A opinião é do escritor e jornalista italiano Alberto Arbasino, em artigo publicado no jornal La Repubblica, 26-07-2011. A tradução é de Moisés Sbardelotto. Para ler o texto na íntegra, clique aqui.
sexta-feira, 29 de julho de 2011
A IMPORTÂNCIA DE MCLUHAN
A opinião é do escritor e jornalista italiano Alberto Arbasino, em artigo publicado no jornal La Repubblica, 26-07-2011. A tradução é de Moisés Sbardelotto. Para ler o texto na íntegra, clique aqui.
UM CONCURSO, NO MÍNIMO, BIZARRO
(Foto: Xinhua/Zuma/Visual)terça-feira, 26 de julho de 2011
A HISTÓRIA DAS MULHERES E A HISTÓRIA DA TERRA
Mas existe uma outra questão importante que é a submissão das mulheres aos valores masculinos. A economia capitalista quer transformar a mulher num objeto de consumo e as nossas jovens tem aceitado esta corrupção passivamente.
Os atuais modelos ideais de mulheres são belas e sensuais, mas muitas vezes, ocas na sua falta de sentido de vida; bonecas barbie eróticas para a manipulação do mundo masculino.
Os movimentos feministas elegeram o oito de março como Dia Internacional da Mulher. A data foi escolhida porque neste dia, em 1857, operárias de uma fábrica de Nova Iorque fizeram uma greve por melhores condições; redução na carga horária, equiparação salarial e melhor tratamento. Foram trancadas na fábrica e incendiadas. 130 tecelãs morreram.
Contudo, a parte mais bonita da história das mulheres começou no período Neolítico, cerca de 12 mil anos atrás. Antes disto, vivíamos no período Paleolítico, um período pré-histórico, com 2,5 milhões de anos, quando nossos ancestrais produziram os primeiros artefatos em pedra. No Paleolítico, a primazia era dos homens caçadores e as mulheres apenas cuidavam de suas constantes e numerosas crias. Estávamos, então, no final da Era Glacial.
A partir de 10.000 a.C, a humanidade entraria no período Neolítico. Um grande degelo ocorreu na Terra e aumentou as terras para cultivo. Então, nos fixamos mais na terra, que era cultivada tanto por homens quanto por mulheres.
Enquanto no Paleolítico nosso sentimento religioso se voltava para os animais pois estes garantiam nossa sobrevivência, no Neolítico passou a valer o simbolismo da semente que alimentava os humanos a partir do “útero” da Mãe Terra.
Assim, a energia feminina chegaria ao explendor de seus dias na Terra. Deusas da fertilidade e do amor comandavam o mundo. Haviam, nesta época, cem templos de Afrodite (ou deusa do Amor) para apenas um templo de Ares, o deus da guerra. A primazia da mulher levou o Amor ao centro da Vida.
Conforme o tempo foi passando, a mulher, por gerar a vida, foi comparada à Terra e adquiriu um poder criativo e encantatório. Este poder sinuoso do sensível e do intuitivo feminino passou a governar o mundo através das sementes depositadas na terra e do poder da lua e das águas, que davam fertilidade às plantações. Afrodite nasceu das águas, assim como Yemanjá e também Iara, a mãe das águas. Neste tempo, grandes deusas governaram a Terra: Parvati, Ishtar, Frêya, Réia, Hera, Demeter, Artemis e Athena, transformadas nas Juno, Ceres, Diana, Vênus e Minerva romanas.
A classe sacerdotal era composta por mulheres, uma vez que só elas possuiam o poder invocatório das forças telúricas e celestes, a hierofania. A primeira sacerdotiza da Grécia, que atendia no templo de Delphos, foi a lendária pitonisa “Fonema”. Hoje, a palavra fonema se trata dos sons que fazem sentido para nós, na linguagem. Da sacerdotiza é que emanava o Verbo (Logos), significado da Vida.
Três dos mais significativos mitos da antiguidade eram estrelados por mulheres: a deusa egípcia Isis, a heroína Antígona e Medéia, a mãe que matou os filhos para não se tornarem escravos.
Alguns séculos antes de Sócrates, os homens retomariam o poder no mundo. A civilização judaica, origem do exagero machista, escondeu que o deus Yavéh (Jeová) tinha uma mulher, Asherah, representada por uma árvore. O judaismo, na sede de dominar o poder criativo feminino, colocou Eva numa posição inferior a de Adão, nascida da costela do mesmo. As virtudes femininas só seriam parcialmente resgatadas através do coração límpido de Maria.
Contudo, com o domínio masculino tudo se inverteria. Passaram a haver 700 templos para o deus da guerra (Marte) para apenas um templo para a deusa do Amor (Vênus). A energia masculina negaria o Amor presente nas coisas.
