Para ler a matéria na íntegra, clique aqui.
terça-feira, 24 de setembro de 2013
sexta-feira, 20 de setembro de 2013
ABAIXO O CORPORATIVISMO PERVERSO: QUEREMOS SAÚDE, QUEREMOS MÉDICOS!
Sete em cada dez brasileiros
apoiam a vinda de médicos estrangeiros
apoiam a vinda de médicos estrangeiros
De um lado, o governo federal defende a vinda de médicos do
exterior para suprir a demanda por esses profissionais no país; do
outro, a classe médica discorda da forma encontrada pelo Ministério da
Saúde para resolver o problema. Em meio a essa disputa está a população,
que aparentemente já escolheu de que lado ficar. Levantamento nacional
do Instituto Paraná Pesquisas revela que 70% dos brasileiros são
favoráveis à chegada dos médicos estrangeiros. Em relação aos
profissionais cubanos, 68% defenderam a contratação.
A reportagem é de Caroline Olinda e publicada pela Gazeta do Povo, 20-09-2013.
A pesquisa ainda questionou o que os brasileiros pensam do atendimento no Sistema Único de Saúde (SUS).
A maioria (60%) disse considerá-lo ruim ou péssimo. Entre aqueles que
se declararam usuários do SUS, 88% disseram que o número de médicos na
rede pública é insuficiente.
Para o diretor do Paraná Pesquisas Murilo Hidalgo, o
levantamento resume o seguinte pensamento: “É melhor ter um médico,
mesmo que estrangeiro, do que não ter”. É o que pensa a diarista Áurea Silva,
usuária da Unidade de Saúde do Bairro Novo, em Curitiba, que vai
receber um dos médicos formados no exterior trazidos pelo programa Mais
Médicos. “Eu me consultaria sem problemas [com um estrangeiro]. O
importante é ter médico e ser atendido”, afirma.
A agente educacional Marilza Aparecida da Costa
também se diz favorável ao programa. Ela conta que morou em uma cidade
onde não havia médico e que “a situação era triste”. Marilza está entre
os 83% de brasileiros que conhecem ou já ouviram falar do Mais Médicos.
Em relação à polêmica envolvendo o governo e os Conselhos Regionais de
Medicina sobre o registro dos estrangeiro, ela afirma que isso “é apenas
uma burocracia”.
Fiscalização
Para o Conselho Federal de Medicina (CFM), porém, não é bem assim. No início da semana, o presidente do CFM, Roberto Luiz d´Avila,
afirmou que informações adicionais – como a lotação dos profissionais e
os nomes do tutor e supervisor do médico estrangeiro – continuarão a
ser exigidas para conceder o registro provisório. A argumentação é que
essas informações são necessárias para fiscalizar a atuação desses
médicos, o que é função dos Conselhos de Medicina.
Segundo Gérson Zafalon, representante do Paraná no CFM,
a preocupação é ter segurança acerca da formação do médico que irá
atuar no país. “O que batalhamos é que o médico estrangeiro ofereça um
atendimento de qualidade. Por isso, insistimos para que fosse feito o
Revalida [exame nacional para a revalidação de diplomas médicos
expedidos por instituições do exterior] ou outro teste. Se o médico
formado no exterior não fez um exame para mostrar seus conhecimentos, eu
não sei se ele é bom”, explica.
Após avaliação, governo reprova só um dos 682 intercambistas
Folhapress
Depois de três semanas de aulas e avaliações em oito universidades
públicas, o governo reprovou apenas um dos 682 médicos intercambistas –
incluídos os 400 cubanos – selecionados na primeira rodada do programa
Mais Médicos. Após aulas e avaliações de português e conceitos básicos
de saúde brasileira, 670 intercambistas foram aprovados, 11 ficaram em
recuperação e um foi reprovado, informou o Ministério da Saúde.
A pasta não soube dizer, porém, de qual nacionalidade é o médico
reprovado, que voltará ao país de origem e terá de ressarcir a União
pelos gastos com a viagem. Os 11 em recuperação tiveram desempenho entre
30% e 50%, e terão duas semanas de aulas adicionais em Brasília.
Rio Grande do Sul
Em respeito a uma decisão judicial, o Conselho Regional de Medicina do Rio Grande do Sul (Cremers)
liberou ontem os primeiros 19 registros provisórios do país para
médicos estrangeiros e brasileiros formados no exterior, tornando-se o
primeiro estado a fornecer o documento a profissionais do programa Mais
Médicos. Os registros são para cinco brasileiros e três estrangeiros,
sendo dois uruguaios e um palestino. Ao todo, o Cremers tem 40 pedidos
em análise.
Ontem, a Advocacia-Geral da União informou que estuda ir à Justiça
para cobrar dos Conselhos de Medicina os dias parados dos estrangeiros
que não tiverem obtido os registros legais até amanhã.
(Matéria extraída do site: Instituto Humanitas Unisinos - IHU) domingo, 15 de setembro de 2013
PÁTRIA AMADA
Montes Claros
Eugênio Magno
Estrela
Céu
Poeira
Chão
Sol
Chuva, não
Sertão
(Do livro IN GÊ NU(A) IDA DE - versos e prosa, 2005)
Marcadores:
Eugênio Magno,
IN GÊ NU(A) IDA DE,
Montes Claros,
Poema,
poesia,
Prosa
quarta-feira, 11 de setembro de 2013
FRONTEIRAS DA VIDA
Drama humano
O campo de refugiados de Yayladagi, na Turquia, na fronteira com a Síria e a população atravessando a fronteira com a Turquia, em Bab Al Salam.
(Fotos: Gregorio Borgia - Ap / Lapresse e Molhem Barakat - Reuters / Contrasto)
sexta-feira, 6 de setembro de 2013
CINEMA EM MATEUS LEME
Nelson Gonçalves, animações mineiras e italianas,
Cornélio Penas e José Lins do Rego no Cineclube
da Casa de Cultura Cássia Afonso de Almeida
da Casa de Cultura Cássia Afonso de Almeida
O
cineclube da Casa de Cultura Cássia Afonso de Almeida apresenta a sua
programação de setembro, que começa com a exibição, no dia 7, sábado, às
17 horas, do curta "Funcionário do Mês" (2011), de Ramon Faria, e do
longa "Nelson Gonçalves" (2001), de Elizeu Ewald, com Alexandre Borges,
Julia Lemmertz e Taumaturgo Ferreira. O curta é uma animação que ilustra
uma canção da banda Pedra Letícia, de Belo Horizonte. O longa é um
"docudrama", misto de ficção e documentário, constituído de cenas
dramatizadas, filmes de arquivo e depoimentos de contemporâneos (Sérgio
Cabral, Adelino Moreira, Lobão e outros) sobre a vida e a carreira de um
dos maiores cantores do Brasil, cuja projeção se deveu ao rádio e ao
disco. As canções são cantadas pelo próprio Nelson Gonçalves.
No dia 14, sábado, às 17 horas, o cineclube
apresenta a série Animazioni 2, constituída de 12 filmes curtos de
animação, apresentada antes pelo projeto Curta Degustação, realizado em
Belo Horizonte pelo Centro de Estudos Cinematográficos de Minas Gerais
(CEC-MG), o Instituto Humberto Mauro e a Imprensa Oficial de Minas
Gerais. Criados com a utilização de técnicas variadas (stop motion,
caneta esferográfica, pixilation, rotoscopia etc), os curtas constituem
um recorte da produção contemporânea da animação italiana, caracterizada
por um alto nível de sofisticação.
No dia 21, sábado, às 17 horas, o programa é
um curta, "Breves Instantes" (2010), de Mirian Rolim, e um longa,
"Fronteira" (2008), de Rafael Conde, com Débora Gomez, Alexandre
Cioletti, Berta Zemel, Antonio Naddeo, Grace Passô, João das Neves, Yara
de Novaes e Geraldo Peninha. O curta se apropria, para contar uma
história, da técnica de construção dos tapetes de serragem feitos para
as procissões religiosas em Ouro Preto e outras cidades. Baseado na obra
literária de Cornélio Penna, o longa aborda o conflito vivido, numa
cidadezinha do interior mineiro, por uma jovem com fama de santa,
dividida entre um viajante por quem se apaixona e uma tia empenhada em
lhe preparar um grande milagre. Premiado pela Academia Brasileira de
Letras.
