segunda-feira, 23 de março de 2015

DOIS IMPORTANTES EVENTOS NA FACULDADE DE EDUCAÇÃO DA UFMG


OFICINAS E RODAS DE CONVERSA DE FORMAÇÃO DOCENTE
PARA A EDUCAÇÃO BÁSICA


O Programa de Apoio a Laboratórios Interdisciplinares de Formação de Educadores (LIFE) e o PIBID, da Faculdade de Educação da UFMG, realizarão nos dias 26, 27 e 28 de março, o “Colóquio: Formação Docente para a Educação Básica: como avançar?”.
A conferência de abertura do colóquio “Configuração histórica, cenário atual e perspectivas para a formação de professores”, será proferida pela professora Bernadete Angelina Gatti, da Fundação Carlos Chagas, e acontece no dia 26 de março, de 19 às 22 h, no Auditório Neidson Rodrigues, da Faculdade de Educação, da UFMG. O evento contempla ainda Rodas de Conversa e Círculo de Estudos PIBID/PRODOC, no dia 27 e Oficinas simultâneas de Cinema e Educação e do PIBID, no dia 28.
A organização do colóquio está sob a responsabilidade do Grupo Mutum de Educação, Docência e Cinema, coordenado pela professora Inês Teixeira e conta com o apoio do Pacto Nacional pelo Fortalecimento do Ensino Médio – PNEM/UFMG, Observatório da Juventude da UFMG, GEINE, Projeto Pensar a Educação, Pensar o Brasil e PRODOC.
Para participar, basta solicitar a ficha de inscrição pelo e-mail: mutumcinedocen@gmail.com. A programação detalhada das rodas de conversa e das oficinas estarão indicados no saguão de entrada do prédio novo da FaE/UFMG.


DOUTORANDOS LATINO-AMERICANOS TÊM 
ENCONTRO MARCADO NA UFMG

Nos dias 26, 27 e 28 de março de 2015, acontece o “I  Encontro  Acadêmico  Internacional  de Doutorado  Latino-americano  em  Educação”.
O evento configura-se, principalmente como espaços e momentos de encontros presenciais de estudantes e professores do Doutorado Latino-americano em Educação, para pensar e refletir sobre as políticas públicas de educação na América Latina, formação acadêmica e o desenvolvimento de atividades extracurriculares, além do intercâmbio de experiências e confraternização entre  estudantes  e  professores dos vários países que se farão representados.
Participarão do encontro que tem uma vasta programação, docentes e discentes das seguintes instituições: Universidade Federal de Minas Gerais; Universidad Pedagógica Nacional de Mexico; Universidad Pedagógica Experimental Libertador de Venezuela; Universidad Pedagógica Nacional de  Colômbia  e Universidad Nacional de San Luis de Potosi de México.
O “I  Encontro  Acadêmico  Internacional  de  Doutorado  Latino-americano  em  Educação” acontecerá na Faculdade de Educação (FaE/UFMG) e a organização local do evento é de responsabilidade da professora Maria de Fátima Cardoso Gomes (Mafá), que é a Coordenadora do Doutorado Latino-americano na FaE/UFMG.

As inscrições para estudantes da UFMG poderão ser feitas no dia 25 de março, das 13h às 17h, na sala 1622, DECAE/FaE/UFMG e para o público em geral, no dia 26 de março em frente ao auditório Luiz Pompeu, da Faculdade de Educação, da UFMG, de 8h às 12h, ao preço de R$ 30,00. Maiores informações pelos telefones: (31) 3409.6177 / 34095310, Fax: (31) 340905326, e pelos e-mails: colpgsec@fae.ufmg.br, lorenagouveiam@gmail.com, luisamejia88@gmail.com.

MOVIMENTOS LIBERTÁRIOS


Paulo Freire: por um movimento a favor de um diálogo amoroso!

Paulo Freire certamente estaria na fileira das lutas daqueles que de forma honesta e sincera buscam uma transformação na sociedade que a torne mais justa, não entre aqueles que apenas estão ocupados em espalhar gritos carregados de ódio e revanchismo pela perda de privilégios... Para ler na íntegra o artigo escrito a quatro mãos por Conceição Clarete Xavier Travalha e Mácio Antônio da Silva, clique aqui.

quinta-feira, 19 de março de 2015

O TIRO SAIU PELA CULATRA


Quero fazer coro com Almir Sales: 
eu também sou mais Minas 

Com a sua licença, Almir, reproduzo aqui o seu artigo - na íntegra - e abaixo, faço algumas considerações ao que me cabe nesse latifúndio.


Concordo com tudo o que foi posto por Almir, mas queria dizer, entretanto, que tudo tem um começo e um fim. Espero que este não seja o fim e, que acordemos a tempo para não sermos apenas espectadores passivos de um fim trágico.
O começo de tudo isso se deu no (e com) o elo mais fraco da corrente: os fornecedores. Principalmente com locutores, atores e cantores. Isso, para falar apenas do segmento que conheço melhor, no qual atuo e há mais de 10 anos quando criamos e fui fundador e primeiro presidente do Vozes de Minas, associação que congrega os locutores, atores e cantores que atuam na publicidade mineira, advertia sobre o perigo de uma prática, no mínimo esquizofrênica que era contratar atores e locutores para atuar em produções mineiras, especialmente àquelas de órgãos públicos: secretarias, autarquias e publicidade oficial de prefeituras e do Governo do Estado. A algumas instituições, que nos receberam, fizemos visitas. Outras, se quer conseguimos agenda. Grande parte das agências de propaganda também não nos ouviram e algumas produtoras de áudio e vídeo adotaram a contratação de locutores, atores e cantores de outras regiões como uma prática constante. Uma das poucas exceções, merece ser citado: Paulo Joel Bizarria, Paulinho, do Stúdio HP, que sempre brigou pelo nosso mercado.
Há cerca de uma década temos ouvido, constantemente, nos intervalos comerciais do rádio e da TV, locuções com o (chatíssimo) sotaque paulista, as produtoras também perderam uma enorme fatia do mercado mineiro e, nos últimos anos, os maiores responsáveis, por essa falta de "autoestima" e desrespeito aos seus pares da cadeia produtiva, estão sentindo o estrago causado pelo tiro que deram no próprio pé.
O trem tá feio. Mas, parafraseando, Almir, quero dizer também que sou mais Minas, que estamos vivos e, se quisermos, juntos, podemos sacudir a poeira e dar a volta por cima, uai!
(O artigo "Eu sou mais Minas", de autoria do publicitário Almir Sales foi publicado, no Jornal Tudo)

MODA JAPONESA


O desfile do estilista Jotaro Saito durante a semana da moda em Tóquio, no Japão.