A verdade é que o jeito dos homens é muito diferente das mulheres porque é baseado na competitividade, na agressividade e no domínio do território e da própria mulher. Os machos do mundo humano continuam mijando nos cantos da realidade para marcarem suas posses. Assim, o mundo permanece em tensão constante. Necessitamos do retorno do poder sinuoso, sensível e solidário das mulheres. As mulheres são mais flexíveis e adaptáveis. Em geral, são mais resistentes a dor da alma, mais afetuosas e justas. É bom lembrar que a deusa da Justiça era mulher; Temis, descendente direta da Grande Mãe Gaia.
Desde a antiguidade que as mulheres protestam contra o machismo dominante. É da época de Sócrates o famoso episódio dos Hermocópitas, onde as mulheres de Atenas deceparam, em uma só noite, o pênis de milhares de estátuas de Hermes, causando confusão na Acrópole. O próprio filósofo Platão jamais excluiu as mulheres da política e criticava muito os gregos por fazê-lo. Mais tarde, muitas mulheres provaram sua grande capacidade na política, entre elas, Elisabeth I, da Inglaterra.
Depois do assassinato da cientista Hipácia, no Sec IV, em Alexandria, vítima do bispo Cirilo, o poder masculino religioso mandou matar, nas fogueiras da Idade Média, milhares de mulheres curandeiras, acusando-as de bruxas, simplesmente, porque ninguém procurava os padres, mas preferiam consultar as doces e intuitivas senhoras xamãs. Estas mulheres resistem ainda hoje na figura das vovós dos centros de Umbanda.
A história das mulheres se confunde com a própria história da Terra, a grande mãe Gaia, nossa Pachamama. A defesa da paz e dos ecossistemas coincide com a luta das mulheres pela justiça e para reequilibrar o poder no mundo. Que todas as mulheres possam despertar do seu sono secular para reencontrarem toda a sua dignidade, sua fertilidade e o poder criativo do seu amor.
sábado, 23 de julho de 2011
AS FAÇANHAS DE ANTÔNIO DÓ

quarta-feira, 20 de julho de 2011
AGÊNCIAS DE RISCO: A FACE ARROGANTE DO CAPITALISMO
As últimas notícas da economia americana são péssimas para a economia nacional. O governo brasileiro observa com atenção o impasse em torno das negociações no Congresso dos Estados Unidos sobre o aumento do limite de endividamento do país. Aposta que o pragmatismo vai prevalecer, tornando baixo o risco de um calote na dívida da maior economia mundial. A equipe econômica avalia que a situação carrega riscos tão graves e de consequências tão imprevisíveis que necessariamente será resolvida pelos políticos americanos até o prazo previsto, no início de agosto.
Caso o pior acontecesse, essa situação atingiria a confiança no dólar como moeda de reserva global e tenderia a provocar um colapso nas linhas de crédito bancário. Em um ambiente de crise na Europa, o quadro ficaria ainda pior.
Sempre é bom destacar que o Brasil aumentou nos últimos tempos a compra de títulos dos EUA. Dados do Tesouro dos EUA e do Banco Central brasileiro mostram que esse é um dos principais destinos das reservas internacionais do Brasil, um seguro contra crises. O investimento brasileiro em títulos norte-americanos é de US$ 207 bilhões, o que representa 63% das reservas internacionais.
Fabio Kanczuk, da Faculdade de Economia e Administração da USP, diz que o risco de Barack Obama não conseguir ampliar o teto da dívida e promover um calote é praticamente nulo. Se não deixarem esse limite aumentar, o resultado será uma quebradeira geral, mais grave que a crise de 2008, independentemente de quanto o país tem aplicado nesses títulos, afirmou."
domingo, 17 de julho de 2011
O HOMEM BRINCA DE DEUS
O “complexo Deus” da modernidade
Teólogo/Filósofo
Segundo o fundador do paradigma moderno da tecnociência, Francis Bacon, cabe ao ser humano torturá-la, como o fazem os esbirros da Inquisição, até que ela entregue todos os seus segredos. Desta atitude se derivou uma relação de agressão e de verdadeira guerra contra a natureza selvagem que devia ser dominada e civilizada. Surgiu também a projeção arrogante do ser humano como o Deus que tudo domina e organiza .