No dia 28, sábado, às 17 horas, o cineclube
apresenta o curta "Quindins" (2010), de Giuliana Danza e David Mussel, e
o longa "O Engenho de Zé Lins" (2005), de Vladimir Carvalho, um dos
mais importantes documentaristas brasileiros. O curta é uma animação
baseada num conto de Luis Fernando Veríssimo sobre a vida de um casal
idoso, utilizando várias técnicas. O longa é um documentário que
investiga a personalidade de José Lins do Rego, autor de "Menino de
Engenho" e "Fogo Morto", escritor que melhor descreveu o mundo dos
engenhos de açúcar e a decadência da que foi a primeira atividade
industrial do Brasil. Prêmio especial do júri no Festival de Brasília de
2006.
Todos os domingos, também às 17 horas,
prossegue o projeto Cinepreciosidades, com curadoria do escritor e
cinéfilo Matheus Matheus, constituído da apresentação de filmes raros,
entre primitivos, undergrounds ou contemporâneos, garimpados em coleções
particulares, na internet e outras fontes.
Os filmes são apresentados com projeção e som
digital em tela de 75 polegadas. A sala tem 23 lugares. Os ingressos,
gratuitos, são distribuídos com 30 minutos de antecedência.
O Cineclube da Casa de Cultura Cássia Afonso de Almeida é um projeto do Instituto Humberto Mauro e funciona na rua Meyer, 105. Vila Suzana (Reta), em Mateus Leme, M.G. Maiores informações pelos telefones (31)3535-1721 9247-6574 e 7579-7815 ou no site www. casadecassia.blogspot.com.
domingo, 1 de setembro de 2013
É PRECISO MAIS MÉDICOS, MUITO MAIS MÉDICOS...
Mais Médicos proíbe prefeituras
de demitir
profissionais já contratados
Depois de denúncias de que
prefeituras estariam demitindo médicos para receber profissionais do Mais
Médicos, pagos pelo governo federal, o Ministério da Saúde esclareceu que o
termo de adesão ao programa proíbe os municípios de demitir os profissionais
contratados. "Os municípios que descumprirem essa regra serão excluídos do
programa, com remanejamento dos médicos participantes para outras cidades",
declarou em nota a pasta.
De acordo com o Ministério da
Saúde, o controle está sendo feito pelo
sistema do Cadastro Nacional dos Estabelecimentos de Saúde (Cnes), que impede
que o médico participante do programa seja direcionado a postos que estavam ocupados
antes da adesão do município. Os médicos já cadastrados na atenção básica foram
impedidos de se inscrever no programa para atuar no município onde já trabalha,
o que impede a migração de profissionais para a bolsa do Mais Médicos em uma
mesma cidade.
(Fonte: Agência
Brasil).
quinta-feira, 29 de agosto de 2013
AQUELES DIAS COM MARTIN LUTHER KING
Martin Luther King falava olhando para o céu. Parece incrível agora, enquanto falamos a respeito como que em um livro de história, que naquele palco do Lincoln Memorial de Washington dois rapazes brancos, Bob Dylan e Joan Baez, tenham logo conquistado a multidão, na imensa praça e em toda a América que acompanhava "ao vivo".
quinta-feira, 22 de agosto de 2013
CONFLITOS AGRÁRIOS
Massacre de Felisburgo:
o que não pode ser esquecido
o que não pode ser esquecido
“Enquanto estavam no campo, Caim se lançou contra o seu irmão Abel e o matou. Então Javé perguntou a Caim: “Onde está o seu irmão Abel?” Caim respondeu: “Não sei. Por acaso eu sou o guarda do meu irmão?” Javé disse: “O que foi que você fez? Ouço o sangue do seu irmão, clamando da terra para mim. Por isso você é amaldiçoado por essa terra que abriu a boca para receber de suas mãos o sangue do seu irmão.” (Da Bíblia, Livro de Gênesis 4,8-11)
"Estes fatos ganharam repercussão nacional e internacional, mas não são isolados. Eles se inserem no bojo dos 112 conflitos agrários no estado de Minas Gerais, registrados pela CPT em 2004. Estes conflitos, além dos nove assassinatos acontecidos em Minas Gerais, foram responsáveis por 32 tentativas de assassinatos, 27 ameaças de morte, 24 torturados, 75 presos e 56 feridos. Em 25 de novembro de 2004, a CPT de Minas entregou ao Governo do Estado e à Assembleia Legislativa de Minas Gerais um dossiê denunciando a existência de milícias armadas atormentando a vida dos sem-terra acampados no estado. A CPT/MG também registrou 26 ataques de jagunços a acampamentos em Minas nos anos de 2003 e 2004", escreve em nota a Comissão Pastoral da Terra – CPT/MG, sobre o julgamento do Massacre de Felisburgo.
sábado, 17 de agosto de 2013
TRILOGIA DA NOITE
Noite -3
Eugênio Magno
A noite despenteada coberta pelos mesmos gafanhotos da colheita passada faz rssuscitar demônios. A necessidade de luz encontra você. E só em você amor, a mágica capaz de transformar a hedionda elocubração noturna em visível e clara esperança de um outro amanhecer.
(Do livro IN GÊ NU(A) IDA DE - versos e prosa, 2005)
Marcadores:
Eugênio Magno,
IN GÊ NU(A) IDA DE,
Poemas,
Prosa Poesia
terça-feira, 13 de agosto de 2013
DOCUMENTOS DA DITADURA
Documentos revelam laços
entre Itamaraty e Operação Condor
Exclusivo:
Documentos – um elaborado por um agregado militar na Embaixada do Brasil em Buenos Aires, e o outro redigido por um quadro do Centro de Informações no Exterior do Itamaraty – descrevem o rapto do coronel Cardim Osorio, considerado um inimigo do general Geisel. Para ler na íntegra a matéria de Dario Pignotti, clique aqui.
Marcadores:
Ditadura Militar,
Itamaratuy,
Operação Condor
domingo, 4 de agosto de 2013
RIO SÃO FRANCISCO
Integração do São Francisco será concluída até 2015
O projeto de integração do Rio São Francisco vai garantir a segurança hídrica do Nordeste com 220 km de extensão no eixo leste e 260 km no eixo norte. Já em 2014 estarão disponíveis 100 km de transposição em cada trecho e todo o empreendimento estará pronto no final de 2015. As afirmações foram dadas pelo ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra.
“A obra da transposição inaugura um novo momento na política de infraestrutura hídrica do Nordeste. É um primeiro grande passo. E a obra da transposição, sim, vai assegurar aquilo que a gente sonhou por tantas gerações que é legar ao Nordeste a segurança hídrica que o Nordeste precisa para conviver melhor com períodos de estiagem,” afirmou o ministro.
(Fonte: planalto.gov.br).sábado, 20 de julho de 2013
PEQUENOS E POBRES, MAS SOLIDÁRIOS
Uma menina dá de comer a sua irmãzinha na favela de Nkaneng, nas proximidades da fábrica de fundição de Lonmin, em Marikana, no noroeste de Johannesburg, África do Sul, onde no dia 16 de agosto do ano passado a polícia abriu fogo contra trabalhadores em greve, matando 34 pessoas.

(Foto: Odd Andersen / AFP)
Marcadores:
África,
Johannesburg,
Lonmin,
Marikana,
Nkaneng,
Pobres e solidários
TRILOGIA DA NOITE
Noite - 2
Eugênio Magno
Ventos tortuosos. Incerto amanhecer distante. Dizei-me oh forças opacas dessa negritude titubeante! Onde estás aurora? Ninfa protetora de todos os loucos. Amantes incrédulos me mostrem o labirinto por onde se enveredaram. A minha infelicidade é tanta que ainda vivo. A tenaz procura consegue me trazer momentos de alegria que infernizam o meu ser. Os destroços e a infelicidade humana são os estigmas de um amanhecer.
