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quarta-feira, 10 de abril de 2019

CEM DIAS DE UM PRESIDENTE


O que os primeiros 100 dias de Bolsonaro indicam 
sobre os desafios de seu governo

(Foto: AFP)

Alçado pela maioria do apoio popular, um presidente estreante no cargo tem, em geral, boas condições para iniciar seu governo. O período costuma ser chamado de "lua de mel" - uma metáfora bem ao gosto do presidente Jair Bolsonaro, que frequentemente compara as relações políticas com namoro e matrimônio.
No caso dele, que completa cem dias no Palácio do Planalto nesta quarta-feira, o casório com o povo brasileiro começou mais tumultuado do que o comum.
Nos cem primeiros dias de governo, Bolsonaro já trocou dois ministros, algo inédito considerando os presidentes eleitos após a redemocratização - c.
O primeiro a cair foi c, que comandava a Secretaria-Geral da Presidência e era tido como homem de confiança de Bolsonaro até o escândalo do desvio de recursos eleitorais no PSL por meio de candidaturas de mulheres. O segundo foi Ricardo Vélez, substituído no comando da Educação por Abraham Weintraub, após os mais de três meses de total paralisia na pasta.
Outra peculiaridade, segundo o Instituto Datafolha, é o rápido aumento da rejeição logo no início da administração. Em pesquisa recém divulgada, 30% dos entrevistados consideraram o governo de Bolsonaro ruim ou péssimo, pior índice alcançado se comparado também a Collor, FHC, Lula e Dilma (considerando sempre o primeiro mandato).
Para continuar lendo a matéria de Mariana Schreiber para BBC News Brasil, clique aqui.

segunda-feira, 5 de fevereiro de 2018

O JUDICIÁRIO E FHC

Gustavo Conde: É tentador dizer que FHC estava certo sobre o Judiciário


Quando essa geração de magistrados prestou concurso público, eles já sonhavam com os auxílios-moradias que lhes recheiam, agora, os bolsos e as contas bancárias.
Era o objetivo: cargo vitalício, imunidade, bônus variados, super salários e, acima de tudo, poder.
O judiciário brasileiro é essa bolha de privilégios.
​É um judiciário que aceita o mais violento e desumano sistema carcerário do mundo.
De quem é a responsabilidade conceitual pelo nosso sistema carcerário, afinal? Não é do poder judiciário?
O judiciário brasileiro é um judiciário que é conivente com um sem-número de violências.
Com genocídios de índios — em curso neste exato momento.
Com massacres em presídios.
Com o país que mais mata homossexuais no mundo, com o maior volume de casos de feminicídios no planeta, com os altíssimos índices de casos de racismo, com o trânsito veicular mais violento do história, enfim, com tudo de pior que se puder imaginar no cenário estatístico dos horrores.
Não bastasse a lista acima ainda há mais: doenças do século 19 aflorando em plenas zonas urbanas, ausência total de competência para gerenciamento de crises humanitárias, corrupção escancarada em nomeações absurdas para ministérios.
Como levar a sério um judiciário de um país assim?
Como levar a sério um judiciário que, com toda esse cenário de guerra, ainda goza dos salários mais altos do mundo, mais altos até mesmo que o salários dos juízes americanos?
O judiciário é, por assim dizer, o grande nó da nossa sociedade.
Afinal, não eram os políticos a nossa chaga endêmica e atávica: eram os magistrados, a elite da elite da elite.
Políticos ainda se submetem ao voto popular.
Magistrado praticamente compra sua vaga no ministério público, decorando leis e regras gramaticais como um robô destituído de alma para ser aprovado no concurso — e se não for aprovado, entra com recurso.
Para continuar lendo a matéria de Gustavo Conde para o site Viomundo, clique aqui.