Devemos reconhecer que o Cristianismo ajudou a legitimar e a reforçar esta compreensão. O Gênesis diz claramente: enchei a Terra e sujeitai-a e dominai sobre tudo o que vive e se move sobre ela (1,28). Depois se afirma que o ser humano foi feito à imagem e semelhança de Deus (Gn 1,26). O sentido bíblico desta expressão é: o ser humano é lugar-tenente de Deus e como Este é o senhor do universo, o ser humano é senhor da Terra. Ele goza de uma dignidade que é só dele, o de estar acima dos demais seres. Dai se gerou o antropocentrismo, uma das causas da crise ecológica. Por fim, o estrito monoteismo retirou o caráter sagrado de todas as coisas e o concentrou só em Deus. O mundo, não possuindo nada de sagrado, não precisa ser respeitado. Podemos moldá-lo ao nosso bel-prazer. A moderna civilização da tecnociência encheu todos os espaços com seus aparatos e pôde penetrar no coração da matéria, da vida e do universo. Tudo vinha envolto pela aura do progresso, uma espécie de resgate do paraiso das delícias, outrora perdido, mas agora reconstruido e oferecido a todos.
Esta visão gloriosa começou a ruir no século XX com as duas guerras mundiais e outras coloniais que vitimaram duzentos milhões de pessoas. Quando se perpetrou o maior ato terrorista da história, as bombas atômicas lançadas sobre o Japão pelo exército norteamericano, que matou milhares de pessoas e devastou a natureza, a humanidade levou um susto do qual não se refez até hoje. Com as armas atômicas, biológicas e químicas construidas depois, nos demos conta de que não precisamos de Deus para concretizar o Apocalipse.
Não somos Deus e querer ser Deus nos leva à loucura. A idéia do homem como Deus se transformou num pesadelo. Mas ele se esconde ainda atrás do tina (there is no alternative) neoliberal: não há alternativa, este mundo é definitivo. Ridículo. Demo-nos conta de que o saber como poder (Bacon) quando feito sem consciência e sem limites éticos, pode nos autodestruir. Que poder temos sobre a natureza? Quem domina um tsunami? Quem controla o vulcão chileno Puyehe? Quem freia a fúria das enchentes nas cidades serranas do Rio? Quem impede o efeito letal das partículas atômicas do urânio, do césio e de outras liberadas, pelas catástrofes de Chernobyl e de Fukushima? Como disse Heidegger em sua última entrevista ao Der Spiegel: só um Deus nos poderá salvar.
Temos que nos aceitar como simples criaturas junto com todas as demais da comunidade de vida. Temos a mesma origem comum: o pó da Terra. Não somos a coroa da criação, mas um elo da corrente da vida, com uma diferença, a de sermos conscientes e com a missão de guardar e de cuidar do jardim do Eden (Gn 2,15), quer dizer, de manter a condições de sustentabilidade de todos os ecossistemas que compõem a Terra.
Se partimos da Bíblia para legitimar a dominação da Terra, temos que voltar a ela para aprender a respeitá-la e a cuidá-la. A Terra gerou a todos. Deus ordenou: Que a Terra produza seres vivos, segundo sua espécie (Gn 1,24). Ela, portanto, não é inerte, é geradora e é mãe. A aliança de Deus não é apenas com os seres humanos. Depois do tsunami do dilúvio, Deus refez a aliança com a nossa descendência e com todos os seres vivos (Gn 9,10). Sem eles, somos uma familia desfalcada.
A história mostra que a arrogância de ser Deus, sem nunca poder sê-lo, só nos traz desgraças. Baste-nos ser simples criaturas com a missão de cuidar e respeitar a Mãe Terra."
quarta-feira, 13 de julho de 2011
O BELÔ POÉTICO ESTÁ DE VOLTA

domingo, 10 de julho de 2011
ÍNDIA INCENTIVA O CONTROLE DA NATALIDADE
Vasectomia rende carro compacto na ÍndiaA Índia resolveu inovar no controle de natalidade. Preocupadas com o crescimento polucional do país, o segundo mais populoso do mundo, as autoridades indianas costumam oferecer prêmios a quem desiste de ter filhos. O mais novo deles é um Tata Nano (o carro tem motor de 624 cm cúbicos de cilindrada, o mesmo que uma moto). A cidade de Jhunjhunu, no estado do Rajastão, está oferecendo o compacto a homens que aceitarem fazer vasectomia.
As outras recompensas disponiveis são motos e aparelhos de televisão.
O Nano, da indiana Tata Motors, é considerado o carro mais barato do mundo, com preço de US$ 2.500. Com 1,2 bilhão de habitantes, a Índia perde apenas para a China na lista dos países mais populosos do mundo.
(Fonte: BBC)
quarta-feira, 6 de julho de 2011
UM ÁTIMO DO COTIDIANO
sábado, 2 de julho de 2011
A CONVERSÃO DE UM PINTOR AGNÓSTICO

Foi uma irmã que abriu o coração de Henri Matisse às temáticas da fé, até lhe permitir criar "um dos tesouros mais preciosos que existem no mundo: o conjunto de desenhos, objetos e projetos que, nos anos que vão do final da década de 1940 ao início da década de 1950, ele forneceu para a Capela do Rosário de Vence", revela o diretor dos Museus Vaticanos, professor Antonio Paolucci, por ocasião da inauguração de uma "Sala Matisse", que enriquece agora a partir de hoje o percurso dos visitantes entre os tesouros artísticos contidos na Palácio Apostólico e nos edifícios adjacentes.