 (Foto: Toru Hanai / Reuters - Contrasto)

domingo, 15 de março de 2015

PRIMAVERA, VERÃO, OUTONO, INVERNO, PRIMAVERA ...


4 Estações

Eugênio Magno


                 Nos idos da minha primavera
  bebí o sol e a chuva
a lua e as estrelas
Mais tarde ensandecido
              nas profundezas
do vazio
                            de minha existência
                          mergulhei no nada
Também incendiei
    o meu corpo caboclo
  entre seios e vulvas
Depois gelei meu coração
               me embriagando
                    na frieza dos cristais
                              No verão perambulei
 sem teto
   sem porto
   sem rumo
Andei no fio da navalha
            Já no outono
    verti torrentes
          de águas salgadas
Joguei dados com o demônio
                      tirei a sorte grande
                anjos entraram
  pelas frestas
    de minh’alma
  então escura
Acenderam luzes
                        e continuam a iluminar
                    os campos e recantos
                    sombrios do meu ser
                                  Se o inverno for rigoroso
              terei espero
                   cinzas ainda quentes
                             teto  cobertor e luzes
                     a cada dia mais fortes
              para me aquecer.

(Do livro IN GÊ NU(A) IDA DE - Versos e prosa, 2005)

terça-feira, 10 de março de 2015

A DIFICULDADE DE SE MANTER UMA INSTITUIÇÃO PÚBLICA DE ENSINO SUPERIOR


A Crise das Universidades Estaduais

Nos  últimos meses tornou-se público e notório que as universidades estaduais do país vivem uma séria crise de sustentabilidade financeira. Primeiro em São Paulo, mas logo seguida do Rio de Janeiro, Minas Gerais e Paraná, para dizer apenas dos casos de grande repercussão pública, os professores e os funcionários técnico-administrativos vieram a público denunciar a fragilidade  financeira e o comprometimento dos salários e das condições de trabalho nas  instituições estaduais de ensino superior.
Mesmo considerando que há especificidades, dado a importância dessas universidades no conjunto das universidades estaduais, a situação acende uma intensa luz vermelha sobre a sustentabilidade de todas as instituições.  Como afirma o prof. Carlos Roberto Jamil Cury em entrevista publicada neste número do Pensar a Educação em Pauta, com exceção do chamado sistema estadual paulista, há muito consolidado, quase todas as universidades estaduais de ensino superior foram criadas após a Constituição de 1988, quando os governos estaduais usaram e abusaram do direito de criar tais instituições. O problema, afirma ele, é que criar uma universidade é fácil, o difícil é  mantê-la ao longo do tempo! Para ler a matéria na íntegra, clique aqui.

sexta-feira, 6 de março de 2015

ENCONTRO DE ESTUDANTES LATINO-AMERICANOS


I ENCONTRO INTERNACIONAL DE ESTUDANTES DO 
DOUTORADO LATINO- AMERICANO EM EDUCAÇÃO 

O  I  Encontro  Acadêmico  Internacional  de  Doutorado  Latino-americano  em  Educação configura-se como espaços e momentos de encontro presencial de estudantes do Doutorado Latino-americano em Educação, das seguintes instiruições.: Universidade Federal de Minas Gerais; Universidad Pedagógica Nacional de Mexico; Universidad Pedagógica Experimental Libertador de Venezuela; Universidad Pedagógica Nacional de  Colômbia  e Universidad Nacional de San Luis de Potosi de México. Com o objetivo de oferecer a confraternização, formação acadêmica, e o desenvolvimento de atividades extracurriculares  entre  estudantes  e  professores  para  pensar  e refletir  sobre  as políticas públicas de educação na latino-américa. ]
O evento acontece no período de 26 a 28 de março de 2015, na Faculdade de Educação (FAE/UFMG). As inscrições serão realizadas dia 26 em frente ao auditório Luiz Pompeu de 8h às 12:00, Valor: R$ 30,00. Maiores informações: Teléfono: (55) (31) 3409 61 77 / 34095310, Fax: (31) 340905326, Correo: colpgsec@fae.ufmg.br, lorenagouveiam@gmail.com, luisamejia88@gmail.com, Data: 26, 27, 28 de março/2015.

domingo, 1 de março de 2015

FÉ E POLÍTICA

Compromisso político da fé

Marcelo Barros
 Monge beneditino e teólogo. Atualmente, é coordenador latino-americano da Associação Ecumênica de Teólogos/as do Terceiro Mundo (ASETT) e assessora comunidades eclesiais de base e movimentos sociais.

