Mostrando postagens com marcador Idosos. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Idosos. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 5 de maio de 2020

A IMPORTÂNCIA DA RENDA BÁSICA EMERGENCIAL


No bairro campeão de mortes por covid-19 em São Paulo moradores isolam seus idosos à espera de um hospital

A família de Isabel Cristina Tibúrcio, moradora da Brasilândia (São Paulo), recebe na terça-feira, 28 de abril, uma cesta básica (Foto: Toni Pires) 

“Ih, filho, minha vida tá embaçada”. Essas são as primeiras palavras de Ilma Paulino, de 47 anos, ao ser perguntada como a pandemia de coronavírus vem afetando sua rotina. Moradora de Vila Teresinha, subdistrito de Brasilândia, em São Paulo, ela mora com seus dois filhos —um deles com depressão— e precisa cuidar da irmã com epilepsia. Por causa das idas ao médico e dos cuidados diários, não pode ter trabalho fixo há dois anos. Assim, se mantém com o auxílio de um salário mínimo do INSS da irmã e os bicos como diarista, que rendiam cerca de 200 reais por semana. “Eu arranjava esses trabalhos, mas agora nem isso estou conseguindo. As pessoas estão com medo de receber gente em casa”, conta a mulher. Enquanto conversa com o EL PAÍS, recebe uma cesta básica do coletivo Preto Império. “Se não estivessem me ajudando, estaria perdida”, afirma a mulher, que solicitou a renda básica emergencial do Governo Federal, mas ainda não obteve resposta.
Para ler na íntegra a matéria de Felipe Betim para o El País, clique aqui.

sábado, 25 de junho de 2011

CRESCE A VULNERABILIDADE DAS FAMÍLIAS



Crianças, adolescentes e idosas

são chefes de família no Vale do Sinos


As famílias vêm passando por inúmeras transformações, que apontam desafios importantes para a reconfiguração e qualificação das políticas públicas. Uma expressão desta mudança revela-se através do número crescente de famílias e domicílios chefiados por mulheres. Inúmeros são os estudos e pesquisas sobre a caracterização destas famílias, que se apresentam mais empobrecidas e vulneráveis. Neste contexto, constata-se que esta vulnerabilidade é decorrente, especialmente, da inexistência de renda ou do rendimento exclusivo de benefícios.
No Brasil, segundo dados, preliminares, do Censo 2010, 1.082.239 mulheres são chefes de família sem renda. O Rio Grande do Sul reúne 3,5% destas mulheres. A Região do Vale do Rio dos Sinos tem 5.350 mulheres chefe de família, ou seja, 0,09% das mulheres gaúchas. Destaca-se que 98% dos domicílios chefiados por estas mulheres estão em área urbana.
Outro dado que necessita ser considerado para a análise, avaliação e projeção das políticas públicas, especialmente dirigidas às crianças e adolescentes, é que somam 5.893 brasileiras responsáveis por domicílios, que têm entre 10 e 14 anos. Ou seja, crianças e adolescentes, que, segundo o Estatuto da Criança e do Adolescente - ECA são prioridade absoluta e que necessitam ser protegidas, estão protegendo seu grupo familiar. Gaúchas nesta mesma faixa etária são 38.602 e no Vale do Rio dos Sinos são 28 crianças e adolescentes chefiando suas famílias.

Mulheres acima de 70 anos é a faixa etária de maior número no Brasil, 111.674. No Estado são 4.411. Sendo que 16,8% destas mulheres estão no Vale, coincidindo com a faixa etária com o maior percentual de mulheres chefe de família na região. Trata-se de mais uma evidência de desproteção, já que os idosos, assim como as crianças e adolescente, necessitam ser protegidos, conforme garantido no Estatuto do Idoso.
Constata-se que estes grupos familiares chefiados por mulheres necessitam ser radicalmente protegidos por um conjunto de políticas, em vista do seu fortalecimento e garantia de cidadania.
Os indicadores socioeconômicos contribuem para esta análise. O Censo 2010 apresenta muitas informações para ampliar e qualificar este quadro de realidade. O ObservaSinos comprometido com a publicização das informações e com a formação para este acesso e análise, realizará no dia 24 de agosto a Oficina sobre os dados censitários 2010. (Fonte: site do IHU - Instituto Humanitas Unisinos)