A nota é de Giacomo Galeazzi, publicada em seu blog, Oltretevere, 24-06-2011, com tradução de Moisés Sbardelotto.
"Primeiro, lembra o professor Paolucci aos microfones da Rádio do Vaticano, esse grande artista que havia atravessado todas as vanguardas do século XIX, era um homem agnóstico, pelo que se sabe, em matéria de fé. E, depois, encontrou uma freira dominicana, madre Agnes de Jesus. Entre esse homem e essa mulher, se estabeleceu uma relação afetuosa, de estima recíproca entre uma irmã e um artista que já está no crepúsculo da vida – morrerá poucos anos depois – e quer fazer essa homenagem à religião.
Segundo o ex-ministro dos Bens Culturais, o fato mais significativo dessa coleção de cartões preparatórios, é a atenção de um grande artista moderno aos valores da Igreja Católica e à representação visual do drama da Missa.
Esses maravilhosos cartões pintados foram depois doados – reconstrói Paolucci – pelo herdeiro de Matisse, seu filho Pierre, em 1980, aos Museus Vaticanos, porque, alguns anos antes, em 1973, aquele grande intelectual do século XX que responde ao nome de Paulo VI quisera reabrir o diálogo com a arte moderna e contemporânea e, em 1973, abriu o Departamento de Arte Religiosa Moderna e Contemporânea, que ainda existe.
Assim, depois de um trabalho que durou anos, pode-se hoje visitar a exposição dessas fragilíssimas pinturas feitas de papelão". "E vem visita, vê expostos os desenhos preparatórios coloridos para os vitrais, vê expostas as casulas, que parecem prados floridos na primavera, e são muito bonitas, porque – conclui o diretor dos Museus Vaticanos – o gênio de Henri Matisse é justamente este: a sua alegria de viver, a sua capacidade de se admirar, como faz uma criança perante a iridescente beleza do mundo. Vê-se aquele Cristo filiforme, destinado ao altar da Capela, vê-se esse pauperismo feliz. Além disso, ele mesmo chegou a dizer e também a escrever que considerava este adorno da Capela de Vence a sua obra-prima".
terça-feira, 28 de junho de 2011
SÓ ACONTECE NA ESPANHA
sábado, 25 de junho de 2011
CRESCE A VULNERABILIDADE DAS FAMÍLIAS
No Brasil, segundo dados, preliminares, do Censo 2010, 1.082.239 mulheres são chefes de família sem renda. O Rio Grande do Sul reúne 3,5% destas mulheres. A Região do Vale do Rio dos Sinos tem 5.350 mulheres chefe de família, ou seja, 0,09% das mulheres gaúchas. Destaca-se que 98% dos domicílios chefiados por estas mulheres estão em área urbana.
Outro dado que necessita ser considerado para a análise, avaliação e projeção das políticas públicas, especialmente dirigidas às crianças e adolescentes, é que somam 5.893 brasileiras responsáveis por domicílios, que têm entre 10 e 14 anos. Ou seja, crianças e adolescentes, que, segundo o Estatuto da Criança e do Adolescente - ECA são prioridade absoluta e que necessitam ser protegidas, estão protegendo seu grupo familiar. Gaúchas nesta mesma faixa etária são 38.602 e no Vale do Rio dos Sinos são 28 crianças e adolescentes chefiando suas famílias.
Mulheres acima de 70 anos é a faixa etária de maior número no Brasil, 111.674. No Estado são 4.411. Sendo que 16,8% destas mulheres estão no Vale, coincidindo com a faixa etária com o maior percentual de mulheres chefe de família na região. Trata-se de mais uma evidência de desproteção, já que os idosos, assim como as crianças e adolescente, necessitam ser protegidos, conforme garantido no Estatuto do Idoso.
Constata-se que estes grupos familiares chefiados por mulheres necessitam ser radicalmente protegidos por um conjunto de políticas, em vista do seu fortalecimento e garantia de cidadania.
Os indicadores socioeconômicos contribuem para esta análise. O Censo 2010 apresenta muitas informações para ampliar e qualificar este quadro de realidade. O ObservaSinos comprometido com a publicização das informações e com a formação para este acesso e análise, realizará no dia 24 de agosto a Oficina sobre os dados censitários 2010. (Fonte: site do IHU - Instituto Humanitas Unisinos)
quarta-feira, 22 de junho de 2011
RECICLAGEM NUCLEAR NA EUROPA
domingo, 19 de junho de 2011
OS BENS DEVEM SER PÚBLICOS OU PRIVADOS?
