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segunda-feira, 1 de julho de 2019

OS "VAZAMENTOS" E AS CONTRA-PROVAS PODEM DAR LIBERDADE A LULA


Mudanças na delação da maior testemunha contra Lula 
gerou desconfiança na Lava Jato

(Foto: Antônio Lacerda / EFE)

Novas mensagens de procuradores da Lava Jato obtidas pelo site The Intercept Brasil e publicadas neste domingo pelo jornal Folha de S.Paulo apontam que os acusadores desconfiaram da versão da principal testemunha contra Lula no caso do triplex do Guarujá. Léo Pinheiro, dono da construtora OAS, mudou de versão ao longo de meses até que, finalmente, incriminou o ex-presidente e afirmou que ele chegou a orientá-lo a destruir provas. Em sua versão final, aceita pelos procuradores, ele afirmou que o apartamento no litoral de São Paulo era um presente a Lula em troca de benesses do Governo. O petista acabou condenado por Sergio Moro, que considerou que o ex-presidente recebeu da construtora dinheiro de corrupção dissimulado na compra do apartamento em troca de desvios de contratos com a Petrobras. Lula cumpre pena de 8 anos e 10 meses por corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Em entrevista ao EL PAÍS, Lula afirmou que Pinheiro disse a seu advogado que mudou o depoimento por orientação de seu defensor.
O depoimento de Léo Pinheiro foi fundamental para a condenação do ex-presidente. Ele foi usado como base para a denúncia da força-tarefa, que afirmava que o Grupo OAS, presidido pelo empreiteiro, pagou 87,6 milhões de reais em propinas por contratos com a Petrobras. Um porcento desse valor, apontou a força-tarefa da Lava Jato, foi destinado a agentes políticos do PT em uma conta geral de propina que o partido mantinha com a construtora. Desta conta, afirma, teriam saído 2,42 milhões para o caso do Guarujá, referentes à diferença de valor entre o triplex e o apartamento tipo que a família de Lula já tinha comprado no edifício na cota de uma cooperativa e em reformas e bens para o imóvel.
Para ler a matéria de Talita Bedinelli para o El País, clique aqui.

quarta-feira, 21 de setembro de 2016

VALE TUDO


Todos são iguais perante a lei?


No Estado Democrático de Direito, o artigo 5° da Constituição Brasileira garante:



“Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade”.
 
A Constituição Brasileira também prevê o princípio da presunção de inocência no inciso LVII do mesmo artigo: "Ninguém será culpado até o trânsito em julgado de sentença penal condenatória”.
 
Garante, ainda, habeas corpus, no inciso LXVIII: "conceder-se-á "habeas-corpus" sempre que alguém sofrer ou se achar ameaçado de sofrer violência ou coação em sua liberdade de locomoção, por ilegalidade ou abuso de poder".

Isto posto, como explicar a notória seletividade da Justiça brasileira em investigações contra partidos e personalidades que atuam no campo da esquerda e a isenção de partidos e personalidades que atuam no campo da direita?
 
Trata-se de um flagrante desrespeito à Carta Maior, no caso, a carta constitucional brasileira.
 
A estratégia, todos conhecemos. Surge uma denúncia em um dos veículos do oligopólio midiático. Se for contra membros da base de apoio do governo de “plantão”, os anteriores, ela se torna instrumento de investigação e permanece durante semanas, meses, anos nas manchetes desses jornalões massacrando qualquer princípio de presunção de inocência. 
 
O inverso é verdadeiro e se encaixa nas denúncias contra o governo de “plantão”, o atual, as notícias ganham as manchetes em um dia e somem no outro, sem qualquer investigação.

Existem denúncias também contra vários outros políticos de diversos partidos. Eles serão investigados e indiciados ou nem todos são iguais perante a lei. Continue lendo a matéria do site Carta Maior, clicando aqui.

quinta-feira, 15 de setembro de 2016

ESPETÁCULO MIDIÁTICO


Desde quando powerpoint é prova?

Fala do procurador: "Não temos provas, mas convicção".

A Operação Lava Jato a cada dia perde credibilidade diante do brasileiro médio e agora começa a se submergir de vez, depois do espetáculo malfadado de ontem daquele grotesco show de terceira categoria, em powerpoint, com cobertura especial daquela que se diz a maior TV da América Latina.
Seria cômica se não fosse trágica essa insistente tentativa de tirar Lula e o PT das disputas eleitorais de 2018.
Se a proposta é combater a corrupção, que se combata de forma justa, com a punição de todos os culpados - até a 5ª geração política. Agora o que não dá é fazer julgamentos seletivos e inverter a máxima da justiça condenando antecipadamente quem quer que seja, julgando-o culpado até que se prove a inocência. Isso é uma aberração judicial. E coisa pior está acontecendo: fazer trucidamento público de quem incomoda as elites, antes mesmo de julgar e de haver condenação. Antes mesmo de provas, indiciamento e condenação judicial, o "réu" escolhido é julgado, irresponsavelmente e de forma antecipada, pela opinião pública, após seu achincalhamento pela mídia plutocrática.

Muitos de nós, assim como o procurador, também temos nossas convicções, algumas delas estão nos jornais de hoje do mundo inteiro: 


ou aqui: 
http://www.otempo.com.br/capa/pol%C3%ADtica/lava-jato-fez-espet%C3%A1culo-judicial-e-midi%C3%A1tico-diz-defesa-de-lula-1.1371380

Para ficar somente com dois veículos nacionais...