(Do livro IN GÊ NU(A) IDA DE - versos e prosa, 2005)
Marcadores:
Eugênio Magno,
IN GÊ NU(A) IDA DE,
Poema,
poesia,
Versos e prosa
terça-feira, 9 de julho de 2013
CINEMA DE GRAÇA PRA QUEM GOSTA DE COISA BOA
Cineclube de Mateus Leme
no Circuito Nacional Alternativo ao Cinemão
De um informe do Conselho Nacional de Cineclubes: 90% das salas de cinema no Brasil são ocupados por "blockbusters" norte-americanos. Sobra 10% do espaço para os filmes brasileiros. 9% dele é ocupado pelos filmes da Globo. 1% é o que resta para os filmes independentes. Estes estreiam e são retirados de cartaz com uma semana de exibição.
Mas os filmes mais autênticos e autorais não encontram seus públicos nessas salas. O público dos shoppings, onde 99,9% delas estão situadas, tem um gosto específico formado por um certo tipo de filmes. De 83 filmes brasileiros lançados em 2012, só cinco fizeram 1 milhão ou mais de espectadores. 80% dos lançamentos não alcançaram 99 mil pessoas. Dois terços não chegaram a 10 mil espectadores em todo este país de 200 milhões de habitantes.
Na TV, a exibição do filme brasileiro é mínima. A TV Brasil, que é campeã da exibição de filmes brasileiros, tem audiência de 0,1% e a Rede Globo, vice-campeã, só exibe filmes da Globofilmes. As demais redes de TV não exibem ou exibem apenas um filme brasileiro por ano.
"Se temos a possibilidade de fazer uma corrente, um movimento real e forte para mudar esse paradigma, oferecendo um circuito alternativo (durante apenas 2 horas por semana), por que não?" O cineclube da Casa de Cultura Cássia Afonso de Almeida, em Mateus Leme, o Instituto Humberto Mauro e o Centro de Estudos Cinematográficos de Minas Gerais, em Belo Horizonte, em parceria com a Imprensa Oficial de Minas Gerais, fazem parte dessa corrente.
No dia 13, sábado, às 17 horas, a propósito da comemoração do Dia Internacional do Rock, o cineclube exibe "Botinada - A Origem do Punk no Brasil", de Gastão Moreira. Composto de depoimentos e material de arquivo, alguns raros e inéditos, o documentário aborda a chegada do punk rock ao Brasil e como os punks brasileiros encararam a ditadura militar e lhe ofereceram resistência, através de sua ideologia, irreverência e música. O filme apresenta a versão dos que vivenciaram essa história de corpo, alma e jaqueta de couro. O curta é "Fantasmas", de André Novais: dois amigos aguardam numa esquina que reapareça a antiga namorada de um deles.
No dia 20, sábado, às 17 horas, "São Bernardo", de Leon Hirszman, com Othon Bastos, Isabel Ribeiro, Mário Lago, Jofre Soares e outros. Trilha sonora de Caetano Veloso. Baseado na obra de Graciliano Ramos. Filme de 1972, ficou retido pela censura da ditadura militar durante um ano e isso levou a produtora de Hirszman à falência. O diretor negou-se a atenuar o discurso político e social de seu filme, que trata da trajetória de um homem que não mede sacrifícios para ascender de mascate a fazendeiro no Nordeste brasileiro. O curta, "Nelson em Ouro Preto", de Fábio Carvalho, surpreende o cineasta Nelson Pereira dos Santos em uma visita a Ouro Preto.
Dia 27, sábado, às 17 horas, serão exibidos "O Aleijadinho" e "O Padre e a Moça", ambos de Joaquim Pedro de Andrade. O primeiro é um documentário sobre a obra de Antônio Francisco Lisboa em Congonhas e Ouro Preto, narrado por Ferreira Gullar. O segundo, de 1966, se baseia num poema de Carlos Drummond de Andrade e é uma das obras mais representativas do Cinema Novo. Aborda o amor proibido entre um jovem padre e a única moça de um vilarejo perdido no tempo. Com Helena Ignez, Paulo José e Mário Lago. Filmado em Minas, do filme participaram os mineiros Carlos Alberto Prates Correia, Flávio Werneck e Geraldo Veloso.
Em todos os domingos do mês, também às 17 horas, o cineclube da Casa realiza o projeto Cinepreciosidades, com curadoria do escritor e cinéfilo Matheus Matheus, constituído da apresentação de filmes raros, entre primitivos, undergrounds ou contemporâneos, garimpados em coleções particulares, na internet e outras fontes.
Na Sala Multimídia da Imprensa Oficial, na avenida Augusto de Lima, 270, Centro, em Belo Horizonte, prossegue o projeto Curta Degustação, com curadoria de Lourenço Veloso, constituído da exibição de filmes de curta-metragem, todas as terças-feiras, às 13 horas.
No cineclube da Casa, os filmes são apresentados com projeção e som digital em tela de 75 polegadas. A sala tem 23 lugares. Os ingressos são distribuídos com 30 minutos de antecedência.
A Casa de Cultura Cássia Afonso de Almeida fica na Rua Meyer, 105. Vila Suzana (Reta). Mateus Leme, M.G. Maiores informações pelos telefones: (31) 3535-1721, 9247-6574 e 7579-7815, ou no blog www.casadecassia.blogspot.com.
terça-feira, 2 de julho de 2013
PROPAGANDA PRESIDENCIAL ANTECIPADA POR TUCANO
Ministério Público aciona Aécio Neves
por propaganda eleitoral antecipada
O Ministério Público entrou com representação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra o senador Aécio Neves (PSDB-MG) por propaganda eleitoral antecipada ao cargo de presidente da República. Segundo a vice-procuradora-geral Eleitoral, Sandra Cureau, os fatos ocorreram durante o Programa do Ratinho exibido pelo SBT em 23 de maio.
Segundo Cureau, o programa fez referências explícitas à candidatura de Aécio e exaltou as características pessoais dele, desequilibrando a disputa entre os candidatos. A procuradora pede a aplicação de multa a Aécio, ao apresentador Carlos Massa e ao SBT no valor máximo de R$ 25 mil.
(Fonte: Agência Brasil)
Marcadores:
Aécio Neves,
Propaganda eleitoral antecipada,
PSDB
terça-feira, 25 de junho de 2013
POVO BRASILEIRO NAS RUAS
A grande oportunidade
O Brasil está diante de uma grande oportunidade diante da iniciativa da presidenta Dilma, que reconheceu a energia democrática que vinha das ruas. Esse movimento pode ser o motor do aprofundamento da democracia no novo ciclo político que se aproxima. Caso contrário, a direita tudo fará para que o novo ciclo seja tão excludente quanto os velhos ciclos que durante tantas décadas protagonizou. E não esqueçamos que terá a seu lado o big brother do Norte, a quem não convém um governo de esquerda estável em nenhuma parte do mundo. Para ler na íntegra o artigo do sociólogo português, Boaventura de Sousa Santos, clique aqui.
terça-feira, 18 de junho de 2013
CORRUPÇÃO SERÁ COMBATIDA
Empréstimo de US$ 18 milhões para combate à corrupção
A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado autorizou a União a contratar empréstimo de US$ 18 milhões (cerca de R$ 38,6 milhões) junto ao Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). De acordo com a Mensagem 43/2013, os recursos destinam-se ao financiamento parcial do Programa de Fortalecimento da Prevenção e Combate à Corrupção na Gestão Pública Brasileira (Proprevine), que visa a aumentar a capacidade institucional da Controladoria-Geral da União (CGU) na prevenção e no combate à corrupção.
De acordo com o relator Francisco Dornelles (PP-RJ), estão previstos gastos totais no montante de US$ 30 milhões, a serem desembolsados em cinco anos. Além dos recursos provenientes do empréstimo de US$ 18 milhões, o Programa contará com contrapartida do Tesouro Nacional no valor de até US$ 12 milhões.
(Fonte: Agência Senado)
Marcadores:
Comissão de Assuntos Econômicos,
Corrupção
quinta-feira, 13 de junho de 2013
CINEMA NA FACULDADE DE EDUCAÇÃO DA UFMG
Cineasta chileno na Faculdade de Educação (UFMG)
A
Faculdade de Educação – FAE / UFMG o evento “Cinema Documental e Educação Linguagem e leitura do mundo (encontros com
Ignacio Aguero cineasta e professor chileno)”.