"Dezenas de milhares de estudantes, professores e funcionários de escolas saíram às ruas esta semana no Chile para protestar contra a crescente privatização da educação no país. Na Europa, outras dezenas de milhares de jovens, trabalhadores de diversos setores e desempregados estão nas ruas na Grécia, na Espanha, na República Tcheca e em outros países contra os planos de austeridade do FMI e do Banco Central europeu que representam maior arrocho para os assalariados, privatização de empresas e serviços públicos e impunidade para os responsáveis pela crise. Por todo o mundo, cresce a resistência à ofensiva do grande capital que quer resolver a crise econômico-financeira iniciada em 2008, transferindo os custos, mais uma vez, para os bolsos de quem vive do trabalho. A Carta Maior destaca essa situação neste fim de semana, sugerindo a leitura de alguns artigos e reportagens de dois Especiais, Desordem Financeira e As Ruas do Mundo, que ajudam a entender o atual cenário internacional e seus possíveis impactos na América Latina e no Brasil."
quinta-feira, 16 de junho de 2011
OS ESPINHOS DA FLOR
choro palavras
domingo, 12 de junho de 2011
ECONOMIA SOLIDÁRIA
Economia Solidária: alcances e limites.Entrevista especial com Clara Marinho Pereira
quinta-feira, 9 de junho de 2011
CAPITALISMO TEM SEUS DIAS CONTADOS
O Brasil assiste a um terceiro ciclo de expansão capitalista. Após o modelo nacional-desenvolvimentista encabeçado por Vargas a partir dos anos 30 que resultou no início das bases da industrialização brasileira; do modelo de industrialização associado ao capital transnacional encetado por Juscelino Kubitschek nos anos 50 que, com a vinda do capital de fora, acelerou o crescimento econômico; temos agora o modelo neodesenvolvimentista, iniciado por Lula e continuado por Dilma Rousseff.
Esse modelo [neodesenvolvimentista] em substituição ao modelo neoliberal levado a cabo por Fernando Henrique Cardoso retoma as bases dos modelos anteriores ? período Vargas e JK ? e vem reorganizando o capitalismo brasileiro. As bases do modelo neodesenvolvimentista se fazem a partir da recuperação do papel do Estado como indutor do crescimento econômico. Um Estado que alavanca a infraestrutura para assentar as cadeias produtivas do capital privado.
Uma das pontas de lança do modelo em curso é a hiper-exploração de uma das últimas fronteiras do país: a Amazônia legal. A região já foi palco de um primeiro ciclo de exploração, nos anos 70, a partir da tese da geopolítica de segurança dos militares que decidiram ocupá-la com o projeto de transferência de populações para a região. O ciclo desenvolvimentista em curso na região nesse momento, entretanto, é incomparavelmente maior e o aumento da violência e dos impactos ambientais e sociais na região está relacionado a essa nova dinâmica.
Ainda mais grave, e na raíz da tensão dos acontecimentos sociais e ambientais, está o fato de que o modelo de exploração é exógeno à região e implantado a custa das riquezas e populações locais. Os grandes projetos que chegam à região estão voltados para interesses externos. Por um lado, se tem a exportação de madeira, da soja, da carne, de ferro-gusa e alumínio, sobretudo para países que não querem arcar com os custos socioambientais dessas atividades que são pesados; por outro, e para viabilizar essa lógica econômica, se tem os grandes investimentos em projetos de infraestrura energética ? hidrelétricas ? e de apoio logístico ? rodovias e hidrovias. A região presta-se ainda à expansão dos interesses do agronegócio ? soja, etanol e pecuária.
Uma plataforma de exportação. É nisso que vem se transformando a Amazônia legal, uma região que produz commodities ? primarização da economia ? para outros países e para o consumo do Brasil desenvolvido, a região sudeste. É nesse contexto que se insere a construção de mega-hidrelétricas ? Belo Monte, Complexo Madeira, Complexo Tapajós ?, abertura de rodovias e hidrovias, ampliação da exploração de madeira e minérios, expansão da pecuária e das monoculturas da soja e da cana-de-açucar. A reforma do Código Florestal também se compreende a partir dessa dinâmica, o agronegócio quer liberdade de exploração, sem amarras e restrições.
Simultâneamente ao anúncio da licença de construção da usina hidrelétrica de Belo Monte e a aprovação da Reforma do Código Florestal, o país tomou conhecimento do recrudescimento da violência na região amazônica brasileira ? cinco mortes em cinco dias. Esses fatos, aparentemente isolados, relacionam-se a partir da dinâmica expansionista do capitalismo brasileiro na região Norte do país.
