quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

TEMER: UM GOVERNO VULNERÁVEL E INSUSTENTÁVEL



Denúncias derrubam 
um ministro de Temer a cada mês

Desde quando assumiu o poder no lugar de Dilma Rousseff, que foi derrubada pelo Congresso em maio, Michel Temer teve seis baixas em seu quadro de ministros, o que dá uma média de um afastamento por mês, número que já é considerado um recorde na história política recente do país. Pela ordem, deixaram o governo Romero Jucá (Planejamento), Fabiano Silveira (Transparência), Henrique Eduardo Alves (Turismo), Fábio Osório (Advocacia Geral da União), Marcelo Calero (Cultura) e Geddel Vieira Lima (Secretaria de Governo). O que essas baixas tem de comum é que decorreram de denúncias de desvios éticos ou de corrupção.
Esse cenário tornou-se ainda mais preocupante por causa do envolvimento do próprio presidente da República em graves acusações. É o que resultou nas saídas de Geddel Vieira Lima e Marcelo Calero. O ex-ministro da Cultura pediu demissão do cargo há pouco mais de 10 dias. Em entrevista, Calero afirmou que saiu do governo após ter sido pressionado pelo então secretário de governo da Presidência da República, Geddel Vieira Lima, para que as obras de um edifício em Salvador no qual o próprio Geddel teria um imóvel fossem liberadas pelo Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico Nacional), órgão subordinado ao Minc. Geddel assumiu ter conversado com Calero sobre o assunto, mas negou ter feito “pressão”. Dias depois, Calero citou o próprio Temer na história, ao dizer que o presidente chegou a pedir que o processo fosse enviado para a Advocacia Geral da União (AGU), numa manobra para modificar a decisão do Iphan. Foi o estopim para que Geddel pedisse demissão do governo na tentativa de diminuir o desgaste de Temer. 
O ex-ministro Marcelo Calero chegou a gravar conversas com o presidente, além de Geddel e Eliseu Padilha (Casa Civil), mas os áudios, que já estão nas mãos da Polícia Federal e da Procuradoria Geral da República, ainda não vieram a público. Se vierem, devem incendiar ainda mais a crise no governo. Por causa disso, o PSOL já ingressou na Câmara com pedido de impeachment contra Temer. PT e movimentos sociais devem fazer o mesmo nas próximas semanas.  
Para conferir as outras demissões de ministros no governo Temer apontadas na matéria de Pedro Rafael Vilela para o Brasil de Fato, de 1º de dezembro de 20165, clique aqui.

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