Numa parceria com o programa Cine Mais Cultura, do Ministério da Cultura, a diretora de cinema Marília Rocha, de Belo Horizonte, está lançando dois de seus filmes de longa-metragem nos cineclubes de todo o país. Em Mateus Leme, a exibição será no cineclube da Casa de Cultura Cássia Afonso de Almeida, um projeto do Instituto Humberto Mauro.
Os filmes são "A Falta que me Faz", de 2009, que será apresentado no próximo dia 26, sábado, às 17 horas, e "Acácio", de 2011, a ser exibido em data ainda a ser marcada. Ambos foram apresentados em vários festivais no Brasil e no exterior, colecionando prêmios, tiveram lançamento em salas comerciais de várias capitais, foram editados em DVD pela Lume Filmes e exibidos na televisão pelo Canal Brasil.
Transitando entre o documentário e a ficção, "A Falta que me Faz" acompanha o cotidiano de cinco moças do Vale do Jequitinhonha que experimentam o fim da juventude ainda alimentando um romantismo impossível. Em meio a conversas, obrigações e prazeres, cada uma delas encontra uma maneira de contornar a solidão e enfrentar as incertezas do futuro.
Convidada, a diretora deve comparecer à apresentação. Para Marília Rocha, "nenhum filme existe enquanto não é visto pelo público. O lançamento comercial é hoje pouco democrático e insuficiente para qualquer realizador. Por isso, a apresentação em cineclubes constitui uma nova frente de exibição e uma forma de aproximar as pessoas que compartilham o amor pelo cinema".
Na ocasião, será apresentado também o curta-metragem "O Doce Segredo de Bárbara", do crítico e cineasta mineiro Paulo Augusto Gomes, com a atriz Yara de Novaes. O filme estabelece um diálogo entre o presente e o passado a partir das reflexões do diretor e de sua atriz sobre um projeto malogrado dos anos 1980, quando tentaram filmar um conto da escritora mineira Terezinha Alvarenga.
O cineclube da Casa de Cultura fica situado na rua Meyer, 105, Vila Suzana (Reta). Mais informações pelo telefone (31)3535-1721 ou no blog www.casadecassia.blogspot.com. A entrada é franca e os ingressos serão distribuídos meia hora antes da sessão.

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

FILME "FELICIDADE" SERÁ EXIBIDO EM CINECLUBE DE MATEUS LEME


O que está por trás de uma das ilusões americanas, a felicidade?

O capitalismo norte-americano transmitiu à humanidade a ilusão de que a felicidade pode ser adquirida como um produto. Apesar de muitos escritores e artistas se esforçarem para desmentir isso, a maioria das pessoas, em todo o mundo, comprou essa ideia. Continuamos achando que a prosperidade dos norte-americanos é acessível a todos os seres humanos e lutamos bravamente por consegui-la.
O cineasta norte-americano Todd Solondz navega contra essa corrente. Em seus filmes, ele expõe que, por sob aquela aparência de felicidade dos norte-americanos, visível no conforto material, se esconde uma grave crise moral. "Felicidade" é um impiedoso retrato da sociedade norte-americana atual, feito com tamanha seriedade que acaba por ficar cômica.
Resumindo o que é o filme, o crítico da "Folha de S.Paulo" escreveu que ele "ri da família e humaniza as perversões".
O curta será "Artesãos da Morte", da jornalista e cineasta Miriam Chnaiderman. Trabalhadores que lidam diariamente com a morte, falam da vida.
Os filmes serão exibidos em VHS, com projeção digital em tela de 75 polegadas. A sala tem 30 lugares.
A exibição acontece no próximo sábado, dia 24 de setembro, às 17 horas, no Cineclube da Casa de Cultura Cássia Afonso de Almeida, na rua Meyer, 105, Bairro Vila Suzana (Reta), telefone (31)3535.1721, em Mateus Leme. Um projeto do Instituto Humberto Mauro, sob a coordenação do cineasta, jornalista e cineclubista Victor de Almeida