sábado, 28 de setembro de 2019

SETEMBRO: ANIVERSÁRIO DO PATRONO DA EDUCAÇÃO BRASILEIRA



Mural da Escola Municipal Paulo Freire, do bairro Cidade Nova, Caxias do Sul 
(Foto: Claudia Velho/reprodução)

Quem tem medo de Paulo Freire?

por Eugênio Magno

Nem mesmo as universidades brasileiras que nunca deram muita bola para Paulo Freire têm medo dele. Ao contrário, gritam a seu favor, especialmente nesses tempos em que a educação é medida pela régua dos desescolarizados que vão dos influenciadores aos aboletados no poder em nosso país e os que gravitam em seu entorno. Tampouco meninas e meninos temem Freire. Afinal, ele não era comunista, não comia criancinhas.
              É certo que jamais temeram ou temeriam Paulo Freire os envolvidos no Movimento de Cultura Popular (MCP) em que Freire tomou parte como um dos seus fundadores juntamente com outros intelectuais e estudantes. O projeto do MCP foi um sucesso absoluto e os números de suas realizações surpreendentes: 19.646 alunos, 452 professores e 174 monitores em 626 turmas, com 201 escolas participantes; uma rede de escolas radiofônicas, centros de artes plásticas e artesanato, entre outras atividades e formas lúdicas de promover a cultura, o aprendizado e a alfabetização de crianças, jovens e adultos, somente na cidade de Recife (PE), no período de 1960 a 1962. Também não se amedrontam com Freire os 300 trabalhadores alfabetizados em 45 dias na localidade de Angicos (RN), projeto que conquistou a simpatia do então presidente da república João Goulart que, através de portaria do Ministério da Educação e Cultura (MEC), determinou a criação da Comissão de Cultura Popular, tendo Freire como presidente. Muito menos teriam medo do Patrono da Educação Brasileira os intelectuais Herbert José de Souza (Betinho), Júlio Furquim Sambaquy, Luiz Alberto Gomes de Souza e Roberto Saturnino Braga, membros dessa comissão presidida por Freire, responsável pelo nascimento do Programa Nacional de Alfabetização (PNA), que através do “Método Paulo Freire”, tinha como objetivo alfabetizar politizando 5 milhões de adultos. Somente no ano de 1964, 2 milhões de alunos seriam formados pelos 20 mil Círculos de Cultura a serem instalados no ano do golpe.
Desde Angicos, os militares aquartelados na caserna – em especial o general Castelo Branco – estavam desconfiados do caráter “subversivo” do método adotado por Paulo Freire. Os movimentos de educação popular constituíam uma grande ameaça para o sustento da antiga situação do país e a direita nunca ocultou sua hostilidade em relação a essas iniciativas. Eles não compreendiam porque, Paulo Freire, um educador católico, teria se tornado um representante dos oprimidos. Nesse período era muito forte o ódio ao comunismo e a campanha contra esse regime ou a qualquer ideia ou movimento que fosse libertador, mesmo que de caráter exclusivamente humanista e, ainda que não tivesse qualquer relação ideológico-partidária direta. Assim, os setores conservadores passaram a atacar o movimento de democratização da cultura, ao perceberem que ali – numa pedagogia da liberdade – estaria o germe da rebelião e passaram a acusar Freire de “comunista”, “subversivo internacional” e “traidor de Cristo e do povo brasileiro”. Neste cenário, o golpe de Estado de 1964 não só interrompeu os esforços envidados no campo da educação popular de adultos, assim como levou Paulo Freire à prisão e depois ao exílio por mais de 15 anos.
Paulo Reglus Neves Freire nasceu às 9 horas da manhã, do dia 19 setembro de 1921, em Recife, no Estado de Pernambuco. Na semana passada, muitas das homenagens dirigidas a Freire ressaltavam que se vivo estivesse estaria completando 98 anos de idade. Todavia, deve-se advertir que Paulo Freire não morreu. Ele está mais vivo do que nunca. A maior prova disso é o medo de Freire que paira sobre seus detratores e perseguidores – do passado e do presente. Estes são, na verdade, quem mais o homenageiam. Estaria, essa gente, assombrada com o seu fantasma (?); ou seria do seu legado de um projeto educacional humanista reconhecido em todo o mundo que os seus antagonistas têm tanto pavor? 
Eles continuarão a se borrar de medo. Pois, Freire não está mais entre nós, corporeamente, para ser preso, exilado ou coisa que o valha. E, no Brasil desse bolsonarismo torpe, a “Pedagogia do oprimido” é uma arma letal para interromper esta ópera-bufa encenada no centro do poder nacional. Para usar mais uma expressão típica desse tempo de truculência sociocultural e linguagem policialesca, para matar Freire seria necessário eliminar seu lugar – definitivamente – já assegurado na história: títulos de Doutor Honoris Causa e outras honrarias acadêmicas em centenas de universidades pelo mundo afora; títulos de cidadão honorário de várias cidades brasileiras; prêmios e homenagens diversas: estátuas, monumentos, pinturas, letra de música e até enredo de escola de samba. Presidente honorário de várias instituições nacionais e internacionais. Auditórios, teatros, salas, bibliotecas, diretórios e centros acadêmicos e ainda, praças, avenidas, ruas, conjuntos habitacionais e estabelecimentos de ensino no Brasil e no exterior, batizados com seu nome. Bolsas de pesquisa de pós-graduação, medalhas, condecorações e diversos prêmios receberam o nome de Paulo Freire, fora os centros de pesquisa, documentação, informação, divulgação e estudos sobre ele em várias nações.
              Nada do que Freire representa pode ser apagado. Muito menos suas ideias que – ultrapassaram continentes, atravessaram décadas, fronteiras e gerações –, continuam presentes e, na atualidade, ganham cada vez mais corpo, diante dessa urgente necessidade de escolarização de um grande contingente de brasileiros, inclusive de parte da classe dominante chamada, equivocadamente, de elite (só se for do atraso). Mas pode-se supor, pela sua vida e sua obra, que tudo isso para Freire era insignificante frente a seu radical e permanente compromisso com os explorados e oprimidos do mundo, onde e quando estivessem.