A
programação é a seguinte:
DIA 19 DE JUNHO - 17:00 - HALL DE EXPOSIÇÃO DA FAE/
PRÉDIO ANTIGO - ABERTURA DA EXPOSIÇÃO "A ESCOLA E O CINEMA ABRAÇAM AS
ARPILHEIRAS".
DIA 19 DE JUNHO 19:00 ÀS 22:30 HORAS AUDITÓRIO NEIDSON
RODRIGUES CRIANÇAS ESPERANDO UM (CHILE 1988). Exibição do documentário e
conversa com o diretor Ignacio Aguero.
DIA 20 DE JUNHO 8:30 ÀS 11:30 HORAS - AUDITÓRIO
NEIDSON RODRIGUES: EXIBIÇÃO DE DOCUMENTÁRIOS E CONVERSA COM IGNACIO AGUERO.
DIA 20 DE JUNHO: 15 ÁS 18 HORAS AUDITÓRIO LUIZ POMPEU:
CINEMA DOCUMENTAL E EDUCAÇÃO: LINGUAGEM E LEITURA DE MUNDO - PALESTRA E DEBATE
COM IGNACIO AGUERO.
"Cien
niños esperando um tren" (Cem
crianças esperando um trem), de1988
é um documentário chileno que Ignacio Aguero realizou a partir do
trabalho de Alicia Vega, em um lugarejo do Chile. Um belo trabalho com
crianças, iniciando-as na linguagem do cinema.
Ignacio
Agüero nasceu em 1952, no Chile. É professor adjunto da Universidad de Chile e
diretor de arte com especialização em cinema na Escola de Artes da Comunicação
da Pontífica Universidade Católica do Chile. Seus trabalhos mais conhecidos são
"No olvidar" (1982), "Sueños de hielo" (1993), "Aquí
se construye" (2000), “La mamá de mi abuela Le conto a
mi abuela (2004) El diário de Agustin” (2008).
As atividades são
gratuitas e serão concedidos certificados mediante presença regular.
A promoção do
evento é do Grupo de Pesquisas sobre Condição e Formação Docente
(PRODOC), Projeto da vida, telas
da docência: os professores e o cinema, com apoio do Cenex/FAe / Doutorado
Latino-americano em Educação do PPGE/FaE/UFMG, Observatório da Juventude e
NEPEI - Núcleo de Estudos e Pesquisas sobre a Infância e Educação Infantil.
terça-feira, 11 de junho de 2013
ECONOMIA SOCIOAMBIENTAL
Em vez de desperdício, um reino de abundância
Ricardo Abramovay*
Um mundo de abundância, em que a concepção criativa e o uso adequado dos produtos representam o caminho para superar as fronteiras em que o desenvolvimento sustentável está hoje enclausurado. Um mundo em que cidades funcionam como florestas, recuperando o que é comumente tratado como lixo, em que a melhor energia é a que vem do sol, do vento, e onde as emissões fósseis ainda remanescentes convertem-se em alimentos para nutrientes biológicos e não em aquecimento global. Uma economia que não se restringe a reduzir danos, a fazer menos mal, mas tem como objetivo central regenerar os ecossistemas degradados e, por aí, oferecer novas fontes de dinamismo às sociedades humanas, cultivando aquilo que Emerson, o precursor americano do ambientalismo contemporâneo, chamava de profusão calculada. Em suma, um mundo em que a matéria, a energia e os recursos bióticos dos quais dependemos não respondem a uma lógica linear (extrair-produzir-usar-jogar), nem mesmo a uma lógica circular de ciclo fechado, mas a um movimento em espiral em que a atividade econômica resulta num conjunto de nutrientes técnicos e biológicos para a produção de novos bens e serviços.
O arquiteto americano William McDonough e o químico alemão Michael Braungart tornaram-se ícones do movimento socioambiental global por uma expressão célebre, que dá título a seu primeiro livro, publicado em 2002. "Do Berço ao Berço - Refazer o Modo como Fazemos as Coisas" ("Cradle to Cradle - Remaking the Way We Make Things"). O conceito é usado por oposição à rota convencional, que vai do berço à sepultura e que as políticas de resíduos sólidos, em todo o mundo, tentam superar. Só que, para fazê-lo, a trajetória não pode mais limitar-se à famosa tríade: reduzir, reusar, reciclar. É muito mais promissor o horizonte de redesenhar, renovar e regenerar.
A reciclagem, por exemplo, de garrafas PET para a fabricação de tecidos apoia-se, quase sempre, no emprego de materiais químicos tão poluentes que só podem, uma vez descartados, destinar-se aos aterros ou à incineração. Essa reciclagem corresponde, na verdade, a uma espécie de subciclagem ("downcycling"). O desafio é, ao contrário, inserir materiais e energia num ciclo que permita sua revalorização, e não a degradação. O mais complicado, quando se trata dessa revalorização, são os produtos complexos, como automóveis, telefones celulares, computadores ou lâmpadas fluorescentes: empregam imensa quantidade de recursos minerais, ligas metálicas e compostos químicos, cuja separação torna-se muitas vezes impossível. Esse desperdício de recursos deve ser enfrentado não quando o produto é descartado e sim quando é concebido.
Quem oferece bens e serviços não pode limitar-se a saber se "alguém quer ou alguém vai comprar". A pergunta central é: e depois? O que será feito dos componentes biológicos e técnicos dos produtos, uma vez consumidos? Vão entupir os aterros, alimentar os caríssimos incineradores, ou poderão ser a base para novos processos produtivos, propiciando, assim, menos exploração mineral e solos nutridos por elementos que até então iam para o lixo?
A responsabilidade pós-consumo, a logística reversa (estratégicas, por exemplo, na Política Nacional de Resíduos Sólidos, aprovada no Brasil em 2010) só podem ir além da remediação efêmera se forem pensadas no design do produto, não como forma de atenuar seus danos. A expressão "what's next" forma a espinha dorsal do "Upcycle". Ir além da sustentabilidade, como propõe o subtítulo do livro, significa imaginar e propor bens e serviços sempre a partir do princípio de que suas partes integrantes nada mais são que ingredientes para novos bens e produtos capazes de, por sua vez, fecundar a biosfera (e o que os autores chamam de tecnosfera) com elementos destinados a enriquecê-la.
Não se trata de ignorar as leis da termodinâmica, nem, é claro, de suprimir a entropia inerente ao uso de energia e materiais por parte das sociedades humanas. Mas o grau de desperdício atual é tanto e tão generalizado que abre um espaço extraordinariamente grande para esse reino da abundância. Aí a contribuição de McDonough e Braungarté decisiva: a abundância a que se referem não corresponde a celebrar simplesmente a minimização dos danos, como se faz, na maior parte dos relatórios socioambientais do mundo corporativo atual. Ao contrário, é necessário transformar radicalmente não só a maneira como são produzidos os bens e serviços, mas, sobretudo, seu próprio sentido social.
Por isso, o ponto de partida dos tomadores de decisão sobre os recursos de que dispõem não pode estar nas métricas a respeito de seus impactos. O começo de tudo são valores, ou seja, o que se quer com aquilo que é oferecido à vida social. Dos valores nascem princípios, daí resultam objetivos, estratégias, táticas e somente então é que as métricas têm lugar. Reduzir emissões, melhorar o uso da energia ou poluir menos não servem como parâmetro para julgar a maneira como se comportam os agentes econômicos. Mais importante é o que os autores chamam de intencionalidade, que se exprime justamente na capacidade de imaginar e realizar produtos, obras, edificações, estradas, plantações e cidades não apenas por suas oportunidades de ganho econômico, mas mas pelo conjunto de seu ciclo de vida e pelos benefícios que ao longo do tempo vão produzir para a vida social, para os ecossistemas e, em função disso, para as empresas.
Não podemos continuar na roleta russa de introduzir componentes químicos e materiais desconhecidos na biosfera, para depois tentar reduzir seus efeitos perniciosos. Temos que reconstruir a saúde dos solos e isso não se consegue com mais agrotóxicos, associados a sementes melhoradas. "Upcycle" oferece fundamentos técnicos persuasivos a essas afirmações e sua mensagem chega hoje a algumas das mais importantes corporações (Philips, Ford, Puma, Walmart, Steelcase, entre outras) e aos governos de municipalidades da importância de Chicago e Pequim, por meio de "Cradle to Cradle" (C2C), que se tornou uma certificação global.