Em momentos nos quais o exercício da cidadania parece pouco visível e a alienação social e política tomam formas que chegam até a justificar golpe de Estado, é importante refletir sobre como restituir à política a sua nobreza e dignidade.
Alguns meios de comunicação que se alimentam cotidianamente de assassinatos e assaltos, exacerbam o mesmo sensacionalismo, ao escolher como tema recorrente e quase único a corrupção aparentemente generalizada que assola as instituições públicas. Isso pode deixar em muitos a impressão de que todo político é corrupto e a própria política é sempre ruim.
De fato, existe uma atividade que é mais politicagem do que política. No entanto, em todas as instituições, há pessoas profundamente éticas e corretas. Essas são a maioria das pessoas. A minoria é corrupta e venal. Acontece que uma vida consagrada aos outros e pautada na ética não é notícia. A corrupção, sim, mesmo se ainda não for comprovada e, principalmente, se a sua divulgação favorece a interesses partidários e de classe.
No atual sistema político brasileiro, infelizmente, pessoas se aproveitam de cargos e benefícios públicos para fins privados. Esse mal se implantou em nossas instituições desde a época da colônia. Tomou formas mais sofisticadas a partir dos anos de 1990. A maioria dos brasileiros esperava um rigor maior e uma postura diferente de um governo que prometia uma nova ética e se apresentava como de esquerda ou mais popular.
Todos queremos governantes que não se omitam e não compactuem com a desonestidade. No entanto, não podemos nos deixar levar por uma carga emocional que condena antes do julgamento e quer punir, sem que haja provas concretas da ilegalidade. Sem dúvida, toda corrupção deve ser condenada, mas a mais grave não é essa que vestais da moral bradam diariamente e sem cessar nos meios de comunicação.
No plano político, a corrupção mais profunda ocorre quando um partido que se apresentava como iniciativa dos trabalhadores e tinha como programa a transformação do Brasil, se acomoda ao poder e troca o projeto de um país justo e igualitário pela mera ambição de ganhar eleições e deter o poder. Para isso, metas fundamentais como a reforma agrária, reforma política e outras reformas de base são deixadas de lado. Ao fazer todo tipo de conchavo para garantir a tal “governabilidade” pelos caminhos de sempre, o governo coordenado pelo PT se comporta como a gralha da antiga parábola de Esopo. Uma gralha ouviu falar que, em um pombal vizinho, as pombas se alimentavam bem. Então, se pintou de branco, fingiu-se de pomba e foi para o pombal. Deu certo até que, sem querer, ela piou. Ao ouvir o seu granido, as pombas viram que era uma gralha e a expulsaram. Sem alternativas, ela voltou ao meio das outras gralhas que, quando a viram pintada de branco, também não a receberam. E ela ficou sozinha, nem pomba, nem gralha.
No Brasil atual, banqueiros ganham 400% de lucro ao ano. O agronegócio tem até ministério no governo. Grandes empresas de comunicação ganham milhões do próprio governo para desinformar a população e destruir o pouco que foi construído. Mesmo assim, essa elite que representa menos de 10% da população não se conforma e não acredita na gralha vestida de pomba. E ao invés de se achar contemplada por um governo que, depois de eleito, abandonou sua base social, o destrata do mesmo modo. Ignora todas as conquistas sociais e tenta divulgar que o país nunca esteve tão mal como agora. E fomenta as bases para um possível golpe de Estado para libertar o país do “terrível e perigosíssimo” bolivarianismo venezuelano ou simplesmente do comunismo cubano para o qual estaríamos caminhando.
Na Campanha da Fraternidade de 2015, a CNBB propõe o aprofundamento da missão das Igrejas cristãs em sua inserção social e política na sociedade. O papa Paulo VI ensinava que a ação política é a forma mais nobre de se viver a caridade cristã. O objetivo da ação social e política das pessoas que têm fé é testemunhar que o projeto divino de um mundo justo e de paz é possível. É assunto não só dos políticos, mas de todos os cidadãos e, portanto de todos/as que, em meio às lutas do mundo, querem viver em Deus.
O Evangelho de Jesus nos chama para irmos sempre às raízes das questões e trabalharmos por uma transformação radical de todas as estruturas da sociedade. O programa do Conselho Mundial de Igrejas que reúne 349 Igrejas cristãs resume isso no programa: Paz, Justiça e Cuidado com a Criação.
(Fonte: Site Brasil de Fato)

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

BENEFÍCIOS TRABALHISTAS


Governo discutirá mudanças 
em benefícios trabalhistas com base aliada

O ministro-chefe da Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República, Pepe Vargas, vai conversar, na próxima semana, com parlamentares que apoiam o governo sobre as medidas propostas pelo Executivo para alterar o acesso a benefícios trabalhistas e previdenciários. As medidas provisórias (MPs) 664 e 665, que modificam regras da concessão dos seguros-desemprego e defeso, da pensão por morte, do auxílio-doença e do abono salarial, enfrentam críticas dos partidos de oposição, de centrais sindicais e da própria base governista no Congresso Nacional. 
 Ao lado de outros ministros, Vargas se reunirá com líderes da base política no Senado e na Câmara dos Deputados, com o objetivo de traçar estratégias para a apreciação das matérias. Na terça-feira (24), ele receberá, em café da manhã, líderes dos partidos de apoio ao governo no Senado, e almoçará com os líderes partidários na Câmara. Na quarta-feira (25) de manhã, o ministro se reunirá, com senadores que compõem o bloco de apoio (PT, PCdoB e PDT).
(Fonte: Agência Brasil)

domingo, 22 de fevereiro de 2015

O PROGRESSO E A DESGRAÇA: DOIS LADOS DE UMA MESMA MOEDA


O pescador sem rio e sem letras
 
"Belo Monte se recorta na paisagem como um monumento – ao quê, a História ainda vai dizer –, o pescador exilado do rio é só um homem que vai virando deserto à margem de si mesmo. A pergunta é: para o Brasil de hoje, qual é o tamanho de uma vida humana?", escreve Eliane Brum, escritora, repórter e documentarista, em artigo publicado pelo jornal El País e reproduzido no site do IHU - Instituto Humanitas Unisinos. Para ler o texto na íntegra, clique aqui.


domingo, 15 de fevereiro de 2015

PELO RETROVISOR



Horizonte
Eugênio Magno
Nos movimentos de nascente e poente

o sol rasgou o meu peito

E a noite dos meus cantos

dos teus encantos

ouviram soluços e lamentos


Busco a relva tardia

a inocência querida

e a brisa dormida


As rotas vestes de um dia

 A simplicidade perdida


Sem morte

A vida.
(Do livro IN GÊ NU(A) IDA DE - Versos e prosa, 2005)