Este texto foi publicado no jornal  Pensar a Educação em Pauta e no Facebook.

REFERÊNCIA:
OLIVEIRA, Eugênio Magno Martins de. Fernando Birri e Paulo Freire: educação e cinema em diálogo como práticas da liberdade / Eugênio Magno Martins de Oliveira. Tese de doutorado. Belo Horizonte: Faculdade de Educação – FaE / UFMG, 2017.

Imagem de destaque: XXI Fórum de Estudos sobre Paulo Freire UCS-Sinpro Caxias do Sul – 2019. Disponível em: <https://www.sinprocaxias.com.br/noticias/sinpro/sinprocaxias-apoia-xxi-forum-de-estudos-sobre-paulo-freire-na-ucs.html>. Acesso em: 21.09.2019. 

sexta-feira, 20 de setembro de 2019

PSIU CINEMA: A POESIA CHAMA PARA MONTES CLAROS EM OUTUBRO


Psiu Poético vai homenagear o montes-clarense 
Paulo Henrique Souto


A 33ª edição do Festival de Arte Contemporânea Psiu Poético, que será realizada entre os dias 4 e 12 de outubro, vai dar um amplo destaque para as produções audiovisuais. O festival deste ano terá como tema “Psiu Cinema” e homenageará um dos maiores expoentes da sétima arte nacional, o montes-clarense Paulo Henrique Veloso Souto. Paulo Henrique, que voltou a residir na cidade há alguns anos, deu uma importante contribuição para o cinema brasileiro a partir da década de 1970. Consta de seu currículo a participação em mais de 200 produções, tendo atuado como ator, diretor, assistente de direção, assistente de produção, produtor, além de divulgador, agitador e assessor de comunicação em diversas produções nacionais.
Filho de João Souto e dona Nininha, Paulo nasceu em Montes Claros no ano de 1947. Ainda era jovem quando teve uma participação no filme Os Marginais, de 1968, do também montes-clarense Carlos Alberto Prates Correia. Depois de cursar Relações Públicas em Belo Horizonte, Souto mudou-se para o Rio de Janeiro em 1977, onde iniciaria uma trajetória de importante contribuição para o cinema brasileiro. Sempre encantado com o ambiente de produção cinematográfica, Paulo Henrique atuou no departamento de publicidade e propaganda da Embrafilme e da Gaumont do Brasil. Sagrou-se neste período como um dos maiores divulgadores das produções nacionais país afora.
Atuando conjuntamente como produtor de set em diversas obras, o cineasta montes-clarense desenvolveu uma grande capacidade de criação cinematográfica. Em 1981 lançou o curta Aníbal, um Carroceiro e seus Marujos, que teve grande importância na valorização e resgate das Festas de Agosto de Montes Claros. Esta produção levou a mais expressiva manifestação cultural e religiosa da cidade à festivais em diversas partes do mundo. Na frente das câmeras, o norte-mineiro também se destacou. Conhecido como o “rei das pontas”, foi o ator que mais fez participações especiais no cinema brasileiro entre os anos de 1970 e 2000. Além da atuação nas telonas, também participou de telenovelas e peças teatrais.
No ano de 1979 foi produtor executivo no clássico filme Cabaret Mineiro, também de Carlos Alberto Prates Correia. Neste longa, rodado parte em Montes Claros, além de trabalhar na produção, Paulo Henrique novamente fez uma pequena aparição. Após construir uma sólida carreira no audiovisual brasileiro, Paulo Henrique Souto voltou para sua cidade natal, onde continua contribuindo para diversas produções. Em 2012, participou ativamente da organização da 1ª Mostra de Cinema de Montes Claros.
Agora, aos 72 anos, será homenageado pelo maior salão de poesia do país, reconhecimento que recebe com muita satisfação. “Estou honrado por essa deferência para comigo em torno do meu trabalho no cinema brasileiro. Reconhecimento em vida é muito bom, principalmente na minha amada Montes Claros. Foi aqui que dirigi Aníbal, um Carroceiro e seus Marujos, em 1981, obra pela preservação das Festas de Agosto, então totalmente esquecidas. O filme foi exibido nos festivais de Bilbao (Espanha), na Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, no Festival de Penedo, entre outros. Hoje continuo por diletantismo divulgando o cinema brasileiro nas redes sociais e colaborando com eventos da área na minha terra”, explica Paulo Henrique.

domingo, 15 de setembro de 2019

"O CANGACEIRO", NO CINEMA FALADO


O primeiro grande espetáculo do cinema brasileiro 
e nosso maior sucesso internacional


Em 1953, um filme brasileiro, adotando a dinâmica narrativa do faroeste norte-americano, ganhou os prêmios de filme de aventura e de trilha sonora em Cannes e foi exibido em todo o mundo.
"O Cangaceiro", escrito e dirigido por Lima Barreto, com diálogos de Rachel de Queiroz e as atuações de Marisa Prado, Alberto Ruschel, Milton Ribeiro, Vanja Orico e Adoniran Barbosa, é o programa do Cinema Falado da próxima terça-feira, 17 de setembro, às 19h30, na Sala Geraldo Veloso do MIS Cine Santa Tereza (praça Duque de Caxias, bairro Santa Tereza).
Oportunidade para um encontro com críticos e cineastas para ver este filme e conversar sobre cinema, poesia, política e outros assuntos da cultura brasileira. O filme será apresentado pelo crítico e professor Ataídes Braga.
Cinema Falado é um projeto do Centro de Estudos Cinematográficos de Minas Gerais (CEC-MG) e do Instituto Humberto Mauro, em memória do crítico e cineasta Geraldo Veloso, com o apoio do Museu da Imagem e do Som (MIS), do jornal O TEMPO, da rádio SUPER FM e da Contorno Áudio & Vídeo.