* Professor titular do departamento de economia da FEA/USP
e coordenador do Núcleo de Economia Socioambiental (NESA)
(Fonte: Site do IHU: Instituto Humanitas Unisinos)
Marcadores:
Economia socioambiental,
Ricardo Abramovay
domingo, 2 de junho de 2013
O EUROCENTRISMO REINA DESCARADAMENTE
Brasil e Reino Unido:
o duplo tratamento do Financial Times
Em um editorial sobre a economia brasileira, o Financial Times qualifica uma série de dados aparentemente positivos como uma “mera fachada” que esconderia um pobre crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) e medidas equivocadas do governo de Dilma Rousseff que estariam paralisando a economia. Surpreende a aplicação de critérios tão inapeláveis para o Brasil quando os graves problemas da política econômica britânica são tratados com indulgência. Por Marcelo Justo, de Londres. Para ler na íntegra a matéria de Marcelo Justo, clique aqui.
Marcadores:
Brasil,
Dilma Roussef,
economia,
Financial Times,
Reino Unido
terça-feira, 28 de maio de 2013
MOTOS TERÃO FAIXA EXCLUSIVA
Projeto cria faixa exclusiva para motos
em vias urbanas com muito tráfego
A Câmara analisa projeto que obriga os órgãos municipais de trânsito a reservar faixa ou pista exclusiva para a circulação de motocicletas nas vias com tráfego pesado. O texto altera o Código de Trânsito Brasileiro (Lei 9.503/97) e também aumenta o rigor da punição contra quem transitar na faixa ou pista da direita, regulamentada como de circulação exclusiva para determinado tipo de veículo. Pela proposta (PL 5007/13), a infração que hoje é tratada como leve, passará a ser considerada média.
No caso do trânsito de motocicleta fora da faixa exclusiva, onde houver, a infração será considerada grave e o condutor ainda será punido com multa. “Soluções desse tipo são fundamentais para conter a escalada dos acidentes envolvendo automóveis e motociclistas nos principais corredores das grandes cidades”, defendeu o senador Jorge Viana (PT-AC), autor da proposta.
O projeto foi apensado ao PL 1517/11, do deputado Newton Lima (PT-SP), e ambos serão analisados em caráter conclusivo pelas comissões de Desenvolvimento Urbano; de Viação e Transportes; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. O PL 1517 proíbe o trânsito de motocicletas entre as faixas. Íntegra da proposta: PL-1517/2011; PL-5007/2013.
(Fonte: Agência Câmara)
Marcadores:
Código de Trânsito Brasileiro,
Motocicletas
terça-feira, 21 de maio de 2013
PENTEADO AFRO
Em Cali, na Colômbia, uma mulher mostra o seu penteado durante a nona edição do meeting organizado pela Associação "Tejiendo esperanzas", um evento que visa o reforço da identidade cultural e étnica da comunidade afro-colombiana.
(Foto: Christian Escobar Mora - EPA)
Marcadores:
Cali,
Colômbia,
Tejiendo esperanzas
quinta-feira, 16 de maio de 2013
TRILOGIA DA NOITE
Noite - 1
Eugênio Magno
Ventos endiabrados sopram contra a ferida exposta. O sangue corre, escorre, turva a visão e cobre a face. O silêncio e a escuridão. Fragmentos de loucura sobrepõem a razão - em tons sombrios. Miragens fantasiosas de trilhas inacabadas remetem ao nada. Sobre os ombros a chuva fria fura como espinhos. O corpo no barro e o barro no corpo são lamas da mesma tempestade.
(Do livro IN GÊ NUA) IDA DE - versos e prosa, 2005)
Marcadores:
Eugênio Magno,
IN GÊ NU(A) IDA DE,
Noite -1,
Poemas,
poesia,
Trilogia da Noite
domingo, 12 de maio de 2013
O PARADOXO DO CRISTIANISMO
Tornar-se cristão, o núcleo do pensamento de Kierkegaard
“O tornar-se cristão não é um tema entre outros na obra de Kierkegaard, mas o núcleo de seu pensamento, o fio vermelho, por assim dizer, que atravessa toda a sua obra”, pondera o filósofo Jonas Roos* na entrevista que concedeu por e-mail à IHU On-Line.
Nesse pensador, a fé “é entendida como um processo que envolve dois
movimentos complementares, o de resignação, o abandono da realidade
finita e temporal, e o de retomada da finitude e temporalidade. A fé só
se realiza na conjunção dos dois movimentos, de modo que não é entendida
como negação do finito e temporal, mas sua ressignificação”.
Contudo, questiona Roos, como é possível “chegar a uma construção de sentido que tenha um valor eterno para o indivíduo, mas que esteja fundamentada em relatos históricos como são, por exemplo, os evangelhos?”
E acrescenta: “O paradoxo do cristianismo é justamente o de que a verdade eterna irrompe na história e na finitude. Neste entendimento a verdade não é um conceito, mas uma pessoa, uma vida; a verdade cria corpo, é encarnação. Este é o sentido de Jesus Cristo, a rigor o único paradoxo do Cristianismo”. Para ler a entrevista clique aqui.
*Jonas Roos é graduado em Filosofia pela Unisinos, mestre e doutor em Teologia pelo Instituto Ecumênico de Pós-Graduação em Teologia com a tese Tornar-se cristão: o paradoxo absoluto e a existência sob juízo e graça em Soren Kierkegaard, com pós-doutorado em Filosofia pela Unisinos. É professor do Departamento e do Programa de Pós-Graduação em Ciência da Religião da Universidade Federal de Juiz de Fora – UFJF e autor de Razão e fé no pensamento de Soren Kierkegaard: o paradoxo e suas relações (São Leopoldo: Editora Sinodal; Escola Superior de Teologia, 2006).
Contudo, questiona Roos, como é possível “chegar a uma construção de sentido que tenha um valor eterno para o indivíduo, mas que esteja fundamentada em relatos históricos como são, por exemplo, os evangelhos?”
E acrescenta: “O paradoxo do cristianismo é justamente o de que a verdade eterna irrompe na história e na finitude. Neste entendimento a verdade não é um conceito, mas uma pessoa, uma vida; a verdade cria corpo, é encarnação. Este é o sentido de Jesus Cristo, a rigor o único paradoxo do Cristianismo”. Para ler a entrevista clique aqui.
*Jonas Roos é graduado em Filosofia pela Unisinos, mestre e doutor em Teologia pelo Instituto Ecumênico de Pós-Graduação em Teologia com a tese Tornar-se cristão: o paradoxo absoluto e a existência sob juízo e graça em Soren Kierkegaard, com pós-doutorado em Filosofia pela Unisinos. É professor do Departamento e do Programa de Pós-Graduação em Ciência da Religião da Universidade Federal de Juiz de Fora – UFJF e autor de Razão e fé no pensamento de Soren Kierkegaard: o paradoxo e suas relações (São Leopoldo: Editora Sinodal; Escola Superior de Teologia, 2006).
Marcadores:
Cristianismo,
Jonas Roos,
Kierkegaard
quarta-feira, 8 de maio de 2013
A TV FALA MAIS ALTO QUE O CINEMA NO SISTEMA AUDIOVISUAL BRASILEIRO
Em busca de (bons) contadores de histórias
Em entrevista à Folha de S. Paulo, na semana passada, o cineasta e sócio da produtora O2, Fernando Meirelles, declarou que “a TV é hoje mais interessante do que o cinema”. Segundo o diretor de seis longas (dois dos quais acumulam oito indicações ao Oscar), a televisão é um espaço “onde a inventividade é mais possível”. “A TV ainda não paga a qualidade (de produção) que o cinema paga. Mas acho que é por pouco tempo”. A constatação de Meirelles acontece em um momento crucial no mercado de produção publicitária brasileira. Por conta da nova lei da TV por assinatura, em vigor desde setembro, a obrigatoriedade da cota de produção nacional irá gerar uma demanda de 7,6 mil horas de conteúdo inédito por ano nos diversos canais pagos em operação no País. Esse processo representa uma injeção de nada menos do que aproximadamente R$ 2 bilhões no mercado audiovisual brasileiro. Uma verdadeira corrida ao ouro que, como sempre acontece em qualquer disputa, privilegia os mais preparados.
