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terça-feira, 15 de fevereiro de 2022

A POLÍTICA, SEGUNDO FRANCISCO

 

(Capa da edição espanhola da encíclica "Fratelli Tutti")

Todos somos irmãos

Sinceramente, não sei se devemos ter pena ou desprezo por pessoas que aderem a princípios autoritários e fazem proselitismos até mesmo do nazismo e do fascismo, refutando tudo que diz respeito à democracia e aos direitos humanos, como se a única alternativa ao nazi-fascismo fosse um regime comunista totalitário, como o da União Soviética, de Stálin. 

Quanto delírio, hein!?

Tendo em vista colocar luzes sobre esse ensandecido ataque de salteadores sobre a república brasileira e a democracia no mundo, usando o cristianismo, evoco mais uma vez a sapiência do sumo pontífice, Francisco, destacando trechos de sua encíclica Fratelli Tutti, no episódio # 31 - TODOS SOMOS IRMÃOS, do podcast Política com Fé.

Acesse o podcast clicando aqui.


quinta-feira, 25 de novembro de 2021

COMO SERÁ A ERA PÓS-MERKEL


(Foto: Tobias Schwarz / AFP)


Os planos da nova coalizão de governo da Alemanha


Líderes dos partidos Social-Democrata (SPD), Verde e Liberal Democrático (FDP) anunciaram nesta quarta-feira (24/11) que chegaram a um acordo para formar uma nova coalizão de governo na Alemanha, que vai suceder a administração da chanceler federal Angela Merkel, que deixa o poder após 16 anos.

Caso essa última etapa seja concluída com sucesso, o social-democrata Olaf Scholz será o próximo chanceler federal da Alemanha. A aliança tripartite esperar concluir os últimos detalhes a tempo de oficializar Scholz como o sucessor de Merkel em 6 de dezembro.

Em coletiva de imprensa nesta quarta-feira, Scholz disse que as negociações foram conduzidas em uma "atmosfera amigável, mas intensa, cheia de confiança". O plano de governo envolveu 22 grupos de trabalho com membros dos três partidos. Poucos detalhes foram divulgados nos últimos dois meses, mas os próprios partidos indicaram que alguns pontos chegaram a causar atritos, especialmente a nova política ambiental, que dividiu verdes e liberais.

Ideologicamente, verdes e social-democratas têm mais pontos em comum, especialmente na área social, já os liberais alemães têm uma visão mais pró-mercado. Mas após oito semanas os partidos finalmente concordaram com um plano de governo.

O acordo prevê mudanças significativas na política ambiental da Alemanha e aborda problemas persistentes do país, como o envelhecimento da população alemã e a escassez de habitações.

Alemanha terá governo inédito entre social-democratas, ambientalistas e liberais.

Para conhecer com mais detalhes os principais pontos do acordo que envolve Saúde, Habitação, Política, Imigração, Sociedade, Família, Economia, Defesa e Meio ambiente, clique aqui.

(Fonte: DW / Brasil de Fato)


terça-feira, 20 de agosto de 2019

GUERRA COMERCIAL À VISTA


Governos e bancos centrais preparam estímulos ante o risco de nova crise econômica

Jens Weidmann, presidente do Bundesbank
(Foto: Picture Alliance/Getty Images)

Riscos de guerra comercial e de Brexit sem acordo deterioram o cenário. Alemanha avalia injetar cerca de 50 bilhões de euros em sua economia. BCE, EUA e China também já planejam medidas.

Os tambores da crise começaram a ressoar. Os investidores tentam decifrar se o tam tam tam é apenas uma ameaça passageira ou o prelúdio de algo pior. O Bundesbank admitiu nesta segunda-feira que a Alemanha pode entrar em recessão a partir do terceiro trimestre. A anemia da primeira economia europeia ameaça infectar o restante do continente. Ao mesmo tempo, o comércio mundial se deteriora por causa dos riscos da guerra comercial e do Brexit. Nesse cenário, a Alemanha admite que está preparada para injetar 50 bilhões de euros (226 bilhões de reais) em sua economia e assessores do Banco Central Europeu (BCE) discutem um novo pacote de estímulo para setembro. Enquanto isso, a China e os EUA também planejam medidas para contornar a desaceleração.
Os riscos estão se materializando. O Banco Central alemão, o Bundesbank, admitiu nesta segunda-feira que o país está caminhando para uma recessão técnica — quando a economia recua por pelo menos dois trimestres consecutivos. "O desempenho da economia poderia voltar a cair levemente", admitiu a instituição presidida por Jens Weidmann em seu último boletim mensal. Nuvens escuras pairam sobre o país, cujo setor manufatureiro, especialmente a indústria automobilística, sofre uma forte ressaca. As novas restrições sobre o uso de motores a diesel, a crise de reputação nesse setor, o impacto da tensão comercial entre os EUA e a China no comércio e o medo do Brexit enfraqueceram a outrora poderosa indústria alemã, muito dependente das exportações. No último trimestre, a economia alemã já caiu um décimo (-0,1%).
Para enfrentar o risco de recessão, os países e os bancos centrais estão preparando planos de estímulo fiscal. O Governo de coalizão de Angela Merkel planeja uma injeção de até 50 bilhões de euros para combater a perda de dinamismo da economia. Isso foi confirmado no domingo pelo ministro das Finanças alemão, Olaf Scholz, que admitiu que o Executivo poderia lançar um pacote de estímulo semelhante ao adotado durante a crise financeira de 2008. Scholz lembrou que a Alemanha tem margem fiscal para esse plano, já que sua dívida pública é de 58%, abaixo do limite de 60% fixado nas metas de estabilidade da União Europeia.
Para ler na íntegra a matéria de Jesús-sérvulo González Moreno (de Madri) e Ana Carbajosa Vicente (de Berlim), para o El País, clique aqui.

quarta-feira, 22 de junho de 2011

RECICLAGEM NUCLEAR NA EUROPA


Aqui, a central nuclear virou um jogo de criança. Em Kalkar, na Alemanha, uma central nuclear que nunca entrou em operação foi reconvertida... em parque de jogos! Uma iniciativa que data de 1995 mas que ilustra bem a virada deste país, iniciada há alguns anos, em matéria de energia nuclear. Se os membros da coalizão governamental entraram, finalmente, em acordo, no dia 30 de maio deste ano, para sair do nuclear até 2022, os alemães já tinham feita dado as costas ao átomo desde o ano 2000.


(Foto: Ina Fassbender / Reuters)