O CUIDADO COM A NOSSA CASA COMUM



(Ipê-amarelo = Tabebuia chrysotricha)


A bravura dos Ipês:
em Defesa da Amazônia

Eugênio Magno
(Texto e foto)
                            
Belo Horizonte, Minas Gerais. Corre o ano de 2019. Era Agosto, 25. Manhã de domingo de céu azul e sol a pino. A semana que passou foi de densas nuvens de tristeza, escuridão e chuva negra – tóxica – em São Paulo (capital), a maior cidade da América Latina. Tem havido comoção mundial pela acelerada devastação, autorizada, do grande pulmão do planeta. Protestos e atos em defesa da nossa Amazônia bradaram pelos quatro cantos do mundo, desde o dia 19 de agosto, a segunda-feira cinzenta, em que a Amazônia sangrou chamas ardentes e espraiou fuligem pela atmosfera tropical.
Os dias 23 e 24 de agosto foram marcados por manifestações e destaques da grande mídia e redes sociais, nacionais e internacionais, dando conta da gravidade dessa crescente e ameaçadora degradação do ambiente. Em várias localidades aconteceram atos em favor da Amazônia no dia 25. Assim foi na capital mineira. Aqui a manifestação ocorreu na Praça Israel Pinheiro – apelidada de Praça do Papa, desde a primeira vinda de João Paulo II a BH –, onde Karol Wojtyla celebrou missa campal. No dia 25 de agosto deste ano, muitos dos que ali compareceram, atendiam ao apelo do atual Papa Francisco. Residindo na zona rural de cidade próxima a Belo Horizonte, fiz um deslocamento de 43 Km e me somei aos que lá compareceram para registrar o ato e engajar de forma integral, corpórea, nessa luta pela preservação e pelo cuidado da nossa casa comum. Atendi com naturalidade e prontidão ao pedido dos movimentos que convocaram o ato, às denúncias de ambientalistas de todas as partes do globo e aos constantes apelos do Papa Francisco que, incansavelmente, convoca-nos, todas e todos, para defender a vida do/no planeta, a nossa vida e o direito à vida para as gerações vindouras.
O pontífice (Jorge Mario Bergoglio), cujo onomástico, Francisco – o mesmo do santo de Assis que, no início do século XIII, em seu Cântico do Irmão Sol, tratava esta nossa casa comum como “nossa irmã Terra Mãe” –, dedicou a Carta Apostólica Laudato Si (louvado sejas) à salvaguarda do meio ambiente, questão que segundo o Papa não pode estar separada da justiça em relação aos pobres, nem da solução dos problemas estruturais da economia mundial. Vale lembrar, inclusive, que estamos às vésperas do Sínodo da Amazônia. No período de 6 a 27 de outubro deste ano, o Vaticano vai reunir os bispos latino-americanos para refletir sobre o tema Amazônia: novos caminhos para a Igreja e para uma Ecologia Integral. Este encontro sinodal é uma resposta do papa Francisco à realidade da Pan-Amazônia e tem por objetivos: conhecer, reconhecer, conviver e defender os saberes, os povos nativos, moradores da região e todo o bioma amazônico, na perspectiva de encontrar soluções pastorais que tenham aplicação universal.
É revoltante constatarmos que o alto escalão do Governo brasileiro insista em remar contra a correnteza e trate a questão amazônica com tamanha desfaçatez, enquanto cidadãos do mundo inteiro levantam a voz em favor da Amazônia. Até a Disney comove marmanjos e crianças, nas matinês, com The Lion king que, encarnado em Simba, defende a preservação da vida e a sustentabilidade do planeta, como sujeito mistagógico. O filme é pedagógico e, sem necessidade de grande esforço intelectual, até o mais néscio pode compreender sua mensagem.
Sensibilizado com tantos apelos, do Papa ao Rei Leão, o que mais me tocou foi estar unido, num clima pacífico – em que não faltaram palavras de ordem, cartazes, faixas e intervenções –, a cerca de duas mil pessoas que compareceram a Praça do Papa, localizada no bairro das Mangabeiras, em Belo Horizonte, para participar do Ato em defesa da Amazônia. Biólogos, parlamentares, educadores, sindicalistas, estudantes, líderes de movimentos sociais e representantes de partidos políticos, fizeram uso da palavra para denunciar os vários crimes ambientais cometidos pela ganância desapiedada do capital (as tragédias de Mariana e Brumadinho foram lembradas com tristeza) e tantos outros tipos de abusos praticados contra a natureza.
E pensar que essa foi apenas uma das muitas manifestações que vêm ocorrendo em várias cidades brasileiras e em outras tantas pelo mundo afora... Mas ali eu estava, junto a centenas de homens, mulheres, crianças, famílias, cadeirantes, uma grande diversidade de pessoas de todas as idades e de variadas classes, etnias e raças.
Do alto da Praça do Papa, na base da carcomida Serra do Curral, explorada pela mineração, me dei conta dos Ipês que, bravamente, resistem e em agosto derramam suas flores roxas, brancas, rosas e amarelas em nosso horizonte que já foi bem mais belo. Agora, que entrou setembro, a boa nova anda nos campos e já começa a produzir seus aromas e cores e, junto à passarada, ensaiam um novo canto para saudar mais uma primavera.
Este texto foi publicado no Jornal Pensar a Educação em Pauta e também poderá ser encontrado no Facebook.

"IDADE DA ÁGUA"


TV argentina exibe documentário brasileiro 
sobre possibilidade de uma futura guerra da água potável





Realizado no ano passado, o documentário “Idade da Água”, de Orlando Senna, produção da HL Filmes para o CINEBRASiL TV, será exibido pela plataforma televisiva do renomado jornal argentino Página 12 durante o mês de outubro, incluindo Video on Demand. O filme, focado no agravamento da questão amazônica, levanta a possibilidade de uma futura guerra de âmbito internacional pela posse da água potável. 
“Idade da Água” estreou em outubro no Festival Internacional de Viña del Mar, no Chile, e foi exibido no Festival de Havana e no Festival Internacional de Documentales Santiago Alvarez in Memoriam, em Cuba;  no FICiP-Festival Internacional de Cine Político, em Buenos Aires; na 8ª Mostra Ecofalante de Cinema Ambiental, em São Paulo, e no Amazônia Doc-Festival Pan-Amazônico de Cinema, em Manaus. Agora em setembro será apresentado no FAM-Florianópolis Audiovisual Mercosul e, em novembro, no festival El Ojo Cojo, em Madri.
O filme faz um inventário assustador das intenções e tentativas de internacionalização, intervenção e privatização da região, desde as ações de Abraham Lincoln no século XIX até os dias de hoje, incluindo os planos de Hitler antes e durante a Segunda Guerra Mundial.