Ao longo das últimas décadas, as produtoras tiveram na publicidade a sua maior fonte de receita e por algum tempo, ainda o será. No entanto, com essa janela de oportunidade que se abre com a nova lei, há grandes chances de o perfil de negócios das empresas do setor sofrer modificações e a produção de conteúdo para TV ganhar um peso inédito. Contudo, levará ainda algum tempo para que isso de fato se concretize. E o maior gargalo para que haja oferta no mercado para atender a essa demanda está na essência dessa indústria. Faltam boas histórias e, principalmente, quem saiba contá-las. Nunca antes os roteiristas foram tão valorizados como agora.
Fazemos parte de um mercado cuja presença da TV aberta é absoluta a ponto de ditar uma linguagem que influencia o próprio cinema. Ao mesmo tempo (e até por conta disso) a grande escola de redatores publicitários está no comercial de 30 segundos. E o que mais se vê atualmente nos breaks comerciais são anúncios visuais, filmes sem grandes locuções, ideias cheias de truques nas quais se reproduz uma cultura rasa e ciclotímica da Archive.
Ou seja, há uma grande avenida a ser ocupada por contadores de história que ainda serão formados. Profissionais que não virão necessariamente, como se pode imaginar, nem da publicidade nem da TV aberta, mas que terão perfis mais autorais e que saibam lidar com um meio que está em mutação, sob forte influência de outras telas e dos desdobramentos transmídia.
Estimativas do mercado dão conta de que para cada 25 diretores de cena disponíveis, haja apenas um roteirista. É um número que representa uma realidade muito peculiar do Brasil: sua alta capacidade de realização. E a publicidade é uma grande escola nesse sentido.
O salto que se espera que aconteça agora é mais profundo. Exige uma volta às origens, quando os recursos eram mais escassos, e o essencial fazia a diferença. Algo que a escola argentina aprendeu na marra por conta de toda a crise que tem enfrentado ao longo das duas últimas décadas. Isso explica também por que o cinema brasileiro nunca levou um Oscar. Se este é o grande momento da TV, como diz Fernando Meirelles, espera-se que seja também uma grande oportunidade para reverter essa situação.
(Fonte: Blog da Regina Augusto no Site de Meio & Mensagem)
sábado, 4 de maio de 2013
PSDB-2014
Um Plano Collor requentado em forno mineiro
O
economista Edmar Bacha, um dos formuladores do PSDB, apontado
como interlocutor credenciado do presidenciável Aécio Neves, resumiu em
debate promovido esta semana pelo jornal Valor, algumas prioridades
tucanas na eventual volta ao poder. São elas: a) retomar a Alca; b)
supressão robusta das tarifas que protegem a indústria local; c) redução
do tamanho do Estado, com desmonte da Previdência, por exemplo; d) fim
das políticas indutoras de industrialização, a exemplo do conteúdo
nacional imposto às encomendas da Petrobrás. O suposto é que isso,
associado a forte desvalorização cambial, injetará eficiência à
indústria brasileira, hoje cambaleante. Faltou dizer quantas unidades
fabris e de emprego sobreviverão a esse Plano Collor de bico longo,
agora requentado em forno mineiro. O importante a reter é a coerência do
PSDB. O partido quer voltar ao poder para terminar o que começou nos
anos 90: o desmonte completo do papel do Estado na agenda do
desenvolvimento. Para fortalecer seus alicerces, trouxe ao Brasil, Vito
Tanzi, ex-FMI, 'amigo' do país desde a crise da dívida, nos anos 80.
Tanzi veio demonstrar, em carne e osso, como a ideologia não muda.
Independente dos vexames de sua prática. E por uma razão muito forte:
por trás das ideias, melhor dizendo, à frente delas, caminham os
interesses. Felizmente há quem discorde deles. E com decibéis
intelectuais suficientes para evidenciar que, subjacente à gororoba do
contracionismo-expansionista, defendida pelos Rogoffs, Tanzis e
similares locais existe um déficit. Não propriamente fiscal. Mas de
coordenação estatal da economia. Quem explica é o professor Luiz Gonzaga
Belluzzo, o interlocutor de Bacha, no debate promovido pelo Valor. Para ler a matéria completa do postada no site cartamaior.com.br, clique aqui.
Marcadores:
Aécio Neves,
Agenda Neoliberal,
Desmonte do Estado,
Eleições 2014,
FHC,
Privações,
PSDB,
Tucanos
quarta-feira, 1 de maio de 2013
MEIA-ENTRADA PARA ESTUDANTES E IDOSOS
CCJ aprova regulamento da meia-entrada
A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) aprovou o Projeto de Lei 4571/08,
do Senado, que regulamenta a meia-entrada para estudantes e idosos em
cinemas, teatros, competições esportivas e espetáculos culturais. Pelo
texto, a concessão do direito é assegurada a 40% do total dos ingressos
disponíveis para cada evento.
O
deputado Ademir Camilo (PSD-MG) apresentará um recurso para que o
projeto seja analisado pelo Plenário. Ele já obteve 125 assinaturas de
apoio, muito mais do que os 10% necessários para que o recurso seja
acatado.
O
deputado Esperidião Amin (PP-SC), que apresentou um dos destaques à
proposta, acredita na ação do Executivo para alterar o projeto. Ele
lembrou que a Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República
foi contra a limitação do direito à meia-entrada para idosos em 40% do
total. O Estatuto do Idoso (Lei 10.741/03) não prevê limite para a aquisição de meia-entrada por idosos.
A
CCJ rejeitou os destaques para retirar os idosos do projeto, entre eles
o de Amin. “Estamos reduzindo em 60% a possibilidade de o idoso exercer
um direito que ele tem”, disse o parlamentar. Íntegra da proposta: PL-4571/2008.
(Fonte: Agência Câmara)M
domingo, 28 de abril de 2013
O CINEMA E A TEOLOGIA NEGRA
A cruz e a árvore do linchamento
Rosino Gibellini*
Tradução: Moisés Sbardelotto
O cinema está propondo – com dimensão internacional – o tema da escravidão praticada em particular nos Estados do sul dos Estados Unidos antes da Guerra Civil (1860-1865) com dois filmes.
O duro filme de Tarantino, Django Livre, que, através da ficção de um célebre escravo, ao qual são removidas as correntes, permite uma revisitação dos campos de trabalho de algodão e tabaco, e das fazendas, onde os escravos trabalhavam, submetidos também a práticas de extrema e perversa desumanidade, reconstruídas no filme com realismo.
Continua sendo um documento contra o racismo cruel da América branca. Um historiador escreveu: "Um reino de terror prevalecia em muitas partes do Sul" (cf. alguns livros que retornaram à atualidade historiográfica, do dossiê sobre a Teologia Negra, Giornale de Teologia, 109, 1978).
O douto filme de Spielberg – quase um contraponto ao filme de Tarantino –, de seco título Lincoln, reconstrói todo o processo, até mesmo tortuoso, para chegar, no fim da Guerra Civil, à aprovação da famosa 13ª Emenda à Constituição norte-americana, que abole a escravidão (1865) em todos os Estados Unidos, incluindo os 13 Estados norte-americanos secessionistas do Sul (Alabama, Arkansas, Carolina do Norte, Carolina do Sul, Flórida, Geórgia, Louisiana, Mississippi, Tennessee, Texas, Virgínia).
O filme termina com o som dos sinos, pela dupla vitória anunciada – fim da guerra (600 mil mortos) e abolição da escravidão –, mas também com a morte do presidente Lincoln, três dias depois da vitória.
Certamente, outros cadáveres seguirão no tempo – em conexão com a causa dos negros –, Martin Luther King, Malcolm X, o presidente Kennedy.
A luta pela dignidade dos negros nos EUA da arrogante supremacia dos brancos também é um capítulo da teologia do século XX – a Black Theology – que eu ilustrei em um capítulo escrito na biblioteca especializada em Black Studies, do International Theological Center, de Atlanta (Geórgia), para a Teologia do Século XX (1992, 2007, 6, 411-445).
