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quarta-feira, 15 de abril de 2020

PERSEGUIÇÃO À CIÊNCIA


Quando a ditadura perseguiu cientistas e interrompeu pesquisas: os 50 anos do 'Massacre de Manguinhos'

(Foto: Acervo da Casa de Oswaldo Cruz - COC)

Quando soube de sua cassação, o entomologista (estudioso de insetos) carioca Sebastião de Oliveira, de 52 anos, custou a acreditar. "Você esquece que hoje é 1º de abril?", rebateu ele à técnica de laboratório do parasitologista Herman Lent que lhe dera a notícia.
Dali a pouco, o telefone tocou. Do outro lado da linha, alguém confirmava a cassação: "Está dando na Rádio Globo". Só depois de ouvir o noticiário é que ele se convenceu. Não foi o único.
Naquele mesmo dia, o químico Moacyr de Andrade, também cassado, procurou o amigo Lent, referência mundial no estudo do barbeiro, o inseto transmissor da Doença de Chagas, para lhe dar a triste notícia: "Não precisei falar nada: o Herman tinha os olhos marejados", contou Moacyr, em 1986.
No dia 1º de abril de 1970, pouco mais de um ano depois do Ato Institucional nº 5 (AI-5), Sebastião de Oliveira e Moacyr de Andrade foram dois dos dez cientistas do Instituto Oswaldo Cruz (IOC), embrião da atual Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), que tiveram seus direitos políticos cassados. Foram aposentados compulsoriamente e impedidos de trabalhar em qualquer instituição pública do país.
Para acessar a matéria completa de André Bernardo para a BBC News Brasil, clique aqui.

quinta-feira, 28 de maio de 2015

OS ESCÂNDALOS DA FIFA E A COPA DE 2014 NO BRASIL






No final deste mês de maio foi preso José Maria Marin, cúmplice da tortura durante a ditadura militar brasileira. Mas não se assuste: a democracia no Brasil continua a mesma e os militares não vão se aquartelar por isto.

Foram presos na Suíça, junto com o defensor de tortura,  diversos dirigentes da Fifa, a federação internacional de futebol que regula o esporte e organiza os torneio mundiais a cada quatro anos. Sim, a mesma que comandou o estado de exceção dentro do estado de direito brasileiro no ano passado. A acusação, vinda de investigações da polícia norte-americana, indica que Marin e os outros cobravam propinas para cederem direitos de realização e transmissão dos torneios de futebol, inclusive a Copa de 2014 no Brasil. Os casos de corrupção agora denunciados ocorreram quando Marin era presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF). Entidade dona da seleção brasileira de futebol, recentemente a CBF teve seu contrato secreto de marketing revelado – nele se diz que os jogadores são convocados e escalados no time nacional de acordo com os interesses de venda dos patrocinadores.
Para ler, na íntegra, o texto de Edson Teles, para o site Carta Maior, clique aqui.

sábado, 1 de março de 2014

RESPONSÁVEIS PELA MORTE DE RUBENS PAIVA

 
Comissão Nacional da Verdade 
aponta autores da morte de Rubens Paiva

O coordenador da Comissão Nacional da Verdade (CNV), Pedro Dallari, declarou na última quinta-feira que o general José Antônio Nogueira Belham e o tenente  Antônio Hughes de Carvalho são os autores da morte e da ocultação do cadáver de Rubens Paiva. “Sem dúvida alguma o oficial Hughes, porque se envolveu diretamente nos atos de tortura e, pelo fato de ser comandante da unidade, estando presente no local, participando das circunstâncias da morte de Rubens Paiva, o general Belham, à época major e comandante do DOI [Destacamento de Operações e Informações]”, disse Dallari ao participar da apresentação do relatório preliminar de pesquisa do caso Rubens Paiva feito pela CNV.
Durante o período de novembro de 1970 a maio de 1971, o general Belhan era comandante do DOI do 1º Exército, na zona norte do Rio, para onde foi transferido Rubens Paiva depois de ter passado pelo Quartel da 3ª Zona Aérea, localizado próximo ao Aeroporto Santos Dumont, no centro do Rio. Ele foi para a unidade da Aeronáutica após ser preso, em casa, no Leblon, zona sul do Rio, por seis agentes do Centro de Informações de Segurança da Aeronáutica (Cisa).
(Fonte: Agência Brasil)