terça-feira, 10 de setembro de 2019

O DESCASO PARA COM A EDUCAÇÃO POPULAR BRASILEIRA


O Centro de Formação Paulo Freire, 
está para ser despejado


CARTA ABERTA À POPULAÇÃO - DO MST DE PERNAMBUCO:

O Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA) solicitou à justiça a reintegração de posse contra o Centro de Formação Paulo Freire, localizado no Assentamento Normandia, na cidade de Caruaru/PE.
O juízo federal da c, aceita o pedido do INCRA e determina imediata reintegração de posse, ”caso não haja a desocupação espontânea do executado no prazo concedido, expeça-se mandado de reintegração na posse, ficando desde já autorizado: a) o uso de força policial, b) o arrombamento, se necessário, c) condução coercitiva do executado para a DPF, em caso de resistência, d) a remoção dos bens móveis que estejam no imóvel e) remoção dos animais para o «Curral de Gado» do Município de Caruaru/PE, ficando desde já autorizada a doação ou o abate desses semoventes.”
Lembrando que o centro de formação pertence ao Assentamento Normandia, que foi criado em 1998, mas em função de todo conflito e de todo processo, foi orientado pela equipe técnica do INCRA que a casa sede fosse utilizada de forma coletiva para a capacitação e formação dos assentados do Estado de Pernambuco e assim foi feito.
Logo após a criação do assentamento e em comum acordo com o INCRA, a cooperativa dos assentados repassam a casa sede, e mais 14 hectares para criação de um espaço de formação e capacitação dos assentados de todo Estado de Pernambuco.
Ainda em 1999 foi criado oficialmente o Centro de Formação Paulo Freire, e a partir daí tem todo um processo de tentativa de legalizar a área para o Centro de Formação. O Centro constituiu uma entidade jurídica chamada Associação Centro de Capacitação Paulo Freire que tem como objetivo administrar e coordenar o Centro de formação.
O referido Centro de Formação deixou de ser um espaço do estado de Pernambuco para passar a ser um espaço de formação do nordeste e nacional, temos hoje parceria com a prefeitura de Caruaru, onde funcionam duas turmas de ensino fundamental, temos parcerias com o governo estadual em que conjuntamente realizamos o curso “Pé no chão”. Hoje estamos realizando a 37ª turma. O Pé no Chão é o principal curso oferecido Pelo Centro. O Pé no Chão é um curso realizado em três etapas, tendo como base vivências e práticas em agroecologia, o curso é oferecido às pessoas de todas as idades que vivem nos acampamentos e assentamentos do estado.
Entendemos que não há razão nenhuma para o INCRA pedir a reintegração de posse, a não ser a motivação ideológica de tentar impor ao MST uma derrota no Estado de Pernambuco, então, nesse momento, estamos tentados buscar todas as formas possíveis para impedir que essa insanidade possa ocorrer contra o Centro de Formação Paulo Freire e o Assentamento Normandia. Portanto, o juiz determina que toda área comunitária seja destruída. Vale lembrar que nesse espaço termos 3 agroindústrias que pertencem à cooperativa agropecuária de Normandia, a agroindústria de beneficiamento de carne, raízes e tubérculos, Pães e bolos, que pertencem ao CPA do coletivo de boleiras.
A destruição de tudo isso seria um retrocesso enorme. Diante da tragédia que se anuncia, estamos convocando a todas e todos para nos ajudar a salvar o Centro de Formação Paulo Freire.

Direção do MST de Pernambuco
Caruaru - PE

quinta-feira, 5 de setembro de 2019

TUDO QUE É RUIM É "IMEXÍVEL"


Bolsonaro recua sobre mudança no teto de gastos e diz que 
ceder é abrir uma rachadura no casco


O presidente Jair Bolsonaro defendeu nesta quinta-feira que seja preservado o teto de gastos públicos, afirmando que ceder nessa questão seria “abrir uma rachadura no casco do transatlântico”, um dia após ter indicado apoio à flexibilização da medida.
“Temos que preservar a Emenda do Teto. Devemos, sim, reduzir despesas, combater fraudes e desperdícios. Ceder ao teto é abrir uma rachadura no casco do transatlântico”, disse Bolsonaro em publicação no Twitter no início da manhã.
Para continuar lendo a matéria de Pedro Fonseca, do Rio de Janeiro para a Reuters, clique aqui.

domingo, 1 de setembro de 2019

A QUESTÃO AMAZÔNICA


Por que a Floresta Amazônica pode se tornar foco de crise entre Bolsonaro e a Igreja Católica

(Foto: Tomassereda / Getty Images)

No último domingo (25), o papa Francisco falou sobre os incêndios na Amazônia, antes de rezar o Angelus com os fiéis na Praça de São Pedro, no Vaticano. "Estamos todos preocupados com os grandes incêndios que se desenvolveram na Amazônia. Oremos para que, com o empenho de todos, sejam controlados o quanto antes. Aquele pulmão de florestas é vital para o nosso planeta", disse o chefe máximo da Igreja Católica.
O discurso do papa tocou em um assunto que é motivo de preocupações a 8.901 quilômetros dali, no Palácio do Planalto, em Brasília. A repercussão internacional das queimadas ao longo da semana passada reavivou no governo de Jair Bolsonaro (PSL) a preocupação com possíveis críticas ao governo brasileiro no Sínodo da Amazônia.
Trata-se de uma reunião de bispos dos países da região amazônica com o papa Francisco para discutir a atuação da Igreja Católica na área.
Para continuar lendo a matéria de André Shalders e João Fellet da BBC News Brasil em São Paulo, clique aqui.

domingo, 25 de agosto de 2019

EM DEFESA DA AMAZÔNIA




Manifestantes vão à Praça do Papa em BH

Eugênio Magno
(Texto e fotos)


Hoje (domingo, 25/08/19), homens, mulheres e crianças, de todas as idades, foram à Praça do Papa, em Belo Horizonte, manifestarem em defesa da Amazônia.




