Mostrando postagens com marcador IN GÊ NU(A) IDA DE. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador IN GÊ NU(A) IDA DE. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 8 de março de 2023

8 DE MARÇO, DIA DA MULHER

Com o poema dedicado à filha, Geovana e a foto da netinha, Manuella, homenageio todas as Mulheres no seu dia

 


GEOVANA

Geralda, Wilma, Nílcia, Maria, Odete, Lucília

mãe, mulher, irmãs e filha

Geovana

E outras tantas e tontas meninas

( . . . )

eternas minas

de ouro e tintas

Geovana Chama

nana

nenê


(Do meu livro, IN GÊ NU(A) IDA DE - versos e prosa, 2005, pág. 35)


domingo, 17 de janeiro de 2016

ERA UMA VEZ UMA PRIMAVERA ...


Jaculatória

Eugênio Magno 


Deixei de ouvir as cigarras. 
Um pássaro pousou no galho mais alto do fícus e entoou um canto. 
Antes do silêncio, as cigarras já haviam retomado o seu mantra.

(Do livro IN GÊ NU(A) IDA DE - Versos e prosa, 2005)

segunda-feira, 16 de novembro de 2015

INSPIRADO EM UM VELHO AMIGO QUE NÃO VEJO HÁ MUITO ANOS


 Confissões de um diletante


Eugênio Magno


Certa vez no cinema ouvi de um personagem: “Há homens que nunca deveriam ler”. Talvez eu seja um deles, pensei. Aos poucos fui deixando o hábito. Tive medo das más influências.
Não leio mais... 
Agora, só escrevo.

(Do livro IN GÊ NU(A) IDA DE - Versos e prosa, 2005)


quinta-feira, 15 de outubro de 2015

HOMENAGEM À FILHA DE UM GRANDE AMIGO


Destinatário não encontrado

Eugênio Magno


Cássia não mora mais aqui. Mudou de endereço. Deve habitar o céu, sei lá... Não ouviremos mais a sua voz que agora fala aos serafins.
Fui me despedir dela, mas Cássia não me reconheceu. Não acenou para mim.
Cássia, irmã que não conheci, filha que não ninei, desculpe se tardei a chegar perto de você. Embora você estivesse linda e altiva no dia da despedida, prefiro sua imagem no retrato que um dia, risonho, seu pai me mostrou.
Por falar em foto, mande-nos um postal do céu. Diga ao Todo Poderoso, aos anjos e santos que temos muitas curiosidades, mas continuamos a viajar no velho veleiro. Que só você foi à frente de jato.
Deus te abençoe menina.

E a nós também, que sentimos sua falta.

(Do livro IN GÊ NU(A) IDA DE - Versos e prosa, 2005)

terça-feira, 15 de setembro de 2015

NOTÍVAGO


Apatia de uma noite de outono


Eugênio Magno 


Depois da falta de sono, veio a vontade de não dormir e vaguear pelas ruas desoladas. A lua se escondia atrás da névoa. O vento que às vezes soprava e o chão úmido (coberto pelas folhagens) faziam-me um convite a penetrar os labirintos daquela noite, mista de horripilante e sedutora. As tortuosas ruelas, o chão, o céu e toda aquela arquitetura barroca faziam coro me convidando a integrar tal atmosfera.
Agasalhado e frio, deixei de ser espectador para protagonizar o nada, a apatia da noite de outono.
- Onde estavam os fantasmas e todos aqueles personagens das lendas, do folclore e da ficção?
Já não haviam mais dráculas, mulas-sem-cabeça, sacís, lobisomens ou mulheres-de-sete-metro. Apenas o ronco coletivo, o sono e o sonho... enquanto eu, buscava incessantemente uma cena digna daquela noite sombria.
Ao avistar a silhueta de duas pessoas cheguei a pensar em visão fantasmagórica, até me certificar que se tratava de uma senhora e um jovem. Resolví segui-los à distância e... quem sabe vivenciar um acontecimento inesperado!? Os dois andavam em atitude suspeita e pareciam fugir ou esconder algo que eu não conseguia identificar.
Num dado momento eles pararam, olharam para trás e viraram uma esquina. Certa hora cheguei a pensar que os havia perdido de vista. Depois os ví em frente ao casarão dos Freire.
Pensei: o que estariam fazendo em um casarão abandonado?
A medida que me aproximava ouví grunhidos, pancadas fortes e risadas. Passei a ter a nítida impressão de que estava completando o quebra-cabeças.
Quis surpreendê-los, então.
Ao entrar no casarão, na enorme sala iluminada à luz de velas, encontrei os dois, debruçados sobre a mesa. Perguntei o que estava havendo, e o jovem me respondeu:
- Somos apenas dois diabéticos, querendo comer nossa rapadura, sossegados.
A senhora completou:
- Acabamos de quebrá-la. Aceita!?