Aprovação da flexibilização do Código Florestal, construção de mega-hidrelétricas, linhões de transmissão, abertura de rodovias, ampliação de hidrovias, intensificação da pecuária, monocultura da soja, chegada da cana-de-açucar, exploração da madeira e de minérios exercem enorme pressão sobre as populações locais, ribeirinhos, posseiros, extrativistas, pequenos agricultores, indígenas e desaguam em violência, devastação ambiental e impactos sociais.
domingo, 5 de junho de 2011
FLAGRANTE DE UM ATO DE CORAGEM EM FAVOR DA PAZ
(Foto: Reuters)quarta-feira, 1 de junho de 2011
POPULAÇÃO DA CIDADE DE SANTA LUZIA PEDE SOCORRO
Comunicólogo
Freqüento Santa Luzia há mais de 20 anos. Em 1989 comprei, em um distrito da cidade, um pequeno terreno que, pretensamente, chamo de sítio, em razão desse viver confinado em apartamento.
Nascido no sertão das Gerais, mas vivendo em BH desde 1981, vendi o apartamento na capital e aluguei um imóvel em Santa Luzia pra ficar mais perto do terreno onde pretendo construir e para lá me mudar. No primeiro sábado na nova moradia, a igreja ao lado, fez um barulho dos infernos. Os fiéis gritavam tanto que eu, afeito à oração meditativa e silenciosa, me perguntei se Deus teria algum problema de audição. Na segunda-feira, me dei conta de que a construtora que edificou o prédio que eu moro, iria construir outro, igualzinho, ao lado. E, tome serra elétrica, marretadas, vergalhões jogados nos madeirames, caminhões de concreto e muita falação, em altos decibéis, a partir de seis e meia da manhã, quando os trabalhadores chegam.
A única operadora de telefonia fixa e internet na cidade é a Oi que, por falta de concorrência, pinta e borda com os clientes. Embora as atendentes do call center da empresa prometessem que em 48 horas o telefone seria ativado, fiquei sem o serviço 28 dias e a internet só foi ativada 55 dias depois do pedido.
Como se não bastasse, dez dias depois de fixar residência na cidade, a ponte da BR-381, sobre o Rio das Velhas caiu, e, Santa Luzia é quem paga o pato. Ônibus, carretas, vans e automóveis de todos os tipos invadiram a cidade e fazem buracos nas ruas, derrubam meios-fios, empoeiram tudo e provocam engarrafamentos quilométricos. A rodovia MG-020 que era horrível, mas foi recuperada nos últimos anos, está sendo literalmente destruída. A agressividade da “3-8-1”, conhecida como rodovia da morte, foi transferida para cá. Caminhões de 30, 40, 50 toneladas, trafegam irresponsavelmente, em alta velocidade, colocando em risco a vida de pedestres, ciclistas e de motoristas de automóveis particulares, impondo aos seus usuários a mesma lógica do tráfego assassino da BR-381.
Já é grande o número de acidentes contabilizados na região, desde que foi feito o tal desvio. E por aqui não se vê nenhum guarda de trânsito militar, nem a Polícia Rodoviária Estadual ou Federal. A precária guarda municipal de uma prefeitura que, a despeito de sua alta arrecadação, mal dá conta da coleta de lixo e de capinar as ruas cobertas de ervas daninhas, é que sofregamente tenta disciplinar o caos em que se transformou o trânsito da pacata cidade histórica mineira.
Esses desmandos todos seriam porque os olhos da santa que dá nome à cidade, foram perversamente arrancados? Se não há governo, municipal, estadual ou federal que enxergue a situação e dê um jeito nela, certamente, Santa Luzia que ouve as preces dos seus devotos, intercederá. Nem que seja inspirando a população a fazer uma manifestação ainda mais impactante do que a queima de pneus que bloqueou a estrada recentemente.
sábado, 28 de maio de 2011
MOSTEIRO CISTERCIENSE É FECHADO
Papa fecha mosteiro por sua ‘moral laxa’
De acordo com informações divulgadas pelo jornal italiano La Stampa e outros meios internacionais, os monges ofereciam concertos nos quais atuava a freira Anna Nobili, ex-dançarina erótica, que realizava danças com uma cruz.
Este espetáculo foi oferecido, em 2009, ao arcebispo Gianfranco Ravasi, presidente do Pontifício Conselho para a Cultura do Vaticano. Para sua atuação, Nobili – que afirma que utiliza a dança como forma de oração – se joga com os braços em forma de cruz diante do altar e pega um crucifixo ou se curva e gira como se fosse uma animadora de torcida norte-americana.
O Papa Bento XVI, em sua política de purificar a Igreja, decidiu dispersar os cistercienses que moravam no monastério, depois de uma investigação levada a cabo pela Congregação para os Institutos de Vida Consagrada e Sociedades de Vida Apostólica.