A teologia negra está agora comprometida, culturalmente, com o estudo das slave narratives, os relatos do tempo da escravidão, que contêm uma teologia, em que a fé em Deus e em Cristo é expressada pela comunidade negra com a linguagem ancestral da cosmovisão africana.
Entre os textos recentes da black theology deve-se incluir o livro de James Cone, dedicado a uma sofrida comparação, A Cruz e a Árvore do Linchamento (New York, 2011).
O linchamento era uma forma de bárbaro suplício para os escravos, que, por punição (fora de qualquer regulamentação de lei), eram mortos enforcados em uma árvore, para o escárnio dos brancos. Os historiadores da escravidão enumeram em alguns milhares os casos de prática do linchamento de negros.
Agora, James Cone, o principal representante da teologia negra, autor de Uma Teologia Negra da Libertação (1970) e de O Deus dos Oprimidos (Queriniana, 1978), desenvolve no seu novo livro a história do linchamento, com ampla documentação histórica, acompanhada de uma intensa reflexão teológica.
* Teólogo, doutor em teologia pela Universidade Gregoriana de Roma e em filosofia pela Universidade Católica de Milão.
(Fonte: Site do Instituto Humanitas Unisinos)
Marcadores:
Django Livre,
Lincoln o filme,
Rosino Gibellini,
Spielberg,
Tarantino,
Teologia Negra
quinta-feira, 25 de abril de 2013
SEMANA DE AÇÃO GLOBAL PELA EDUCAÇÃO
Más y mejores docentes para todos
Pablo Gentili
1.700.000 nuevos docentes serían necesarios para atender a los 61.000.000 de niños y niñas que no reciben educación primaria en todo el mundo. Aunque la falta de maestros se concentra fundamentalmente en el continente africano, donde el déficit es de más de 1.000.000 de docentes, el problema también se extiende a las naciones más ricas y opulentas del planeta.
La situación se torna mucho más grave cuando se observa que los maestros y maestras en ejercicio, tanto en el Norte como en el Sur, ven deteriorarse sus condiciones de trabajo, mientras sus perspectivas de estabilidad en los cargos se vuelven inciertas y su reconocimiento social se desvanecerse bajo una lluvia de acusaciones que, sin demasiadas pruebas, les imputan la responsabilidad plena sobre todos los males que se ciernen en el futuro de nuestras naciones.
Casi todas los países del mundo están de una forma u otra en crisis, sea por dirigirse de manera certera al abismo económico y social o, contrariamente, por estar en una expansiva onda de crecimiento. Aquí y allá, cuando se pretende explicar por qué una nación está en problemas, la causa fundacional suele atribuírsele a la educación y, dentro de ella, a los docentes, quienes, por su falta de visión estratégica, de formación académica, por su alta politización o, simplemente, por su defensa de los derechos laborales que deberían protegerlos, son incriminados como uno de los factores más estructurales de las crisis existentes. Nada de lo que hace un maestro parecería merecer reconocimiento público. Una simple revisión de las noticias de educación que aparecen en cualquier periódico del mundo podría comprobarlo. El ataque a los maestros se realiza hoy con munición pesada, desmoralizando a los que ejercen la docencia y, naturalmente, desalentando a los que podrían animarse a ejercerla.
Estamos, pues, en problemas. Faltan maestros y maestras en todo el mundo. Y los que tenemos no parecen estar a la altura de los desafíos con que nos interpela el futuro.
Estos son algunos de los asuntos abordados en las numerosas actividades que componen la Semana de Acción Global “Todo niño y niña necesita un maestro", promovida por la Campaña Mundial por la Educación (CME)y replicada en los diversos continentes por diversas organizaciones de defensa de la escuela pública.
Para ler o texto na íntegra, clique aqui.
segunda-feira, 22 de abril de 2013
AMÉRICA LATINA LIVRE E DEMOCRÁTICA
A ‘escalada democrática’
Episódios recentes na vida política da América Latina indicam que estamos diante de uma ‘escalada democrática’ . Em junho de 2012, numa sexta-feira, deu-se o golpe democrático’ contra Fernando Lugo, presidente eleito do Paraguai. Processado
e derrubado pelo Congresso em 33 horas, seu afastamento consolidou-se
na eleição deste domingo, que devolveu o poder à direita paraguaia. Três anos antes, a modalidade já havia sido testada em Honduras.
O Presidente Manuel Zelaya foi ‘impedido legalmente' em 29 de junho de 2009. Seis meses depois, uma nova eleição dava sua vaga ao conservador Porfírio Lobo, derrotado por Zelaya em 2005. Enfim, se você perde nas urnas o jeito é afastar quem ganha para liberar o caminho.
Isso lembra alguma coisa chamado 'mensalão'? Deflagrado
em 2005 com o objetivo de levar Lula ao impeachment e impedir sua
reeleição no ano seguinte, a AP 470 mantém sua 'funcionalidade
eleitoral' e é assim que entra em fase decisiva de recursos esta semana
(leia o editorial de Carta Maior: "Mais 250 dias ou Fux vai matar no
peito?").
A contrapelo do cerco conservador, Lula foi reeleito em
2006 e repeliu o golpe contra Zelaya, em 2009. A embaixada brasileira
em Honduras concedeu asilo ao presidente deposto.
O conjunto foi duramente criticado pelo dispositivo midiático. No caso de Lugo, as emissões conservadoras se alvoroçaram de maneira ainda mais ostensiva. A frente pró-golpe manifestar-se-ia, primeiro, no Congresso brasileiro.Expoentes
tucanos e emissários do agronegócio brasileiro, que anexou extensões
escandalosas de terras do país vizinho, em prejuízo dos camponeses
locais, desfraldariam o lobby. Queriam o ‘reconhecimento imediato do novo governo amigável’ por parte da Presidenta Dilma. Rechaçados, entrou em campo a cavalaria midiática.
A
Folha disparou um editorial sugestivamente intitulado ‘Paraguai
soberano’(26-06). Curioso que não tenha produzido título equivalente no
caso recente da Venezuela.
O texto esbravejava antecipadamente
contra a reunião do Mercosul que ocorreria em Mendoza, três dias depois,
para examinar a crise. O jornal da família Frias recomendava ,
quer dizer, ordenava: ‘o melhor que o Itamaraty tem a fazer é calar-se e
respeitar a soberania do vizinho’.
Como os presidentes do
Brasil, Argentina e Uruguai não se pautaram pelos editoriais e, ademais
de suspender o Paraguai golpista, incorporaram a Venezuela ao bloco,
as cepas e esporões direitistas passaram a reproduzir-se com furor
lacerdista no noticiário. A política externa brasileira foi reduzida à posição de linha auxiliar do chavismo e do kichnerismo.
No caso recente da eleição venezuelana, o diapasão conservador arremeteu direto contra as urnas A
margem estreita que marcou a vitória de Nicolas Maduro contra o
direitista Enrique Capriles foi a senha para a contestação do processo
democrático.
A ordem unida veio dos EUA: não legitimar Maduro enquanto uma recontagem não ‘esclarecesse melhor o quadro’. Para continuar lendo a matéria de Saul Leblon, clique aqui.
quinta-feira, 18 de abril de 2013
SÓ FILMES BRASILEIROS
Cineclube da Casa de Cultura de Mateus Leme
divulga programação do mês de abril
Em dezembro do ano passado, 60 filmes brasileiros aguardavam uma vaga para estrear nas salas de cinema do país. Mas 80% delas estavam ocupadas por filmes estrangeiros, sendo 60% por apenas três, “O Hobbit”, uma parte da saga “Crepúsculo” e o último James Bond. Em consequência, a fatia de público para o filme nacional caiu de 13,5% para 9,2% em 2012 e filmes como o novo “A Hora e a Vez de Augusto Matraga”, baseado em Guimarães Rosa, pronto desde setembro de 2011, até hoje não foi lançado nos cinemas.
O Brasil tem 2.528 cinemas em 500 municípios. E 1.620 pontos de cinema, como cineclubes, CEUs e Sescs, em 850 municípios. Nesses espaços, o cinema brasileiro é a base da programação, fornecida por uma distribuidora do Ministério da Cultura, a Programadora Brasil. Aí, muitos filmes têm um desempenho igual ao dos cinemas. Um exemplo é o documentário “Um Chamado de Deus”, de 2001: nos cinemas, ele só conseguiu fazer 4.535 espectadores; nos pontos de exibição, ele foi visto por mais 3.341 espectadores.