(Do livro IN GÊ NU(A) IDA DE - Versos e prosa, 2005)

sábado, 18 de julho de 2015

"OSTRA FELIZ NÃO FAZ PÉROLA" *



Eu

Eugênio Magno


de trincheira

do ego

promovo a

minha voz

a cascata


do Eu


(Do livro IN GÊ NU(A) IDA DE - versos e prosa, 2005)

* Rubem Alves

domingo, 15 de março de 2015

PRIMAVERA, VERÃO, OUTONO, INVERNO, PRIMAVERA ...


4 Estações

Eugênio Magno


                 Nos idos da minha primavera
  bebí o sol e a chuva
a lua e as estrelas
Mais tarde ensandecido
              nas profundezas
do vazio
                            de minha existência
                          mergulhei no nada
Também incendiei
    o meu corpo caboclo
  entre seios e vulvas
Depois gelei meu coração
               me embriagando
                    na frieza dos cristais
                              No verão perambulei
 sem teto
   sem porto
   sem rumo
Andei no fio da navalha
            Já no outono
    verti torrentes
          de águas salgadas
Joguei dados com o demônio
                      tirei a sorte grande
                anjos entraram
  pelas frestas
    de minh’alma
  então escura
Acenderam luzes
                        e continuam a iluminar
                    os campos e recantos
                    sombrios do meu ser
                                  Se o inverno for rigoroso
              terei espero
                   cinzas ainda quentes
                             teto  cobertor e luzes
                     a cada dia mais fortes
              para me aquecer.

(Do livro IN GÊ NU(A) IDA DE - Versos e prosa, 2005)

sexta-feira, 15 de agosto de 2014

MUITOS PÉS




Os pés


Eugênio Magno


1-                    Pé direito
                        Pé esquerdo
                        Pés
compridos, lisos, cavados
                        [e ossudos]
um quarenta e dois
o outro 43
                        Meus pés


2-                    Pés gordos
                        Pés magros
uns cabeludos, outros enrugados
                        Pés finos
                        Pés chatos
                        Pares de pés
                        Pés solo
                        Outros pés


3-                     Pés descalços
                        Pés enxutos
                        Pés molhados
                        Pés calçados
                        [com e sem meias]
                        Pés embrulhados
                        Pés com chulé
Pés brancos de polvilho       Granada
                        Alguns pés

4-                    Pé certeiro
                        Pé torto
                        Pé forte
Pé fraco
                        Pé pequeno
                        Pé grande
                        Vários pés


5-                    Pé-quente
                        Pé-frio
                        Pé-de-chinelo
                        Pé-de-meia
                        Pé-de-moleque
                        Pé-de-ferro
                        Pé-de-vento
                        Pé-de-valsa
                        Pé-de-cabra
                        Pé-de-mesa
                        Pé-rapado
Pé d’água
                        Pé ante pé
                        Mais pés

(Do livro IN GÊ NU(A) IDA DE - Versos e prosa, 2005)
                                                          

terça-feira, 15 de julho de 2014

UM LUGAR PARA SE VÊ


A janela do meu quarto

Eugênio Magno


da janela do meu quarto

não vejo a minha rua


vejo outras ruas


da janela do meu quarto

vejo a minha vizinha nua


vejo as estrelas


da janela do meu quarto

não vejo a lua


pela janela do meu quarto

 não se vê luz


não se vê nada


pela janela do meu quarto

muito menos se vê ______ .

(Do livro IN GÊ NU(A) IDA DE - versos e prosa, 2005)

sábado, 15 de fevereiro de 2014

MAIOR CEGO É QUEM NÃO QUER VER

 
Sobre a cegueira

Eugênio Magno
 
 
óculos para PERTO
 
Óculos para                                                                          longe

                                                                                óculos para

miopia

astigmatismO 
 
                                                        hipermetropia
 
                                 óculos para vista

                                            CAN Sa da

no seu
 
                            de
 
                                                    grau
 
               qualquer
           
                           GRAU


(Do livro IN GÊ NU(A) IDA DE - versos e prosa, 2005)

quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

O ROCK ERROU (DE ENDEREÇO)?