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

NÃO SEJAMOS INGÊNUOS


Defender a Petrobrás é defender o Brasil

O capital internacional é predatório e, aliado aos entreguistas e especuladores brasileiros sem escrúpulos quer, a todo custo, se apossar e controlar as matrizes energéticas do planeta. Como no oriente, o buraco é mais embaixo, estão apelando para o pacífico e corruptível povo brasileiro. Existe uma grande orquestração para desqualificar a administração pública da Petrobrás e privatizá-la, através de um golpe que está seduzindo a opinião pública no sentido de legitimar a entrega irresponsável de mais uma de nossas fontes de riquezas ao canibalismo especulativo neoliberal.
Mas, os movimentos sociais organizados estão se mobilizando e, já fazem circular um abaixo assinado, cujo teor segue abaixo:

"Há quase um ano o País acompanha uma operação policial contra evasão de divisas que detectou evidências de outros crimes, pelos quais são investigadas pessoas que participaram da gestão da Petrobrás e de empresas fornecedoras. A ação institucional contra a corrupção tem firme apoio da sociedade, na expectativa de esclarecimento cabal dos fatos e rigorosa punição dos culpados.
É urgente denunciar, no entanto, que esta ação tem servido a uma campanha visando à desmoralização da Petrobrás, com reflexos diretos sobre o setor de Óleo e Gás, responsável por investimentos e geração de empregos em todo o País; campanha que já prejudicou a empresa e o setor em escala muito superior à dos desvios investigados.
A Petrobrás tem sido alvo de um bombardeio de notícias sem adequada verificação, muitas vezes falsas, com impacto sobre seus negócios, sua credibilidade e sua cotação em bolsa. É um ataque sistemático que, ao invés de esclarecer, lança indiscriminadamente a suspeita sobre a empresa, seus contratos e seus 86 mil trabalhadores dedicados e honestos.
Assistimos à repetição do pré-julgamento midiático que dispensa a prova, suprime o contraditório, tortura a jurisprudência e busca constranger os tribunais. Esse método essencialmente antidemocrático ameaça, hoje, a Petrobrás e suas fornecedoras, penalizadas na prática, enquanto empresas produtivas, por desvios atribuídos a pessoas físicas.
Ao mesmo tempo, o devido processo legal vem dando lugar ao tráfico seletivo de denúncias, ofensivo à consciência jurídica brasileira, num ambiente de obscuridade processual que propicia a coação e até o comércio de testemunhos com recompensa financeira. Na aparente busca por eficácia, empregam-se métodos que podem – isto, sim – levar à nulidade processual e ao triunfo da impunidade.
E tudo isso ocorre em meio a tremendas oscilações no mercado global de energia, num contexto geopolítico que afeta as economias emergentes, o Brasil, o Pré-Sal e a nossa Petrobrás.
Não vamos abrir mão de esclarecer todas as denúncias, de exigir o julgamento e a punição dos responsáveis; mas não temos o direito de ser ingênuos nessa hora: há poderosos interesses contrariados pelo crescimento da Petrobrás, ávidos por se apossar da empresa, de seu mercado, suas encomendas e das imensas jazidas de petróleo e gás do Brasil.
Historicamente, tais interesses encontram porta-vozes influentes na mídia e nas instituições. A Petrobrás já nasceu sob o ataque de “inimigos externos e predadores internos”, como destacou a presidenta Dilma Rousseff. Contra a criação da empresa, em 1953, chegaram a afirmar que não havia petróleo no Brasil. São os mesmos que sabotaram a Petrobrás para tentar privatizá-la, no governo do PSDB, e que combateram a legislação do Pré-Sal.
 
Os objetivos desses setores são bem claros:
 
- Imobilizar a Petrobrás e depreciar a empresa para facilitar sua captura por interesses privados, nacionais e estrangeiros;
 
- Fragilizar o setor brasileiro de Óleo e Gás e a política de conteúdo local; favorecendo fornecedores estrangeiros;
 
- Revogar a nova Lei do Petróleo, o sistema de partilha e a soberania brasileira sobre as imensas jazidas do Pré-Sal.
 
Para alcançar seu intento, os predadores apresentam a Petrobrás como uma empresa arruinada, o que está longe da verdade, e escondem do público os êxitos operacionais. Por isso é essencial divulgar o que de fato aconteceu na Petrobrás em  2014:
 
- A produção de petróleo e gás alcançou a marca histórica de 2,670 milhões de barris equivalentes/dia (no Brasil e exterior);
 
- O Pré-Sal produziu em média 666 mil barris de petróleo/dia;
 
- A produção de gás natural alcançou 84,5 milhões de metros cúbicos/dia;
 
- A capacidade de processamento de óleo aumentou em 500 mil barris/dia, com a operação de quatro novas unidades;
 
- A produção de etanol pela Petrobrás Biocombustíveis cresceu 17%,  para 1,3 bilhão de litros.
 
E, para coroar esses recordes, em setembro de 2014 a Petrobrás tornou-se a maior produtora mundial de petróleo entre as empresas de capital aberto, superando a ExxonMobil (Esso).
 
O crescente sucesso operacional da Petrobrás traduz a realidade de uma empresa capaz de enfrentar e superar seus problemas, e que continua sendo motivo de orgulho dos brasileiros.
 
Os inimigos da Petrobrás também omitem o fato que está na raiz da atual vulnerabilidade da empresa à especulação de mercado: a venda, a preço vil, de 108 milhões de ações da estatal na Bolsa de Nova Iorque, em agosto de 2000, pelo governo do PSDB.
 
Aquela operação de lesa-pátria reduziu de 62% para 32% a participação da União no capital social da Petrobrás e submeteu a empresa aos interesses de investidores estrangeiros sem compromisso com os objetivos nacionais. Mais grave ainda: abriu mão da soberania nacional sobre nossa empresa estratégica, que ficou subordinada a agências reguladoras estrangeiras.
 
Os últimos 12 anos foram de recuperação e fortalecimento da empresa. O País voltou a investir em pesquisa e a construir gasodutos e refinarias. Alcançamos a autossuficiência, descobrimos e exploramos o Pré-Sal, recuperamos para 49% o controle público sobre o capital social da Petrobrás.
 
O valor de mercado da Petrobrás, que era de 15 bilhões de dólares em 2002,  é hoje de 110 bilhões de dólares, apesar dos ataques especulativos. É a maior empresa da América Latina.
 