Por causa disso, o cineclube da Casa de Cultura Cássia Afonso de Almeida, de Mateus Leme, decidiu que, a partir deste ano, só vai exibir filmes brasileiros. A programação começou no último final de semana com o filme “Uma Vida em Segredo”, de Suzana Amaral, baseado em livro do escritor mineiro Autran Dourado, sobre a incapacidade de adaptação de uma jovem do interior ao meio social de uma cidade.
Dias 20 e 21, também às 17 horas, passam o longa-metragem “São Paulo SA”, de Luiz Sérgio Person, com Walmor Chagas, Darlene Glória, Eva Wilma e Otelo Zeloni, e o curta-metragem “O Cinegrafista de Rondon”, de Jurandyr Noronha. Produzido em 1965, “São Paulo SA” faz um contraponto vigoroso com o nascente Cinema Novo, em especial com os rurais “Deus e o Diabo na Terra do Sol”, “Vidas Secas” e “Os Fuzis”. Filme urbano, aborda a crise existencial de um jovem trabalhador que é recrutado pela indústria automobilística e se perde entre as exigências de uma vida massacrante e sem sentido. O filme curto registra a vida e o trabalho de Luiz Thomaz Reis, cinegrafista que acompanhou as expedições de Rondon pelo interior do Brasil a partir de 1915.
Dias 20 e 21, também às 17 horas, passam o longa-metragem “São Paulo SA”, de Luiz Sérgio Person, com Walmor Chagas, Darlene Glória, Eva Wilma e Otelo Zeloni, e o curta-metragem “O Cinegrafista de Rondon”, de Jurandyr Noronha. Produzido em 1965, “São Paulo SA” faz um contraponto vigoroso com o nascente Cinema Novo, em especial com os rurais “Deus e o Diabo na Terra do Sol”, “Vidas Secas” e “Os Fuzis”. Filme urbano, aborda a crise existencial de um jovem trabalhador que é recrutado pela indústria automobilística e se perde entre as exigências de uma vida massacrante e sem sentido. O filme curto registra a vida e o trabalho de Luiz Thomaz Reis, cinegrafista que acompanhou as expedições de Rondon pelo interior do Brasil a partir de 1915.
Nos dias 27 e 28, no mesmo horário, serão exibidos o documentário “Edifício Master”, de Eduardo Coutinho, e o curta-metragem “José Medina”, de Julio Heilbron. A matéria de “Edifício Master” são as vidas de 37 moradores do edifício Master, situado numa das esquinas do bairro de Copacabana, no Rio de Janeiro. Como é do seu estilo, Coutinho não “mente” para seus personagens e seus espectadores: os primeiros sabem que estão sendo filmados e se autoconstroem diante da câmera. O resultado é um concentrado de substância humana raramente visto no cinema brasileiro. O curta aborda aspectos da obra cinematográfica de José Medina, um dos pioneiros do cinema mudo no Brasil.
Os filmes são apresentados com projeção e som digital em tela de 75 polegadas. A sala tem 30 lugares. Os ingressos são distribuídos com 30 minutos de antecedência.
O Cineclube da Casa de Cultura Cássia Afonso de Almeida, um projeto do Instituto Humberto Mauro, é dirigido pelo cineasta e jornalista, Victor de Almeida. A Casa de Cultura fica na rua Meyer, 105. Vila Suzana (Reta), em Mateus Leme, M.G. Maiores informações no site www.casadecassia.blogspot.com, ou pelos telefones(31)3535-1721 e 9247-6574.
domingo, 14 de abril de 2013
. . . À PRIMEIRA VISTA
Num clic
Eugênio Magno
Ela passou à minha frente:
largas ancas revestidas de setim
Sorriso de aeromoça cheiro matreiro
e olhos de querubim
A cor do seu passo
me envermelhou a face
Fogo pegou dentro de mim
(Do livro IN GÊ NU(A) IDA DE - versos e prosa, 2005)
Marcadores:
Eugênio Magno,
IN GÊ NU(A) IDA DE,
Poemas,
poesia,
Versos e prosa
REFORMA POLÍTICA NÃO ANDA
Falta de acordo entre partidos impede
votações da reforma política
Por falta de acordo entre os partidos, o Plenário da Câmara Federal não votou a Proposta de Emenda à Constituição 3/99, que prevê a coincidência dos mandatos e das eleições gerais e municipais. Por decisão dos líderes partidários, esse foi o único ponto incluído na pauta de (PT-RS).
A proposta de Fontana é mais ampla: além da coincidência das eleições, trata do financiamento público exclusivo de campanhas (PL 1538/07); do fim das coligações para eleições proporcionais (PEC 10/95); da instituição de uma lista flexível de candidatos; e da simplificação do processo de apresentação dos projetos de iniciativa popular.
(Fonte: Agência Câmara)
Marcadores:
Emenda à Constituição,
Reforma Política
quarta-feira, 10 de abril de 2013
ÍNDIOS FAZEM OCUPAÇÃO NA BAHIA
Tupinambá ocupam hotel-fazenda
e denunciam crimes ambientais
Um grupo composto por cerca de 70 índios Tupinambá de Olivença ocuparam o Hotel Fazenda da Lagoa, no município de Una, localizado na rodovia BA-001, altura do km 18. O hotel possui como um dos sócios o ex-presidente do Banco Central, Armínio Fraga.
Segundo as lideranças, a ocupação se deve ao fato do hotel ser alvo de denúncia dos indígenas de crime ambiental. Segundo o cacique Valdenilson existe um interdito do Ibama a ampliação do empreendimento. “Fizemos esta ação para barrar a destruição que eles vêm fazendo dentro do nosso território, matando o nosso manguezal”, disse o cacique Val.
Outros motivos explicitados pelo cacique são da necessidade de sensibilizar as autoridades para a celeridade do processo de regularização do território Tupinambá de Olivença: a demora tem feito com que muitos atos de violência e discriminação ocorram contra a comunidade Tupinambá, relata o cacique.
As lideranças desmentiram a informação de que ocorreu cárcere privado e depredação do local. A Polícia Federal se dirigiu ao local acompanhada por representantes da Funai de Ilhéus e o chefe de posto do CLT/Ilhéus, Nicolas Melgaço.
Valdenilson informou ainda que outros caciques e lideranças Tupinambá se dirigem ao local para oferecer apoio. Toda a repercussão causada, inclusive com inserção imediata no programa Fantástico, da Rede Globo, pela ação se deve ao fato do hotel ter como um dos sócios o ex-presidente do Banco Central, Armínio Fraga.
A área está em processo de demarcação territorial. No entanto, o procedimento é barrado pela existência de dezenas de resorts localizados entre a rodovia e o mar, cujas praias serviram de cenário para um dos maiores massacres praticados pela colonização, quando nove quilômetros de corpos indígenas foram deixados pelos homens de Mem de Sá, em 1567.
(Fonte: Equipe do CIMI de Itabuna Extremo Sul)
Marcadores:
Armínio Fraga,
Hotel Fazenda da Lagoa,
Índios Tupdinambá,
Una
domingo, 7 de abril de 2013
AS MINAS TERRESTRES CONTINUAM A FAZER VÍTIMAS
Em El-Fasher, no Darfur, no Sudão, um rapaz chamado Harum Ali, 17 anos, originário de Mellit, no Darfur do Norte, se recupera da explosão de um pedaço de artilharia com que brincava. A explosão, que ocorreu no dia 26 de janeiro, feriu Harum nas pernas e nos braços e matou seus dois irmãos menores. Este tipo de artefato, que ainda não explodiu e, portanto, ainda pode detonar, são muito numerosos há decadas. O dia 4 de abril é quando se celebra a Jornada Internacional da luta contra as minas.
A foto foi difundida pela Missões da ONU e da União Africana no Darfur - UNAMID.
(Foto: Albert Gonzalez Farran, EPA/Unamid/Ha)
Assinar:
Postagens (Atom)