O centro estava há tempo sob o atento olhar do Vaticano que, no ano passado, suspendeu o abade Simone Fioraso, um ex-estilista de Milão, pela má situação econômica e espiritual da abadia. Entre outras coisas, este religioso ajudou a abrir um hotel, o Domus Sessoriana, com serviço de limusine 24 horas por dia. O lugar, além disso, hospedou em 2008 a famosa diva pop Madonna, que aproveitou a visita para ter alguns momentos de oração.
Apesar de tudo, um porta-voz deste hotel declarou que funciona separado do mosteiro e que vai continuar aberto.
(Fonte: Site Religión Digital, 27-05-2011, com tradução do Cepat)
terça-feira, 24 de maio de 2011
ECONOMIA E RELAÇÕES DE PODER
“A doutrina neoliberal enjaulou a economia política”
FOTO DE UM MOMENTO MÁGICO
As ilhas Andaman, no arquipélago situado no Golfo de Bengala, é o único lugar do mundo
PALOCCI ESTÁ LIQUIDADO
Palocci não tem mais condições de ficar, dizem cientistas políticos

Ataque com apenas quatro meses no cargo revela fragilidade do chefe da Casa Civil, cuja permanência no núcleo do governo enfraquece gestão Dilma Rousseff e dá fôlego para adversários sem rumo e sem discurso. 'Palocci está liquidado politicamente', diz analista. 'Ele já passa por retraimento e talvez não tenha como ficar', afirma outro.
Para ler na íntegra o texto de André Barrocal, clique aqui.
quarta-feira, 18 de maio de 2011
CHEFE DO FMI FOI INTERROGADO EM NOVA YORK
(Foto: Mike Segar / REUTERS)
quinta-feira, 12 de maio de 2011
LEITURAS E 'DESLEITURAS'
Wanderson Lima
Poeta e ensaísta
Um dia desses, vi um jogador medíocre dizer na televisão que jogava inspirando-se em Lionel Messi e Cristiano Ronaldo. Paulo Coelho reivindica Jorge Luis Borges como uma de suas maiores influências. Nem o futebolista nem o escritor mentem: o problema é que há influências e influências. A que nos propõe Harold Bloom chama-se “desleitura” (misreading), e supõe uma espécie de agon intelectual no qual o influenciado busca cavar seu espaço próprio na tradição literária através de uma leitura revisionista da obra do influenciador.
Precisamos parar de pensar em qualquer poeta como um ego autônomo, por mais solipsistas que sejam os poetas mais fortes. Todo poeta é um ser colhido numa relação dialética (transferência, repetição, erro, comunicação) com outro poeta ou poetas (H. Bloom, A angústia da influência, 2002)
Posso dizer, neste sentido, que Ronaldinho Gaúcho desleu Mané Garrincha, ou que Borges desleu Kafka, Whitman e o Livro das mil e uma noites. Desler, no sentido reclamado por Bloom, requer certa paridade de forças, a astúcia de saber deslocar, reinterpretar, até mesmo distorcer a obra do precursor. Para ler o ensaio na íntegra, clique aqui.
LÍBIOS SE REFUGIAM NA ITÁLIA
segunda-feira, 9 de maio de 2011
NINGUÉM SE IMPORTA
Céu de vidro
Eugênio Magno
quarta-feira, 4 de maio de 2011
O MUNDO À REVELIA
Numa aula da disciplina Tecnologia da Informação e da Comunicação: teorias e práticas, na Faculdade de Educação - FAE / UFMG, o grupo do qual eu participava, ao realizar um exercício prático criou o quadrinho acima (uma brincadeira), com um software livre que foi disponibilizado para tal. MORRE GURU INDIANO
Para ler a reportagem completa de María Antonia Sánchez-Vallejo, publicada no jornal El País, de 03-05-2011, com tradução do Cepat, clique aqui.
domingo, 1 de maio de 2011
SANTO SÚBITO
terça-feira, 26 de abril de 2011
DITADURA APAGOU IMAGENS DE ARTISTA
Cineastas e pesquisadores acreditam que a paranóia dos Anos Médici “apagou” registros em movimento do compositor paraibano Geraldo Vandré. Leia a matéria especial de Maria do Rosário Caetano, para o Brasil de Fato, clicando aqui.
terça-feira, 19 de abril de 2011
GUERRA SANTA
Tendo escapado do massacre de 1996, ele jamais havia falado depois da morte dos monges de Tibhirine. Encontramos o frei Jean-Pierre Schumacher (foto), 88 anos, em um mosteiro do Marrocos, onde aceitou confiar-se exclusivamente para a Le Figaro Magazine. Ele fala dos coirmãos desaparecidos, dos trágicos eventos que viveram, do filme de Xavier Beauvois, Homens e deuses ("Des hommes et des dieux"). Mas também da sua fé e da sua esperança. Um colóquio luminoso.
