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terça-feira, 28 de agosto de 2018

INVASÃO E MORTE EM TERRAS INDÍGENAS


Morte de cacique no Maranhão é novo capítulo de invasões na região, segundo indígenas

Foto: APIB Comunicação

Um toque de recolher à noite ao qual apenas índios que vivem no entorno da cidade de Arame, no Maranhão, precisam respeitar. Uma terra indígena cuja área tem quase três vezes o tamanho do município de São Paulo. Madeireiros querendo desmatar parte dos 413.000 hectares desse território protegido. E caçadores em motocicletas agindo nesse espaço onde a caça para fins comerciais é proibida. Nesse caldeirão em intensa ebulição, a morte do cacique Jorge Guajajara, que era um dos líderes no combate a esses invasores chama a atenção.
As primeiras investigações, da Polícia Civil, apontaram que Jorginho, como era conhecido, de 56 anos, líder da aldeia Cocalinho I, na Terra Indígena Araribóia, morreu afogado no Rio Zutiwa acidentalmente. Seu corpo foi encontrado no dia 11 ao lado de uma ponte que divide os municípios de Buriticupu e Arame. Quem o conhecia, contudo, não acredita na versão da polícia do Estado, e diz que ele foi assassinado por “não-indígenas”, que estão prontos para “caçarem” os índios. “O Jorginho estava perambulando à noite em um horário em que não podemos andar. Ele saiu para tomar cachaça. Deu bobeira e acabou morto igual a um tatu. Foi caçado”, disse ao EL PAÍS outra liderança local, Vitorino Guajajara. Ambos levam o sobrenome de uma das duas etnias que vivem na terra, a outra é a Awá Guajá. 
Para continuar lendo a matéria de Afonso Benites para o El país, clique aqui.

sábado, 12 de setembro de 2015

POVOS INDÍGENAS QUEREM JUSTIÇA E PAZ


Assassinato de Simeão Kaiowá: punição já!

"Os piquizeiros e as cagaitas ostentam suas lindas flores, forrando o chão, a aridez foi um pouco amenizada neste planalto central, com mais de cem dias sem chuva. Estamos em véspera da Assembléia Geral do Cimi, que após 43 anos de presença solidária junto aos povos indígenas, continua sendo alvo ira dos inimigos dos povos indígenas e todo os que lutam por justiça e paz, principalmente no campo. Renovamos o compromisso com a causa desses povos, da vida e do meio ambiente", escreve Egon Heck, do secretariado nacional do Conselho Indigenista Missionário - CIMI, ao enviar o artigo que foi publicado no site do IHU. Para ler o texto, clique aqui.