A partir das 10:00h da manhã foi iniciada a concentração na Praça Israel Pinheiro - apelidada de Praça do Papa, desde a primeira vinda do pontífice João Paulo II a BH -, onde Karol Wojtyla celebrou missa campal. Hoje, muitos dos que ali compareceram, atendiam ao apelo do atual Papa, Francisco, que tem exortado os cristãos a proteger e cuidar da nossa casa comum, a Terra.





Num clima pacífico, mas que não faltaram palavras de ordem, cartazes, faixas e intervenções, cerca de duas mil pessoas compareceram à praça, localizada na base da Serra do Curral, no Mangabeiras, bairro luxuoso da capital de Minas, para participar do ato em defesa da Amazônia.




































Ambientalistas, parlamentares, educadores, sindicalistas, estudantes, líderes de movimentos sociais e representantes de partidos políticos, fizeram uso da palavra, denunciando a devastação acelerada do grande pulmão do planeta.




















Essa foi apenas uma das muitas manifestações que vêm ocorrendo em várias cidades brasileiras e em outras tantas pelo mundo afora, desde o último dia 19, a segunda-feira cinzenta, em que a Amazônia ardeu em chamas.






terça-feira, 20 de agosto de 2019

GUERRA COMERCIAL À VISTA


Governos e bancos centrais preparam estímulos ante o risco de nova crise econômica

Jens Weidmann, presidente do Bundesbank
(Foto: Picture Alliance/Getty Images)

Riscos de guerra comercial e de Brexit sem acordo deterioram o cenário. Alemanha avalia injetar cerca de 50 bilhões de euros em sua economia. BCE, EUA e China também já planejam medidas.

Os tambores da crise começaram a ressoar. Os investidores tentam decifrar se o tam tam tam é apenas uma ameaça passageira ou o prelúdio de algo pior. O Bundesbank admitiu nesta segunda-feira que a Alemanha pode entrar em recessão a partir do terceiro trimestre. A anemia da primeira economia europeia ameaça infectar o restante do continente. Ao mesmo tempo, o comércio mundial se deteriora por causa dos riscos da guerra comercial e do Brexit. Nesse cenário, a Alemanha admite que está preparada para injetar 50 bilhões de euros (226 bilhões de reais) em sua economia e assessores do Banco Central Europeu (BCE) discutem um novo pacote de estímulo para setembro. Enquanto isso, a China e os EUA também planejam medidas para contornar a desaceleração.
Os riscos estão se materializando. O Banco Central alemão, o Bundesbank, admitiu nesta segunda-feira que o país está caminhando para uma recessão técnica — quando a economia recua por pelo menos dois trimestres consecutivos. "O desempenho da economia poderia voltar a cair levemente", admitiu a instituição presidida por Jens Weidmann em seu último boletim mensal. Nuvens escuras pairam sobre o país, cujo setor manufatureiro, especialmente a indústria automobilística, sofre uma forte ressaca. As novas restrições sobre o uso de motores a diesel, a crise de reputação nesse setor, o impacto da tensão comercial entre os EUA e a China no comércio e o medo do Brexit enfraqueceram a outrora poderosa indústria alemã, muito dependente das exportações. No último trimestre, a economia alemã já caiu um décimo (-0,1%).
Para enfrentar o risco de recessão, os países e os bancos centrais estão preparando planos de estímulo fiscal. O Governo de coalizão de Angela Merkel planeja uma injeção de até 50 bilhões de euros para combater a perda de dinamismo da economia. Isso foi confirmado no domingo pelo ministro das Finanças alemão, Olaf Scholz, que admitiu que o Executivo poderia lançar um pacote de estímulo semelhante ao adotado durante a crise financeira de 2008. Scholz lembrou que a Alemanha tem margem fiscal para esse plano, já que sua dívida pública é de 58%, abaixo do limite de 60% fixado nas metas de estabilidade da União Europeia.
Para ler na íntegra a matéria de Jesús-sérvulo González Moreno (de Madri) e Ana Carbajosa Vicente (de Berlim), para o El País, clique aqui.

quinta-feira, 15 de agosto de 2019

A MALDITA REFORMA DA PREVIDÊNCIA



Relator da Previdência no Senado deve apresentar versão inicial de parecer no dia 23, diz presidente da CCJ

Maria Carolina Marcello

O relator da reforma da Previdência no Senado, Tasso Jereissati (PSDB-CE), deve apresentar uma primeira versão de seu parecer na sexta-feira da próxima semana à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), afirmou nesta quinta-feira a presidente do colegiado, Simone Tebet (MDB-MS).
A ideia é que o parecer seja lido na comissão no dia 28, data a partir da qual será concedida vista. A votação da proposta deve ocorrer no dia 4 de setembro.
“O senador já vai estar trabalhando no seu relatório para entregar para mim, a princípio, na sexta-feira à tarde”, disse a presidente da CCJ a jornalistas.
“Ele me entregando, eu já posso fazer a pauta de quarta-feira, dia 28, para a leitura do parecer e concedo vista automática”, acrescentou.
Segundo a senadora, Tasso poderá fazer alterações neste texto até o momento da votação. Simone disse ainda que conversará com líderes para definir se reserva dois dias para a discussão da proposta.
A senadora negou ainda que a tramitação das propostas do chamado pacto federativo interfira ou atrapalhe a votação da reforma da Previdência, negou que haja uma “barganha” de senadores e afirmou que a reforma da Previdência é tão prioritária quanto as questões envolvendo os entes da Federação.
“Não vai atrasar e acho saudável que ande junto naquilo que tem consenso”, avaliou.
(Fonte: Reuters)