A participação do setor de Óleo e Gás no PIB do País, que era de apenas 2% em 2000, hoje é de 13%. A indústria naval brasileira, que havia sido sucateada, emprega hoje 80 mil trabalhadores. Além dos trabalhadores da Petrobrás, o setor de Óleo e Gás emprega mais de 1 milhão de pessoas no Brasil.
 
É nos laboratórios da Petrobrás que se produz nosso mais avançado conhecimento científico e tecnológico. Os royalties do petróleo e o Fundo Social do Pré-Sal proporcionam aumento significativo do investimento em Educação e Saúde. Este é o papel insubstituível de uma empresa estratégica para o País.
 
Por tudo isso, o esclarecimento dos fatos interessa, mais do que a ninguém, aos trabalhadores da Petrobrás e à população brasileira, especialmente à parcela que vem conquistando uma vida mais digna.
 
Os que sempre tentaram alienar o maior patrimônio nacional não têm autoridade política, administrativa, ética ou moral para falar em nome da Petrobrás.
 
Cabe ao governo rechaçar com firmeza as investidas políticas e midiáticas desses setores, para preservar uma empresa e um setor que tanto contribuíram para a atração de investimentos e a geração de empregos nos últimos anos.
 
A direção da Petrobrás não pode, nesse grave momento, vacilar diante de pressões indevidas, sujeitar-se à lógica dos interesses privados nem agir como refém de uma auditoria que representa objetivos conflitantes com os da empresa e do País.
 
A investigação, o julgamento e a punição de corruptos e corruptores, doa a quem doer, não pode significar a paralisia da Petrobrás e do setor mais dinâmico da economia brasileira.
 
É o povo brasileiro, mais uma vez, que  defenderá a empresa construída por gerações, que tem a alma do Brasil e simboliza nossa capacidade de construir um projeto autônomo de Nação.
 
Pela investigação transparente dos fatos, no Estado de Direito, sem dar trégua à impunidade;
 
Pela garantia do acesso aos dados e esclarecimentos da Petrobrás nos meios de comunicação, isentos de manipulações;
 
Pela garantia do sistema de partilha, do Fundo Social e do papel estratégico da Petrobrás na exploração do Pré-Sal;
 
Pela preservação do setor nacional de Óleo e Gás e da Engenharia brasileira.
 
Defender a Petrobrás é defender o Brasil – nosso passado de lutas, nosso presente e nosso futuro."

Isso não quer dizer que as denúncias de corrupção não devam ser apuradas. Muito pelo contrário. Elas devem ser apuradas e, todos os culpados (de todas as épocas e governos, de todas as tendências) que estiverem vivos, devem ser punidos, severamente, como também devem ser punidos todos os que estão armando o golpe de entrega da Petrobrás ao capital privado.

(Fonte: Site da Carta Maior)

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

ASSISTÊNCIA MORTAL


Raoul Peck: Haiti num espelho partido

"Pode parecer exagerado e repetitivo frisar sempre que conseguimos marcar um encontro com a produção cinematográfica latino-americana e sua atualidade desesperadora. Tal afirmação não se explica pelo encantamento ficcional, pela beleza plástica dessa ou aquela obra, mas pela convicção de que parte do cinema latino-americano arrasta uma paixão pelas causas difíceis. Trata-se de um cinema pária. Todavia, isso não significa um ponto de vista “idealizado”, “superior”, “perfeito”, “sagrado” ou “intocável” em relação ao cinema europeu e estadunidense – uma afirmação, aliás, sem pé nem cabeça, mas que existe nos meios demagogos –, mas de habituar outros olhares que possa estimular o público para a compreensão dos dramas sociais de nossa específica formação e memória histórica." Para ler, na íntegra, o texto de Deni Rubbo, sobre o último filme de Peck, o documentário Assistência mortal, clique aqui.

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

MAIS DE 70% DA POPULAÇÃO DOS PAÍSES EMERGENTES SE INFORMAM PELAS REDES


Mídias sociais são primeira fonte de informação


As mídias sociais já são a primeira fonte de consulta de informação para 72% da população nos países emergentes. E os veículos tradicionais como jornais, revistas e TV, são citados como a segunda referência para buscar informação. A pesquisa, conduzida pela Microsoft, abrangeu redes sociais como Facebook, YouTube, Twitter, QZone, Weibo, Vkontakte, Instagram e LinkedIn.
Mais de 80% dos brasileiros acreditam que a tecnologia pessoal ajudou a melhorar a inovação no campo dos negócio. Para ler a matéria na íntegra clique aqui.

quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

HISTÓRIA DE LUTA EM FAVOR DOS DESFAVORECIDOS


 Filme sobre dom Pedro Casaldáliga


Em breve poderemos ver no cinema o filme "Descalço sobre a terra vermelha", que conta a história de dom Pedro Casaldáliga, bispo emérito da Prelazia de São Félix do Araguaia.
Dirigido pelo cineasta catalão Oriol Ferrer, o filme ganhou os prêmios de melhor ator (Eduard Fernández que interpreta dom Pedro) e melhor trilha sonora original na 27ª edição do Festival Internacional de Programas Audiovisuais (Fipa), na França. A película também foi premiada no New York International TV & Film Awards. "Descalço sobre a terra vermelha" é uma coprodução da TV Brasil com a televisão espanhola TVE e a catalã TVC.


quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

A C A B O U (! ! ! OU ? ? ?) . . . ?