A reportagem de Jean-Marie Guénois,foi publicada na revista Le Figaro Magazine, em 06-02-2011. Confira a entrevista na íntegra, com tradução é de Moisés Sbardelotto, clicando aqui.
sexta-feira, 15 de abril de 2011
INCOERÊNCIA DA MACROECONOMIA PROVOCA DESEQUILÍBRIO GERAL
segunda-feira, 11 de abril de 2011
PRECARIZAÇÃO DA VIDA ACELERA CADA VEZ MAIS
(Foto: Ted Aljibe / AFP)
terça-feira, 5 de abril de 2011
UMA IMAGEM REVELADORA
A imagem acima é o que poderia ser o primeiro retrato de Jesus, esculpido pelos seus contemporâneos e usado como "capa" de um livro sagrado que contém imagens e relatos sobre a vida e sobre a morte de Cristo. Uma descoberta que faz enlouquecer de curiosidade, empolgação e preocupação todo o exército de arqueólogos, colecionadores, bibliófilos e historiadores das religiões que palpitam por todo achado na Terra Santa: nada de tão antigo já surgiu sobre o cristianismo.
(Fonte: Site do IHU - Instituto Humanitas Unisinos)
sexta-feira, 1 de abril de 2011
LEGADOS POÉTICOS
segunda-feira, 28 de março de 2011
BUÑEL POR GARÇÃO
quarta-feira, 23 de março de 2011
OBAMA NO TÚMULO DE OSCAR ROMERO
A foto que amanhã irá chegar aos jornais entra na história das Américas: presidente dos Estados Unidos em oração no túmulo do bispo Romero (foto) assassinato (24 de março há 31 anos) em nome da "guerra ao comunismo", ordenada por um outro presidente de Washington cansado da Igreja que defendia os agricultores abandonados aos esquadrões da morte. Anos de Reagan, anos de Obama.

sábado, 19 de março de 2011
CENTRO CULTURAL PADRE EUSTÁQUIO PROMOVE OFICINA DE POESIA
O Centro Cultural Padre Eustáquio vai promover uma oficina de poesia popular, ministrada pelos poetas Rogério Salgado e Virgilene Araújo. Os encontros acontecerão no horário de 09:00 às 13:00hs, nos dias 2, 9, 16 e 30 de abril e 7 de maio, na sede do CCPE, à rua Jacutinga, nº 821, na Feira Coberta do bairro Padre Eustáquio.
Para se inscrever e participar, gratuitamente, basta ligar para os telefones: (31) 3277.8394, 3464.8213 e 8421.6827.
terça-feira, 15 de março de 2011
GRITO DA NATUREZA SACODE O JAPÃO
(Foto: Hiroto Sekiguchi / AP / SIPA)
SESC VAI PRESENTEAR BH COM CENTRO DE CULTURA

SALVEMOS O CARAÇA
Sou frequentador do Santuário do Caraça há mais de 25 anos e estou preocupadíssimo com a devastação em seu entorno. As mineradoras estão transformando o Caraça em uma ilha e isso é ameaçador: para a fauna, a flora, as nascentes, para os humanos que lá vivem e para todos nós que lá visitamos.
Recebi da coordenadora ambiental de lá, Aline, um apelo que repercutuo-o aqui:
quinta-feira, 10 de março de 2011
OPÇÃO PELOS POBRES NO SÉCULO XXI
NOITES INSONES
(do livro "Minas em mim", 2005)
PALESTRA SOBRE OS ENSINAMENTOS DE GURDJIEFF
A sociedade para o Estudo e Pesquisa do Homem - Instituto Gurdjieff - de Belo Horizonte, promove no próximo dia 16 de março, às 20:00hs em sua sede urbana, à rua Divinópolis, 121, bairro Santa Tereza, uma palestra sobre os ensinamentos de George Ivanovich Gurdjieff. A palestra, com entrada franca, é direcionada especialmente aos interessados em fazerem parte do Grupo Gurdjieff e será precedida de recital de piano e flauta com a música de Gurdjieff e Thomas de Hartmann. Maiores informações pelo e-mail institutigbh@gmail.com.
sábado, 5 de março de 2011
FILME SOBRE A TRAGÉDIA DO RIO
CARTA DE PAULO FREIRE
Para quem, nesse período de carnaval, deseja fazer uma reflexão mais profunda sobre questões de ordem humanística e fugir das alegorias, batuques e máscaras dos festejos do rei Momo, estou disponibilizando aqui uma preciosidade: a carta de um dos gênios da raça, o filósofo e educador brasileiro, Paulo Freire, endereçada a Rogério de Almeida Cunha. Clique aqui e leia-a.
terça-feira, 1 de março de 2011
VENCEDOR DO OSCAR DE MELHOR DOCUMENTÁRIO
AINDA OS FENÔMENOS NATURAIS
(Foto: David Mercado / Reuters)