domingo, 11 de agosto de 2019

DESMONTE DA (E NA) EDUCAÇÃO


Ciências Humanas e Sociais e a Política: a oferta da palavra

Uma das formas de ataque do governo Bolsonaro à universidade tem sido sua particular aversão às ciências humanas e sociais. Se a virulência e a violência deste ataque são específicas desse governo, não se pode dizer, no entanto, que ele tenha inaugurado um menosprezo por essas áreas do conhecimento e por seus profissionais.
Nunca é demais lembrar que, há poucos anos, o governo petista excluiu as Ciências Humanas e Sociais de importantes iniciativas no campo da ciência e tecnologia e educação superior, como o Ciências Sem Fronteiras, por exemplo, e que há muito tempo no interior da comunidade acadêmica e científica – o que vale dizer, no interior das universidades – as ciências humanas e sociais não são de grande prestígio ou, mesmo, de suficiente respeito dos pesquisadores das demais áreas.
Há muitas razões para que tal situação tenha sido produzida e reproduzida no país e, num certo sentido, em boa parte do mundo. Como sabemos,as múltiplas metodologias científicas das ciências e humanas e sociais jamais se adequaram ao figurino, por demais limitado, das concepções de ciências cultivadas nas ciências exatas, da saúde ou da terra, por exemplo.
Mas, é também importante dizer que os profissionais formados nos cursos das áreas de ciências humanas – ou que com elas dialogam mais fortemente, como os cursos de licenciaturas os mais diversos – são aqueles que trabalham com as populações mais pobres, notadamente como profissionais das políticas públicas estabelecidas e levadas a cabo pelos órgãos de Estado. Assim, o desprestígio do púbico atendido acaba, por sua vez, fazendo com que os cursos recrutem seus alunos justamente nas parcelas mais pobres da população.
No que se refere, especificamente, ao governo Bolsonaro e aos grupos que o apoiam, não se pode esquecer que eles são explicitamente contra as ciências humanas e sociais porque, segundo eles, estas estariam mais voltadas para a doutrinação das crianças e jovens do que para o ensino de conhecimentos úteis para o trabalho e para a vida familiar.
Retirada a obtusa ideia de doutrinação que os grupos bolsonaristas cultivam quando se referem aos outros – pois a doutrinação religiosa e política que fazem, essa sim, é legítima – pode-se dizer que o campo das ciências humanas e sociais é muito mais afeito às discussões, aos debates e às disputas pelos sentidos das coisas do que as demais áreas. E é aqui, talvez, que reside o perigo dessas áreas para os governos autoritários como este que hoje comanda a República brasileira.
Os regimes e grupos autoritários não gostam da disputa pelos sentidos múltiplos que presidem a organização de nossas sociedades. Querem impor seu entendimento de que há sempre um único sentido correto das coisas – seja essa “coisa” uma família, um livro, um filme, um mapa…. ou seja, qualquer coisa. Do mesmo modo, incomoda aos regimes e aos grupos autoritários que em lugar da violência com que querem impor suas doutrinas, as ciências humanas e sociais ofereçam a palavra e as linguagens, condições fundamentais da política, único antídoto à violência contra os adversários.
É porque é contra a política e a favor da violência como modo de solução dos inevitáveis conflitos sociais, que o governo Bolsonaro e seus apoiadores são contra as ciências humanas e sociais. É porque não têm apreço pela disputa pelos sentidos das coisas por meio da linguagem e é, também, porque desprezam as palavras que estes sujeitos odeiam aqueles que as cultivam.
É por ofertar a palavra e as linguagens à política (e às ciências!), que as ciências humanas e sociais são fundamentais para a democracia. Jamais teremos uma democracia forte, participativa e legitimada politicamente pela maioria da população sem o cultivo das ciências humanas e sociais; jamais teremos políticas púbicas que diminuam as desigualdades e que reforcem a justiça social sem os profissionais e as pesquisas das ciências humanas e sociais. Resta saber se queremos caminhar nessa direção ou continuar no sentido imposto pelo governo do ignóbil Bolsonaro.
(Fonte: Pensar a Educação em Pauta)

segunda-feira, 5 de agosto de 2019

"O PETRÓLEO É NOSSO", A PETROBRAS TAMBÉM TEM QUE SER NOSSA


Após lucro recorde puxado por venda de gasodutos, o que mais está na fila de privatização na Petrobras

(Foto: Gabriel Lordêllo / Petrobras)

Após a privatização de uma rede de gasodutos, a Petrobras registrou lucro recorde de R$ 18,9 bilhões de abril a junho de 2019, o maior resultado trimestral da companhia.
Ao divulgar o resultado, a Petrobras informou que ele se deve "principalmente" à conclusão da venda, em junho, da Transportadora Associada de Gás (TAG), que atua no transporte e na armazenagem de gás natural.
A operação faz parte do processo de privatização de "braços" da Petrobras, prometido pelo comando da companhia e pela equipe econômica do governo Jair Bolsonaro.
O governo e a Petrobras têm se empenhado para promover a venda de outros ativos da companhia e concentrar esforços na área de exploração e produção de petróleo. O plano é vender para a iniciativa privada ativos em áreas, como o refino e o transporte e distribuição de gás.
Agora, a dúvida é qual será a velocidade - e as condições - em que esses ativos serão privatizados. E a decisão de vendas para a iniciativa privada, claro, continua a dividir opiniões: se o mercado aprova a iniciativa, representantes dos funcionários são contrários ao plano.
Para ler, na íntegra, a matéria de Laís Alegretti para a BBC News Brasil, clique aqui.

sexta-feira, 2 de agosto de 2019

A QUEDA DE BRAÇO ENTRE BOLSONARO E O PARLAMENTO


Apesar de ruídos gerados por declarações de Bolsonaro, Congresso promete blindar pauta econômica

SÃO PAULO (Reuters) - A onda recente de declarações polêmicas do presidente Jair Bolsonaro tem criado ruído no ambiente político, mas parlamentares garantem que não será capaz de impactar na aprovação da pauta econômica, como a reforma da Previdência, tomada para si pelo Parlamento.
Por outro lado, as falas do presidente —criticadas por parlamentares alinhados à agenda econômica como inadequadas e desnecessárias— devem atrapalhar a aprovação de algumas pautas mais caras a Bolsonaro, como as da área comportamental, a partir da volta do Legislativo do recesso na semana que vem.
Para ler na íntegra a matéria de Eduardo Simões para a agência de Notícias Reuters, clique aqui.