Pedras Rollando

Eugênio Magno

silenciosa e apática rede branca

Pedras Rolando em decibéis

enquanto a bola em campo não rola

vermelhos, pretos, verdes, brancos e

azuis

o mesmo som emanam

britânicos fonemas


(Do livro IN GÊ NU(A) IDA DE - versos e prosa, 2005)

domingo, 15 de dezembro de 2013

ARQUITETURA MORTA


Arqui Jaz

Eugênio Magno

aranhas

arranha-céus

circulares

móveis

longitudinais espaços mortos

mortais cérebros

entropecidos por andróides

cheirando a Louvre

livre

pirâmides, naves e coliseus

em cores quentes


(Do livro IN GÊ NU(A) IDA DE - versos e prosa, Eugênio Magno, BH: 2005, pág. 51)

domingo, 15 de setembro de 2013

PÁTRIA AMADA


Montes Claros

Eugênio Magno

 Estrela

Céu

Poeira

Chão

Sol

Chuva, não

Sertão

(Do livro IN GÊ NU(A) IDA DE - versos e prosa, 2005)
 

sábado, 20 de julho de 2013

TRILOGIA DA NOITE


Noite - 2

Eugênio Magno

Ventos tortuosos. Incerto amanhecer distante. Dizei-me oh forças opacas dessa negritude titubeante! Onde estás aurora? Ninfa protetora de todos os loucos. Amantes incrédulos me mostrem o labirinto por onde se enveredaram. A minha infelicidade é tanta que ainda vivo. A tenaz procura consegue me trazer momentos de alegria que infernizam o meu ser. Os destroços e a infelicidade humana são os estigmas de um amanhecer.

(Do livro IN GÊ NU(A) IDA DE - versos e prosa, 2005)

quinta-feira, 16 de maio de 2013

TRILOGIA DA NOITE


Noite - 1

Eugênio Magno

Ventos endiabrados sopram contra a ferida exposta. O sangue corre, escorre, turva a visão e cobre a face. O silêncio e a escuridão. Fragmentos de loucura sobrepõem a razão - em tons sombrios. Miragens fantasiosas de trilhas inacabadas remetem ao nada. Sobre os ombros a chuva fria fura como espinhos. O corpo no barro e o barro no corpo são lamas da mesma tempestade.

(Do livro IN GÊ NUA) IDA DE - versos e prosa, 2005)

domingo, 14 de abril de 2013

. . . À PRIMEIRA VISTA


Num clic

Eugênio Magno


Ela passou à minha frente:

largas ancas revestidas de setim

Sorriso de aeromoça cheiro matreiro

e olhos de querubim

A cor do seu passo

me envermelhou a face

Fogo pegou dentro de mim

(Do livro IN GÊ NU(A) IDA DE - versos e prosa, 2005)

segunda-feira, 18 de março de 2013

TIBUM!...



Mergulho no amor


Eugênio Magno


Enquanto o sol

flertava a lua

eu me embreagava

nas profundas

mansas

e tímidas

águas

do teu amor caliente.

(Do livro IN GÊ NU(A) IDA DE -  versos e prosa, 2005)

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

HOMENAGEM AOS POETAS

 
Bardo
 
 
Eugênio Magno


O poeta
 
de pena e vida
 
não açoita o tempo
 
Beija o vento
 
disseca a tempestade
 
Febril anda em brasas
 
com o coração em
 
chamas


(do livro IN GÊ NU(A) IDA DE - versos e prosa, 2005)

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

ONE MORE NIGHT


Insônia

Eugênio Magno


Momentaneamente desperto

bombardeando morfeu

entre estrelas e grilos

gritos de amor

sons alienígenas

organismos etéreos

pungentes afagos

sabores multicoloridos

licores quentes

beijos e corpos

ardentes.

^ (Do livro, IN GÊ NU(A) IDA DE - versos e prosa, 2005)

domingo, 15 de abril de 2012

PSIU!!!


Silêncio


Eugênio Magno

Sendo

Somente

aSSim

Serei

Sempre

aSSim

Somente


(Do livro IN GÊ NU(A) IDA DE - versos e prosa, 2005)