Reconhecer a hora de terminar um romance
é o máximo da sabedoria amorosa
 
         Fabio Hernandez
 
Li outro dia trechos do livro de memórias escrito por Napoleão quando, miseravelmente abatido e doente, aguardava a morte na Ilha de Santa Helena. Napoleão me impressiona não pela genialidade militar ou pela grandeza histórica. O que realmente me admira em Napoleão são suas observações pessoais e amorosas.
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Napoleão, quando estava voltando de alguma campanha no exterior, mandava avisar Josefina. O libidinoso general queria que ela parasse de tomar banho para recebê-lo com cheiro de mulher. Cheiro mulher. Não há essência que se compare remotamente em poder de arrebatamento ao cheiro de mulher. Napoleão tinha toda a razão.
A sorte da multibilionária indústria de perfumes femininos é que as mulheres não concordam com Napoleão. E gastam muito dinheiro para alterar o melhor cheiro do mundo. (Em italiano a frase soa ainda melhor. Profumo di donna, nome de um filme italiano do qual lembro apenas isso, o nome. Há alguns anos Al Pacino foi o protagonista de uma refilmagem.)
De um modo geral, quanto menos a mulher se afasta dela mesma, tanto melhor. Seios naturais, de qualquer tamanho, são melhores que seios com silicone. Cabelos naturais são melhores que cabelos mentirosos. O cheiro pessoal e intransferível de cada mulher é melhor que o melhor perfume.
Mas o que mais me tocou na leitura do memorial de Napoleão foi uma frase que li no prefácio. Não era exatamente uma reflexão amorosa, mas se presta com perfeição às histórias de amor. Acho que o prefácio era de Malraux, mas não estou certo. Como vocês sabem muito bem, minhas certezas são raras. Cada vez mais raras.
A frase dizia mais ou menos o seguinte: tudo que restava a Napoleão, quando decidiu escrever seu relato em Santa Helena, era lutar pela posteridade. Era sua luta mais importante. Mais que Waterloo, mais que Austerlitz, mais que qualquer outra. A luta pela posteridade. As palavras poderiam fazer por Napoleão o que a espada não conseguiria. E fizeram. Napoleão venceu a luta pela posteridade. A imagem do grande corso é ensolarada como certas manhãs de dezembro na Vila Mar.
Lutar pela posteridade. Às vezes não restam mais opções que essa para o homem e a mulher. É uma situação típica dos finais de caso. O amor já foi derrotado, inapelavelmente derrotado, como Napoleão em Waterloo, e mesmo assim a gente segue cegamente em frente num caminho de sofrimento, angústia, agressões, humilhações. E então perdemos a luta pela posteridade. A imagem que guardamos de um caso de amor que teve tantas coisas sublimes fica irremediavelmente danificada como uma fotografia cortada por uma tesoura.
É preciso ter coragem para reconhecer quando não resta mais que a luta pela posteridade num romance. Somos sempre tentados a ir adiante, na esperança caótica e vã de ressuscitar o que está morto. Eu perdi algumas lutas pela posteridade. Tenho derrotas doídas em história. Lamento o erro histórico de não ter me recolhido a minha Santa Helena particular em certas ocasiões. Lembranças que poderiam me aquecer nos momentos de frio pela vida afora foram destruídas em finais de caso que se estenderam além do que seria razoável. Saber a hora de terminar o romance em nome da posteridade talvez seja a forma mais sublime, e mais difícil, de sabedoria amorosa.
Admitir que o único porto que resta é Santa Helena exige uma coragem de Napoleão. 
 
 
(Fonte: diariodocentrodomundo.com.br)

quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

SÓ QUEM JÁ TEVE SABE O QUE É...


Depressão

Eugênio Magno


eu estive na colônia penal

cumpri pena até por crimes

que não cometi. Meu carcereiro

era uma gralha

[ou seria "O Corvo", de Poe!?]

a serviço de desequilibradas 

emoções conscientes e inconscientes

que me impediam de ir

(Do livro IN GÊ NU(A) IDA DE - Versos e prosa, 2005)

sábado, 10 de janeiro de 2015

SOMOS SÓS


Conte apenas com uma pessoa: você mesmo

Fabio Hernandez

Uma cena de Beleza Americana me impressionou particularmente. O filme todo me fascinou, aliás. Tenho que vê-lo de novo. Acho sublime, comovedora aquela busca desesperada e vã do homem pela juventude perdida. Mandar para o lixo a carreira bem-comportada depois de uma conversa franca com o chefe dilbertiano e ir trabalhar numa lanchonete, sem metas e cobranças que fossem além de entregar com um sorriso o hambúrguer para o freguês. Comprar um carrão imprestavelmente lindo de 20 anos atrás apenas para realizar um sonho que ficara lá longe num mundo que se perdera. E correr atrás de uma garota como se fosse, ele próprio, um garoto, e não um homem vencido pelo correr dos dias. Braços remando contra a correnteza, como escreveu Fitzgerald no final de Gatsby.
Somos condenados a remar contra a correnteza, e só não encerro esta digressão aqui porque me ocorre uma frase cortante como a espada de Musachi, o maior dos samurais: o tempo nos tira as certezas que temos na juventude e, ao perdê-las, vai com elas uma ousadia petulante que é maravilhosa por ser ingênua. E essa é a maior das maldades do tempo, ainda que as certezas fossem, todas elas, erradas. Mas era sobre a cena da primeira sentença que eu queria falar.
A mãe frustrada, que imagina encontrar a resposta para um casamento miserável nos braços de um amante rico e engomado, diz para a filha depois de uma briga conjugal que terminou com pratos lançados na parede: “Você aprendeu a maior de todas as lições. Você aprendeu que tem que contar apenas com você mesma”. Quando narrei esse episódio a tio Fábio, ele, com sua voz estentórea de imperador romano, disse: “Sócrates não teria falado nada melhor. Talvez Sêneca, mas mesmo assim não tenho certeza”. (Sêneca era o filósofo predileto de tio Fábio.)
Temos que contar com nós mesmos, e no entanto quase sempre depositamos nossa felicidade (ou nossa infelicidade) nos outros. Ninguém pode nos ajudar se nós próprios não nos ajudamos. Ninguém mesmo: nem a mãe, o pai, o amigo, o irmão, a namorada ou a mulher. Ninguém. Vivemos num mundo em que a solidão é tratada como um anátema, um estigma, um mal a evitar. Um grande homem da Roma Antiga disse que jamais estava menos só do que quando estava só, entregue às reflexões.
E no entanto poucas coisas nos enchem de tamanho horror quanto a solidão. É porque não contamos com nós mesmos. E assim – e lá vou eu para mais uma de minhas citações favoritas – estamos sempre fugindo de nós mesmos. A única coisa que temos sob nosso controle somos nós. Nossa mente e nossas ações. O resto, não. Sua namorada deixou você? É triste, se você gosta dela, mas, se você tem presente que deve contar mesmo é com você próprio, esse é um episódio de tranqüila superação.
Não está no seu controle obrigá-la a amá-lo até o último dia. Sob seu controle está você mesmo. É com você mesmo que você deve contar. Não pode haver mais sólido refúgio do que esse contra as adversidades e incertezas da vida. Foi isso que, naquela cena de Beleza Americana, a mãe disse à filha. Era uma mulher histérica, descontrolada, falsa. Mas, vale a repetição, nem Sócrates poderia ter dito uma coisa mais sábia à garota arrasada.
(Fonte: DCM: diariodocentrodomundo.com.br)

quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

PERSPECTIVAS EM POLÍTICAS PÚBLICAS


Letramento comunicacional como princípio ético 
para o aprendizado da cidadania e construção da democracia

"Tão importante quanto a inteligência emocional é a inteligência social. É ela que proporciona as relações eficazes dos indivíduos nos grupos, promove a sociabilidade e alicerça as bases de sedimentação da cidadania. No mundo individualista e competitivo em que vivemos, é vital a socialização de conhecimentos que permitam oportunidades mais equânimes, minimizando as discrepâncias sociais e intelectuais entre as classes. A compressão cultural ocasionada pela overdose informativa e a força dos formatos da comunicação contemporânea – cada vez mais persuasivas e retóricas – carecem de análises e propostas que re-hierarquizem seus elementos, reposicionando e requalificando a informação. Pois que esta tem se configurado atualmente como produto – fim –, em pelo menos dois sentidos: como elemento catalisador de atenção para a “venda” direta e subliminar de produtos, serviços, ideias e comportamentos, utilizando-se de um modelo comunicacional empático, com apelos lúdicos e emocionais. E numa perspectiva nem tanto mercadológica, mas nem por isso menos valorizada como ativo da sociedade contemporânea." 
Esse é um trecho do artigo "Letramento comunicacional como princípio ético para o aprendizado da cidadania e construção da democracia", de autoria de Eugênio Magno para a Revista PERSPECTIVAS EM POLÍTICAS PÚBLICAS, Nº 14, uma publicação da Faculdade de Políticas Públicas"Tancredo Neves" (FaPP/CBH/UEMG). Para ler o artigo na íntegra, clique aqui.

quarta-feira, 24 de dezembro de 2014

FELIZ NATAL E UM SUPER 2015 ! ! !

Natal: alegria infinita
"Estou certo de que, onde o Senhor vê o pontinho de pobreza e extenuação e desamparo a que o monge é reduzido, o solitário e o homem de lágrimas, Ele então deve descer e vir e nascer, lá nessa angústia, e torná-la um ponto constante de alegria infinita, uma semente de paz no mundo."

 (Thomas Merton in: Merton na intimidade Fissus, 2001, pág. 228)



 

sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

TRABALHO E DIREITOS HUMANOS


Secretaria lança primeira pesquisa de 
Indicadores em Direitos Humanos

A Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República divulgou a primeira publicação do Sistema Nacional de Indicadores da área, que trata do direito humano ao trabalho.
A pesquisa apresenta 11 indicadores que abordam temas diversos como taxa de desemprego, formalização no emprego, situação de empregados domésticos, jornada de trabalho e rendimento médio. 
Além de apresentar dados desagregados por raça/cor, sexo e região, a publicação inclui dados inéditos sobre a proporção da população ocupada de 5 anos a 15 anos e sobre o tempo médio gasto em deslocamentos para o trabalho. Pela primeira vez, o trabalho infantil é mapeado conforme os parâmetros das conferências internacionais de Estatísticos do Trabalho.
(Fonte: Agência Brasil)

segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

QUERER NÃO É PODER


Paulo de Tarso

Eugênio Magno

não posso fazer

                                                   aquilo que quero

                                                    e não quero fazer

aquilo que posso


(Do Livro IN GÊ NU(A) IDA DE - Versos e prosa, 2005)

terça-feira, 9 de dezembro de 2014

OLIMPÍADAS INCREMENTA MERCADO

Zenith prevê alta de 10% na América Latina


A ZenithOptimedia divulgou seu relatório anual de projeções de investimentos globais em publicidade. A empresa de pesquisas do Publicis Groupe prevê crescimento global de 4,9% do setor em 2015, chegando a US$ 45 bilhões.
Apesar do FMI esperar crescimento de PIB maior ano que vem do que neste ano, o mercado de comunicação acredita que a comparação será mais complexa, já que 2014 contou com Jogos Olímpicos de Inverno, Copa do Mundo e eleições em diversos mercados importantes, como Estados Unidos e Brasil. Por isso uma estimativa levemente menor em 2015 do que os 5,1% deste ano. Já em 2016, com eleições presidenciais americanas, Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro e Eurocopa da UEFA, a Zenith prevê 5,6% de crescimento.

Dispositivos móveis despontam como principais puxadores de crescimento. A empresa prevê que tais formatos serão responsáveis por 51% de todos os investimentos novos em publicidade até 2017. A estimativa é que a modalidade cresça em média 38% por ano no período, chegando a US$ 41 bilhões.

Apesar disso, o tradicional anúncio em display tem crescido muito, graças a adoção dos modelos de compra programática por diversas agências e clientes. Esse sistema saltou de 14% em 2012 para 18% em 2013 e a Zenith estima que fechará 2014 em 26%. “A tecnologia móvel cria novas oportunidades para as marcas construírem relacionamentos com consumidores, enquanto a compra programática torna a comunicação corporativa mais barata e eficiente”, afirmou, em comunicado, Steve King, CEO global da ZenithOptimedia.

Investimentos em TV, por outro lado, devem cair. Embora o share global do setor tenha crescido de 29,9% em 1980 para 39,6% em 2014, a Zenith acredita que a plataforma atingiu seu pico e deverá cair para 37,4% de participação até 2017.