domingo, 28 de julho de 2019

GRANDE ALMA


Gandhi 150 anos depois. "Minha vida é minha mensagem"

(Foto: disponibilizada em pensador.com)

“Para Gandhi, na luta por uma sociedade livre, tão importante quanto a ação política contra o inimigo externo era a ação interna de educar os cidadãos nos valores da não-violência e da cooperação”, escreve Mario López Areu, professor de Relações Internacionais, da Pontifícia Universidade Comillas, em artigo publicado por El Diario, 25-07-2019, com tradução do Cepat. Para ler o artigo na íntegra acesse o site do IHU, clicando aqui.

domingo, 21 de julho de 2019

APLICATIVO PODE CEDER INFORMAÇÃO PRIVADA DE USUÁRIO A TERCEIROS



Os riscos do FaceApp, o aplicativo da moda 
que envelhece o seu rosto

Messi, antes e depois da aplicação do filtro de envelhecimento do FaceApp

Não há dúvidas de que o FaceApp, número um nas principais lojas de aplicativos do mundo, e com uma difusão nas redes sociais que recebe a qualificação de viral, é o sucesso do momento. Se você ainda não conhece esse famoso aplicativo é possível que não frequente muito o Twitter e demais redes sociais, uma vez que sua presença nas mesmas é, hoje, maciça. Em que consiste exatamente o FaceApp e por que surgem os primeiros alarmes entre os especialistas em segurança?
O aplicativo emprega um sistema neuronal baseado na inteligência artificial que analisa a fotografia subida automaticamente aos seus servidores para conseguir os efeitos desejados, envelhecer ou rejuvenescer, ao protagonista da foto com um realismo surpreendente. Até aí, nada de novo que não aconteça diariamente com centenas de aplicativos no mundo todo, mas no caso do FaceApp existem duas realidades que fizeram disparar os alarmes: os servidores estão na Rússia, por um lado, e por outro, a política de privacidade é suficientemente vaga para que se pense duas vezes antes de aceitar seu termos.
Para ler na íntegra a matéria de José Mendiola Zuriarrain, para o El País, clique aqui.

segunda-feira, 15 de julho de 2019

ESCOLA NÃO É SÓ LUGAR DE ESTUDAR, MAS TAMBÉM DE SE PROTEGER E ALIMENTAR


Sem merenda: quando férias escolares significam fome no Brasil

(Foto: Mariana Sanches / BBC)

O pano de prato vermelho adorna há dias a tampa do fogão e não existe expectativa de que ele seja retirado dali em breve: não há comida para preparar no barraco em que Alessandra, de 36 anos, mora com cinco filhos - o mais velho de nove anos e o menor de 16 dias. As crianças, em férias escolares, pulam e correm agitadas, se escondem entre as vielas, e Alessandra sabe que em breve chegará o momento em que elas vão pedir para almoçar.
"Me corta o coração eles quererem um pão e eu não ter. Já coloquei os meninos na escola pra isso mesmo, por causa da merenda. Um pouquinho de arroz sempre alguém me dá, mas nas férias complica", afirma Alessandra, que, desempregada, coleta latinhas na favela de Paraisópolis, em São Paulo, onde mora. No dia da entrevista à BBC News Brasil, os filhos de Alessandra iriam recorrer à casa da avó para conseguir se alimentar.
O drama de Alessandra não é incomum. As férias escolares - quando muitas crianças deixam de ter o acesso diário à merenda - intensificam a vulnerabilidade social de muitas famílias em todo o país. Embora variem em conteúdo e qualidade - às vezes são apenas bolacha ou pão, em outras, são refeições completas de arroz, feijão, legumes e carne - as merendas ocupam função importante no dia a dia de certos alunos. Para essas crianças, nos períodos sem aulas é que a fome, uma ameaça ao longo de todo ano, se torna uma realidade a ser enfrentada.
No Paranoá Parque, conjunto habitacional do Minha Casa Minha Vida que fica a 25 minutos de distância do Palácio do Planalto, em Brasília, as crianças passam os dias livres empinando pipa, de estômago vazio. "No final da tarde, elas me pedem, 'tia, tem um pãozinho aí para mim?' Se chega pão de doação, acaba tudo em um minuto", conta Maria Aparecida de Souza, líder comunitária no bairro.
Para continuar lendo a matéria de Paula Adamo Idoeta e Mariana Sanches, da BBC News Brasil, clique aqui.

RENILSON DURÃES PARTICIPA DE "O GRANDE LIVRO DO AMOR E DO SEXO"




No próximo dia 18 de Julho Montes Claros receberá o lançamento do “O Grande Livro do Amor e do Sexo”. Antologia reunindo 31 autores, grandes expoentes do assunto no Brasil. A participação da nossa cidade vem através do poeta, cronista e mestre de yoga, professor Renilson Durães, que é um dos criadores do grupo Transa poética e do festival de arte contemporânea Psiu Poético.
Neste Livro os autores falam sobre relacionamentos sob diferentes óticas, lembrando os pontos importantes a trabalhar em uma relação, mas que muitas vezes são esquecidos conforme a rotina se instaura. Desde respeito e comunicação até assuntos relacionados aos momentos mais íntimos. O leitor irá se beneficiar desta obra inédita e que poderá contribuir para quebra de muito tabus.
Essa obra foi lançada com sucesso em São Paulo na livraria cultura do shopping Iguatemi pela Literare Book Internacional e está à venda nas grandes livrarias do país.
Um Sarau com alguns autores e com os poetas Sarah Tomé, Aroldo Pereira, Anatália Moreira Freire, Samuel Siardo, Isabel Lôpo, Adílson Cardoso e Marlene Bandeira.
O evento acontecerá no espaço cultural do Ana Terra Gastrobar, que fica na Avenida Feliciano Martins de Freitas, 306 Vila Regina Montes Claros, MG. Na oportunidade o leitor poderá  adquirir a obra com dedicatória do coautor, Renilson Durães.