Por regiões
Em termos regionais, os investimentos em mídia na América Latina deverão aumentar 10% ao ano até 2017, muito por causa dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro. Mercados asiáticos emergentes, como Índia, China, Paquistão e Indonésia, poderão crescer na mesma faixa. Cingapura, Coreia do Sul e outros países asiáticos, Oriente Médio, África Setentrional e Oceania deverão evoluir entre 4% e 6% ao ano.

O mercado japonês seguirá crescimento discreto, com cerca de 2% e 3% ao ano. Mas a zona do Euro, antes muito afetada pela crise financeira global, deverá fechar 2014 no azul pela primeira vez desde 2010. A região caiu cerca de 15% entre 2007 e 2013, especialmente na Grécia, Portugal, Espanha e Irlanda. A maioria desses mercados, no entanto, voltaram a crescer neste ano e deverão ter índices maiores que a média continental nos próximos cinco anos. O mercado britânico, que deverá fechar 2014 com alta de 5%, expandir 6% no ano que vem. França e Alemanha, que vinham colaborando para que a queda da região fosse menos drástica no período, deverão estagnar, assim como a Itália – esses mercados deverão crescer abaixo da média europeia de 2% até 2017.

O leste europeu também deverá ter crescimento baixo, principalmente por causa do conflito na Ucrânia, que impingiu sanções internacionais à economia Russa. Após muitos anos de crescimento de dois dígitos, o investimento em mídia russo deverá crescer só 1,8% em 2014 e 1,1% em 2015, recuperando-se somente em 2016, com 4,6%, e 2017, com 9,2%. A Ucrânia, por sua vez, perderá 49% de investimentos publicitários neste ano e 10% em 2015, segundo a Zenith. 
(Fonte: Site Meio & Mensagem)

sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

ASTROS E ESTRELAS DO CINEMA NACIONAL EM MATEUS LEME


 Leila Diniz, Fernanda Montenegro, Eva Wilma, Darlene Glória, 
Walmor Chagas e Paulo José no Cineclube da Casa de Cássia
 
A programação começa sábado, dia 6, às 17 horas, com a apresentação de "São Paulo Sociedade Anônima" (1965), de Luiz Sérgio Person, com Walmor Chagas, Eva Wilma e Darlene Glória. O filme contesta o "way of life" brasileiro, expondo as frustrações e angústias de um jovem trabalhador e empresário da então nascente indústria automobilística. O curta é "Dois" (2012), de Thiago Ricarte, com Carlos Mandel e Gabriela Rocha. Um casal de estudantes se prepara num parque para a prova de matemática.
No dia 13, sábado, às 17 horas, o programa é constituído do longa "Iracema, uma Transa Amazônica" (1975), de Jorge Bodansky e Orlando Sanna, com Paulo Cesar Pereio e Edna de Cássia. Em contraste com a propaganda do governo militar, o encontro de uma jovem  mestiça com um motorista de caminhão, tendo por fundo a construção da Transamazônica e suas mazelas: queimadas, desmatamento, trabalho escravo e prostituição infantil. O curta é "Naiá e a Lua" (2010), de Leandro Tadashi, com Brandina Benites Guarani. Uma jovem índia se apaixona pela Lua, dando origem à lenda do nascimento da vitória régia.
No dia 20, sábado, às 17 horas, o filme é "Uma Vida em Segredo" (2001), de Suzana Amaral, com Sabrina Greve e Eliane Giardini. Baseado no romance de Autran Dourado. Uma jovem órfã, criada numa fazenda de café, vai viver, com a morte do pai, na cidade, não se adaptando aos costumes locais. O curta é "A Dama do Estácio" (2012), de Eduardo Ades, com Fernanda Montenegro, Joel Barcellos e Nelson Xavier. Uma velha prostituta acha que vai morrer e consegue um caixão com um de seus amantes.
No dia 27, sábado, às 17 horas, o filme é "Todas as Mulheres do Mundo" (1967), de Domingos de Oliveira, com Paulo José e Leila Diniz. O dilema de um "bon-vivant" carioca em trocar todas as mulheres do mundo por uma só, uma professorinha. O curta é "O Fim do Filme" (2012), de André Dib, com Gabriel Bodstein e Gabriela Cerqueira. Um empregado de locadora de filmes conta sempre o final dos filmes para os clientes até que encontra uma cliente que aluga sempre o mesmo filme.        Aos domingos, às 17 horas (menos no último domingo do mês), prossegue o projeto Cinepreciosidades, curado pelo escritor e cinéfilo Matheus Matheus, apresentando a cada sessão uma surpresa, entre filmes raros, "cults", "undergrounds" e modernos.
Os filmes são exibidos em sala dotada de projeção e som digital e tela de 70 polegadas. O lugar tem 23 lugares. Os ingressos são distribuídos 30 minutos antes da sessão.
CINECLUBE DA CASA DE CÁSSIA
Rua Meyer, 105. Vila Suzana (Reta). 35670-000 - Mateus Leme, M.G.
(31)3535-1721, 9247-6574 e 9786-4465
casaculturamateusleme@gmail.com
www.casadecassia.blogspot.com
www.facebook.com/casadecassia

segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

ENSINO TÉCNICO E EMPREGO


Pronatec vai beneficiar pessoas com deficiência, população de rua e adolescentes

O Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec) terá uma modalidade para beneficiar pessoas com deficiência, adolescentes em cumprimento de medidas socioeducativas e moradores de rua. O chamado Pronatec Direitos Humanos teve regras e critérios para execução e monitoramento definidos em portaria da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República (SDH) publicada no Diário Oficial da União
De acordo com a portaria, a modalidade será dividida em três grupos: Pronatec Viver Sem Limite, Pronatec Sinase e Pronatec População de Rua. A qualificação e o aperfeiçoamento profissional desses grupos será feita dentro das regras do programa, estabelecidas pelo Ministério da Educação, a partir de demandas apresentadas pela SDH.
(Fonte: Agência Brasil).