quarta-feira, 10 de julho de 2019

PSIU! CINEMA E POESIA EM MONTES CLAROS


Prazo de inscrições para o Psiu Poético 2019 vai até 31 de julho

Montes Claros irá receber, em 2019, a 33ª edição do Festival de Arte Contemporânea Psiu Poético, que terá como tema "Psiu Cinema". Os interessados em participar do maior salão de poesias do Brasil precisam apresentar suas obras na Biblioteca Pública Municipal “Dr. Antônio Teixeira de Carvalho”, no Centro de Educação e Cultura Hermes de Paula, até o dia 31 de julho, ou realizar sua inscrição pelo e-mail psiupoetico@gmail.com, até a mesma data. 
Os participantes poderão inscrever de um a três poemas, digitados ou trabalhados de forma artesanal, enfatizando o conteúdo do poema.  Para as poesias digitais, são exigidas as seguintes regras: o texto deve ser enviado em pdf, docx ou doc, e a fonte do texto é livre. Deve constar abaixo da poesia o nome do autor, cidade de procedência e o nome “33° Festival de Arte Contemporânea Psiu Poético”. Artistas de outras localidades podem mandar seu trabalhos pelo correio, endereçando-os ao Centro de Educação e Cultura “Dr. Hermes de Paula” – Biblioteca Pública Municipal “Dr. Antônio Teixeira de Carvalho”, com o título “33º Festival de Arte Contemporânea Psiu Poético – Psiu Cinema”,  Praça Dr. Chaves, 32, Centro - Montes Claros/MG, CEP: 39.400-005.
O evento é aberto para a participação de poetas, além de artistas independentes que queiram apresentar performances, recitais, esquetes teatrais, intervenções, debates, músicas, danças, livros, CDs e demais manifestações culturais, mas principalmente vídeos e filmes, devido ao tema desse ano. Os trabalhos inscritos e selecionados pela coordenação passarão a fazer parte da programação do Psiu Poético edição 2019, que ocorrerá de 4 (Dia Municipal da Poesia) a 12 de outubro, tendo como bases as dependências do Centro Cultural Hermes de Paula e a Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes), entre outros espaços públicos de Montes Claros. Durante a programação as poesias serão levadas a várias localidades da cidade. Na oportunidade, seis poetas serão homenageados pelo que vêm contribuindo com a discussão e evolução da arte poética brasileira. Mais informações podem ser obtidas pelos telefones 2211-3380 e 2211-3374.

"Psiu Cinema"


O evento desse ano adotou contará com variadas experiências cinematográficas, com o objetivo de destacar a relação íntima que existe, desde há muito tempo, entre a cidade de Montes Claros e o Cinema. Vale lembrar que importantes autores do cenário cinematográfico brasileiro são oriundos da cidade, inclusive um dos maiores cineastas da história do Cinema Nacional, Carlos Alberto Prates Correia, responsável por obras como Minas-TexasNoites do SertãoPerdida, e seu filme mais famoso, Cabaret Mineiro. "Todo filme dele é uma declaração de amor a Montes Claros e ao Norte de Minas", explica João Aroldo Pereira, curador do Psiu Poético e servidor público municipal. É também de Montes Claros a produtora Vânia Catani, responsável por filmes como Narradores de JavéA Festa da Menina MortaO Palhaço e O Filme da Minha Vida. Outro cineasta de destaque da cidade é Alberto Graça, que, inclusive, irá participar de uma sessão comentada de seu filme Beatriz - Como Te Amar Sem Me Odiar, nesta quinta-feira, 11 de julho, em Montes Claros. 

"BARRAVENTO", DE GLAUBER ROCHA, NO MIS CINE SANTA TEREZA


O embate entre a alienação e a consciência revolucionária


Um negro educado volta à sua aldeia natal e se surpreende por ver seu povo conformado com a miséria e preso a superstições e crenças religiosas.
"Barravento", o primeiro filme de Glauber Rocha, com Luíza Maranhão e Antônio Pitanga, é o programa do Cinema Falado da próxima terça-feira, 16 de julho, às 19h30, na Sala Geraldo Veloso do MIS Cine Santa Tereza (praça Duque de Caxias, bairro Santa Tereza).
Oportunidade para um encontro com críticos e cineastas para ver este filme e conversar sobre cinema, poesia, política e outros assuntos da cultura brasileira. O filme será apresentado pelo cineasta Fábio Carvalho. 
Cinema Falado é um projeto do Centro de Estudos Cinematográficos de Minas Gerais (CEC-MG) e do Instituto Humberto Mauro, em memória do crítico e cineasta Geraldo Veloso, com o apoio do Museu da Imagem e do
Som (MIS), do jornal O TEMPO, da rádio SUPER FM e da Contorno Áudio & Vídeo.
CEC-MG 68 Anos. Ajude a manter o CEC.

sexta-feira, 5 de julho de 2019

A MALDITA REFORMA DA PREVIDÊNCIA


Comissão especial conclui aprovação da Previdência, 
mas polêmicas devem voltar em plenário


A comissão especial da reforma da Previdência na Câmara concluiu na madrugada desta sexta-feira a votação do parecer do relator Samuel Moreira (PSDB-SP), aprovando o texto principal e derrubando a maioria dos destaques, e a proposta agora será enviada ao plenário, onde polêmicas devem ressurgir e provocar novos embates.
O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), anunciou em rede social que a reforma começará a ser analisada pelo plenário da Casa na próxima terça-feira.
“A Câmara deu hoje um importante passo. Essa foi a nossa primeira vitória e, a partir da próxima semana, vamos trabalhar para aprovar o texto em plenário, com muito diálogo, ouvindo todos os nossos deputados, construindo maioria”, afirmou.
Apenas dois destaques foram aprovados pela comissão especial, um deles para retirar do texto artigo que determinava a equiparação de policiais e bombeiros militares às Forças Armadas em algumas regras e o outro cortando dois temas do relatório: a limitação para renegociação de dívidas junto ao Estado em até 60 meses e o item que tratava da cobrança de contribuições previdenciárias sobre a exportação do agronegócio.
Para continuar lendo o o texto de Maria Carolina Machado para a Reuters, clique aqui.